Toque-me
9 Brinquedo Pecaminoso
Notas iniciais
(...)
O que...?
Não... impossível, aquela era... era ela? Não. Uma brincadeira, é claro. Não poderia ser ela, obviamente que não.
As palavras ficaram presas em minha garganta, com certeza aquilo foi inesperado, tão inesperado que eu não conseguia nem ao menos me mover ou fechar a minha maldita boca que jazia aberta. Aquela mulher a minha frente era... Tão...
– Você... – Sussurrei com um tanto de incredulidade tomando todo o meu ser, mas que merda!
O que diabos estava havendo?
Eu não conseguia apartar o meu olhar de seus majestosos orbes perolados, era hipnotizante. Toda o seu rosto era impenetrável, mas tão malditamente suave e quente... Droga.
Aquela, sem dúvida, era um novo modelo de brinquedo. Um brinquedo um tanto intrigante e pecaminosamente quente, pois as curvas que levavam seu corpo... oh sim, eu tinha que tê-la novamente.
Fiz com que meu olhar descesse pela extensão muito depravada de seu corpo. Seus seios, Deus... Aqueles seios eram mesmo da Hyuuga? Como os conseguiu? Lembro-me de quando era só uma criança tola e cheia de medo, seus seios não eram nada, apenas pequenos e mau concebidos. Mas agora... Céus... Tão malditamente fartos e perfeitamente alinhados que quase faziam minha boca salivar. Aquele decote em v só tratava de faze-los quase pular para fora de tão apertados que estavam, e era isso que eu estava começando a desejava.
Desci ainda mais, rondando pela sua cintura fina e tão marcada pelo traje pequeno como as suas coxas grandes, cheias de uma rica carne leitosa. Hmm... O pano entre as minhas coxas se ajustaram, pude ver o olhar da mulher decair ali, e rapidamente abandonar lhe. Minha ereção certamente era evidente. Sorri internamente.
Sua blusa social era justa, assim como a sua saia curta que quase me proporcionava uma visão tão torpe, mas tão torpe, que eu jurava que se não redirecionasse meu olhar a outro lugar, poderia, sem a menor dúvida, voar em cima dela e arrancar todas aquelas roupas que me privavam do que eu queria.
Merda... O que está acontecendo? Controle-se, lembre-se, você está no controle. Ela era o seu brinquedo, é só pega-la de volta, mesmo que seja quase impossível, você tem que tê-la de volta. Certo? Sim! Tão desgraçadamente certo!
Subi o olhar rápido, minha cabeça não estava bem, algo martelava ali. Voltei a focar no rosto da mulher, mas mudar a minha visão de nada adiantou, pois o rosto da jovem era tão mais quente que todo o seu corpo sexy. Seus lábios, agora carnudos, se tinham vermelhos, um vermelho ardente como as malditas chamas do inferno, sim... Ela era ardente. Seu rosto havia assumido um contorno angelical, tinha face de uma perfeita boneca, ainda parecia uma colegial, só que agora, com um olhar marcante e completamente penetrante. Seu nariz alto, empinado, dava-lhe um ar tão exótico como sua maças do rosto altas e rosadas. Seu cabelo negro-azulado não era mais algo sem brilho, sem vida. Os fios eram sedosos e perfeitamente alinhados em uma bagunça feroz, eles estavam soltos, caindo atrás de si graciosamente chegando a metade de suas costas. Poucas mexas caiam aos lados de seus rosto, acompanhados de sua franja. Oh... Algo tomou a minha mente naquele instante.
Uma nova brincadeira...
Ela era uma policial e eu, um criminoso. Toda uma trama vulgar poderia se desenrolar disso... Ela com uma algema e uma lingerie muito depravada, e logo eu com todo um traje esperando para ver o que aconteceria se ela me prendesse...
Um tremor subiu pela minha espinha e logo sumiu, assim como aquela nova brincadeira. O que estava acontecendo comigo?
Eu nunca deixaria uma mulher assumir assim toda a diversão, mesmo que fosse tão quente e sexy como a nova Hinata. Eu não deixaria.
O meu prazer vem da submissão, de todo o poder que eu posso impor. Sem isso, não terá graça.
Sorri, um sorriso pequeno e malicioso, vi a mulher se ajeitar, não parecia desconfortável, na verdade estava muito confortável.
O que ela estava pensando?
Meu prazer era tamanho por estar ali, meu pênis clamava por atenção, estava se fazendo dolorido, mas eu tinha que me manter centrado. Mesmo assim, algo não estava certo. Talvez fosse a mulher a minha frente. Por que não estava encolhida, tremendo com o medo tomando o seu corpo.
Ela realmente mudou?
– Sim? – Questionou ela, sua voz era suave, mas com um certo tom rigoroso. Humpf. – Ah... É claro. Quase não o reconheci. – Sua voz era um misto, séria e ao mesmo tempo zombeteira. Um sorriso cínico tomou os seus lábios. Lábios esses que me atraiam com os pequenos gestos sedutores, droga... Eu queria aqueles lábios pequenos e carnudos para mim, naquele mesmo instante, queria afogar-me em seu gosto feminino, embriagar-me em seu néctar doce, infernos!
