Toque-me

11 Brinquedo Beijável


Notas iniciais
Pessoaaaaal, que saudade *---* MEODELS, ESPERO QUE NÃO ME MATEM ): Desculpem, desculpem, desculpem, gente, meu PC tinha-se ido (R.I.P) Tadinho :(, aí a minha irmã tinha ganho um not, e ela não me deixou mexer nele pra escrever ): eu só tava entrando pelo celular, desculpem, mas eu retornei (dos mortos :s) mas retornei ^^ e pra compensar trouxe uma cap grandinho, pensei que tinha escrito pouco, mas acabou que eu escrevi bastante, bem, espero que não tenham me abandonado, me desculpem mesmo por isso, acho que já faz uns quatro meses :s Tempo pra cac@&*$te enfim, desculpem de novo ): espero que gostem, mudei a capa, botei u, censurado por que os moderadores do site tinham tirado a primeira, pois estava contar as regras -.- palhaçada, mas, hei, eu voltei *___*

(...)

Estava sentada, ocupada demais com o monte de papeis que tomavam o meu colo. Suspirei cansada de organizar a papelada da delegacia, mas eu tinha que fazer aquilo, pelo menos por Hinata, a nova delegada.

Quem diria... Fiquei surpresa ao saber por Tsunade que a nova delegada da cidade seria Hinata. Aquilo foi um tanto chocante para mim.

Hinata havia sumido a um tempo atrás, muitos ficaram preocupados, mas já sabiam que ela era maior e não poderiam interferir em suas escolhas. Mas o que mais me surpreendeu foi sua família, que não disse nada mais do que um “é uma pena”.

Sempre achei Hinata tímida e um bocado inocente na época do colegial. Nunca imaginei que poderia mudar tanto!

Ela agora parece ser uma mulher independente e decidida, nunca a havia visto mais forte e centrada em toda a nossa convivência.

É... As pessoas realmente mudam com o passar do tempo.

– Cara... começou a chover do nada... – Girei a cabeça rápido em direção a porta, mas vi que era só Shikamaru. Ele coçava a cabeça e a balançava negativamente. – Tch. Que problemático.

– Pra você tudo é problemático. – Falei com um sorriso morno ao moreno. Shikamaru é um policial, assim como eu.

Trabalhamos nessa delegacia à 2 anos, tempo de sobra para interagirmos um com o outro. Nunca fomos muito apegados, mas sempre surgia uma conversa descontraída e leve quando nos tínhamos no serviço. Nada mais do que o habitual, sempre achando tudo problemático e chato, ainda mais nessa cidade, que ele sempre dizia não ter nada a mais do que só baderneiros que se divertiam ao perturbar a vizinhança.
Shikamaru abriu a boca para me responder, mas não disse uma palavra, pois um barulho estrondoso se fez na porta de entrada.
Pulei pela repentina surpresa. Lancei o olhar rápido a quem fosse o maldito. Chovia forte lá fora, e os raios cortavam o céu furiosamente. A figura que se deteve na porta parecia abatida e muito desastrada. Seu corpo alto balançava de um lado para o outro enquanto ofegava tentando sugar o ar aos seus pulmões.

– Naruto. — Falei com surpresa ao ver quem era o homem alto e corpulento. Seus loiros cabelos estavam molhados e desgrenhados em uma bagunça selvagem. Seu corpo também jazia pingando pela chuva que, obviamente, havia o atingido.
Não pude ver mais do que suas costas envergadas para frente, seu braço descansava sobre o parapeito da porta enquanto, ainda, enchia seus pulmões para poder respirar normalmente. Parecia desesperado.
Hinata já havia me dito que Naruto estava de volta, que na verdade, eles haviam voltado juntos. Estranhei e lhe perguntei, meio receosa, se estavam juntos. Ainda pensava que Hinata era a mesma de antes, mas me surpreendi com a sua resposta direta e fria.
Não surgiu o rubor em suas bochechas que eu esperava, apenas me desmentiu dizendo que eu estava errada quanto aquilo. Que nada daquilo não passava de um engano. Que a muito não sentia nada, por ninguém... Jurei ter visto em seu rosto um rastro de dor, algo amargo pareceu lhe tomar a boca quando me disse aquilo, mas logo a expressão que veio, se foi, rápido e sem hesitação.
Deixei aqueles pensamentos de lado e voltei-me ao grande aspecto de homem parado na porta, por Deus, o que havia acontecido com ele?

Por que estava tão atordoado?

Parecia abatido e desnorteado como o inferno!

– Você está-
– Onde está... Hinata?! — Exaltou me cortando com a voz meia grogue, e logo dirigindo seu olhar alarmado e meio incrédulo ao escritório da Hyuuga, o que ele...? — Tch! — Grunhiu cerrando os dentes, pondo em seu rosto uma máscara de ódio enquanto enrijecia toda a sua face com ira, parecia mortal, bestial...
Todo seu corpo estava tenso, seu olhar semicerrado eram frestas quase que desumanas ao meu ver. Ajeitou seu corpo em uma postura firme, seus músculos se flexionaram com a rapidez que correu passando pela recepção, não parecia de nada com quando havia chegado.

