Toque-me

6 Brinquedo Surpreso


Notas iniciais
Heeeeeeey minaaaaa, demorei muito né? Descuuulpeeeeeeem, não tá dando para eu entrar no pc :s esse é o da minha irmã, o meu fui pro beleleu :s
Por isso não respondi todos os comentários, mas eu li e adorei toooodos eles e quando der eu respondo sim, todos, AHHH, EU QUERIA AGRADECER AS RECOMENDAÇÕES DA Hinataa E DA Taachan *---* Muuuuito obrigada messssmo, adorei as palavras de vocês e tudooo mais >< obrigada mesmo, isso que me incentiva a continuar :3
Chega de enrolação né, Leaim!

\"\"

(...)

O dia tinha passado rápido, a noite foi engolida pelo tempo, em poucos instantes havíamos chegado a prefeitura de Konoha, me apresentei a Governadora da Cidade, Tsunade, uma senhora de 50 anos, mas com uma aparência juvenil, poder-se-ia dizer que a mesma, só de olhar, não passava do seus 35 anos de idade, mas não era bem isso.

Tsunade estranhou meu acompanhante de primeira viagem, mas logo reconheceu o baka de Konoha, Naruto, quando percebeu quem era, correu para um abraço apertado, não deixando transparecer as lágrimas que ousavam cair de seus olhos, a mulher poderia se denominar como uma Seal se quisesse, ela era dura como uma rocha, mas ainda se tinha com seus sentimentos, diferente de mim.

Depois de todo esse alvoroço, Tsunade nos guiou até a delegacia, mostrando o meu mais novo local de trabalho, não tinha ninguém, pois o chefe da polícia dali havia se demitido pois jurava que corria riscos de vida por investigar demais as famílias ricas daquela cidade, eu não me importava nem um pouco com isso, se eu tivesse que investigar todas as famílias privilegiadas dali, eu o faria, mesmo se fossem as empresas Hyuuga, eu não me importaria em mandar alguém de minha linhagem para cadeia, não sou mais a doce Hinata, aquela idiota excêntrica que um dia pereceu por aqui, vagando como uma ninguém. Todos que um dia me jugavam inferior se arrependeram por me fazer passar como uma ninguém, não serei mais invisível, agora todos saberão o que aconteceu com Hyuuga Hinata, ela não estava morta, está aqui, mas firme do que nunca.

- Bem, senhorita Hinata, certo? Seu sobrenome não foi divulgado em sua ficha. – Disse-me Tsunade meio desconfiada, a mulher olhou para mim e eu olhei para Naruto, o mesmo me retribuiu o olhar confuso e logo voltou-se para a governadora e que o olhou em reprovação.

- O que? – Perguntou o loiro defensivamente com um tom de voz morno, parecia agitado, mas era um idiota mesmo, pedi para que ele fizesse uma ficha minha, mas me parece que o dobe encobriu o meu sobrenome, talvez pensará que eu não quisesse me expor ali, ele tinha razão, mas não era necessário agora.

- Me desculpe Sra. Tsunade, pedi para que Naruto escrevesse essa ficha e a enviasse para a senhora, nós do grupo de Seals da Marinha, tínhamos muita restrição quanto aos nossos nomes serem divulgados de tal forma, sempre fomos restritos quanto a isso, parece que essa mania não sumiu completamente de Naruto. – Falei inventando uma desculpa barata, aquilo não era total verdade, éramos treinados para ações diretas, antiterrorismo e reconhecimento de terreno, aquilo não era nada que nós fazíamos em segredo, não nos prejudicava em nada botar nosso nomes a mostra. Mas não importava agora.

- Ah, sim, claro, havia me esquecido que vocês faziam parte da marinha dos Estado Unidos. – Lembrou-se Tsunade enquanto guardava consigo umas pastas. – Bem, Acho que tudo bem, não é mesmo? Mas... Poderia me dar seu Sobrenome, não é?

- Claro. – Lhe disse enquanto que Naruto me lançava um olhar questionador, parecia que ele não havia entendido, eu quero que as pessoas dessa cidade saibam que eu retornei e que não sairei daqui, até eu completar a minha vingança. É isso o que eu quero. – Me chamo Hyuuga Hinata. – A cara de espanto da governadora não foi tão surpreendente para mim, com certeza sabia que os Hyuugas detém muitas fabricas por essa cidade tanto quanto internacionalmente. Deveria saber também que a filha mais velha havia fugido antes de completar o ensino médio, mas o pai da estupida não se importou com o fato de seu fardo ter fugido, apenas relatou o ocorrido e depois, simplesmente o esqueceu, velho desgraçado.

