Toque-me
10 Brinquedo Sarcástico
Notas iniciais
ME DESCUUUULPEM MESMO POR ISSO, MAS COM AS VOLTAS AS AULAS TÁ UM INFERNO A MINHA VIDA!
e a minha irmã tranca a bagaça do quarto, dái nem tem como, nas horas vagas, eu escrever Ç_Ç
Não me abandonem Ç_Ç
AHHHHH, OBRIGADA PLEA RECOMENDAÇÃO hinath :3 Adorei, e também acho sim que o casal sasuhina sofre muito preconceito u.u nã admito isso u.u
GEEEEENTE, EU SINTO MUITO MESMO PELA DEMORA, PODEM ME XINGAR SE QUISEREM OU ME TACAR PEDRAS, OU TIJOLOS, OU CACOS DE VIDROS E ENTRE OUTROS OBJETOS MORTAIS ç_ç
(...)
Mas que merda... Por que tinha que ter acontecido aquilo? Eu sou um idiota! Tenho sérios problemas, é sério, ter sonhos eróticos? no trabalho? Ainda por cima com a sua chefe? Caaaaaaaaara... Só um retardado como eu...
Por que tenho quer ser um débil mental desses?
Caaaaaaaaaaaaaaaaaara...
Abaixei a cabeça, como se estivesse em depressão, bem... Na verdade eu estava. Um suspiro morto saiu do fundo da minha garganta e logo mais uma carga de culpa se instalou em mim, droga...
Se eu não fosse tão idiota... Talvez... Ela gostasse de mim...
Mas eu sou assim, ela nunca iria me aceitar, não é?
Sorri tristemente, foi um pequeno gesto que demonstrou tudo o que eu não queria. Isso foi um deslize? Certamente...
Não teriam aceito isso na marinha. Falariam que isso o torna fraco e completamente maleável a qualquer situação. Eu estava vulnerável agora. Ninguém poderia me ver assim, na verdade, quem vai saber que sou eu? O capuz do casaco fazia um ótimo trabalho ocultando a minha face de todos que caminhavam na rua. Na verdade, eu estava fazendo um ótimo trabalho em me esconder de qualquer conhecido que estivesse por perto.
Aquilo era medo...?
Talvez insegurança...
Não...
Parei de caminhar por um instante e logo uma pessoa que andava despreocupa e desatenta esbarrou em mim.
Virei rápido logo pedido desculpas pelo o ocorrido, era uma mulher, pude perceber em um borrão enquanto ela cambaleava para trás pelo impacto com o meu ombro.
Arregalei os meus olhos e logo pude sentir algo ruim subindo pelo meu estomago. Fiz uma careta de nojo pelo o que eu via. A mulher, que acabou batendo em mim por eu ter parado, era ela... Era aquela...!
Suas pequenas mãos foram de imediato a sua cabeça, fez uma expressão de dor, mas logo voltou a si. Esfregou a sua testa que colidiu com o meu corpo e jogou as mechas claras para trás.
Tch. Não mudou nada dês da última vez... Maldita.
Ainda está viva... Hunf.
Olhei para os dois lados da calçada, para ver se o encontrava, mas ele não estava com ela... Por que? Se gostavam tanto antigamente, não saiam um do lado do outro, sempre esbanjando alegria pelo seu matrimonio que estava a caminho... Por que não estava com ela, como o de costume?
A cabeça da mulher estava abaixada, ela não havia subido o olhar ainda, estava focando em algo no chão... sua bolsa. Talvez tenha deixado cair quando bateu em mim.
Ela não disse nada, na verdade nem prestava atenção em mim.
Lembro que ela não parecia tão pequena antes, era mais vulnerável. Talvez eu realmente tenha crescido um pouco.
Depois de tanto tempo, nos reencontrar assim... Coincidência apenas.
Eu ainda escondia o meu rosto com o capuz negro, o dia estava fechado, dando claros sinais de que iria chover a qualquer momento. Eu não me importava com isso agora, pelo menos não agora. Ela estava ali, ao meu lado. A maldita mulher que me trouxe tanto desgosto. A garota que eu cobicei por tanto tempo. A mulher que me usou por um período caótico. A dama fria e interesseira que não se arrependia pelos seus feitios.
Ela foi quem me abandonou, ela era uma das culpadas pela minha ida longe daqui.
Ela foi a bastarda que me trocou... Que me trocou pelo meu pai...
Meu próprio pai...
O único homem que eu tanto admirei em toda a minha vida. O homem que me ensinou quase tudo que sei hoje...
Por que fez aquilo comigo? Ele sabia o quanto eu a amava, por que?
Sempre lhe contei detalhes de nós e ele sempre sorrindo me dizia o quanto estava feliz por nós dois, então... Por que rouba-la daquele jeito? Por que me humilhar tanto? Por que me fazer de idiota por tanto tempo...?