– Narut... — Sussurrei surpresa, o que aconteceu...?

Dirigi meu olhar a Shikamaru, mas sua expressão parecia de desinteresse. Me lançou um olhar de “quem sabe” e logo deu de ombros. Obviamente achava aquilo problemático. Pois bem, eu também achava o mesmo, mas algo me dizia que isso estava além do problemático, muito além.

(...)

Minha visão estava nublada com uma espessa massa vermelha, eu quase não conseguia distinguir o corredor até a pequena sala em seu final. Eu não cambaleava mais, mas ainda sim sentia os efeitos da embriaguez repentina. É... eu literalmente havia enchido a cara como um cão sarnento. Quantos copos eu havia virado antes de vir pra cá?

Quinze, talvez...
Bem... Não importava de qualquer forma. Pois...
Meu corpo estava tenso em um misto de excitação e raiva, surpresa e ansiedade. Meus lábios estavam secos, mesmo depois de todo o liquido que eu havia consumido, de nada adiantou. Eu tremia, não pelo frio que eu deveria sentir atacando cada célula do meu corpo, mas pela proximidade que eu estava da sala, aquilo que eu sentia poderia ser considerado ira, talvez mais... Na verdade, meu corpo estava em chamas. Chamas de puro ódio e desprezo.
Rangi os dentes ainda não acreditando no que os meus olhos me mostravam, aquilo não podia ser uma ilusão. Mesmo que eu esteja neste estado deplorável de embriaguez, eu tenho certeza do que vi. Ou melhor... De quem vi.
E o que o maldito fazia... Imperdoável!

Vou mata-lo, juro pelo mais santo e sagrado nome que irei matar a esse desgraçado filho de puta!

Dei mais uma boa olhada na cena a minha frente e pude ter a total certeza daquela maldita paisagem. O grande puto estava com Hinata nos braços, segurava-a abraçando-a pelas costas enquanto dizia algo muito próximo de seu ouvido.
Seu corpo grande era um pouco mais alto do que o meu, nada mais do que três centímetros, nada que eu não pudesse dar conta, afinal, não me chamavam de "Hellhound" (Cão Infernal) por nada. Eu podia abater a qualquer peso morto como esse bastardo. Nada e nem ninguém poderia me parar agora, nem mesmo se Deus descesse de seu trono e interviesse entre nós, eu não pararia. Oh... Já sinto um formigamento nas pontas dos meus dedos da mão, está se espalhando e tremendo para socar a carne de alguém. Alguém esse que já estava bem próximo.
Um sentimento incoerente surgiu do fundo da minha alma, não sabia ao certo, mas tinha certeza que já o havia sentido antes... Sim, já o senti. A muito não me foi concedido algo tão prazeroso como isto que sinto, tal sentimento que não consigo descrever com palavras, mas poderia ser melhor do que até mesmo chegar ao clímax em uma relação. Esse tipo de adrenalina já tomava a minha mente e meu ser, pois não me lembro quando que adentrei na sala e parti para cima do Uchiha dando em disparada, com um sorriso diabólico no rosto, socos e mais socos em sua direção, fazendo um ótimo trabalho me defendendo de seus contra-ataques e devolvendo maciçamente golpes despojados com uma ira avassaladora.

Oh, querido Deus, me perdoe se eu mata-lo aqui.

(...)

Mas o que diabos...?!
Minha boca estava aberta com incredulidade no que meus olhos me mostravam. A minha frente, em borrões muito grandes e assustadores, jaziam com uma velocidade bestial, dois gigantes e sinistros corpos em uma batalha de punhos de ferros cerrados maciçamente com ódio e ira girando em redemoinhos sobre suas cabeleiras desgrenhas. A força com que um atingia ao outro era inimaginável e não podia ser vista por olhos crus, olhos que nunca presenciaram violência ou outras coisas abomináveis. Seus corpos dançavam em um baile furioso, as figuras, com todos os seus muito grandes músculos, se esquivavam com habilidades dignas de um SEAL, Naruto era um a parte, mas o outro... Como conseguia acompanha-lo? Naruto tinha apelidos que havia adquirido com o tempo nos EUA, esses rótulos significavam muito, Naruto tinha uma força sobrenatural, tanto que o comparavam a um cão infernal, criaturas horrendas que não descansavam enquanto não atingiam aos seus objetivos.

