Toque-me
5 Brinquedo Retrogrado
Notas iniciais
Mas tá ai, e é grande!!!!!!
Leiam!!!!!!!!!
(...)
3 Anos Depois...
Senti o vento frio contra a minha face, mas nada alterava o meu estado de eterna seriedade. Minhas roupas amarrotadas e sujas de suor e sangue denunciavam o meu estado nada agradável. Mas que porra, justo hoje.
O homem a minha frente ergueu novamente a sua mão grande e cheia de calos. Desceu a mesma sobre o meu rosto, arrancando mais sangue de minha boca...
Dor atingiu ali, uma queimação se fez irritadiça e incomoda... Merda.
Eu estou perdendo tempo aqui, tenho que chegar a Konoha, todos me esperam lá...
- Vadia! Fala onde está! – Exigiu o homem fedorento e gordo a minha frente, o mesmo que havia me batido.
- Humpf. – Ri entredentes, era engraçado ver a sua cara de preocupação enquanto tentava manter a suas condições privilegiadas naquele sequestro. Idiota... Nunca vai tirar uma informação de mim. – Alguém já disse que você fede? – Sorri, mostrando grande satisfação por fazer o maldito perder a compostura, ele botou seus olhos em pratos e grunhiu raivoso enquanto fazia uma careta com ódio. Elevou sua mão novamente e logo esmurrou a minha face, que agora, estava com uma ferida no lado esquerdo da bochecha. A ardência foi proporcionada com urgência naquele local atingido, fiquei um pouco tonta enquanto minha visão ficava meio nublada pela pancada. Droga... Esse maldito...
- Diz, sua vadia! Onde escondeu a mercadoria! – A bastardo agarrou em meu cabelo, mechas penderam sobre a minha face enquanto ficavam grudadas devido ao suor, ele puxou mais forte o meu cabelo então veio novamente a dor, desgraçado...
Ele realmente acha que devolverei as drogas?
Tolo e hipócrita, vou mata-lo por isso!
Ele não sabe com quem está falando, não sabe quem sequestrou, pensa apenas que sou uma simples delegada de polícia... idiota. Há muito mais do que isso, e quando descobrir, eu tenho certeza, que se borrará todo, com um medo descomunal.
- Chega... – Pronunciei, minhas mãos, que até alguns instantes atrás estavam amarrada, pendiam soltas atrás de mim, pela cadeira que eu me encontrava sentada. – Cansei de você. – Terminei enquanto empurrava ao homem asqueroso, sua expressão foi de surpresa e raiva, aquilo me divertia, ele não tinha controle de nada agora. Era apenas um idiota, um subordinado que não prestava para nada, nem mesmo para fazer uma entrega tão pequena. Tão inútil, como um dia eu fui...
Levantei e passei as mãos nos pulsos, tentando amenizar a queimação. Andei até ele, mas ele apenas recuava para trás tentando achar algo... sua arma! Merda!
Avancei mais rápido até ele, mas foi em vão, o desgraçado agarrou o seu revolver e mirou em mim. Infernos... Eu não posso morr...
O Barulho da porta do armazém sendo quebrada tirou a minha atenção, assim como a do sequestrador, o bastardo mirou para a porta e fez disparos desesperados tentando acertar quem quer que fosse, mas tudo aquilo foi em vão, pois logo seu corpo pequeno e gordo foi ao chão, com uma bala enterrado em sua nuca enquanto que o sangue escorria sobre a sua testa, a porta foi apenas uma distração, pois o atirador estava na janela e não na porta... Naruto, um agente SEAL da marinha, assim como eu já fui.
Sim, com toda a certeza foi ele, mas... o que ele fazia aqui...?
Merda... Minha visão estava turva, meu ventre doía e se contraia, náusea vagou pelo meu estomago, uma forte cólera me afligiu enquanto que um arrepio subiu pela minha espinha dorsal... Mas o que diabos...?
Olhei para a janela e Naruto ainda estava lá, sorrindo-me abertamente com sua face máscula cheia de alivio. Tem algo errado...
Atrás de Naruto se via casas velhas abandonadas e bastante mato, por entre aquelas arvores e folhas secas, eu pude jurar ter visto algo, não algo, mas alguém, alguém que eu queria ter aqui agora para que eu pudesse fazer as mais terríveis coisas. Será que era possível?
Uma pequena porção de medo sibilou pelo meu peito, então uma grande excitação tomou conta de mim, por imaginar coisas macabras e perversas. Torturando, massacrando, degolando... Sim. Eu queria isso. Mas era impossível, pois eu havia feito pesquisas, e ele não estava aqui, o demônio de olhos ônix estava do outro lado do país, e era lá que eu deveria estar hoje... Droga.
- Hei! – Uma voz forte e grave me despertou de meu transe... Naruto.
Girei minha cabeça para poder vê-lo, mas não devia tê-lo feito, pois a tontura se fez maior.
Naruto estava lá, com toda sua gloria de um soldado, seu muito musculoso corpo pairava sobre a porta, enquanto que em seu ombro jazia uma submetralhadora com um silenciador. Sorriu a mim com naturalidade de um eterno doente, mas que infernos ele fazia aqui?!
Andou até mim fazendo com que seu grande corpo de guerreiro medieval me diminuísse, me deixando parecer fraca e inútil, os músculos de seu peito se contraiam pela sua respiração fraca, mas acomodavam bem a sua blusa social, suas pernas eram beijadas pela calça jeans justa, calça essa que não deixava de pressionar a sua virilha...
Droga! Por que eu estou reparando nessas coisas?
Subi o meu olhar ao seu rosto, e logo lembrei-me que o loiro tinha-se com 1,95m de altura, altura essa que assustava-me de vez em quando.
- Estava me seguindo por que? – Exigi meio fria, pois bem, eu havia ficado assim depois que saí de um segundo inferno há três anos atrás. Não era minha culpa, era só um mecanismo de autodefesa, e eu não conseguia mais desliga-lo.
O loiro fez uma carranca decepcionado e depois voltou-se mais arrogante do que o normal, olhou-me de esguelha e logo lançou-me um sorriso descontraído.
- O capitão te quer de volta. – Disse-me dando de ombros, debruçou-se na porta e descansou o seu peso sobre ela sorrindo-me novamente. Qual era o problema dele? Ele não parava de sorrir um único instante. Naruto era um antigo amigo meu do colegial, não realmente um amigo naquela época, talvez um conhecido, na verdade eu já cheguei a gostar dele, isso no ensino médio, mas todos os meus sentimentos por ele acabaram depois do dia em que Sasuke entrou no colégio. O moreno havia feito um caos na minha vida opaca e estupida. Acabei cedendo, já que eu não tinha ninguém... Mas isso acabou. Tudo isso é passado. – Você sabe que é boa demais para uma simples delegacia. – Finalizou o baka enquanto retirava o silenciador do revolver e o guardava na mochila que pendia em seus ombros. Seu tom calmo e brincalhão não se alterava e nem ousava sumir, eu nunca entendi muito bem o porquê do Naruto sempre tentar me fazer mudar de ideia em algumas de minha decisões. As vezes ele conseguia, e na maioria das ocasiões não. Ele era um ótimo amigo, mas às vezes dava-me vontade de lhe jogar longe.
- Eles não precisam de mim. — Lhe disse enquanto ainda esmagava os pulsos tentando sumir com a dor ali. Olhei para baixo, para o corpo do homem morto e fiz uma carranca com nojo e desprezo, aquele maldito havia me atrasado. Droga. – Eles tem a você e a muitos outros lá. – Falei com um tom neutro, eu havia recebido uma proposta de Konoha, para que eu fosse assumir uma delegacia naquela cidade, na cidade onde eu nasci, no país que eu odiava. Lá onde tudo aconteceu há 3 anos atrás...
No dia em que fugi das garras de Sasuke encontrei-me com um conhecido, na verdade, com o pai de Naruto, Namizake Minato.
Ele se assustou a primeira vista pelo meu estado de total desespero. Minato me levou a sua casa e tratou da torção em meu pulso, lá encontrei-me com Naruto, mas eu não emitia um único som. Mesmo eles perguntando o que havia acontecido, eu nunca disse nada, nada até tentar fugir de lá depois de três dias. Eu não havia conseguido sair, e o porquê estava bem na minha frente nesse momento, Naruto.
Naruto ouviu os meus passos, então me seguiu, descobriu sobre a minha fuga, mas não me impediu, apenas me falou que iria junto de mim. Eu não havia entendido no começo, mas não me importei, eu apenas queria sair daquela cidade, e eu realmente imaginei que ele estava brincando quanto aquilo, mas não, ele havia falado sério. Pegou todas as suas economias e foi atrás de mim, para lugar nenhum. Depois disso decidimos que sumiríamos do Japão, Naruto nunca me disse os seus motivos de sair de lá, e eu também não. Mas eu não me importava, conseguimos um visto para nossa viagem, e fomos a um país que teríamos bastante oportunidades de uma vida normal. E é onde estamos hoje, Estados Unidos.
Aqui conseguimos nos estabelecer como cidadãos americanos, moramos juntos por um pequeno período de tempo até conseguirmos seguir em uma carreira fixa, eu me tornei uma SEAL da marinha. Logo depois, Naruto também. Segui essa profissão pois queria se mais forte, nunca mais passar por tola, ser uma mulher decidida e independente, e nunca, nunca mais abaixar a cabeça para um único filho da cadela.
SEAL significa O United States Navy Sea, Air and Land, mais conhecidos como US NAVY SEALS, é uma Força de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos, especializados na guerra não convencional, ação direta, antiterrorismo e reconhecimento de terreno. E eu estava saindo de lá para cumprir com uma promessa que eu fiz a mim mesma, e ninguém vai fazer com que eu volte atrás, ninguém.
- Você não vai voltar, não é? – Perguntou o loiro meio cansado, ele realmente parecia acabado. – Não vai voltar a ser uma SEAL, não é mesmo?
- Não, não importa o que você diga Naruto, eu não vou voltar para a marinha. Eu retornarei a Konoha. – Conclui, e logo Naruto se ajeitou de pé, fechou os olhos e passou a mão livre atrás da nuca enquanto coçava a cabeça, parecia derrotado, mas ele não me faria mudar de ideia. Eu tomei essa decisão.
- Tudo bem, então eu irei com você. – Pronunciou enquanto eu ficava estática, mas o que infernos ele estava falando? – Eu sabia que você não voltaria atrás. – Falou, sorrindo-me com os olhos translúcidos azuis, eram orbes declinantes e majestosos... Merda. Chega disso.
- O que? – Perguntei sem acreditar. Ele apenas deu de ombros e caminhou até mim parando em minha frente, fazendo com que o meu pequeno corpo ficasse ainda menor a sua frente, minha cabeça ficava abaixo dos seus poderosos ombros, seu peito rico de músculos se contraiam com as respirações meticulosas que o mesmo dava, seu cheiro de hortelã e suor me invadiram, causando-me uma queimação nas bochechas... Infernos, eu estava ruborizada?
Elevei o olhar e me arrependi, sua face perfeita e máscula estava suavizada pelo sorriso que ousava lhe atribuir um toque angelical, sua boca fina e úmida assumia um papel importante em combinar com seus olhos perigosos e sexy, o azul cristalino ali presente pareceu ganhar vida mais e mais, as maças do seu rosto eram finas e altas, deixando com que pequena linhas finas ficassem riscadas em suas bochechas enquanto que seu cabelo rebelde caia bagunçado a sua frente... Deus... Ele era tão grande...
Ele me abraçou, seus braços firmes cheios de músculos e finamentes trabalhados me rodearam, deixando-me quase sem ar, mas era bom, era tão reconfortante e quente...
Seu cheiro se fez mais forte, agora cheirava a homem, hortelã e café, uma sensação de segurança se apoderou de mim, uma alegria repentina surgiu no meu peito, a dor não importava mais e nem mesmo a tontura vindoura, o que importava era a comodidade que eu sentia ali, naqueles braços fortes, era tão calmo, tão natural...
- Eu nunca vou te deixar. – Ele disse e algo se afundou no meu peito. Alegria, talvez? – Eu não posso te deixar depois de tudo. – Disse enquanto me apertava mais ao seu regaço, era tão bom, meus olhos já estavam se fechando quando me dei conta de que aquilo não era certo. Eu disse que nunca mais me mostraria fraca, e agora isso? Depois de tanto tempo? Não, não mesmo.
Mesmo o meu corpo e nem minha mente querendo, me afastei dele, deixando a mim e a ele um pouco desnorteados. Olhei para a sua face que se tinha um pouco rubra, mas logo sumiu, deveria ser o frio. Engoli em seco e logo ajeitei-me em meu lugar.
- Não, mesmo você querendo, você é da força de operações especiais da marinha, não pode simplesmente largar tudo. Tem a sua vida aqui. – Lhe lembrei tentando não falhar ao falar, eu não posso ser inferior.
- Hinata, eu sabia que você não voltaria comigo para a base, então me tornei um desertor, assim como você. – Disse ele com naturalidade enquanto sorria, ele é louco ou o que?
- Você largou a Marinha? Você é louco?! – Exclamei incrédula, o que ele estava pensando?
- Eu só estava lá por você, — Retrucou ele. – não me importava ser da marinha. E também, não vou te deixar sozinha naquela cidade depois de tudo que aconteceu com você há três anos atrás. – Finalizou sério. O sorriso de seus lábios havia sumido, então uma expressão séria tomou sua face, deixando-o parecer perigoso.
Tremi um pouco no meu lugar, odiava lembrar daquilo, queria poder apagar tudo o que havia acontecido, mas era impossível.
- Disse para nunca me lembrar disso. – Lhe falei mais fria do que o normal, ele abaixou a cabeça e logo sorriu tentando parecer superficial, ele conseguia fazer aquilo muito bem. Nunca entendi como ele conseguia ser tão natural quanto aquilo.
- Eu vou com você, não importa o que diga, você não vai mudar a minha decisão. – Pronunciou ele, talvez eu realmente não consiga fazê-lo desistir disso...
(...)
Mais um gemido... Era um gemido de puro êxtase vindo dela, o grunhir raivoso que explodiu em meu peito fez um tamborilar sobre o meu membro inchado deixando-o maior na fenda escorregadia da mulher abaixo de mim.
Hmm... Era bom sentir o quão apertada e molhada ela continuava sendo, mas aquilo poderia acabar?
O cheiro do seu suor feminino fez com que os meu instintos primitivos se revoltassem contra o meu ser racional, joguei a cabeça para trás enquanto puxava seus braços amarrados para trás comigo, sorri, só para ouvir mais um grito de dor e prazer vindos dela. Seu corpo cheios de curvas estava estendido sobre a cama macia abaixo de nós com sua barriga para baixo, enquanto que seus braços tinham-se para trás, amarradas por um fino tecido vermelho, tecido esse que eu puxava cada vez mais tentando obter total controle enquanto dava estocas ritmadas no sexo da rosada. Merda... Ela era tão quente e apertada...
- Sasuke... Hmmm... – As palavras da Sakura saiam entrecortadas pelas socadas frenéticas em sua matriz, meu pênis dolorido se fez maior e maior, dando claros sinais de que estava eu chegando ao clímax. Rápido...
Mais algumas estocadas... então... uma explosão em orgasmos. Infernos! O alivio foi imediato, minha respiração forçada quase não saia, os sussurros e gemidos femininos eram escondidos pelas baforadas de ar que eu tentava sugar para os meus pulmões enquanto que meu membro saia devagar da mulher.
Levantei-me ainda desnorteado, enquanto que o cheiro da mulher ainda permanecia sobre mim. Aquilo não era algo que eu gostasse.
Foi para o banheiro e rapidamente entrei no box, liguei o chuveiro e tomei uma ducha fria, tentando tirar o odor da fêmea de mim, odiava quaisquer cheiro impregnado ao meu corpo.
Merda... Aquela foda havia sido rápida... Mas rápida do que as outras.
- