Toque-me
7 Brinquedo Inconsciente
Notas iniciais
Fiz esse cap correndo, sinceramente eu acho que não ficou muito bom, sei lá, para mim foi... não sei, leiam, vocês vão entender :3 AAAAAHHH, QUE QUERIA AGRADECER A little mysterious POR TER RECOMENDADO ESSA FIC MINHA, muuuuito obrigda mesmo *------* Adorei suas palavras, adorei como você disse que ela tinha se cansado de tuuudo e pá >< ameeeei mesmo, muito obrigada mais uma vez e jááá né:
3beijos :3
(...)
Aquilo... Era impossível...
Eu estava sonhando...? Talvez um pesadelo? Não... Com certeza um sonho, um sonho doce para que eu pudesse degustar, mas amargo para a mesma mulher de antes. Então... Infernos! Ela estava viva, e oh... Sim, muito viva. Pelas chamas do maldito e ardente tártaro, quem era aquela que havia substituído o corpo da Hyuuga? Mas como...?
Parei e sorri após o tombar da morena, sua saia escura subiu um pouco, proporcionando a mim a visão mais privilegiada que eu já tive em toda minha vida. Por Deus e pelos demônios! O que ela havia feito a si mesma em 3 míseros anos?! Como ela conseguiu tal beldade divina?
Eu realmente não estava sonhando?
Por favor, se for um sonho, que eu não acorde.
Suspirei tentando reformular todos os pensamentos macabros e ardentes que ousavam me tomar a mente naquele instante, deixei que meu olhar caísse sobre as curvas declinantes de seu muito formoso corpo, seios, que para mim, eram malformados e juvenis, agora se tinham tão fartos e alinhados como um banquete para o maldito rei da selva, mesmo na escuridão que ousava lhe contornar, sua barriga lisinha era um tanto malditamente perfeita, combinando muito bem com o seu volumoso traseiro que era seguido de suas coxas e pernas torneadas como o doce néctar do inferno... Céus! Mas que droga estava acontecendo?!
Subi o olhar e logo prendi aqueles luxuosos orbes pratas aos meus olhos ônix, sorri, não pude me conter, ela parecia surpresa enquanto que um misto de pavor a perfurava, o medo no seu olhar ardeu, deixando desvairar-se pela noite beneficente, aquilo me excitava. Oh sim... Me deixava louco. Depois de tanto tempo, aquilo voltava a acontecer e merda! Ela estava desencadeando em mim coisas que eu não sentia a anos! Hmm... Droga.
Ela se alarmou, botando seus olhos, já abertos mais abertos ainda, como se estivesse sendo religada, voltou-se com o corpo e o rosto virado a um homem, homem esse que eu só havia percebido agora. Me recompus em meus lugar após sentir a mão da rosada me apertar o ombro, clamando por atenção, girei para ela e sua cara não era nada feliz, hunf, idiota.
– Vamos, Sasuke. – Disse ela com a voz meio rouca e mimada, argh. – Desde quando você se importa tanto com os outros? — Perguntou Sakura, desde quando, hã? Podemos dizer que, quando envolvem brinquedos antigos meus... Bem, eu gosto de brinquedos velhos. – E ela já parece melhor, não precisa da nossa atenção. – Finalizou a rosada, voltando-se, com toda a sua gloria, para a frente novamente.
– Hm. Ela está bem... – Respondi, virando-me novamente para poder dar uma nova olhada a mulher, que uma vez, realizou quase todos os meus desejos. Ela estava sendo almejada a um banco, o loiro, um pouco mais baixo do que eu, a fez se sentar, e logo tratou de ver se ela estava bem, as mãos daquele homem estavam em lugares que eu não gostava, bem... eu sou um cara egoísta, não gosto de dividir meus brinquedos com ninguém, odeio quando eles se quebram. Ela é minha... sempre foi. Não vai ser diferente agora, então...
Fiz uma carranca nada amigável e sorri maliciosamente. Apertei minhas mãos em punhos enquanto grunhia internamente como um animal raivoso, geeez...
Eu serei o primeiro a brincar novamente com ela, se ele a tocar antes disso, eu o mato. — ... por enquanto. – Sussurrei para mim mesmo, enquanto seguíamos nossa trajetória ao estabelecimento a frente. Sim, ela está bem, mas só por enquanto...
(...)
Deus, isso não pode estar acontecendo. Como... Eu não pretendia ainda. Isso não foi bom, nenhum pouco bom, minhas pernas ainda estavam bambas. Minha cabeça latejava como uma maldita dor de dente, aquilo só poderia ser a droga de um pesadelo, mas um pesadelo tão bestial quanto uma guerra de puro terror, o desgraçado estava aqui, ele simplesmente ele estava aqui com toda sua gloria de um eterno sádico e masoquista, ah Deus... Aquilo era tão doentio que meu estomago ainda dava voltas e voltas, como se eu estivesse a ponto de vomitar. Merda...