Aquele loiro era assim, não conseguia ficar parado enquanto não terminara o que lhe tinham posto a fazer. Lembro-me de suas quase mortes em missões solo, havia ficado tão acabado em todos elas que quase já tinha encomendado um caixão ao muito insistente. Em uma, que o general tinha o designado para que fosse escoltar a um líder partidário, sua morte foi certa, a não ser pela péssima mira de seu caçador que o atingiu um pouco a cima do coração. Quando o trouxeram de volta e disseram-me seu estado crítico, que poderia morrer a qualquer instante, não acreditei, não podia acreditar. Por que o grande idiota tinha que aceitar a tudo o que lhe pediam? Fui prejudicada pela a notícia, ele estava inconsciente, haviam dito que não acordaria em uma semana e se acordasse. Minhas tarefas começaram a decair, meu desempenho foi abaixo, pois mesmo eu não querendo admitir, eu me preocupava com ele, me preocupava a certo ponto de ficar paralisada meio a um tiroteio, por lembrar de seu estado de saúde completamente instável causado pela pequena e maldita bala que o atingiu. Fui afastada por um período das missões em grupo, ou missões que envolvessem violência. Disseram que eu tinha que me recuperar do trauma, mas eu ainda não sabia qual o motivo, até que haviam jogado em minha face que eu estava assim pelo meu “companheiro”. E eu estava, não estava? E agora? Como eu estava agora?

Por que eu não me mexo?

Voltei a mim depois de ouvir um xingamento exageradamente alto dirigido ao moreno pelo loiro, oh... Sasuke havia atingido o seu estomago com um chute preciso fazendo Naruto se encolher em dor, mas em compensação o loiro subiu com os punhos firmes atingindo em cheio o lado esquerdo de seu rosto, o fazendo cuspir uma quantidade absurda de sangue no assoalho enquanto sua cabeça girava 190° graus para a direita. Meus olhos abriram em pratos, Sasuke voltou-se com a face cheia em ira, seu olhar riscado com ódio desafiou ao loiro com um cerrar e um grunhido selvagem, sua boca salpicada pelo sangue se fez aberta rangendo os dentes alinhados com algo a mais do que a vontade louca de arrancar a cabeça de Naruto. Merda...

Eu estava imóvel, aquilo era verdade? Estava acontecendo? Por que eu não conseguia me mexer? Já era a sétima vez que eu me perguntava isso. Por que infernos eu não me mexia? Realmente ficaria ali paralisada como uma garotinha assustada? Com medo do que aconteceria se eu interviesse entre eles pra parar aquela barbaria? Justo como eu era... No passado?

Me remexi no pequeno sofá já me pondo de pé, logo quando eu o fiz três figuras corpulentas adentraram rapidamente na pequena sala já indo em encontro aos dois gigantescos homens, Tenten, era um desse três. Ela e outro homem moreno foram até Naruto, já que o mesmo parecia o mais exaltado entre os dois que brigavam, agarraram em seus braços o puxando fortemente para trás, o moreno que foi ao seu braço livre, provou do colidir do punho do loiro em seu nariz, sua cabeça foi para trás, mas ele ignorou a dor e o sangue que já escorria e novamente foi ao seu braço solto, agora fazendo um ótimo trabalho prendendo-o. Já o outro homem ruivo se dirigiu a Sasuke, que parecia menos agitado, mas ainda respirava com dificuldades, olhava com clara fúria ao loiro que ainda se debatia nos braços dos dois policias que o sustentavam.

– MAS QUE MERDA! ME SOLTEM! Vou mata-lo, eu irei, e depois a vocês dois! – Berrava aos montes com a cara desfigurada para que deixasse bem claras as suas intenções. Todos já haviam visto que ele não hesitaria de fazê-lo, por isso não o liberavam.

Minha respiração também estava descompassada, eu ainda não havia entendido bem o que havia acontecido, ou como, ou por que... Talvez o por que ainda tivesse uma explicação, Naruto o odiava.

Olhei primeiro a Naruto que ainda tentava se libertar lançando maldições a todos os lados. Seu corpo era grande, mas o moreno que o aguentava com Tenten tinha quase sua altura, sua estrutura era completamente igual, a não ser pelos muito músculos que o loiro carregava e que agora faziam o favor em se lançarem a frente pelo suor, sangue e a agua da chuva que banhavam suas roupas, todos as tensas fortalezas de seu peito se punham a mostra em cada sugada de ar do mesmo, e a cada gesto pra tentar se liberta, seu abdômen se contraia dando a clara certeza que o chute de Sasuke não havia feito muito estrago.

Depois de avaliar ao loiro lancei o olhar ao moreno que já havia dispensado ao ruivo com um empurrão dizendo para que não o tocasse, agora ele concertava seu paletó puxando-o para baixo e tentando limpar os respingos de sangue que caíram sobre ele. Focou por poucos instantes no seu pequeno trabalho e logo subiu seu olhar pra se encontrar com o meu, seus orbes negros se cerraram quando enfrentou a mim, uma repugnância cresceu no meu peito e subiu a minha boca com um gosto amargo, sua boca estava cortada no lado esquerdo e sua bochecha estava com um hematoma assim como Naruto também carregava aos montes em sua face. Seu cabelo estava completamente bagunçado, dando um ar exótico aquele homem sombrio. Ele conseguiu se igualar a Naruto na força, mesmo eu sabendo o quando Naruto pode ser superior...

Mais gritos e exclamações de protestos vindos do loiro me tiraram dos meus pensamentos, girei a ele e o fuzilei com o olhar e ele grunhiu lançando outra carga de xingamentos.

