Toque-me
8 Brinquedo Despertado
Notas iniciais
Por favor, não fiquem com raiva de mim, gente, tá muito ruim para mim escrever, pois a minha irmã resolveu fazer uma fic, acho que alguns de vocês já devem ter lido "Viagem pela Highlander" ótima fic, mas a desgraçada agora não sai do pc -v- e para quem, não sabia, sim, ela é minha irmã, ahhhhhhhh, ela me deu umas ideias meio que engraçadas para esse cap ^-^ Espero que gostem, garanto que o tempo que que passei sem atualizar vai ser compensado :3
AHHHHHH, QUERIA AGRADECER A a critica POR TER RECOMENDADO ESSA FIC, FUI PRIVILEGIADA, POIS ESSA FOI A PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO DELA *----* E EU SIMPLESMENTE AMEEEEEEEI >
(...)
A surpresa que vi tomar a face do loiro quase me fez formar uma careta em minha própria, ele se afastou um pouco, dando-me mais espaço para respirar, e logo sua expressão voltou a mudar. Franziu o cenho e cerrou os punhos enquanto estalava a língua nos dentes, no seu rosto havia uma camada fina de ódio, presenciei o grunhir que tamborilou em sua garganta, para que depois pudesse se ver livre em um rosnar raivoso.
Se levantou de minha cama em um empurrão, pondo-se a andar de um lado para o outro da sala, tentando amenizar o impacto da resposta?
Merda... Naruto o odiava, e eu sabia disso. Não deveria ter falado nada. Mas ele descobriria por fim, eu nunca fui tão boa em guardar as coisas para mim mesma, não seria agora que conseguiria.
Há anos tento afastar a dor da desgraça que me consumia, o medo que evitei por três anos, em um único dia, se manifestou, deixando-me como uma maldita fragilizada perante ao homem animal que adorou por minhas defesas abaixo ali, aquele bastardo havia mudado, mas somente na aparência, pois tinha certeza que ainda era o mesmo doentio desgraçado.
Agora, mas do que nunca, meu corpo tremia, e a minha autodefesa?
Hunf. Ela havia se destroçado, havia sido quebrada e eu odiava aquilo, odiava tanto a mim mesma por ainda ser fraca diante daquele monstro, odiava ainda mais ao meu corpo por responder de tal maneira a presença indesejada do bastardo de olhos ônix.
Droga, por que aquilo tinha que acontecer justo no meu primeiro dia em Konoha?
– Onde? – Pulei pelo susto que tomei ao ouvir a voz de Naruto mais séria do que o normal, o seu tom duro foi quase uma deixa macabra para que eu respondesse com urgência. – Me diga! – Gritou o loiro virando-se em minha direção, seu rosto havia assumido uma máscara de irritação, sua perfeita face agora se tinha com as definições tão assustadoras como sua postura, eu reconhecia aquele olhar e oh, merda... Isso não era nem um pouco bom. O homem a minha frente fazia-se tão perturbado como o maldito inferno, suas ações eram agitadas e descompassadas, Deus...
Lembro-me de quando tomava para si essa postura antes de nossas batalhas pela Marinha. Em muitas missões havia ficado desta maneira, e quando se tinha assim, ninguém, mas ninguém mesmo o segurava, a matança que proporcionava era imensa, virava um animal feroz e sanguinário, procurava, em qualquer lugar, alguém para degolar. Só acalmava a si mesmo quando a sua sede por violência já estivesse saciada. Eu odiava aquela face dele, parecia indolor, mas não era, eu sabia disso.
Doía mais do que qualquer coisa, nunca gostou de machucar as pessoas, sempre às protegeu, mas agora... eu o obriguei a fazer isso, pois se eu não tivesse escolhido uma profissão tão arriscada, talvez ele não tivesse me seguido, e talvez essa magoa e raiva não o consumisse agora por eu ter falado o nome daquele canalha. Talvez ele ainda fosse o mesmo baka de sempre, mas ele mudou, ele cresceu, se tornou um adulto, e logo acabou assumindo muitos papeis importantes de gente grande...