Quando ele me disse que estava apaixonado, tantos anos após a morte de minha mãe, eu fiquei feliz por ele. Mesmo depois dele ter dito para eu me acalmar e escutá-lo até final, ainda estava feliz por ele, mas... Ele não havia dito quem era. Então... Quando ele disse... Foi um choque...
Um choque tão grande que eu não conseguia nem ao menos me mexer... Meus lábios estavam pesados demais, minha cabeça não raciocinava naquele momento, tudo era um borrão. Era um pesadelo... Um sonho irreal, aquilo era de outro mundo, um completo absurdo sem sentido. Aquilo estava acontecendo, eu me perguntava? Era verdade?
Bem... Foi verdade... E ela... Nem ao menos me disse...
Não disse uma palavra...
Fiquei sem ver meu pai por duas semanas, e sim, fui um curto período de tempo, pois no começo da terceira semana uma visita inesperada surgiu, Hinata.
Hinata apareceu em minha casa, suas vestimentas estavam surradas, seu rosto não parecia bem. Parecia que não se alimentava direito, pois seu corpo estava mais frágil do que o normal. Ela-
Um baque alto surgiu do nado, o barulho estrondoso foi proporcionado pela garota que novamente deixou a bolsa cair tirando-me dos meus pensamentos.
Sua cabeleira clara esvoaçou pela sua face a deixando mais desconcertada a procura de sua bolsa. Ela xingou algumas maldições então voltou a tatear o chão com as suas mãos para ver se conseguia pegar sua bolsa, mesmo o seu monte de cabelo atrapalhando quanto a esse serviço mínimo, tch... Ela deixou o cabelo crescer?
Merda... Que se dane.
E essa bolsa? Quando ela irá pega-la? Tsc... Droga.
Abaixei com agilidade e tomei em minhas mãos o pequeno pedaço de couro. A mulher, ainda desajeitada, voltou-se para cima já sorrindo, mas quando encarou aos meus olhos cerrados logo desfez o sorriso idiota dos lábios. A surpresa em sua face foi mutua, os olhos abertos em pratos só foi um convite para a sua expressão de desdém e indiferença.
É... sou eu sim...
- Sakura... – Cuspi as palavras como se fossem maldições antigas e ela pareceu tremer.
- Naruto. – Disse por fim soando como se meu nome não fosse real, como se aquilo fosse uma palavra proibida ou a muito esquecida.
Era isso... Afinal.
(...)
Falei mais algumas das informações que constavam no registro e logo pus fim ao seu relatório demorado. O moreno ainda estava meio abatido, mas não demonstrava, é claro. Sua máscara firme não caia, sua postura rígida nem ao menos tremeu dês do espirro ridículo que dei.
Sua face arrogante estava séria, mas sua respiração jazia descompassada, irregular. Ele realmente estava tentando se manter centrado, eu tinha que admitir. Mas era tão malditamente engraçada que de vez em quando eu ainda dava um pequeno sorriso alegre e muito estupido.
- Bem, Sr. Uchiha, parece que é isso. Não temos novas informações e também já enviei uma viatura para vistoriar os arredores de sua casa. Se houver qualquer suspeito pelo local ficaremos sabendo no mesmo instante, garanto que isso irá terminar logo. – Lhe informei usando meu habitual tom formal e confiante de trabalho, mas ele pareceu fazer pouco caso das palavras, pois apenas virou o rosto e bufou como se aquilo não passasse de algo irritante. – Algum problema, Sr. Uchiha?
Ele virou o rosto para me encarar e sorriu zombeteiro.
- Se tem algum problema? – Repetiu como se para confirmar se eu havia dito aquilo mesmo. Balancei a cabeça afirmando, querendo saber qual era a graça daquilo, já que um sorriso sarcástico ousou se instalar em sua boca. – O problema, minha cara, é que já estou farto de ouvir isso de todos vocês. – Declarou usando um tom tão mesquinho quanto a sua careta enojada à mim. Se acomodou um pouco mais na cadeira que estava sentado logo à frente da minha mesa, esperava por algo.
- O senhor não está querendo me comparar aos outros que já tiveram esse lugar, não é mesmo? – O subestimei não acreditando que ele estava me pondo no mesmo patamar do que aqueles corruptos e canastrões que já passaram por aqui como delegados. Ah, me poupe desses merdas.
- Ora... é claro que não. – Disse ele com uma expressão indiferente enquanto se levantava e se curvava diante da mesa apoiando suas mãos na mesma. – Você, minha querida, está muito abaixo deles, seria um insulto a eles lhes comparar com uma simples mulher que usou alguns de seus atributos para assumir um cargo tão importante dentro dessa cadeia alimentar machista. – Terminou enquanto dava uma boa olhada dentro do meu decote ainda vulgar e soltava um pequeno riso cínico.