– Já chega, Naruto! – Exigi com a voz dura e ainda mantendo um olhar negativo à ele. Ele parou por um instante e Deus... Seu rosto estava horrível. Sua boca estava cortada em três lugares diferente em tons vermelho sangue e seu olho direto quase não conseguia ficar aberto, estava malditamente inchado já saindo da cor rosado e indo ao um tom mais escuro de roxo. Sua cabeleira estava baixa pelo suor e chuva, mas ainda sim salpicada para vários lugares, completamente rebelde. Mordeu o lábio inferior tentando não retrucar e tratou de ficar mais quieto no aperto dos braços do dois que o seguravam. – Muito bem-

– MUITO BEM, HINA?! – Exaltou o loiro me cortando com uma carranca em descrença. – ACHA MESMO QUE ESTA?! ESSE MALDITO, ELE...! – Gritou tentado apontar o dedo indicador a alguém, mas era impedido por hábeis mãos o segurando. Na verdade eu não precisava que ele apontasse, pois eu sabia muito bem a quem ele referia e sim, realmente nada se tinha bem.

– Naruto, eu vou lhe jogar em uma cela se não se acalmar! – O informei perdendo o pouco da paciência que me restava.

– É onde espero encontra-lo quando eu retornar do tribunal. – A voz rouca com um tom elevadamente másculo fez com que eu me voltasse ao grande puto que era o Uchiha. – E também, é claro, denunciarei a toda essa delegacia por tal delito. – Finalizou olhando-me neutro com os braços cruzados abaixo do peito. Meu olhar se tinha nele e minha boca estava quase aberta de tão inacreditável que ele soou. Ele estava ameaçando à minha delegacia? Ameaçando à mim e a todos? Oh, não, realmente não creio nisso.

– Me desculpe, senhor Uchiha, mas realmente está pretendendo levar cabo a isso? – Lhe perguntei ainda não acreditando no que ele havia posto.

– Mas é claro. – Disse-me olhando profundamente à Naruto e logo voltando a mim para dirigir todo o seu ego superior. – Acha mesmo, que depois disto, não abrirei um processo contra essa delegacia?

– Oh... entendo. – Falei balançando a cabeça afirmativamente. – Já que é assim, senhor, — Acrescentei dando um ênfase a frase e logo ele se ajeitou olhando-me questionadoramente. – acho que terei que lhe prender por desacato a autoridade. – Terminei sorrindo sem humor a ele. Seu olhar cerrou como o de um felino, e logo ele deu um sorriso morto.

– Desacato...? – Foi a vez de Tenten perguntar, quase havia esquecido dos três que ajudaram a conter todo aquele furdunço. Balancei a cabeça afirmando a mesma.

– O senhor Uchiha sabe do que falo... Não é mesmo? – Lhe perguntei esperando a sua afirmação, afirmação essa que não veio pois ele apenas se virou para pegar seu sobretudo na descançadeira para colocá-lo sobre seus largos ombros. Retornou seu olhar a frente e disse por fim.

– Espero que seu subordinado, ou seja quem for, receba uma punição pelo o que fez à mim. E também espero que consiga resolver aos vandalismos que ocorrem frequentemente à minha mansão, senhorita Hyuuga. – Ele se virou, e com toda sua grandiosidade exalando em cada passada para fora dali, se foi.

Fechei os olhos e apertei os punhos, como eu consigo ainda olhar a esse canalha com tal paciência e sangue frio? Me admirei quando o desgraçado começou suas insinuações, me chamando de coisas enojáveis como a puta da sua namorada é. Deus... Como eu poderia me segurar? Como?! Era impossível! Um homem que abusou da idiota que eu foi, que sempre me tratou como um cão sarnento, como nada mais do que lixo, voltando a mim como algo mais baixo do que uma maldita pulga? Me insultando com algo que eu nem ao menos fiz... Tratando-me do mesmo modo. Nem mesmo as mais baixas pessoas poderia ser levada por isso. Nem mesmo alguém tão frio conseguiria se manter calmo e centrado. Eu não sou assim, não consigo ser imune. Aquilo me atingiu, me atingiu feio.

E eu apenas queria... Queria vê-lo socado. Queria que sangrasse. Queria-

– Subordinado?! – Explodiu Naruto atrás de mim, voltei a ele, agora não estava mais sendo segurado, mas parecia horrendamente abatido e puto da vida. – Quem esse merdinha pensa que é?! Eu vou-

Em um instante sua boca se calou, não seria pra menos, fiz um ótimo trabalho indo até ele e puxando seu ombro abaixo para que eu pudesse dar uma joelhada em seu estomago. Ele foi pego desprevenido. Estranho... Naruto nunca abaixava sua guarda.

Mas depois disso tudo, talvez a pôs a baixo pra que ficasse menos cansado, mesmo assim.

Ele se encolheu dobrando as mãos na barriga e logo amaldiçoou alto. Suspirei cansada, tudo aquilo estava acontecendo muito rápido. Dei uma olhada de esguelha e puder ver três figuras paradas em frente a porta do meu escritório, ah...