– Naruto... — Falei com a voz baixa, eu queria acalma-lo, ele estava muito agitado. — Por favor, você tem que-
– Não me mande ficar calmo, merda! — Gritou novamente como se não importasse o mundo a ele. — Esse filho de uma puta vai ter o que merece, Hinata. Então, só me diga, onde ele está? — Todo o seu corpo já estava virando em minha direção, vi um brilho em seus olhos que jurei ser de autocontrole, mas ele já perdia aquele olhar, acho que não ajudaria saber que o meu pai viria para cá...
– Eu não sei... — Pronunciei abaixando o meu olhar e focando somente as minhas palmas, elas estavam brancas por eu ter tentado brincar com elas para poder me manter ocupada, talvez tentando esquecer aquilo. — E isso não importa mais. — Mentira, isso importa, mas eu farei tudo do meu jeito, e você me ajudara, Naruto. — Ele não vale a pena. — Mais uma mentira, ele valia cada esforço que fiz nesses últimos anos, ele não sabe de nada da nova Hinata, eu aprendi alguns truques bem legais, e eu os usarei. A careta de incredulidade do loiro foi tão visível naquela hora, eu até senti um pouco de pena, mas ele não entenderia se eu contasse a verdade de meus planos para ele. Na verdade, ninguém entenderia.
– Eu não posso acreditar! Depois de tudo que ele fez com você! — Naruto parecia que queria voar em meu pescoço, ou de qualquer outro, apenas parecia que queria dar uns belos chutes no traseiro de alguém, para poder descontar sua raiva e também a dor que levava por mim. Merda... Me desculpe, mas eu não posso te contar nada agora. Abaixei a cabeça um pouco mais e logo dei de ombros. Minha face deveria estar horrível, eu, com certeza, deveria estar parecendo uma coitada qualquer.
Ouvi Naruto bufar e também soltar um tanto de maldições desnecessárias. Ele estava atordoado. Mas aquilo não era nada perto do que está por vir, pois...
Subi meu olhar rápido, as batidas uniformes na porta quase me fizeram dar um salto. Naruto me encarou cerrando os olhos para mim com um tipo de questionamento circulando por eles, devolvi o mesmo olhar a ele, a expressão que eu levava no rosto de nada se parecia com o de uma perdedora, vesti a minha melhor máscara de superioridade e também limpei as minhas bochechas marcadas pelas poucos gotas de lagrimas que haviam escorrido pela minha frustração. Meu coração errou uma batida, mas me recompus ainda mais centrada. É... Parece que chegou a hora de encarar o passado.
– Entre. — Ordenei para pessoa que esperava atrás da porta, em um baque o ser girou a maçaneta, e logo empurrou a porta.
Naruto prendeu a respiração e deu também um passo atrás, engoliu em seco mostrando-se não tão perigoso agora.
Voltei o meu olhar a porta e a figura que adentrou no quarto, seu olhar cristalino, mas gélido, colidiu com o meu, a face pouco mais velha do homem ainda parecia ser feita de aço, seus longos cabelos âmbar jaziam atrás de si, mesmo agora, depois de tanto anos, não deixava sua postura de aristocrata se abalar.
– humpf, então você realmente veio, Hiashi.
(...)
Como... Hiashi? Aquele era o maldito pai dela? Não pode ser, ninguém havia o contatado ainda, então por que ele estava aqui?
O homem alto e robusto se ajeitou, dando um passo a mais para a frente, deixando que todo o seu ar de grandeza se concentrasse em sua postura rude.
Vi Hinata se ajeitar, parecendo desconfortável sentada sobre a cama pequena, mesmo que fosse completamente embaraçosa aquela situação, Hinata ainda conseguia manter-se à altura. Era revigorante a sua atitude destemida, ela parecia não se abalar com nenhum dos movimentos exagerados do Hyuuga. Mas eu temia que ela não suportasse a pressão do seu passado, será que ela realmente conseguiu superar tudo aquilo? Será mesmo que ela esqueceu do desgraçado do Uchiha? Merda! Isso está muito errado.
– Precisa de algo? – A voz do homem foi alta e uniforme, completamente neutra, sem nenhuma nota de preocupação, ou qualquer outro sentimento. O olhar gélido do homem mais velho era tão distante quanto a careta de indignação que Hinata fez por um instante.