Meus suspiros já estavam ficando descontrolados ao meu ver, meu olhar era faminto a mulher em minha frente. Aquela situação poderia sair de controle, eu tinha que fazer algo.
– Não? – Questionei-a. Tentei focar-me em seus olhos cristalinos, ela carregava neles um desafio, desafio esse, que se fosse direcionado a mim, eu aceitaria de bom grado. Sua postura era diferente também. Estava cheia de si, eu via isso, eu gostava disso...
Ela parecia rude, mas ainda frágil.
Parecia misteriosa, mas ainda decifrável.
Ela se virou e começou a caminhar até o outro lado da sala, deixando que sua vestimenta subisse mais, se virou de costas para mim, proporcionando-me uma visão abençoada por Deus, ou pelo maldito Diabo. Pois ela era um delicioso pecado, assim como um maldito sonho. Suas nádegas eram redondas em formato de coração enquanto ainda se tinham majestosamente cheias, completamente torneada, como as suas pernas. Total luxuria, tão declinante com curvas longínquas acentuadas nos mais perfeitos lugares. Hmm... Pelos céus e infernos, o pulsar em minhas calças estava se fazendo maior e mais incomodo. Que todo o meu autocontrole seja o suficiente, ela estava me pondo louco!
(...)
Caminhei até o grande armário de metal, o salto que eu estava não era muito cômodo, mas não importava, na verdade, eu não sabia muito bem o que estava fazendo. Mas estava dando certo, pois pude perceber a grande ereção do gigante a minha frente.
Meu coração estava batendo tão forte e rápido que eu duvidava que ele poderia ouvi-lo, minhas mãos ainda tremiam e o ar ainda era rarefeito para mim. Vamos lá, não ande para trás agora, Hina. É só continuar, tudo vai dar certo.
Fechei os olhos tentando me acalmar, respirei profundamente procurando afastar o mal-estar que ousava se instalar em meu interior.
Permaneci em pé, minhas pernas ainda estavam um pouco bambas, mas já se fortaleceriam. Quando o Uchiha entrou, tentei não me assustar por sua musculatura e nem mesmo pelo seu tamanho de um eterno gigante, céus... Por que ele tinha que ser tão maior que Naruto?
Tão monstruosamente gigante que chegava a me dar calafrios, ele não era assim antigamente... Mas eu não recuaria. Eu não vou.
Abri os olhos com confiança e logo girei minha cabeça para encontrar, novamente, o olhar sombrio e cheio luxuria do moreno. Seu corpo tão fudidamente cheio de músculos tensos, estavam me deixando alarmada para qualquer movimento brusco que o monstro fazia. O bom de tudo aquilo, era que ele não tinha ação. Não se mexia. Apenas estava lá, estático com toda uma proeza e intimidadora presença tão ferradamente marcante. O seu ar de grandeza chegava a me sufocar, era algo estranho e que eu quase não tolerava. Entretanto, eu concluiria o meu objetivo. Eu começaria minha doce vingança...
– Ora... – Comecei. Ele acreditaria em mim? Será que eu realmente conseguiria mentir tão bem...? Bom, eu fui encaminhada para a Marinha afinal. – Você foi alguém tão insignificante para mim, que eu, simplesmente, esqueci de você. – Declarei com um sorriso nos lábios, era mentira, é claro. Mas soou tão natural, que eu quase enganei a mim mesma com aquelas palavras. Seria bom que fosse verdade.
Me virei devagar, ainda com o mesmo sorriso nos lábios, com uma postura firme e elegante. Direcionei o olhar ao animal a frente, tomando um leve susto pela carranca do mesmo. O que era aquilo no rosto do Uchiha? Era raiva? Insatisfação, talvez?
Deus... Aquilo era quase que comovente, se não fosse tão engraçado. Eu ria internamente, Deus! Era tudo o que eu queria ver! Hahaha!
O rosto dele estava alto, mesmo com o pouco de ira em sua face, dava para notar que não deixava-se se abater.
Seu olhar estava cerrado pela raiva, parecia gélido, como sempre havia sido. Mas agora... Era três vezes pior, eles pareciam desumanos, embainhados em violência promiscua. Estava com tanta raiva assim?
A boca fina do belo gigante, advertia-me, que aquela citação não foi bem vinda. Toda a feição em seu rosto só tratava de lhe dar um ar mais quente e selvagem do que qualquer outro. Sua postura rígida e inabalável estava instável. Os músculos de seus ombros largos e pernas estavam tensos, deixando-se a mostra, tão malditamente trabalhados em uma constituição firme e inquebrável. Poderia muito bem se ter com 100 quilos de puro musculo por toda extensão de seu corpo grande. Era tão maior que Naruto, que me causava indignação, por ser pequena ali. Cresceu tão fudidamente, tanto para cima como para os lados, agora se tem como um belo animal.
Ah... Como o odeio!
Fios negros caiam desgrenhado sobre a sua face, os corte rebelde formosamente penteado para trás, não permanecia em sua atual forma. Parecia querer se libertar lançando-se a frente. Aquilo o deixava sexy, mesmo que eu não quisesse admitir.