Tenten e os outros dois homens estavam alinhados esperando -com uma certa confusão em suas faces- por alguma palavra minha. Girei a eles e sorri os dispensando e logo disse que tinha algo a tratar com o loiro e que logo eu daria uma explicação detalhada sobre o que tinha acontecido. Feito isso eles partiram aos seus afazeres e eu me voltei pra dentro logo tratando de trancar a maldita porta que Naruto quase havia arrancado da parede quando entrou. Fechei os olhos respirando forte ainda segurando a maçaneta fria e com a testa encostada na porta, aquilo poderia me acalmar... Pelo menos um pouco. Poderia ser que aquilo tudo era só um pesadelo. Eu não estava em Konoha, mas sim nos Estados Unidos, ainda na minha unidade de SEALS da Marinha tendo que fiquei muito tempo dormindo e isso tudo explicava o pesadelo desastroso. Permaneci assim, com esse pensamento por uns instantes, mas logo tive que abrir os olhos e perceber que tudo era verdade, que eu estava sim em Konoha, na minha delegacia, no meu escritório, e o cheiro do moreno ainda estava pelo ar... Ainda conseguia sentir, querendo que a repugnância aparecesse, mas nada veio, apenas o maldito cheiro convidativo do grande bastardo. Joguei minha cabeça para trás olhando para o teto de cor-sem-graça logo lançando meu corpo, estava muito silencioso. Antes havia um moreno e um loiro muito emputecido quase se matando nessa mesma sala, o moreno se foi, mas o loiro...

Olhei para o lado a procura do homem exaltado que não conseguia achar a calma para se manter quieto, o loiro estava no sofá, sentado com a cabeça quase entre as pernas de tão baixa com as duas mãos, ambas ao lado de sua cabeça, a sustentando. O que...? Aquela joelhada havia sido tão forte? Realmente foi? Eu não pretendia...

Virei a ele com um semblante preocupado, eu realmente estava. Merda, por que não maneirei a força? Droga... Eu deveria estar empolgada, já que ele havia me feito o grande favor em surrar o Uchiha. Droga, droga, droga. Eu sabia que não deveria ficar tão solta. Burra, Burra.

Caminhei ao seu encontro com passos pequenos, maneirando as curtas passadas, talvez estivesse com raiva de mim pela dor. Talvez não me quisesse por perto...

– Naruto... — O chamei baixinho, elevando uma de minhas mãos para pousar sobre o seu ombro, quando terminei o ato levei um breve susto, ele tremia, e não era pouco. Parecia se convulsionar abaixo da minha palma. Meus olhos se abriram com surpresa e minha boca ficou brevemente aberta. Me agachei tentado olhar ao seu rosto. Deus! O que eu fiz? O que diabos eu fiz? O machuquei a sério? Doía? Realmente, por que ele teve que abaixar a guarda? Droga... – Naruto...! – Chamei a ele novamente visivelmente nervosa, pois em um reflexo espontâneo minhas mãos foram ao seu cabelo para afagá-lo, oh, sinto muito. Eu passava nervosamente minha mãos sobre a cabeleira loira indo até as suas costas e voltando, e ele ainda tremia. – Naruto, pelo amor de Deus, sinto muito se o machuquei, eu não tinha a intenç-

Travei minha língua logo quando ele levantou sua cabeça, pois eu não podia acreditar no que os meus olhos me mostravam. Oh, Cristo... Ele estava... Estava sim... Eu via aquilo, era sim, e desciam em volumes, cada gota que riscava suas bochechas, seu olho que não havia recebido nenhum golpe do Uchiha estava inchado, completamente vermelho. E as lágrimas ainda descendo alegremente pela sua face enquanto em seu rosto um semblante de dor era posto. Seus dentes cerrados e seus olhos fechados e ele balançando a cabeça negativamente. Afastei minhas mãos rapidamente dele. Oh mãe... O que eu fiz? Eu... Eu... Eu realmente... Eu fiz um homem... Fiz um homem chorar...? Oh... não, por favor.

– Ele... Ele morreu... Morreu, Hina... – Sua voz rouca e falhada em um tom quebrado formou as palavras, sussurrando tristemente cada silaba pesada demais para sua alma.

O... O que...? Então... Não fui eu...? – Ele... Mesmo que eu... Mesmo que eu não gostasse dele... Oh, Hina. Por que...? – Me perguntou ele com a voz completamente estrangulada, carregando em seu rosto uma expressão de dor, era doloroso olha-lo...

Seus olhos azuis estavam sem vida, com a tristeza resplandecendo no brilho morto dos seus orbes, mesmo as recentes feridas não escondiam o quão pálido estava, sua boca estava ressecada e cada segundo mais lágrimas desciam de seus olhos e ele ainda com as mãos ao lado da cabeça apertando-a e dizendo a si mesmo que era mentira, que só podia ser mentira. Sua respiração profunda estava tão falha que ele abaixou novamente a cabeça onde estava.

Algo se quebrou em mim, uma ardência se fez no meu nariz e logo veio aos meus olhos pequenas gotículas que ousavam querer se derramara, mesmo eu não querendo... Mas Naruto estava ali, parecia tão acabado, tão morto... Tão triste. Ferido... Alguém tinha ido... e ele... Merda... Não chore, Hina.