Suspirei pesado e completamente incrédulo, o que ele havia perguntado? Ele só podia estar de brincadeira, a filha dele estava em um hospital e ele havia perguntando, simplesmente, se ela precisava de algo? Nenhuma outra questão ocupava a sua mente agora? Como, por exemplo, se ela estava bem? Tsc... Qual é...
Me mantive quieto, tentando me distanciar da conversa deles, mas estava começando a ficar difícil.
Girei meu olhar a Hinata, e me surpreendi pelo pequeno sorriso torto que havia em seus lábios carnudos. A sua aparência ainda não parecia boa o suficiente, em seus braços ainda jaziam as agulhas enviando grandes quantidades de soro para dentro do seu corpo. Sua pele, como se não pudesse, estava muito mais pálida do que o normal. E de baixo de seus olhos, ainda se via as olheiras que teimavam ficar por ali. Ela não estava bem...
–Hunpf! Você é surpreendente. Completamente inacreditável. – As palavras saltaram da boca de Hinata com um enorme tom de zombaria, e logo após outro sorriso tomou a face da mesma enquanto ela balançava a cabeça, negando o que ouviu. Sua mechas azuladas penderam ao lado de sua face, sombreando o seu olhar de minha vista.
O homem se mexeu um pouco, tentando se ajeitar, talvez.
– Não me respondeu. Precisa? – Pronunciou ele, elevando seu tom, saindo um pouco de seus padrões. Ele direcionou seu olhar a mulher, e por poucos instantes eu pude ver uma pequena hesitação circular em seu olhos translúcidos, como os dela... Voltei-me novamente para Hinata, e logo entendi o porquê da surpresa de seu pai, ela estava se levantando da cama, havia puxado com violência as agulhas do seu braço direito e agora já arrancava os do seu esquerdo. O que diabos ela estava fazendo?
Corri de encontro a ela, mas fui impedido pelo seu indicador apontado para mim.
– Hina... Você não está bem. – Adverti usando o tom mais calmo que eu tinha agora, tentando não pular em cima dela e joga-la novamente naquela merda de cama.
Ela bufou e sorriu, um sorriso quase alegre se não fosse tão cínico. Ela se ergueu, mas continuava a se apoiar na cama com um dos braços. Passou uma das palmas livres sobre os cabelos, os jogando para trás, e logo se voltou ao seu parente.
Uma máscara de ódio tomou a sua face, ela cerrou os dentes e os rangeu, tentando triturar algo, algo que ela queria que fosse os ossos de seus pai, com toda a certeza.
– Preciso. – Falou a morena com um tom misto em raiva. – Preciso que volte o tempo. Consegue fazer isso, Sr. Hyuuga? – Suas mão já não a sustentavam para mantê-la firme. Seus braços agora estavam cruzados em frente ao seu corpo, uma postura tão rude e desafiadora quanto a de seu pai.
Seu olhar cristalino não abandonava os do homem robusto. Ela ainda parecia esperar por uma resposta, mas nada saia da boca do Hyuuga.
Passou-se alguns segundos, e na verdade, parecia que se tinha passado horas com toda tensão que o ar levava. Eu sabia que não deveria estar aqui, mas eu não podia deixa-la sozinha com aquele maldito, outro desgraçado que não fez nada além de infernizar a vida de Hinata. O Homem não tinha o direito de se ter como o pai dela, ele não merecia ela como sua filha. Mas não importava o que eu pensasse, aquele verme era seu pai, eu não podia mudar isso. – Bem... Parece que não pode, não é mesmo? – Concluiu Hinata elevando elegantemente uma de suas arqueadas sobrancelhas. Hiashi novamente se remexeu, parecendo mais incomodo ainda, sua boca se abriu, parecia que iria retrucar as investidas de Hinata, mas não conseguiu concluir nada, pois a morena ria nervosamente pondo sua palma na testa.
Mesmo assim ele continuou.
– Não seja rebelde, Hinata, me diga do que precisa. – Suas palavras, novamente, sendo pronunciadas com um tom duro, mesmo que ele não percebesse o ponto de Hinata, o homem continuava. A morena retirou a mão da testa e logo se ajeitou de pé, deu um passo à frente e eu hesitei a ir até ela, mas ela parecia melhor, conseguia se manter firme sem ajuda. Continuei parado, apenas a olhando de longe, eu estava em um cano afastado do cômodo, ao lado de um armário de metal.
– Do que eu preciso? – Deu ênfase na questão, pondo um belo sorriso falso nos lábios, seu rosto parecia melhor, sua aparência estava de volta ao normal. Mas aquela situação não estava bem, não mesmo. – Preciso que saia daqui, esta poluindo o ar que eu respiro.
O impacto das palavras foram imediatas, a face do homem já não era o mesmo, seu autocontrole já saia dali, vi seu rosto assumir uma carranca tão enojada que quase fiz uma careta eu mesmo. Eu também não havia acredita nas palavras de Hinata, mas, de alguma forma, eu entendia sua dor.
Logo a satisfação de Hinata foi imediata, mas ela não parecia feliz, ainda parecia furiosa. Seu pai estava cético quanto aquilo, não dizia uma palavra ou nem mesmo se movia, sua altura era quase como a minha, era apenas alguns poucos centímetros menor, mas aquilo não era nada. Ele era um aristocrata, nunca mudaria a sua pose de um eterno burguês. – Okay, se você não vai embora, eu vou.
Girei minha cabeça rápido em sua direção, ela não podia sair, ela ainda estava hospitalizada, aquilo... – Vamos. – Finalizou Hinata dando-me um puxão tão forte no braço que quase o arranca. Seus passos eram rápidos e meticulosos, andou em direção da porta, onde seu pai jazia em frente, a poucos metros da saída, me puxou mas apertado indo em uma única trajetória. Quando chegou perto o suficiente de seu pai, esbarrou no mesmo com um trombar pesado de ombro, já que era baixa, acertou seu braço jogando um pouco o mesmo para trás e logo depois arrancando violentamente do quarto, comigo no seu aperto. Merda...
Por que eu não falava nada? Ou melhor... Por que diabos a deixei sair da droga da sala?
(...)
Dia Seguinte...
A delegacia estava uma bagunça, uma pilha de papeis estava em cima da minha mesa, realmente pensei que havia arrumado algo, mas a luz do dia eu podia ver a bagunça acumulada aos montes em pacotes de papelão.
Puxei uma pasta da pilha de papeis e a joguei no sofá, onde o loiro dormia com um sorriso idiota nos lábios. A pasta bateu nele, mas ele apenas gemeu e sorriu mais ainda. O que era tão engraçado?
Andei até o pequeno sofá e percebi que ele cochichava algumas palavras sem sentido, pois estavam sendo pronunciadas baixo demais, agachei chegando mais perto de seu rosto e logo decifrei as frases ditas.
– Ah... Sim. Vai, Hina... – Murmurava entre suspiros longos acompanhados de baforadas de ar. – Isso... ahh... – Sorriu entre a baba que descia pelo canto de sua boca.
– Mas o que? – Grunhi cerrando os dentes e aproximando meu ouvido mais ainda de sua boca.
– Uuh... Aiii... Não, Hina... Assim machuca... hmmmm... Devagar... – Gemeu entre ofegos. – Não seja gulosa... hmmm... Menina má... – Joguei meu corpo para trás com tal ferocidade que quase cai em um dos caixotes. O que aquele bastardo... Ele estava sonhando comigo?!
Cerrei os punhos e tentei respirar profundamente por dez segundos. Aquilo deveria ser um engano. Ele não estava sonhando comigo, devia ser apenas um mal entendido. Dei outro passo para trás ainda tentando controlar minhas mãos que ousavam querer torce-lhe o pescoço.
Acalmei meus sentidos fechando os olhos por poucos segundos, eu planejava mantê-los fechados, mas o repentino alto gemido me tirou da minha fraca concentração.
– Iiisssssssooo.... Asssssssssssimmm... Hmmmmmm. – Abri os olhos instintivamente com uma queimação subindo pelas minhas bochechas. Subitamente meu olhar decaiu em uma parte volumosa, que no mínimo, podemos dizer, estranhamente monstruosa sobre suas calças.