Mas o que...?!
Me levantei de imediato jogando a cadeira de rodinhas para trás com tal ferocidade que jurei ter ouvido ela bater contra a parede em um baque muito alto. Fiquei alguns centímetros acima de Sasuke, pois ele ainda estava curvado sobre a mesa. Dirigi um olhar irritado, na verdade, meus olhos pareciam arder em chamas escaldantes. O ódio que se instalou em mim depois de ter ouvido aquelas palavras... Era uma ira imaginável!
- Creio que o senhor está se exaltando. – Falei seca, tentando me controlar ao máximo para poder não arranca-lhe o pescoço. – Não usei nenhum truque para estar aqui, apenas sou boa no que faço-
- Que seria o bom e velho boquete. – Disse apressado me interrompendo e dando outro sentindo depravado a frase que eu queria ter terminado. Ele se levantou com o sorriso maior ainda, tão mais cínico e filho de puta!
Fuzilei a ele com o olhar enquanto ainda esmagava meus punhos ao lado do meu corpo para que não o socasse.
Rangi os dentes cerrados e sorri para não o xingar.
Controle-se, ele só quer lhe ver fora de si. Apenas controle-se, Hinata.
- Acho que você está entendendo tudo completamente errado. – Lhe informei. – Não usei nenhum desses métodos-
- Ah... entendo. – Falou se fazendo de inocente com um tom completamente rouco. – Então você quer dizer que não foi um boquete, é claro que não. Agora eu me pergunto, com quantos você teve que transar para estar aqui?
Tch! Chega!
Sai de trás da minha mesa com passadas rápidas e logo avancei para cima do grande desgraçado.
Cheguei perto o suficiente, medindo a distância de seu rosto alto e de meus punhos e logo desferi socos pesados em sua direção. Ele esquivou, maldito.
Se abaixou agilmente e se pôs atrás de mim em um instante. Em reflexo girei para acerta-lo, mas fui surpreendida pelo seu antebraço que provou do impacto. Sua defesa quase me fez baixar a guarda. Seu musculoso braço dançou indo de encontro a minha mão livre, para tentar me agarrar. Girei pelos calcanhares me desequilibrando para me ver solta de sou regaço, mas algo me impediu, seu braço que ostentou o choque com os meus punhos foi rápido em me segurar pelos pulsos. Puxou-me de volta aos seu duro tórax fazendo-me colidir com seu rígido peitoral. Envolveu-me com o outro braço grande me aprisionando ao seu corpo.
Minha surpresa foi imediata, minha respiração estava acelerada e instável. Meu coração pulsava como um louco e vários fios azulados pendiam bagunçado em frente à minha face.
Pude sentir a respiração quente do homem em meu pescoço, as baforadas de ar que sugava eram tamanhas e também descompassadas. Estava pulsando em adrenalina, eu podia ouvir seu coração dando socadas fortes em seu peito.
Merda... Como ele conseguiu...?
- Surpresa? – Perguntou em um sussurro forçado e rouco.
- Me solta. – Exigi tentando me libertar inutilmente.
- Hm. Por que está tão informal agora, minha querida...? — Provocou-me divertido em seu joguinho de caça.
- Arrebentarei esse seu traseiro fedido, seu bosta.
- Ora, ora. Onde está aquela delegada compreensível que vi agora a pouco? Sabe... Eu gostava dela, Hunf. – Disse sorrindo como um idiota. – Mas... Também gosto dessa... – Declarou ainda rindo em êxtase.
- Se considere morto, Uchi-
O barulho da porta batendo contra a parede não deixou com que eu terminasse de falar. Na verdade, tudo o que ocorreu depois da porta ser arremessada contra a parede pareceu meio irreal.
Pois, Sasuke já não me tinha consigo, grudada ao seu corpo, ele havia me empurrado longe, em cima do sofá pequeno do cômodo e o que se via a minha frente era mais como um borrão de corpos.
Não pude distinguir quase nada, a não ser pelas duas cabeleiras. Minha boca estava aberta e eu estava estática. Aquilo não estava acontecendo... certo? Aquele não era ele... Não!
Mas que porra...?! Impossível!
- NARUTO! MAS O QUE...!? – Gritei em desespero após perceber o que ocorria, mas ele não pareceu me ouvir, pois, a única coisa mais alta do que os meus gritos de manifestação, era o colidir dos corpos dos dois monstruosos homens a minha frente. A agilidade e a troca de socos eram tão absurdas que pude ver algumas muitas grandes quantidades de sangue serem jorradas no chão enquanto eles ainda dançavam em um baile furioso de músculos e impactos grotescos incalculáveis.
Deus...! Eles vão se matar!
Notas finais
leitores fantasmaaaaas! Apareçam, okay? :3
Fale com o autor