- Você... Hyuuga... Como assim? – A mulher pareceu confusa, suas palavras saiam sem sentido, talvez estivesse mesmo surpresa, aquilo não era nada. Ela piscou os olhos, tentando entender melhor a confusão, se apoiou na parede da delegacia e então suspirou pesado, parecia incrédula, sua cara deixava toda sua expressão neutra se desvanecer, talvez aquilo tivesse atingido o auge do seu consciente. – Você é a garota Hyuuga...? A desaparecida?

- Não mais, eu estou de volta. – Lhe falei enquanto sorria sem humor, minha voz soou um pouco divertida, mas não era bem assim, aquilo na verdade era minha grande excitação, pois logo toda a cidade saberia... Saberia que eu havia voltado. — Não se preocupe, tomarei conta dessa cidade e de todos os seus habitantes, mas preciso de Naruto ao meu lado. — Informei, e logo um sorriso quente tomou os lábios finos do loiro, ele não estava esperando por aquilo, mas eu sabia que ele não me deixaria, mesmo estando de volta. Eu não me importo, talvez ele me ajude em meus planos...

- Não tem problema... – Relatou Tsunade, suas palavras falharam um pouco, mas ela era durona, logo voltou a sua posição de superioridade, seu tom voltava-se neutro e cheio de confiança. – Deixo a delegacia e toda a cidade em suas mãos, senhorita Hyuuga. Tudo de que precisam está nessa pasta. Conto com vocês. – Finalizou a loira, entregando-me uma pasta amarela com alguns dos documentos da delegacia.

- Prometo-lhe que não vai se arrepender quanto a isso. – Lhe informei antes que a mesma partisse, atravessou a porta dando um breve aceno e logo sumiu por ela.

Olhei para Naruto que já se acomodava sentado em uma poltrona verde musgo que se encontrava perto da parece, ao lado de uns armários de metal em outra sala. O ressinto estava escuro, nada anormal na verdade, andei até o cômodo que Naruto estava e vi que era o meu mais novo escritório. Lancei um olhar de esguelha ao loiro e elevei uma sobrancelha, o que ele queria?

Ele me sorriu de canto de boca, fazendo um ótimo trabalho em deixar seus olhos azuis intenso cortarem a escuridão pelo seu brilho torpe, o mesmo abriu os braços e os apoiou no descanso da poltrona, sorriu novamente, mas um sorriso perigoso, predatório, aquele sorriso continha malicia e uma pitada de sensualidade, se não fosse pela minha restrição quanto a homens, eu poderia sim, cair nas graças desse formoso e belo animal, mas eu não daria esse prazer ao gigante ali. Sua camisa social branca parecia abranger pouco de seu muito e malditamente musculoso tórax, seus peitoral sólido riscado pelo tecido deixava cada vez mais difícil para ele manter seu corpo quieto. Hmm... Sexy.

Droga.

Balancei a cabeça freneticamente e sai de meu transe idiota, eu tinha que parar com esses devaneios. Isso não era nada bom.

Passei as mãos em meus cabelos soltos e o puxei para que pudesse amarra-los em um rabo de cavalo. Eu tinha muito trabalho a fazer, e eu começaria agora.

(...)

A pequena mulher a minha frente se fez distante... Fria. Mas eu não cederia a isso tão facilmente. Sentei na poltrona e envie-lhe um sorriso pequeno, a mulher se pôs a andar até a sala em que eu me encontrava e logo parou para me enviar um olhar indiferente. Sorri, um sorriso mais malicioso do que o normal, ela era perfeita, mas perfeita do que qualquer uma.

Tinha-se com belas curvas acentuadas nos exatos lugares perfeitos de uma mulher, seu corpo pequeno, mas sexy, dava-me calafrios de puro desejo, seus seios fartos ficavam pressionados contra o tecido de sua blusa lilás, a calça verde da marinha não escondia nem um pouco suas coxas deliciosamente torneadas, aquela mulher pequena e quente era como uma maldita e sedutora desvirtude, se quisesse poderia muito bem botar quaisquer homem aos seus pés com um simples olhar, seu rosto juvenil e delicado dava um toque especial para todo o seu caráter, tinha meditativos olhos perolados formosos, seus cabelos azulados cheios de vida como a noite, caiam em ondas declinante atrás da mesma, sua face era leitosa assim como toda sua pele, era convidativa, seu nariz pequeno e empinado combinando com seus lábios carnudos rosados dava-lhe um toque angelical e mais quente do que o inferno. Merda! Ela poderia me fazer perder todo o controle que imponho a anos! Deus...