A palavra que surgiu em minha mante me acertou como uma bofetada tão forte como no inferno: Ereção.
Arranquei a pasta que pendia sobre seu peito e a elevei ao extremo.
– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – O grito brotou tão naturalmente como a minha mão que descia com total força segurando a pasta para acertar um único lugar que era o motivo da minha extrema mortificação: o lugar abaixo do seu umbigo.
TAP.
O barulhou da pasta contra o seu amiguinho rebelde ecoou por todo recinto, acompanhado, milésimos de segundo depois, pelo grito grutalmente agonizado de Naruto.
Minha visão estava vermelha em ódio pela vergonha. Todo meu rosto queimava enquanto que o grande pervertido rolava de uma lado para o outro gemendo, só que agora de dor.
– Maldito. Pervertido. Hentai. Safado. Grrrrhh! – Grunhi irritada. – Como você ousa?! — Gritei exaltada enquanto apontado o indicador para o desgraçado e muito sem-vergonha.
–Hina...? – Perguntou meio grogue ainda segurando de modo protetor seu brinquedo monstruoso. Olhou para os lados e suspirou dolorosamente. – Mas... Você não estava na minha cama? – Apontou confuso enquanto piscava tentando clarear sua visão. O infeliz estava vendo estrelinhas nesse momento e... O que?!
– Seu...! – Exclamei dando mais duas passadas ameaçadoras em direção ao loiro. Não havia palavras que pudessem expressar minha total fúria quanto aquela situação constrangedora. – Saia daqui, Naruto!
– Mas... – Tentou se defender, já se levantando do chão. Fechei os olhos com força tentando, mas uma vez, manter a calma. Mas estava ficando impossível.
– S-A-I-A. – Falei pausadamente esperando que ele entendesse dessa vez, mas o grande idiota continuava tentando achar desculpas.
– Só porque... Eu tive mais um dos meus sonhos eróticos, não foi nada demais! Isso... Não é muita coisa... – Falou com total inocência, inocência essa que fez com que eu arregalasse meus olhos com espanto.
– Como assim “Mais um dos meus sonhos eróticos”? – Exigi não acreditando, aquele pervertido, ele sonhava com isso frequentemente?
Ele fez uma careta e dois segundos depois ficou pálido, dando-se conta do que tinha dito. – Eu, uh... Você quer café? Sabe, eu estou com vontade do tomar café. — Disse nervosamente atropelando as palavras. – Sabe, o café daqui é muito bom. Você quer um copo, talvez um expresso. Certo, eu trago um expresso. – Disse enquanto dava rápidas passadas para fora do escritório.
– Volta aqui, Naruto! Você vai me explicar tudo isso! Volta! – Gritei o seguindo desajeitadamente, tropecei em alguns pacotes, mas ainda o seguia com o diabo em meu corpo.
– Olha! Não é a Tenten ali? – Exclamou apontando para fora da delegacia, a morena se via um pouco longe, não estava fardada, mas ainda sim era uma policial.
Naruto correu apressado porta a fora, indo para rua. Maldito!
– Naaaaaaaaaruuuuuutooooooo... – Grunhi prolongando o chamado de seu nome, mas o grande pervertido já não estava em minha visão, sumiu como em um passe de mágica por entre a multidão que passava apressada de um lado para o outro nas calçadas de Konoha. – Filho de uma cadela. – Amaldiçoei em um sussurro. Olhei para um lado e para o outro, mas não o encontrei. Deixei meu olhar cair na morena que se aproximava da entrada da delegacia. Deus... Ela havia mudado, aquela não parecia ser a velha Tenten. A mulher era corpulenta, mas não monstruosamente torneada como aquelas lutadoras de MMA, ela estava com tudo distribuído proporcionalmente em todas as partes cheias de curvas. O jeans que trajava marcava bem a sua cintura fina e suas bem grandes coxas. Parecia que o treinamento para se torna uma policial havia feito muito bem a ela. Com certeza fazia academia frequentemente.