Parecia querer me seduzir, na verdade, tudo o que fazia, qualquer mínimo gesto, parecia querer me levar até ele.
Maldito seja! Não deixarei que as coisas sejam assim!
É a minhas vez de brincar!
Mesmo que seu musculoso tórax seja perfeito, não deixarei.
Mesmo que a coisa monstruosa entre as suas pernas lance-se a frente, não deixarei que me faça virar o rosto. Pois esse é o meu jogo.
Suspirei desfazendo o sorriso idiota em meus lábios, parecia o certo agora.
O gigante elevou seu olhar se ajeitando, colocou as mãos nos bolsos de sua calça formal e permaneceu assim.
A máscara de ira desaparecia aos poucos, deixando retornar sua expressão natural.
– Hm... É claro. – Afirmou, usando seu habitual tom rouco penetrante, a nota de zombaria ainda se instalava em suas frases. – Alguém como eu é facilmente esquecido. Afinal, você deve ter encontrado alguém assim, não é mesmo? Então? Ele realizou as mesmas coisas que eu fiz a você, ou foi tão paciente como eu fui?
Algo se quebrou em mim, uma raiva inconfundível se alastrou em todo o meu ser.
Meu sorriso hesitou ao se formar, eu não sou mais a mesma, não vou deixar que ele me atinja.
Chega disso, eu sou melhor, muito melhor do que ele.
É assim que você irá jogar, Uchiha Sasuke? Então tudo bem, mas as regras são minhas.
– Como eu disse, você foi tão insignificante, que eu nem ao menos lembro de como você era, Uchiha. – Respondi, fazendo uma pequena encenação enquanto gesticulava com o olhar. Dobrei os braços em frente ao meu corpo e continuei. – Ah. E quanto a sua pergunta, ele foi ótimo. Na verdade, ele foi muito melhor do que qualquer outro. – Completei com um tom prazeroso a grande mentira que eu havia contado, e o resultado, bem... Bastava olhar o quão puto o gigante estava.
Eu podia ouvir a sua respiração descompassada, estava tentando se controlar. Humpf! Hahahaha!
Deus! Era cruel me privar do prazer de rir. Eu não podia, mas queria tanto. Era tão engraçado, tão malditamente engraçado que tive que me virar e bufar o riso que estava preso em minha garganta. Minha satisfação era tamanha que meu corpo inteiro tremia pela risada que ousava querer explodir, mas eu me controlava. Soltei meu braços ao longo do meu corpo, minha cabeça que estava abaixada, subiu.
Merda, se eu continuar assim, posso acabar não completando o que planejei. Engoli o riso e também sequei as pequena gotículas de lagrimas que apareceram em meus olhos pelo fator entretido. Pois a cara de bunda de Sasuke era algo que eu não tiraria de minha mente por um logo tempo. Quem imaginou que o demônio de olhos ônix poderia ter uma fraqueza. Bem, parece que ele odeia perder, esse vai ser algo valioso em meu joguinho. Ele nunca irá ganhar.
Rir mais uma vez, algo mudo, eu não podia chamar atenção. Respirei profundamente tentando esquecer aquilo, eu tinha que me focar no que estava por vir. Certo.
Vamos acabar com isso, Hina. Vamos colocar tudo em ação agora, isso foi só o aquecimento.
– Bem... Mas isso não importa agora. – Falei com o tom tenro, eu estava em paz, não... Quase em paz, faltava muito para eu estar satisfeita. – O que importa é...
– Importa. – O som da voz do Uchiha havia saído entrecortado e mais alta do que o normal, jurei ter ouvido um grunhir estridente sair do boca dele, mas isso não foi o que fez meu corpo tremer.
O tom calmo que ele havia usado até agora, simplesmente, sumiu. Desapareceu naquela pequena palavra. O que era aquilo? Ele se importava? Comigo? Hunf. Não brinca. Mas um teatrinho do muito canalha, é claro. Só podia ser.
Nunca que esse monstro em forma humana se preocuparia com algo do que eu fiz. Ele apenas se divertia comigo, porque se preocupar agora? Se nem quando eu fugi, o desgraçado não veio atrás de mim, para me ter novamente, ao seu controle.
Então, do que importava?
– Hã?
– Nada. – Ele retrucou rápido. Girei apenas a cabeça para poder vê-lo, mas seu olhar não estava ali. Uma de suas mãos tampava sua boca em um modo quase que natural, seu olhar estava distante, perdido, olhando para o lado de fora da janela que se encontrava ao lado da minha mesa. Jurei ter visto alguns rastros de vermelho na face do moreno, mas não pude comprovar, pois eu já me virava para as gavetas do grande armário a minha frente. O que foi aquilo? Foi mentira, certo? Ele realmente estava corado?
Pisei desajeitadamente no chão, esbarrei em um caixote que logo caiu, derramando pilhas de papeis no solo ao meu redor. Merda.