Tombei mais uma vez enquanto Naruto me guiava até o banco mais próximo, ele parecia nervoso e preocupado, suas ações eram rápidas e meticulosas, mas mesmo assim, era tão suave, tão gentil a um ponto que chegava a me deixar desconfortável ao seu alcance. Suas mãos grandes e cheias de calos de tantas batalhas travadas e treinamentos intensos que ele já havia estado, agora trabalhavam quase que harmonicamente tentando me manter o mais segura possível.
Sentei no banco de madeira meia grogue e um pouco inconsciente quanto a aquela surpresa do maldito acaso. Naruto me dizia coisas que eu não conseguia distinguir, pois nem mesma a minha visão embaçada pela noite havia voltado ao normal.
– Hinata! O que aconteceu?! Você está bem?! – O loiro me fazia perguntas uma atrás das outras, sua voz soava cada vez mais alta e nervosa, algumas vezes vacilava deixando que o seu tom duro caísse ou falhasse, levando com ele toda a sua felicidade ou até mesmo a sua inconsciência. — Vamos, me responda, por favor... – Ele clamava por uma resposta, por uma única palavra, mas eu não conseguia dizer nada, quando eu abria a boca tudo o que eu conseguia fazer era suspirar, não saia som, eu havia perdido a voz?
Não... Aquilo me pegou de surpresa, eu não conseguia reformular nada, nada mesmo, as pessoas que passavam ao meu redor, pareciam borrões para mim, até mesmo o loiro não passava de uma sombra diante dos meus olhos, eu não conseguia distinguir a luz, da escuridão, o som morno e tenro do silencio que tentava me dominar, da noite fria mesclada com risadas de todos que passavam ali, eu já não conseguia distinguir nem mesmo o rosto angelical e apaziguado de Naruto, do rosto neutro e cheio de cinismo do demônio Uchiha...
Deus... Por que a escuridão está tentando me fazer dormir...?
– Hinata, não durma. — Naruto...? Não dormir...? Qual é, não é nada... Eu apenas quero... Que isso tenha sido um pesadelo. Minhas pálpebras pareciam pesadas, eu não conseguia mais mantê-las abertas, elas pesavam como chumbos, e minha respiração ficou cada vez mais calma, tão calma a ponto de me assustar, mas eu não podia fazer, eu estava estática e ponto de desmaiar, isso nunca mais havia acontecido... Por que agora? Por que?
Droga...
Então tudo ficou escuro, enquanto todas as sombras me engoliam deixando-me cair em um sono que eu esperava ser real, para que tudo aquilo não passasse de uma merda de brincadeira, uma droga de pesadelo, um horrível pesadelo.
(...)
Passei as mãos nos cabelos agitados, tentando me manter o mais calmo possível, mas eu não conseguia. Hinata havia desmaiado na noite anterior e até hoje não havia acordado ainda, a levei ao hospital mais próximo um tanto nervoso, exigi que me dissessem o que havia acontecido com ela, mas eles apenas me disseram que havia sido uma queda de pressão que acabou levando-a a um desmaio, que aquilo poderia ter sido proporcionado por um fator surpresa, ou qualquer outra coisa.
Me disseram que estava tudo bem, que ela só precisaria ficar um pouco no soro, e que também precisava repousar. Mesmo assim não me fiz por satisfeito, aquela mulher ali era como uma bomba relógio ou uma rocha, mas também era frágil, frágil de uma jeito que ninguém imaginaria.
Eu a conheço, nos últimos anos foi eu quem estive ao lado dela, tomando todas as suas preocupações e dores, suas perdas e até mesmo sua frieza. Mas por trás daquilo tudo, por trás de toda a sua confiança e independência, existe ainda uma jovem, cuja o objetivo não se sabe ao certo, cuja a dor ainda permanece, cuja a vingança animal e a fome travessa pela justiça, ainda se tem intacta, como também a fragilidade de uma mera e sensível flor... Ela pode se perder, pode ser despedaçada, Deus...
Depois de tudo o que aconteceu com ela nesse país e nessa cidade, por que voltar? Por que retornar a um lugar tão doentio e cheio de lembranças sombrias?
As vezes penso que ela gosta de sofrer, mas quando me vem algo assim a cabeça, tenho vontade de me socar.
Sua família a desprezava, seus colegas de classe a tratavam como uma tola, uma ninguém, e até mesmo o desgraçado que ela amou...
Apertei minhas mãos em punhos com ódio e fúria, trinquei meus dentes os apertando como se eu pudesse realmente estraçalhar aquele canalha, cerrei meu olhar o direcionado ao chão com algo pior do que a ira queimando em mim. Infernos! Se eu o tivesse aqui, eu o mataria. Não. Primeiro o torturaria, o torturaria como se não houvesse o tempo, tão lentamente... Ele agonizaria, oh sim...
Maldito! Por que com ela? Ela já havia sofrido o suficiente nas mãos dos desgraçados de seu clã, sua família bastarda, renegaram a própria herdeira pois era mulher, o único que não a olhava com desprezo naquela casa era seu primo, mas isso não importa. Todos naquela casa deveria pagar também. Mas quanto a isso eu não posso fazer nada. Eu ainda não posso fazer nada...