– Hey, Hina! Quanto tempo! – Exclamou a morena subindo os poucos degraus da entrada e logo me sorrindo calorosamente, aquele parecia ser um sorriso tão aconchegante... Era ótimo rever pessoas conhecidas. Seus rosto alto com feições não tão suaves, já que levava seu trabalho a sério, sempre se mantinha um pouco distante. Foi o que eu ouvi de Tsunade quando me ligou ontem para dar as informações dos funcionários que trabalhariam comigo e também para mim. Eu apenas conhecia Tenten dentre os outros dois que chegariam dentro de poucas horas.
– Tenten, é bom te ver. – Falei devolvendo o melhor sorriso que eu tinha, era muito bom rever os amigos. Mesmo que tenha passado tanto tempo, era ótimo. – Parece que trabalharemos juntas agora.
– É... Quem diria que você, Hyuuga Hinata, seria a chefe de polícia da cidade de Konoha? – Disse surpreendida e logo sorriu divertida.
Um certo mal-estar se acomodou em meu estomago, pela palavra “Hyuuga”. Fez me lembrar de ontem... Arg.
– É, o mundo dá voltas... – Lembrei a ela. A morena acenou, concordando e logo abrindo outro lindo sorriso, ela parecia bem. – Bom, mas não podemos continuar conversando, temos que organizar aquela papelada lá dentro. Você me ajuda? – Perguntei na esperança de receber uma resposta positiva, pois na verdade, o trabalho de mexer com os papeis era meu.
– Claro. – Finalizou, puxou a mochila que levava nas costas, sua blusa de manga estava bastante justa, assim como a minha própria. Seu cabelo achocolatado estava preso em um rabo de cavalo, atrás de sua cabeça. Parecia que tinha perdido o velho habito de usar dois coques na cabeça.
Entramos na delegacia passando por várias pilhas de pastas, assim como muitos caixotes pequenos espalhados pelo corredor que levava a minha sala. Tenten pegou algumas caixas e as separou, disse que aquelas caixas era dos casos arquivados, então não precisaríamos organizar aquilo.
Lembrei do loiro, que depois de 30min, não havia retornado. Aquele...
Suspirei cansada, minhas mãos estavam dormentes e tanto escrever, assinei tantos papeis que meus dedos já estavam com calos se formando.
Tenten estava na recepção, atendendo as ocorrências que chegavam, mas o dia estava calmo. Nada de grave acontecia, apenas o comum: Roubos de documentos, infrações, multas no transito e blá, blá, blá.
Os caixotes do corredor já haviam sido retirados, agora só se tinha, aos montes, papeis e documentos para serem assinados.
Meu escrito era espaçoso, cômodo para mim tanto quanto para quem fosse fazer um ocorrência de grande urgência. Havia um grande armário de metal que tomava toda uma parede, e ao lado desses armários jaziam uma poltrona junto de um sofá verde musgo, era um típico sofá de couro. Não aqueles sofás de uma sala de star, mas sim uma do tipo: com anemia. De metal com o forro de couro. A frente do sofá ficava minha mesa, que ficava um pouco mais atrás da porta que dava ao corredor espaçoso.
Dava para se ouvir tudo o que acontecia no outro cômodo.
Cheguei um pouco para trás na cadeira, ajeitei minha coluna, e logo ela doeu, aquela posição não era agradável. Passei a mão na nuca e massageei aquele local, parecia que haviam me acertado com uma rocha ali.
Ouvi a porta da entrada ranger em um som gracioso, passadas ecoaram pelo estabelecimento, já que o silencio era evidente, com certeza se ouviria o barulho oco de passadas. A pessoa parou, prestei um pouco de atenção no que ouviria, bem, talvez fosse algo interessante dessa vez.
– Posso ajudá-lo? – A voz de Tenten saiu uniforme, conforme seu trabalho ordenava.
– Talvez. Mas provavelmente não. – Todo o meu corpo tremeu, um calafrio subiu pela minha espinha, arrepiando todos os meu cabelinhos da nuca. Borboletas voaram em meu ventre fazendo uma náusea horrenda vagar pelo meu estomago. Botei meu olhos em pratos, não acreditando naquilo. Que não seja ele...
Levantei receosa, caminhei cambaleando até a porta da minha sala, abri apenas um pouco e espiei por entre a brecha. Meu coração deu salto, e logo um zunir em meu ouvido se fez alto. Eu tremia com a surpresa indesejada enquanto meu coração dava socadas tão fortes em meu peito que eu perdia o ar.