Abaixei em reflexo, para começar a catar toda aquela bagunça. Peguei alguns papeis me xingando mentalmente por ser tão estupida e desajeitada. Até mesmo na Marinha eu fazia algo desse tipo, não sei como consegui sobreviver ao Iraque. Sei que fui uma SEAL honrável, mas eu era péssima em organização. Me surpreender não ter morrido em ataques terroristas. Me surpreende ainda mais ter sido de grande ajuda a todo o EUA. Peguei mais alguns papeis, mas isso não diminuiu os que estavam ao redor, droga... Eu estava tão entretida que cheguei a me assustar quando vi uma mão grande começar a recolher a bagunça que eu havia feito, só então lembrei-me que o gigante estava lá. E não só lá, como também me ajudava a pegar todos os papeis do chão.
Não liguei de primeira, eu tinha que me comportar. Tinha que agir naturalmente, como se não me importasse, mas eu me importava.
Faltava apenas três folhas, peguei mais uma e ele outra, não ousei elevar o meu olhar ao grande bastardo.
Agora só faltava uma. Automaticamente minha mão foi de encontro a folha. Quando eu ia toca-la, algo me impediu, minha mão chocou-se com a de Sasuke em um baque surdo.
Instantaneamente elevei o olhar e ele também. Meu coração errou uma batida e minhas mãos já suavam.
Me deparei com um olhar negro expressivo. As maças de seu rosto cinzeladas luziam exóticas, em vez de duras. E sua boca... Tenra e capaz de conceder o mais doce prazer. Estava tão vulnerável ali que eu não conseguia mas fechar a minha maldita boca que jazia aberta. Merda! O que eu estou pensando? Por que estou estática?
Estávamos próximos demais, alguns centímetros apenas. Aquilo não deveria continuar assim, mas o seu olhar me prendia, sua feição tão suavizada... Não... Estava errado...
Ele se mexeu, sua mão prendeu a minha, desci o olhar para vê-la enroscada a dele. Era tão quente o seu aperto. Merda... Por que eu não me mexo?
Subi novamente o olhar e logo percebi que a distância entre nós de fazia menor. Ele estava se aproximando, rápido, muito rápido. Não... Eu não vou...
Arregalei os olhos e me religuei. Infernos!
Em um pulo me afastei do muito sacana, levantei-me e dei um passo a trás. Olhei abaixo, para ele, e pude vê-lo desnorteado.
Meu agarre nos papeis era firme. Tão firme que cheguei a amassa-los. A cabeleira negra do Uchiha me privava de ver a sua face, seu terno negro o fazia maior do que já era, mesmo agachado, pude ver o quão grande era.
Ele pegou a última folha e logo se levantou elegantemente. Um sorriso sereno tomava os seus lábios finos enquanto se levantava. Jogou os fios rebeldes que caíram em frente a sua visão, para trás. Estendeu os papeis em minha frente, oferecendo-me. Peguei aos mesmos rápido. Minha respiração saia irregular e minhas palmas ainda suavam. Droga... Não deveria ter deixado chegar a esse ponto.
Desfiz a expressão de perplexidade que eu levava, fiquei neutra, como quando alguém de alto cargo da Marinha aparecia em minha frente.
Pus todas as folhas dentro do caixote mais próximo e me virei novamente.
Sasuke se afastou, parecia receoso. Ora... O grande Uchiha Sasuke estava receoso quanto a algo? Tch. Não... Deveria ser só mais uma de suas estratégias.
Olhei para o grande armário de metal e bufei. Grande merda, eu tenho que me concentrar. Chega de deslizes, Hina. Vamos lá, vamos lá.
– Desculpe pelos papeis. – Por que diabos eu estava me desculpando? – Eu não tive muito tempo para uma arrumação. – Falei por fim. Olhei para a minha roupa e vi que minha saia estava no seu limite. Ela havia subido mais meio palmo em minhas coxas, eu tinha certeza que o Uchiha tinha uma visão elaborado de todas as minhas nádegas. Ótimo...
Era agora, certo?
– Ah... Er, entendo... – Todo o misto na voz do moreno apenas denunciou as minhas suspeitas quanto ao fato de que ele me vigiava em um local especifico. Tarado... Maldito pervertido e canalha.
Eu sempre soube do fetiche de Sasuke por bundas, não que eu ligasse para isso agora. Mas em uma época em particular eu me importava com tudo que ele gostava.
Sabia que amava ver as mulheres sobre o seu controle, assim como se ter como o refúgio das mesmas. Tinha, ou ainda tem, preferência em mulheres com os cabelos longos. Sei que tenho os meus cabelos grandes, mas eu não os cortaria só porque o grande masoquista e sádico gosta disso. Eu amo os meus cabelos assim, e não os diminuiria para a insatisfação do demônio moreno.
Bem... Me parece que o seu gosto por nádegas grandes não mudou. O que eu posso dizer...
Minhas coxas e bunda são exageradamente torneadas. Isso acaba causando uma certa ilusão de ótica. Se as tenho fartas? Sim, as tenho. Mas isso não é nada, eu preferia que fossem “normais” a um certo ponto.
– Okay... Arquivo 512... Deixe-me ver por aqui. – Murmurei alto com a voz embargada em um sotaque inglês. Algo que eu acabei adquirindo por ter ficado tempo demais na América.
