Torque.

7 Capítulo 6 - Desconfiança


Notas iniciais
Demorei mas postei! É isso que importa, hehehehe. Pois é, agora a coisa tá ficando séria. Esse capítulo admito que ficou meio fraco, mas espero que gostem apesar de tudo. E outra lindíssimas, eu não tive tempo de responder aos reviews, mas quero que saibam que amei todos e em breve terão um retorno! Agradeço as queridas que deixaram (Kuranlaaura, Meilyn, Sophie Hatake, jusamurai, Grell e Notme) esse capítulo é dedicado á vocês! ♥

“Eu sei que nunca voltará a ser a mesma coisa... E como poderia ser? Os sentimentos mudam, e as pessoas se perdem... Mas eu ainda me importo tanto com você

Você lembra como era?”.

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Haruno, Sakura
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Antes de abrir os olhos, eu sabia que estava lá. Aquela energia sombria que me rodeava era assustadoramente familiar; apesar de relutar contra elas, minhas suspeitas se confirmaram quando tomei coragem de abrir os olhos. Lá estava a Estátua do Selamento, gloriosamente invocada pelo Fuuin no Dôzô. E apesar de tentar ignorar, antes de olhá-lo eu já sabia que uma das pessoas a quem eu mais amava estava sofrendo no meio daquele ritual macabro.

Abri a boca para gritar, mas só saiu um ruído oco. Corri desesperada em direção a estátua, porém assim que botei o pé na água, ela começou a me engolir, me puxando para o fundo, e a medida que eu lutava, mais rápido eu descia.

Igual minha vida.


‘– Que analogia conveniente. ’ – Pensei amargamente, encarando Naruto com os olhos esbranquiçados e com as costas arqueadas de maneira agoniante.

Em uma tentativa falha de procurar por qualquer objeto a que pudesse me agarrar, vejo Sasuke a alguns metros de mim, me fitando. Ele estava temoroso, metade de seu corpo estava com o selo completo, com a sua “asa” aberta, e a outra metade estava normal, e meu coração deu um pulo ao me deparar com uma expressão puramente melancólica.

Então ouvi um baque surdo vindo da estátua, e lá estava o corpo de Naruto estirado no chão, o terror e o medo tomaram conta de mim, e eu gritei.

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Abri os olhos pela segunda vez, felizmente dessa vez só consegui ouvir o barulho de pássaros e ver a luz sob a pálpebra. Suspirei aliviada e olhando ao redor vi que estava em quarto arejado, com uma grande janela e uma porta de vidro que dava para uma varanda. Agradeci por ter conseguido sair do covil de alguma forma e sentei-me tentando lembrar qualquer coisa do dia anterior, porém foi só a dor que senti ao tentar me levantar que me fez recordar. Parecia que eu tinha carregado um caminhão nas costas, todas as articulações estavam doloridas e minhas pernas estavam ardendo. Porém não tinha sido um caminhão, e sim Sasuke.

“– Droga!”

Me levantei de súbito, coloquei os sapatos que estavam do lado da minha cama e fui procurar notícias de Sasuke. Ao sair do quarto, a primeira coisa que notei, era que eu estava numa espécie de estalagem nas montanhas, no final do corredor havia uma porta que dava para termas quentes. E para meu alívio, pude reconhecer o espadachin do meu recente time que estava saindo de lá distraidamente, mais que depressa corri até ele, tentando ignorar o fato de ele estar usando apenas uma toalha. Assim que me viu, exibiu um sorriso que contrastava com meu humor.

“– Hey hey, calma aí gracinha, tem de mim pra todas, não precisa correr assim”

Respirando fundo, olhei para ele com o máximo de seriedade que consegui, porém aquele maldito sorriso debochado não abandonou seu rosto.

“– Cadê o Sasuke?”

Fiquei apreensiva quando ele ficou subitamente sério, mil coisas passaram por minha cabeça, e comecei a me desesperar. Mas então ele exibiu uma expressão de contrariedade e depois um meio sorriso.

“– Humph, para que você quer a ele se tem a mim?”

“ – Diabos, vou procurar por ele eu mesma. Obrigada por nada!” –
Gritei, indo em direção ás escadas que davam acesso a mais quartos no andar superior.

Como se já não bastasse às brincadeiras idiotas, eis que o espadachin começa a me seguir até conseguir andar ao meu lado, tentei ignorá-lo e dei continuidade a minha busca por Sasuke.

“– Calma rosinha, começamos com o pé esquerdo” – Então ele entrou na minha frente, me obrigando a olhá-lo e interromper minha procura.

“– Suigetsu Hoozuki.”

“– Sakura Haruno.”

“– O prazer é todo meu.” – respondeu ele com ironia. Vendo mais uma vez que essa conversa não daria em nada, desviei dele.

“– Ele não está por aí, venha.” – Ele disse.

Sem questionar o segui para a cobertura da estalagem, e no caminho vimos o tal Juugo no final do corredor, olhando pela janela.

“– Hum, até parece que é tão pacífico” – Murmurei sem pensar, para meu alívio apenas Suigetsu ouviu.

“– Você deve saber que não é culpa dele... ele ter ficado daquele jeito. O selo.” – Ele sussurrou com seriedade.