– Senhor Uzumaki? – Uma voz feminina me tirou de meus pensamentos, uma enfermeira loira com o rosto sorridente me olhava com um pouco de alivio em suas feições, aqueles olhos azuis me eram familiares, mas de onde? Espera... Ino?
– Sim? – Respondi, era mesmo Ino? Não parecia ter mudado, a não ser pelo corpo, havia crescido um pouco mais ao meu ver.
Ela sorriu mais uma vez, mostrando realmente que não havia mudado.
– Não se lembra de mim, pelo que eu vejo. — Disse com a voz embargada em um sotaque diferente do nosso, na verdade, parecido do meu depois que sai dos EUA.
– Ino? Certo? — Perguntei tentando afirmar se era ela mesma, se não era, parecia e muito.
– Sim, Naruto. Parece que se lembra ainda de alguém da cidade. – Disse enquanto gesticulava com o dedo formando o círculo e sorrindo mais uma vez, devolvi o sorriso, não fazendo mais do que isso, Ino havia sido uma das poucas amigas de Hinata, e eu digo amigas, e não as outras que a usavam para que fizesse tarefas para elas. – Bem, mas não foi para relembrar o passado que estou aqui, queria lhe informar que ela acordou, e parece agitada. – Falou fazendo uma careta meio assustada.
– Oh... Me leve até ela. — Ordenei, com um tom de voz autoritário e duro, bem, não era para eu estar exigindo nada, mas era da Hyuuga que estávamos falando. – Por favor. – Terminei enquanto que Ino acenava com a cabeça e começava a andar me levando pelos corredores claros do Hospital.
Chegamos a o quarto 313 em alguns instantes, e logo eu pude ouvir que alguém não parecia feliz lá dentro, sorri aliviado enquanto que mais maldições e pragas eram lançadas pelo recinto pela voz de dentro da sala, ela realmente estava bem.
Ino girou a maçaneta da porta de madeira, e adentrou no cômodo, segui atrás dela e logo pude ver uma mulher muito feroz me lançando um olhar afiado como um navalha. A morena parecia que queria me fuzilar com olhar, e eu duvidava se não teria feito se realmente pudesse, seu cabelo estava desgrenhado com alguns fios pendendo aos lados de seu rosto pequeno, sua boca era uma linha fina me advertindo do perigo que eu corria, seus olhos cerrados eram amedrontadores para quem não convivia com ela, bem, eu convivia. E eu realmente não entendia o porquê da sua irritação.
– Por que me trouxe a um hospital, idiota? — Sua voz parecia rouca mais suave, sua seriedade demonstrava que não queria nenhum tipo de brincadeira. Eu também não queria.
– Por que? Hunf! – Ri entredentes, ela estava brincando, certo? Estava me perguntado o porquê depois de ter desmaiado? — Por que simplesmente você desmaiou em uma calçada? Isso serve? — Perguntei deixando o som da minha voz sobressair, eu estava aqui até agora preocupado com ela, e ela não sabia o que havia acontecido?
E ainda sim me tratando com tal frieza? Por que não me dá um desconto?
– Isso não era nenhum motivo em especial para me trazer aqui! – Exclamou com a voz falhando pelo esforço, ela fechou nos olhos com força e balançou a cabeça, vi seus olhos ficarem marejados e me surpreendi pela única gota de lagrima que desceu pela sua face, me pus a andar até sua cama, e logo virei para Ino, fiz um gesto com a cabeça, pedido para que ela saísse, ela acenou de volta e se foi, fechando a porta atrás de si, voltei-me para Hinata que agora tentava afastar novas lagrimas que ousavam emergir em seus orbes, ela esfregou toda a face com as costas das mãos e logo se voltou arrogante como sempre a sua posição normal. Deu mais um passo para perto da maca, e me sentei nela, ao lado da morena, eu estava preocupado, nuca a vi desse jeito, nunca demonstrou nada além de indiferença quanto a todas nesses últimos anos. Então... Por que?
A olhei mais de perto, tentando não assusta-la ao me aproximar, mas ela virou o rosto com um rubor tomando suas bochechas.
– Hinata... O que houve? O que houve ontem e o que está havendo agora? – Perguntei com o tom morno, eu queria saber o que havia provocado aquilo nela. Ela não era assim...
Ela encolheu os ombros ainda de costas para mim, passou às mãos nos fios rebeldes os jogando para trás, girou seu corpo e sua cabeça na minha direção, ficando a poucos centímetros de mim, mas seus olhos ainda estavam abaixados, focando no nada. Merda... O que estava acontecendo?! – Hina, Me diga. — Exigi ainda calmo.
Ela subiu o seu olhar, me fazendo colidir com seus formosos orbes prateados ainda marejados, aquilo estava me torturando... Ela franziu o cenho incerta pelo que ia falar. Mas ela disse, ela sussurrou e eu não acreditei. Algo queimou em mim, a fúria devastadora emergiu do meu profundo eu despertando a uma ira bestial, uma fome travessa pelo sangue do homem foi uma deixa enganosa para o êxtase que me tomou, aquilo era tudo o que eu queria ouvir, eu vou mata-lo, vou mata-lo tão torpemente...
Pois as palavras que saíram da boca de Hinata foram: Uchiha Sasuke.
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