Seu olhar caiu sobre o meu corpo, rondando todas as partes em mim, não pude conter minha inquietude, meu corpo tremeu sobre seu olhar cristalino enquanto a mesma balançava a cabeça parecendo lembrar de algo. Puxou seus sedosos e negros cabelos e os amarou atrás da cabeça, parecia cansada.

- Levante-se. – Sua voz melodiosa e autoritária fez meus sistemas religarem. – Temos trabalho a fazer.

Ótimo, lá se vai a minha chance de tê-la para mim, será que em algum momento reconquistarei essa dama de ferro?

- Que seja. — Declarei enquanto suspirava derrotado, talvez eu tente amanhã, ou amanhã e amanhã... Não importa, um dia eu a terei, prometo isso a mim mesmo, um dia, não importa quando, eu a terei em meus braços.

(...)

Peguei mais alguns papeis e os assinei, de saco cheio, como meu sócios suportavam aquilo? Todos os dias? Isso não é divertido, nem mesmo tolerável... Mas dava dinheiro.

- Hm. – Subi meu olhar e me deparei com uma mulher vestida com trajes vermelhos, cores fortes demais, mesmo para Sakura. Aquilo só tratava de camuflar toda a sua sem-vergonhice, o vestido intenso, mas social, um palmo acima dos joelhos, aquilo dava-lhe um ar mais respeitoso, algo que a mesma não tinha de forma alguma. O traje tinha um corte em v na parte dos seios, seios esses que ousavam querer saltar para fora, mas eram impedidos pelo tecido claro volumoso que caia sobre as dobras de seus braços. Seu cabelo rosado estava preso em um coque atrás de sua cabeça, enquanto que algumas mechas cacheadas pendiam ao lado de seu rosto pequeno, sua face rubra com uma cor nada natural, estava completamente pintada com uma maquiagem meio pesada escura, sua lábios pequenos estavam pintados com um vermelho sangue, não combinando com seus calçados negros.

Ela me sorriu divertida, fazendo um gesto de pedido com a mão a mim.

- O que faz aqui, Sakura? — Perguntei meio curioso, mas entediado. – E assim? – Não entendi o que ela fazia aqui, e vestida de tal forma, queria me provocar? Era isso?

Em seu rosto se formou uma carranca desolada enquanto ela franzia o cenho e fazia um biquinho com a boca.

- Você esqueceu. Eu não acredito! – Declarou ela com um voz brava enquanto jogava as mãos aos altos, qual era a merda do problema? Tenho mais assuntos pendentes do que ela e ainda por cima estou com uma maldita dor de cabeça!

- De que droga eu esqueci? – Perguntei já meio irritado por não saber do que se tratava, larguei a caneta que estava em minhas mãos e esmaguei aos meus olhos tentando diminuir minha dor de cabeça, de que infernos ela falava?

- Sasuke, é nosso aniversário de namoro, hoje! – Falou ela com o tom de voz elevado, cruzou os braços em frente aos seios e bufou emburrada. – E você esqueceu. – Finalizou dramática.

Era isso? Toda essa cena por causa disso? Ora...

- Humpf! – Bufei com raiva, ela simplesmente é uma idiota. – E você quer que eu faça exatamente? Quer que saia do meu trabalho para que possamos jantar juntos? — Zombei com um sorriso cínico, ela realmente achava aquilo? Por isso essa arrumação toda?

A mulher a minha frente parou em seu lugar e logo me lançou um olhar duro, afiado, parecia decepcionada, mas o que ela esperava de mim? Um sorriso alegre e mais algumas palavras de eterno amor? Hahá, era engraçado pensar nisso. Vamos lá, sabe como eu sou, convive comigo a anos, sabia o que esperar.

- Sasuke... – Sussurrou ela, chamando a minha atenção. – É só um jantar. Você não jantou ainda, qual é o problema? — Perguntou ela com a voz baixa, imperceptível.

Geezz... Sim, eu não jantei ainda, mas tenho assuntos pendentes para resolver, e estão todos nesses papeis.

- Você. – Declarei enquanto girava o olhar. Ela suspirou reclusa, parecia chocada, mas era de se esperar.

- E-eu... – Tentou argumentar, mas sua voz falhou. Calei a mesma com um gesto de mão e me ajeitei na poltrona macia em que eu estava sentado. Levantei-me e me pus a andar até a pequena mulher ali, ela permaneceu parada, com o olhar no chão ao seus pés, ela era tão pequena, tão almejável...

- Vamos. – Falei por fim, vendo a rosada elevar a cabeça rápido para poder me olhar nos olhos lançando-me um sorriso de puro êxtase. Parece que essa será uma longa noite...

(...)

Olhei para o loiro e suspirei cansada, meus dedos já estava doendo por não parar de escrever um segundo se quer, ele também parecia exausto, seus cabelos rebeldes desgrenhados, caiam sobre os seus olhos semiabertos enquanto ele tentava se manter firme para não dormir, mas não conseguia se concentrar nem em um nem em outro, pois seus estomago não parava de dar trovejadas, aquilo era engraçado.

- Bem... Chega por hoje. – Declarei fazendo o loiro se assustar e levantar a cabeça com dificuldades, ele passou a mão na nuca enquanto estalava o pescoço.

- Hmm. Vamos comer! — Falou ele a mim, com um sorriso alegre nos lábios finos, jogou os cabelos para trás e novamente me sorriu caloroso.

Levantei-me da cadeira e andei até a porta, eu tinha que parar de reparar tanto assim nas pessoas.

- Claro, por que não. — Lhe falei com um pequeno sorriso nos lábios.

- Certo, conheço um restaurante aqui perto. Ele é ótimo. — Me informou levantando-se também, andou até o meu lado me fazendo, mais uma vez, sentir-me pequena e desprotegida, pois bem, não tão desprotegida assim... Mas, com certeza, pequena.

- Certo, vamos.

Tranquei a delegacia e logo pegamos um táxi, soltamos a uma esquina do restaurante, já que o lugar era meio fechado pelos jardins gigantescos da floresta. As ruas não estavam vazias, na verdade pareciam bem movimentadas, me senti mal por ter trocado de roupa na delegacia, apenas uma saia negra casual de prega e uma blusa roxa justa com um pequeno casaquinho jeans, aquilo de nada combinava com as botas gastas de marinha, mas, diferentes das botas largas e gastas do exército, essas eram mais “normais”, menos chamativas, já que eram da marinha, era uma bota diferente das demais, esse tipo de bota usávamos em missões de reconhecimento de terrenos, então não eram tão grossas, e também eram mais longas, mesmo assim, era tão estranho.

- Por que não me disse que era um lugar tão movimentado? Poderia ter colocado uma roupa melhor. – Exigi irritada, droga, aquilo estava errado.

- Hei, calminha, você está ótima assim. — Me disse ele sorrindo, um sorriso alegre e verdadeiro, ele sorria com os olhos, não parecia mentir, me senti um pouco melhor, mas ainda sim deslocada. – Está linda, Hina. — Finalizou com um tom tenro, calmo e sedutor, lançou-me um olhar quente e descontraído, abri meus olhos em pratos enquanto minhas bochechas ameaçaram arder, então girei meu olhar o mais rápido possível para a outra calçada, do outro lado da rua. Seu riso foi mútuo, mas eu não me atrevi a olhar-lhe novamente, deixei que a visão dos casais do outro lado me distraíssem enquanto andávamos, para que a vermelhidão não ousasse me tomar a face. Idiota, idiota, idiota, tão idiota!

Pare com isso Hina! Lembre-se de como são os homens...

- Idiota... – Sussurrei para ele com a cabeça baixa, mas ele apenas riu novamente. Ouvi um riso mais alto do que o de Naruto, então elevei a cabeça a outra calçada, o riso novamente se fez alto, um riso mesquinho e enjoativo, o som era tão asqueroso e zombeteiro que quase me deu náuseas, eu... reconhecia aquele riso. Mas de onde?

Cassei por entre os casais o som feminino que eu procurava, mas não demorou muito para que eu encontrasse, pois a mancha vermelha por entre as pessoas nunca passaria despercebida por ninguém que não fosse cego, a mulher... Oh céus...

A cólera me afligiu, náusea vagou pelo meu ventre deixando-me tonta, parei de andar e instintivamente agarrei-me a jaqueta de Naruto para que eu não caísse pela tontura. Um sentimento repentino de medo se instalou no meu mais profundo ser enquanto que tudo girava. Naruto me agarrou antes que eu tombasse mais uma vez, alguns casais viraram em nossa direção e logo o casal que eu não queria, também.

O homem de terno negro, que acompanhava a dama de vermelho me dirigiu o olhar, não parecendo reconhecer-me de primeira, mas logo seus olhos ônix mortos se alarmaram, abrindo em pratos, também parou de andar, fez uma carranca incrédula enquanto Naruto me puxava para junto de si com desespero em seus atos.

- Hinata! Você está bem?! — Exigiu alto e desesperado, confirmando ao outro homem sombrio que pairava do outro lado da rua, suas dúvidas, seu olhar escuro não me abandonou, rondou pelo meu corpo descendo, parando um pouco na base de minhas coxas e logo subindo ao meu rosto, encarou-me mais e logo sorriu, um sorriso mais escuro e macabro do que me lembrava, ele também estava maior. Merda...

- Sasuke. — Sussurrei sem forças para continuar.

Notas finais
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