Olhei por toda a extensão do grande armário de metal procurando pela gaveta que continha o caso, mas era apenas um encenação. Eu sabia onde estava o arquivo dos roubos, invasões e arrombamentos. Eu sabia onde ficava tudo ali, mas aquele teatrinho era necessário.
– Invasão de propriedade e furto. É o que vem acontecendo nessa cidade. Mas me parece que os pivetes tem uma certa “admiração” em especial com minha casa. – Bufou o moreno com insatisfação. Na verdade, parecia que não ligava muito para aquilo enquanto falava. É claro... Por que ligaria? Já que era um dos empresários mais bem sucedidos de todo o Japão.
– Hm... Talvez eles apenas não gostem de você. – Soltei com ironia. Ouvi ele se mexendo, mas não me virei para vê-lo. Eu queria que ele ficasse desconfortável, completamente desestabilizado. Talvez eu consiga, o que é pouco provável.
Voltei a focar nas gavetas dos arquivos. Dei um passo à frente, ficando a poucos centímetros do armário. Elevei uma de minhas mãos e comecei a passa-la pelas gavetas, fingindo estar completamente concentrada nas palavras escritas em cada uma delas.
Respirei alto, como se estive entediada, mas eu realmente estava. Eu tinha que fazer as coisas andarem. – Furto... Arquivo 513... Onde...? – Balbuciei me mexendo um pouco. Coloquei o peso do meu corpo em uma perna só enquanto descansava a outra fazendo com que os meus quadris subissem. Sorri a mim mesma após ouvir um suspiro exageradamente alto e longo vindo do Uchiha. Continuei com a minha ronda sobre as gavetas. Eu estava na metade do armário, na quarta fileira, arquivos 300-313.
Desci mais a minha mão, apoiei a outra também no armário e continuei a descer, ainda empinando as minha nádegas com os quadris elevados. Eu podia sentir uma brisa fria passando pelas minha coxas, aquilo me incomodava, mas eu não podia parar. A vontade que eu tinha era de me levantar imediatamente e dar um belo chute no traseiro do Uchiha, mas ainda era cedo para isso.
Minha pose era muito vulgar e torpe, algo sensual e sexy, mas me dava repugnância. Eu estava me exibindo para o demônio que me fez sofrer por tanto tempo, que alimentou meu ódio por três anos. Eu estava exposta ao desgraçado que apenas me usou e depois simplesmente me jogou fora, como se eu fosse uma droga de boneca inflável. Agradeço a Deus pelo muito canalha não ter encostado em mim, porque, Deus... Se ele tivesse pedido a minha virgindade, eu, naquela época, teria a dado sem o mínimo esforço. Querido Deus, ainda bem que isso não aconteceu.
Os homens são repugnantes, criaturas viris e enojáveis.
Eu não posso confiar neles...
Quinta fileira... Arquivos 400-413. Mais abaixo, e mais um longo suspiro entrecortado do moreno. Ele estava se mexendo. Se aproximando ou se afastando?
O que importava?
Ele estava receoso, era o que contava.
Eu estava começando a ficar nervosa, meu coração havia se acalmado, mas as mariposas em meu estomago ainda se agitavam. Talvez isso não fosse a coisa certa a se fazer.
Mas, Deus! Eu já estava na metade disso! Eu tenho que continuar.
Tudo bem que isso é perigoso, ele pode me atacar afinal. Mas eu tenho uma arma, que não está comigo agora. Merda.
Que se dane.
– Hmm... Aqui também não... – Falei baixo, como um sussurro rouco, mas ele havia escutado. Ouvi dois passos ocos no chão de mármore. Ele estava se aproximando.
– Ahn... Er... Não é ali em baixo? – Sugeriu ele com a sua voz muito próxima. O tom masculino e grave quase me fez dar um salto em surpresa, mas eu me contive.
Olhei para baixo, e lá estava a gaveta. Obviamente eu sabia onde estava, só que deveria ser mais lento.
Curvei-me sobre o armários e desci lentamente todo o meu corpo, até ficar completamente agachada, como se estivesse sentada. Meus seios roçavam em meus joelhos e minha saia havia se elevado ao extremo. Meus escuros fios pendiam bagunçados aos lados do meu corpo, algumas mexas rebeldes desceram pelo meu pescoço entrando no meu decote. Aquilo podia passar dos limites? É claro!
Abri a gaveta com um sorriso natural nos lábios. Retirei uma pasta sobre roubos e logo fechei a gaveta grande.
Virei para trás e me surpreendi pelo o Uchiha estar tão perto de mim. Na verdade, ele estava parado ao meu lado.
Subi o olhar e me deparei com expressivos olhos ônix. Seu olhar era fixo e faminto, cheio de calor enganoso e fome travessa. Embora eu havia visto mais do que isso. Vi, novamente, o ajuste do pano entre a suas coxas, inchado pela longitude de seu membro que pressionava contra o tecido escuro, parecendo grossa, larga, uma maldita arma que eu pensava em evitar a todo custo. Merda. Eu me tinha agora desesperada por fugir dali, estava amaldiçoando a mim mesma por minha insensatez em ter um plano tão fudidamente estupido.
Droga, Droga, Droga.
O que eu faço? Os lábios do Uchiha se tinham com um sorriso idiota e predatório. Sua respiração pesada saia misturada com suspiros longos e intimidadores. Sua postura rígida, como todos os seus músculos tensos sendo marcados pelo seu traje escuro e bem cortado.
Deus.... Essa ideia de seduzi-lo e depois dar-lhe um pé na bunda foi estupido!
(...)
O que ela estava pensando?
Ela era louca? Oh sim... Certamente que era.
Esqueceu quem eu sou? Sim, deve ter sido isso. Pois estava mexendo com fogo, com um fogo que não pode ser apagado.
Ela estava ao meus pês, carregando em seu rosto um sorriso fresco e inocente. Como ela conseguia tal coisa? Como a Hyuuga conseguia tal feitio? Inocência e selvageria? Era possível uma mulher assim existir?
Seu corpo encolhido era pequeno, mas ainda sim seus formosos seios fartos se tinham deliciosamente expostos, entrando em contrastes com os belos olhos prateados em sua face fina e suave. Toda as suas ações até agora foram elaboradas. Estava me fazendo perder a compostura.
Minha visão estava nublada pelo prazer. Eu queria agarra-la ali mesmo e possui-la, como eu nunca havia feito.
Eu estava rígido ali, minha postura tensa e predatória era algo anormal. Todos os meus músculos pulsavam para que eu roubasse aquela mulher para mim. Meu pênis estava acordado em minha calças, ele se lançava a frente como um louco, clamando por atenção e libertação.
Infernos! O controle que eu tinha sobre o meu corpo está se desvanecendo.
Em um movimento pequeno e sensual, ela se levantou, voltando-se a encostar as costas no armário de metal a trás de si.
– Encontrei. – Sua voz melodiosa e baixa saiu como um ronronar sexy. Seus lábios rosados novamente se curvaram em um sorriso presunçoso e tímido. O olhar da pequena estava alarmado, parecia um pouco assustada. Hmm... Isso é bom.
Desci meu olhar pelo seu corpo, eu não deveria estar fazendo isso, mas era impossível não olha-la.
Todas as curvas de seu muito gostoso corpo me chamavam. O tecido de sua blusa era fina, deixando transparecer o soutien negro que levava. O decote da mesma era pouco exagerado, mas seus fartos seios faziam ficar vulgares, já que ousava quere saltar para fora de sua blusa. A curta saia negra subia ao seu limite, dando-me acesso as declinantes coxas cheias da Hyuuga. Mesmo o seu tamanho, que eu duvidava ser em torno de 1,74m, era pequeno para todo seu corpo.
Subi o olhar, tentando me concentrar em não ataca-la.
– Esse é um jogo perigoso. – Falei, deixando um aviso prévio de todo o desejo imaculável que eu ostentava.
– Jogo? – Disse ela se fazendo de desentendida. Ora, Hyuuga... É assim que você quer jogar? – Me desculpe, Sr. Uchiha. Mas não sei do que está falando.
Sorri e abaixei a cabeça fechando os olhos, ela realmente quer brincar?
Isso não vai terminar bem.
Retornei a olha-la com algo perverso queimando em meus olhos. Minha expressão se tornou séria e a dela também. Mexas de meu negro cabelo sombrearam minha visão de seu pequeno rosto. Dei um passo à frente, fechando de vez a vácuo entre nós. Ela soltou um suspiro de surpresa e aflição, mas não desviou o seu olhar do meu. Ainda olhava-me nos olhos, com os rosto alto e inquebrável.
Retirei uma de minhas mãos do bolso e a levei ao lado da cabeça da Hyuuga. Descansei minhas palmas no armário de metal, ao seu lado. Cheguei mais perto de seu rosto claro, sua pele leitosa clamava pelo meu toque, era isso que eu via.
Seus ombros encolheram em um gesto de defesa. Seu orbes translucido de alargaram com a tensão que se instalava em seu interior. Eu jurava poder ouvir as batidas frenéticas do seu coração. A respiração dela era forte, assim como a minha. A quanto tempo eu não fico tão entusiasmado para ter a uma mulher? Deus... Talvez seja a primeira vez que eu fico dessa maneira...
Olhei abaixo, para o rosto perfeito e exótico da mulher. Seu fino nariz empinado dava-lhe um ar autoritário, assim como a sua pequena boca carnuda aberta em uma fina fresta.
O seu fino pescoço macio era longínquo, chegando a sua clavícula e ombros. No fim deles seus formosos seios subiam e desciam pela sua respiração pesada, a pele rubra cobria uma certa parte dos mesmo, dando um brilho pecaminoso e mortalmente sensual.
Santa mãe da merda!
Eu não vou conseguir resistir a isso.
– Não...? – Sussurrei com a voz embriagada em pura luxuria. Desci minha cabeça, ela não se mexia, apenas via com certa curiosidade todos os meu movimentos. Parei, minha face estava ao lado de seu rosto. Minha boca a poucos milímetros da orelha da morena. Eu não a tocava, temia que aquilo fosse um sonho, e que se eu a tocasse naquele momento, ela poderia desaparecer. Mas tudo o que eu mais queria era toca-la. Sim... Toca-la brandamente, viajando com minhas mãos sobre o seu pequeno corpo feminino, deliciando-me pelas curvas declinantes de toda a sua extensão. Mergulhando em seu doce sabor rustico, sabor esse que eu não degustava a muito tempo. – Ora, Hinata... Você sabe das regras. – Relembrei-a em seu ouvido e ela estremeceu. – Se entrar nesse jogo, não poderá mais sair. – Murmurei com a promessa obscura tomando-me a mente e novamente ela tremeu com o tom escuro impregnado na frase, ficando um pouco desnorteada.
– Eu, realmente, não sei do que você fala. – Pronunciou depois de um tempo em silencio. A voz dela saiu fraca, mas ainda se tinha centrada e sem medo.
Voltei com minha cabeça para trás, lançando todos os fios desgrenhados longe em um gesto único. Sorri com malicia para a Hyuuga, mas ela não se abalou, apenas devolveu o sorriso, aquilo quase me fez rir por ser tão irreal.
Ela está me desafiando, eu vejo isso, ela mostra isso.
– Mmm... Então você esqueceu. – Falei olhando-a com pouca indiferença, o quão linda ela poderia ser? – Acho que posso ajudá-la a se lembrar. – Propus enquanto lambia os lábios já degustando do sabor que eu receberia logo. Desviei minha atenção dos olhos penetrantes da morena para sua boca carnuda e rosada. Ela mordeu o lábio inferior sensualmente fazendo com que um grunhir tamborilasse em minha garganta. Sorri a mim mesmo feito um idiota, eu a tomaria de novo.
Comecei a descer minha cabeça devagar, meus sentidos haviam se perdido, toda a minha sensatez havia caído em um profundo abismo e eu não me importava. Pois eu estava indo de encontro as lábios pequenos da mulher que eu desejava mais do que tudo. Ela os lambeu suspirando, molhando-os, preparando-os...
Céus e Infernos...
Eu a terei de volta, pois ela é minha.
(...)
Ele estava perto, muito perto. Aquilo era perigoso... Sim, muito perigoso.
Senti sua respiração pesada em minha face, o calor dela colidia com a minha pele enquanto me proporcionando um tremor pelo corpo. O seu cheiro de hortelã e homem, parecia querer se impregnar nos meus sentidos, mas eu não permitiria isso.
Lambi os lábios e continuei a segurar o olhar espesso do homem animal.
Seus lábios continham um sorriso predatório e seu olhar ainda riscado com traços exóticos e mortalmente fatais. Ele estava tão entretido, não é mesmo...?
Seria uma pena... Se eu acabasse com o seu divertimento...
Um sorriso quase surgiu em minha boca, mas eu o evitei. Idiota... Acha mesmo que deixarei que você me toque? Depois de tudo o que fez a mim?
Acha mesmo que esqueci do passado?
Crê que tudo aquilo não significou nada?
Ainda me lembro do primeiro dia em que nos vimos. Eu era uma hipócrita, totalmente ignorante e tímida. Haviam dito que receberíamos em nossa classe um aluno transferido, mas eu não me importei. Aqueles dias foram todos dedicados a pessoa que eu gostava, que eu respeitava que eu admirava... Naruto.
Nunca tive olhos para alguém além dele. Todo o meu mundo girava em torno dele, hunf. Eu realmente era estupida.
Quando você entrou por aquela porta, todos os olhares foram de imediato até você. Os suspiros das garotas eram evidentes, pude ouvir todas as lamentações delas enquanto você passava por entre as mesas, não sentando no local ao lado das mais belas garotas.
Eu não tinha prestado a mínima atenção em você, já que Naruto estava a uma mesa na minha frente, eu tinha total visão da face do loiro, você não era importante, assim como eu também não era.
Qual era o seu nome? Eu não havia escutado quando o professor disse. E a sua idade? Acho que era muito mais velho do que todos nós lá... O por que eu nunca soube...
Toda a sala em silencio, Naruto também. Apenas o som oco de suas passadas ressoavam pelo recinto, então parou. Suas passadas pararam, e quando eu me dei conta, você estava ali, de pé, ao lado da carteira vazia que jazia ao meu lado.
Seus olhos com desinteresse me fitavam, sua boca era uma linha fina e a expressão de seu rosto não dizia nada. Era tão bonito, atraente...
Você pediu para se sentar ao meu lado e logo os cochichos de frustação das meninas tomaram o ambiente.
O meu coração gelou, todo o sangue que eu tinha no corpo se concentrou em um único local, minhas bochechas.
Aquilo era brincadeira? O aluno transferido e já cobiçado iria se sentar ao lado da garota mais sem graça da turma?
Eu não pude recusar. Eu não tinha esse direito.
Na verdade, eu não tinha essa tal coragem. Mas se eu pudesse voltar no tempo e dizer “não” a ele, naquele momento, eu não hesitaria.
O quão maleável eu fui? O quão estupida eu me tive?
Idiota! Grande idiota!