Merda... Era ele.
Vi sua silhueta gigantesca e sua postura animal. Estava de terno, um terno negro, tão negro quanto o seu cabelo espesso.
– Desculpe, senhor, mas...
– Mas? O que? – Interrompeu o grande demônio, sua voz rouca e grave deixando claro toda sua sensualidade em simples palavras. Sorriu cínico, revirou os olhos e bufou incrédulo. – Quantas vezes tenho que vir aqui para que prendam aqueles pivetes? – Sua pergunta soou tão profunda quanto o seu olhar ônix, olhar esse de um predador faminto. Deus...
– A nova chefe de polícia trabalhará nisso, posso garantir isso. – Duvidei ouvir um hesitar nas palavras de Tenten, ela estava intimidada, eu sabia disso.
– Ótimo, demitiram aquele outro inútil. – Falou seco, fazendo um gesto qualquer com a mão. – Pois bem, quero falar com o novo investigador, ou seja, o seu chefe. – Exigiu usando um tom superior, com total comando em seu gesto rude.
– Certo... – Disse Tenten se levantando de sua cadeira. Oh, Santa merda.
Minha cabeça deu voltas, uma forte cólera vagou por mim, mas eu não iria deixar me abalar. Ele ainda não sabia quem era “o chefe”. Então, isso quer dizer... Que eu posso colocar meu pequeno plano em ação. Ou melhor, dar início a ele.
Fechei a porta com um movimento meticuloso, olhei meu reflexo na janela de vidro e logo fiz uma pequena transformação.
Meus cabelos que estavam presos em um coque, foram soltos. A saia negra social que era longa, foi puxada para cima, ficando um pouco acima da metade da coxa. Abri três botões na parte da gola de minha blusa branca, também social, fazendo um decote muito vulgar aparecesse ali. Retirei a blusa de dentro da saia e a deixei solta ao lado. Era bastante justa, então ficava tão colada ao corpo como a própria saia.
Voltei a olhar no vidro para ver o meu reflexo, ótimo. Eu parecia uma mulher da noite, não tão piriguete, mas também não tão santa.
Estava perfeita. Perfeito para minha diabólica vingança.
Fui rapidamente até a mesa e logo retirei de minha bolsa um batom vermelho, passei um pouco nos lábios e depois o espalhei com os dedos.
Voltei novamente ao vidro e Deus... Eu estava até que sexy...
– Hey, chefe. – Tenten me chamou batendo na porta. – Tem alguém que deseja falar com você.
– Okay, mande entrar. – Falei com o pouco de coragem e voz que me restavam, Droga... o que eu estava fazendo? E se ele me atacasse? E se ele me agarrasse? E se...?
O que que estou pensando? Eu sou uma policial, uma antiga SEAL da marinha, por que todo esse estresse? Humpf.
Não tem mais volta.
Minha pernas estavam bambas, mas eu me controlaria. Eu conseguiria.
Ouvi batidas fortes na porta e pulei com susto, minhas mãos estavam tão suadas... Meu coração ainda martelava feito um louco.
Vamos Hina, se concentre!
– Entre. – Ordenei com a minha melhor voz de comando, ela não havia tremido, então agradeci por isso.
– Olha, eu queria saber... – Ele entrou enquanto falava, mas quando direcionou seu olhar a mim parou subitamente.
Merda, merda, merda.
Seu olhar escuro como a noite se prendeu ao meu, minha respiração não saiu mais. Mas, mesmo assim, minha postura era indiferente, completamente impenetrável.
Que Deus me ajude, mesmo que eu vá ao inferno, eu farei isso. – Você... – Sussurrou o grande bastardo.
Engoli em seco, era agora ou nunca.
Notas finais
Aceito recomendações, okay? kk
Gente, algo que me deixa muito chateada e saber que eu tenho 76 leitores, 34 favoritos e só meia duzia comenta, vei... isso me deixa muito triste cara, não custa nada deixar só um "gostei", sabe... isso não faz cair a mão.
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Obrigada a todos que comentam e recomendam essa fic, agradeço de coração a vocês :3
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