E fiquei com remorso, eu mais que tudo, sabia. Eu havia testemunhado o começo da agonia de Sasuke devido aquele maldito selo, que por sua vez acabou acarretando o sofrimento de todo o original time 7, o extinguindo logo após. Senti uma amarga nostalgia e com um nó na garganta e obviamente sem graça por ter sido tão cruel, olhei para Suigetsu, esperando que ele me indicasse logo o quarto para dar fim aquele momento constrangedor.

Ele andou mais um pouco, parou em frente a um quarto e sem bater nem fazer nenhum alarde, abriu a porta. E a cena da ruiva praticamente montada em Sasuke não acarretou um sentimento coerente ao que eu queria ter sentido, sem falar que não era uma cena que eu esperava presenciar em plena manhã. A ruiva mais que rapidamente saiu de cima dele e começou a se justificar sem necessidade, acabando por se atrapalhar nas próprias mentiras; apesar disso, senti pena dela pois a mesma aparentava ter passado a noite em claro, devido às olheiras que pesavam seus olhos.

Ao contrário da afobação que ela mostrava, ele estava sentado no futon encostado na parede parecendo totalmente alheio á ela, na verdade ele estava visivelmente muito abatido. Senti-me de súbito culpada, afinal aquela situação era tudo consequência dos atos de Kabuto e principalmente fruto das minhas más decisões... E pela primeira vez em três dias, senti pena de Sasuke. Então sem falar nada, me aproximei do futon, tentando olhar o ferimento. Assim que ele me notou, franziu a testa, parecendo contrariado.

“– Foi tudo minha culpa...” – Murmurei mais para mim mesma do que para os presentes.

Inesperadamente, Sasuke me olhou com o que parecia uma irritação palpável. Ao ver que me assustei diante daquilo, ele suavizou a expressão.

“– Já basta de ladainhas.” – Ele falou curto e grosso.

‘– Essa eu mereci’ – Pensei e me agachei diante dele, tentando ver a gravidade do ferimento, porém a faixa que provavelmente foi a ruiva que improvisou me impedia. Eu sabia que não havia pedido permissão nem nada, porém como eles esperavam que eu fizesse o papel de med-nin do time, então eu o faria. Apesar de parecer que Sasuke estava inesperadamente desconfortável com a minha avaliação.

Suspirei, vendo que não havia escolha, pedi por algum objeto que pudesse cortar a faixa, e Karin muito receosamente me deu uma kunai. Cortei e então pude ver claramente que o corte era profundo, estava inflamando e ainda saía sangue, era óbvio que precisava de cuidados. Porém não era tão sério como tinha potencial para ser.

“– Está inflamado, se não for tratado logo poderá ter sérias complicações.” – Falei.

“- O tratamento vai levar tempo, se for feito manualmente...” – Continuei.

“– Não, não temos tempo.” – Sasuke me cortou rispidamente.

“– Mas Sasuke-kun, você não está em condições.” – Interviu a ruiva.

“– Desempenha seu papel.” – Ele falou, olhando para mim. E eu sabia que as palavras estavam no ar: como ninja.

“– Não estou com as minhas ervas para fazer medicações...” – Respondi, tentando me acalmar

E então uma ideia me ocorreu.

“– Mas posso arranjar facilmente em uma aldeia ou algum bosque aqui perto” — Murmurei esperando que minha mentira tenha soado pelo menos um pouco convincente.

Sasuke me encarou por um longo momento, e eu sentia que aquilo era mais para me intimidar para ver se eu estava mentindo, e revelar qualquer resquício de insegurança como se ainda esperasse que eu fosse aquela menina patética de doze anos. Com o ego seriamente ferido, ergui o nariz e me levantei.

“– Não espera que as ervas brotem em minhas mãos, né?” – Soltei, satisfeita por ver a testa dele se franzir mais uma vez.

“ – Não acho que devamos deixar a vida dele depender dela.” – Exagerou a ruiva, claramente desconfiada.

“– 12 horas.” – Ele murmurou.

“– No máximo.” – Concordei, me sentindo subitamente otimista, — apesar de agora ter dois problemas para resolver -, e um pouco ultrajada por ele ter dado um prazo para minha volta, ilustrando o quanto ele não confiava em mim.

Apesar de querer aparentar estar indiferente ao que Sasuke achava ou não de mim, aquele sentimento de querer satisfazê-lo permanecia, misturado ao orgulho de querer esfregar na cara dele que eu era capaz de fazer tal tarefa me obrigava a não passar do prazo estipulado.

Eu esperava que essa desconfiança toda valesse a pena, sem falar que deixar Sasuke sem cuidados me preocupava seriamente, apesar de não querer pensar nisso.

Suigetsu me deu algumas shurikens, kunais e alguns selos, caso eu precisasse, e então me retirei. E ao sair da estalagem, eu rezava para conseguir informações úteis a respeito do paradeiro de Naruto dentro das doze horas.

~

Continua...

Notas finais
E aí gostaram? Espero mesmo que tenha restado alguém, mimimimi. Enfim, como eu já tenho uma ideia para o próximo capítulo, prometo que postarei logo logo. Então, até logo lindíssimas!