Quem iria imaginar que aquele rapaz, bonito e misterioso, se interessaria por alguém como Hyuuga Hinata?
Uma garota chata e inútil, tão sem graça quanto uma pedra.
Quem iria imaginar que ele acalmaria seus temores? Quem iria imaginar que ele garantiria sua segurança?
Quem iria imaginar que ele era um grande filho da puta?
Bem... Eu não imaginava.
Sempre tão amável e compreensível, dando-me suporte em horas difíceis, como quando meu pai bebia demais e partia para cima de mim querendo descontar toda a sua raiva e ira. Sempre dizia que eu era a culpada. A culpada por sua desgraça e desonra. Aquilo era verdade, não era?
Sempre foi verdade, eu fui toda a sua desgraça, a ovelha negra de nossa linhagem. A mais inútil criação dos Hyuuga. Tão fraca... Tão indesejável...
Uma filha e companheira substituível.
Mordi o lábio inferior com uma pequena porção de ódio de instalando no meu peito. Sasuke deve ter entendido isso como uma provocação, pois alargou mais os seus olhos como um cão faminto.
Lambi novamente a minha boca, o que acha que vai acontecer Uchiha?
Sorri, eu não conseguia mais esconder a minha ironia. O corpo dele estava em chamas, ardia pelo meu tato... Ele o receberia?
Hunf...
O olhar dele não se apartava de mim, em nenhum instante, ele estava esperando por uma resposta.
O que eu faria? Estávamos tão próximos... Tão malditamente juntos...
Sua expressão selvagem e todo o seu descontrole combinavam fudidamente com os seus lábios finos que atraiam o meu olhar a todo instante.
O que eu faria?
O que ele estava pensando? Ele estava perto, eu podia sentir sua respiração pesada em minha face, conseguia sentir até mesmo as batidas dos seu coração.
Ele estava tão perto...
Encostei minha cabeça no armário, me apoiando apenas, os olhos perceptíveis do moreno ainda se tinham em mim.
Ele mexeu sua cabeça, inclinando-se em minha direção. Os movimentos controlados e cuidadosos fizeram com que seu negro cabelo caísse novamente ao lado se sua face. Os olhos ônix do animal bem constituído carregava em si algo estranho, uma tensão misturado com excitação surgia em seus orbes sombrios, estava hesitante, mas continuava com a sua trajetória. Ele queria chegar a um lugar, um lugar muito especifico por sinal: minha boca.
Se ele a quer... Por que não...?
Minhas mãos suavam e meu coração errava batidas a todo instante. Uma fina camada se suor cobria o meu corpo, eu tremeria?
Sua boca abusiva estava a poucos centímetros de meus lábios, seus olhos já estavam a ponto de se fecharem, os meus não.
Ele esperava por aquilo, ele queria tanto a minha posse.
Ele vai... Ter... Vai ter uma porra!
Todo o corpo do gigante já aprisionava o meu, talvez eu não tivesse escapatória... Uma ova!
Seus olhos já estavam fechados e sua boca ainda se movia lentamente até a minha... Então...
– ATCHINNNNNN! – Espirrei. Um maldito espirro vindo dos céus. Será que o senhor realmente faz pequenas coisas serem grandiosas? Pois aquele monte de germes que eu havia posto para fora de minha boca já tinham ido se impregnar na cara de cú do Uchiha! Deus! O senhor realmente é o meu pastor. Seja de ovelhinhas ou de navios da marinha!
– Mas que porra... – Olhei para o homem que parecia desnorteado, se afastou de mim pelo menos meio metro lançando-me um olhar de pura indignação e eu apenas o olhei sem pretexto. Será que ele ficou contaminado? Talvez raiva? Hahahahahaha.
Ahhh... Eu estava tãããããããão feliz, HAHA. Bem que eu poderia ter alguma enfermidade, para que pudesse envenena-lo e faze-lo morrer lentamente...
Essa gazela... Achava mesmo que iria conseguir o que queria?
Porra. Como ele pode ser tão retardado? Sério.
O espirro foi a única saída e uma ótima escolha, olhei para o rosto incrédulo dele só para ver os respingos de saliva que eu havia jogado aos montes em sua face. Hahahaha. Qual era a daquela cara de quem está com dor de barriga? Ora Sasuke, você não queria prova o meu gosto? Pois aí está. Delicioso, não?
Levantei a mão inocentemente e a levei ao meu nariz para esfrega-lo adequadamente. Esfreguei a minha boca e nariz com os olhos fechados, fazendo assim uma encenação barata e zombeteira.
Suspirei pesado e logo abaixei a mão para mostrar-lhe meu melhor sorriso cínico.
– Desculpe, é que eu tenho alergia a gente patética. – Lhe informei com um tom divertido, e novamente sorri alegremente.
Os olhos do moreno se arregalaram, sua expressão não deixava de abater. Ele não acreditava naquilo, era obvio. Toda a sua face mostrava isso. Estava estático com uma cara de deficiente mental, ora, ora, afinal, ele tem uma fraqueza.
Puff. Se segura Hinata, não o provoque agora, hahaha, ele parece que vai explodir. Hahahahahahahahaha.
Que exploda!
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