Me lancei a frente o rodeei com os braços em um abraço aconchegante, mas ele não prestava atenção, ele ainda tremia, os soluços começaram a ficar mais altos e altos até que ele não teve mais forças para suportar todo aquele peso e desabou. Ele gemia dolorosamente enquanto chorava e soluçava e gritava que aquilo não podia estar acontecendo. Enquanto aquilo acontecia, o caroço em minha garganta se fez maior e a queimação nos meus olhos foi ao seu auge, as lágrimas desceram ferventes sobre a minha face enquanto meu peito afundava e eu não sabia o motivo, mas sim a causa. Naruto.

Eu nunca poderia imaginar um homem tão grande, tão assustador, agora em meus braços como um garotinho assustado... Chorando, tão quebrado...

Oh... Sinto tanto...

– Por que Hina...? Ele era... Era o meu pai... – Sussurrou mais uma vez em um tom entrecortado, morto . Meus olhos abriram ainda mais e logo mais lágrimas desceram ao meu rosto. O pai...? Oh, Deus, Minato...?

– Naruto... – Consegui dizer entre fungadas. – Sinto muito... – Minha voz saiu tão baixa quanto seu sussurro, pouco fraca e meio instável. Ele tremeu mais forte e se encolheu mais. Meu peito se afundou um pouco mais e meu aperto se fez maior nele. Seus soluços aumentaram e as lágrimas eu conseguia senti-las caindo em minha coxa com mais vontade, ele gemeu dolorosamente e se afundou ao meu regaço em volta dele. O abrangi tentando mantê-lo o mais confortável possível.

Mas, Deus... Minato havia morrido, era inimaginável... Ele... que me acolheu... Deus...

Outras mais lágrimas desceram pela minha face, elas iam livres ao meu braço onde eu as enxugavas. Oh... Sinto Muito, Naruto.

Passei alguns instantes com o loiro em meus braços e logo os soluços ficaram mais baixos, ele já não tremia mais, mas eu ainda conseguia sentir quando alguma restante lágrima insistia em descer pelo seu rosto e pousar na minha pele. Eu ainda não havia me mexido e nem ele. Eu estava atenta a cada tremor ou batida de seu coração, se sua respiração ficava acelerada ou não. Eu queria acalma-lo, eu tinha que acalma-lo.

Ele se mexeu um pouco, eu pulei um pouco pelo susto, mas não afrouxei o meu abraço dele. Senti duas calosas e poderosas mãos se fecharem gentilmente em torno dos meus pulsos. Ele desfez o meu aperto do seu corpo e afastou-me poucos centímetros, elevou sua cabeça e olhou dentro dos meus olhos. Aqueles formosos orbes azuis ainda pareciam sem vida, mesmo que em sua face tivesse um sorriso sem humor, ele não podia esconder sentimentos tão profundos. Em suas bochechas estavam riscadas os caminhos que as lágrimas fizeram abaixo. E sua boca fina ainda ressecada sorria morna, sem nenhuma nota de alegria. Meu rosto se familiarizou com a repentina pena e um sentimento de ipotentibilidade quanto ao loiro, eu não podia fazer nada.

Suas mãos subiram lentamente para me puxar pra si em um gesto único, ele me afagou em seu abraço enquanto eu tentava abrange-lo mais ainda, confortavelmente, carinhosamente, gentilmente... tão quente...

Pousei meu queixo em seu ombro e inspirei seu cheiro almíscar, cheirava tão bem... Tão malditamente bem... E era tão bom...

Fechei os olhos querendo mais daquele momento, mais segurança, mais tranquilidade, mais da sua respiração leve sobre o meu pescoço... mais de suas abrangentes mãos se fechando em minhas costas... Queria mais dele. Queria que seus temores e sua dor se fossem, queria que ficasse calmo, queria que ficasse bem, mas também queria que me abraçasse mais. Aquilo era egoísmo meu, e eu sabia, mas ainda sim... Eu queria, mesmo sabendo que quem precisava de consolo era ele, e não eu. Aquilo era tão errado, eu desejava que ele ficasse bem, mas já sabendo que seria impossível depois de algo como aquilo. Era o seu pai... Deus... Era Minato, foi Minato. Aquele homem tão gentil e carinhoso, um pai tão exemplar. Pai esse que criou Naruto sozinho a parti do momento em que sua mãe faleceu. O criou, e o criou tão bem que não se comparava a nenhum outro, e meu pai... Meu pai não era nada comparado à Minato. Aquele homem não chegava aos pés do que o Namizake foi.

Naruto teve muita sorte de tê-lo tido como seu familiar.

– Hina... – O som da sua voz quente murmurou no meu ouvido me enviando um tremor repentino. Indaguei um pequeno gemido ainda em seu confortável abraço protetor, os músculos dos seus braços se flexionaram com o movimento que ele fez ao se ajeitar e eu cavei ainda mais as minhas mãos em suas costas incrivelmente grande e cheias de longitudes poderosas. Não poderia me deixar agora, eu ansiava por mais desse calor doce, de suas mãos duras e calosas, mas que proporcionavam um aveludado prazer em se ter ali.

Ele tentou se libertar docemente, mas eu o impedi quase cravando minhas unhas em sua pele macia. Ouvi um pequeno riso divertido vindo dele e abri os olhos, me dei conta do que eu fazia e afrouxei rapidamente meu aperto já com uma pequena queimação nas bochechas. Merda, no que eu estava pensando?

Ele se afastou devagar, parando a poucos centímetros de mim, nivelando seu alto rosto na altura do meu. O recentes machucados eram visíveis e inacreditáveis, havia levado tantas bordoadas e ainda sim saiu com alguns cortes nos lábios e um olho roxo, olho esse que recebeu o pior impacto. Mesmo depois dos hematomas e da trágica noticia, em sua boca ainda pousava um pequeno sorriso alegre. Franzi o cenho com o pouco de vergonha que se espelho em mim, mas não desviei dele.

Meu olhar viajou pela sua face, estudando cada milímetro daquele homem, mesmo a figura meia desfigurada, era ainda completamente bonito. A cabeleira já secava, deixando a mostra os tons dourados de toda sua extremidade exótica. Olhava-me fixamente com os olhos do azul mais profundo, cheio de –o que eu duvidei ser- luxúria e de necessidades que eu não desejei definir. Sua boca já não tinha mais aquele pequeno curva, agora estava ali, fina e convidativa separadas em um breve brecha para sugar o ar. Desci o olhar ao seu peito que estava sendo abraçado forçadamente pela sua camisa ainda molhada. As batidas aceleradas do seu coração se comparavam as minhas. Eu conseguia sentir sua respiração assim como cheira-la, senti o cheiro de álcool e café. Ele havia bebido?

Voltei meu olhar para cima, eu devia perguntar se o tinha feito, mas não consegui. Tudo o que eu vi foi o olhar mais predatório e selvagem que um humano poderia fazer, a face do homem estava completamente mergulhada no mais extrema fome carnal, o desejo que continha em seus meditativos olhos cerrados era tão possessivo que cheguei a ofegar em antecipação. Abri a boca para dizer algo, mas apenas esqueci como era falar. Oh... – Obrigada... – Sussurrou a voz rouca e instável a mim enquanto se aproximava lentamente, como um felino... Oh... Isso não vai acabar bem. Minhas mãos estavam trementes e minha respiração entrecortada, no meu peito o tamborilar que meu coração fez foi tão alto que duvidei se o loiro não o ouviu. Mas me pareceu que não, pois ele ainda fazia seu trajeto, aproximando cada vez mais o seu rosto do meu, nunca abandonando os meus lábios que eu tive que umedecer por achar que estava ressecando rápido demais. Oh... Cada neurônio que eu tinha dizia para me afastar, mas as muitas células do meu corpo diziam tão malditamente o contrário que eu não ousava contraria-las. Onde estava a sensatez? Eu havia perdido a desgraçada?

Não... Não havia, mas ela estava se sentindo bem exprimida. Engoli em seco retomando um pouco de controle sobre mim, joguei devagar a minha cabeça pra trás, mas logo senti poderosas e muito grandes mãos se fechando em torno do meu rosto.

Abri os olhos como uma criança surpresa e encarei boquiaberta ao muito sexy loiro em minha frente.

– Não se afaste. – A ordem rouca me fez ficar petrificada pelo tom profundo carregado de excitação e promessas escuras, promessas essas que eu não estava certa se queria.

O ar em volta de nós estava denso, parecia difícil respirar, e sua fina boca estava tão próxima... tão próxima que eu agora degustava do ar que saia dela.

– Não po- Velozmente tragou o som de minha voz com um exigente beijo.

As mãos aos lados do meu rosto se afrouxaram, uma permaneceu ali enquanto a outra foi para trás da minha cabeça, para que pudesse me sustentar próximo o suficiente para aprofundar o selo de nossos lábios.

Minha boca aberta facilitou o assaltou que ele fez, seu corpo duro e firme colidiu com o meu. O tórax dele se espremeu com os meus seios, fazendo-me sentir um formigamento incomodo naquela região. Seu corpo tão rude e grande estava tenso, diferente de seus lábios quando se encontrou com o meu, me surpreendi com a maciez, era cálida e deliciosa. Tão excitante e selvagem. Seu beijo foi urgente, apaixonado, possessivo, e na verdade, o beijo me assombrou. Nunca havia me sentido assim... Meu corpo tremia, e ele fazia todo o trabalho em se mergulhar dentro de mim para experimentar o gosto que eu lhe proporcionava, e logo seu gosto permanecendo em mim. Oh... O gosto era bom... Tinha o essência de álcool, café e homem. Uma combinação incompreensível que eu não me importava, pois meu corpo começou a se mexer por si só. Sua mão se enredou ao meu cabelo que ousava cair aos montes para frente, atrapalhando o trabalhoso e exigente beijo. Fui para frente levantando, mas nunca abandonando sua boca, eu não podia, era tão bom...

Ele se ajeitou no sofá e eu me pus sobre ele sentindo uma carga de eletricidade passar pelo meu corpo, minha saia subiu ao seu auge enquanto brincava roçando em minha pele. Joguei minhas mãos em volta do seu pescoço e provei dos seus lábios suaves. Começamos uma batalha de línguas enquanto suas mãos desciam até minha cintura e me puxavam mais ainda para ele fazendo com que um abafado gemido saísse da minha garganta por sentir algo muito duro colidir com a minha coxa nua. Ele grunhiu pesado se afastando instantaneamente em busca de ar me deixando desnorteada como o inferno.

– O que- Abri os olhos com dificuldades sentindo o ar frio atacar-me pelo abandono, mas logo a sensação se foi, pois o loiro já estava de volta jogando-me sobre as costa no pequeno sofá. Veio por cima de mim cobrindo-me com o gigantesco e corpulento ser que era e logo conduziu-me profundo além dos lábios, varrendo no interior como se não pudesse esperar outro minuto para saborear toda a minha boca. Oh... Aquilo era bom. Sentir cada mão vasculhando os lados do meu corpo, uma delas saiu de seu trajeto e pousou em cima de um seio o amassando e eu ofeguei achando que estava nos céus. Oh, sim... Senti as constituições fortalecidas com músculos tensos, era muito bom... Tudo o que saboreei quando empurrou seu musculo sensitivo da boca em mim, foi um homem excitado, picante. Não tive que lhe perguntar o que queria, o desejo de conquistar-me estava ali no gemido, no beijo. Desafiou-me com cada empurrão da língua, com cada varrido frenético dos lábios sobre os meu. Era como um carro de corridas, construído para a velocidade e o brilho. Se eu permitisse que isto continuasse, então me dominaria e faria todo o necessário para assegurar que não saísse dali com roupa, e eu já o via, pois meus seios quase já saiam para fora pelo ágil trabalho de sua mão em um deles. Maldição.

– Hm... – Gemi dolorosamente após sentir algo que eu tinha certeza o que era... Sua ereção. Ele empurrava seu corpo para frente fazendo seu quadril colidir com o meu, queria ir mais a fundo, mas aquilo estava errado, mas era tão bom, mas estava completamente errado... Uma de suas mãos desceu e começou um fácil trabalho em levantar minha saia, o tecido grosso subiu e eu ofeguei, pois o sexo dele era tão evidente agora que eu me assustei. Como se eu tivesse tomado um forte tapa na cara, acordei. Com um só gesto tratei de empurrar ao gigante e muito pesado. Foi difícil fazer aquilo, tanto por que as putas das minhas células não queriam e também porque o homem era pesado. Mas consegui me libertar e me por de pé ainda cambaleando e respirando com evidente dificuldade. Ele também estava como eu, se não, pior. Abaixei rapidamente a saia negra e ajeitei os botões da blusa, errando constantemente pelas minhas mão trementes. Oh Deus... O que diabos eu fiz?

Meu coração pulava malditamente rápido em meu peito e minhas mãos suavam combinando harmonicamente com a fina camada de suor que cobria o meu rosto. Infernos! Sete malditos e escaldantes infernos! No que eu estava pensando? No que absurdamente eu estava pensando? Beijá-lo...?

Beijar e então me deixar levar tão longe... Tão deliciosamente e fodidamente longe!

Oh merda... Santa puta mãe da merda...

Todo meu corpo estava quente, não só pelo momento excitante, mas também pela vergonha rubi que cobria a minha pele. Aquilo não devia ter acontecido, por que eu deixei isso ir a tal lugar absurdo?

Peguei aos montes de cabelos azulados que já grudavam em minha testa e o amontoei atrás da cabeça o amarrando em uma confusão. Passei minha mão sobre a boca enquanto dava passos para trás me afastando o quanto eu podia dele. Fechei os olhos com força e balancei a cabeça negativamente, tudo estava errado, aquilo não devia, não podia ter acontecido! E a promessa que eu havia feito à mim? Como tinha ficado agora? Eu quebrei algo inquebrável, eu desfiz uma coisa que... Deus. Eu prometi à mim, jurei que não me deixaria tão vulnerável nunca mais, para ninguém. Deus... Jurei celibato dês do que tinha ocorrido comigo à 3 anos atrás, e agora... eu simplesmente.

Balancei mais rápido a cabeça e dei mais passos para trás, minha traseira bateu contra a borda da minha mesa e eu pulei repentinamente pelo contado, abri os olhos meio desorientada, olhei à mesa e depois girei para a porta. Não queria mais olhar para ele, não queria ter que encara-lo depois daquilo.

Corri desgraciosamente para a maçaneta, a destranquei e me pus fora dali com uma velocidade inimaginável. Passei pela recepção ouvindo uma voz feminina me chamar, mas eu não olhei para confirmar quem era. Apenas me fui dali, para o mais longe possível, eu tinha que me afastar, eu precisava.

Oh merda... Aquilo foi errado, malditamente errado.

Notas finais
E aí lindjas, o que acharam?? eu dividi esse cap, ficou grande, a outra parte ainda virá >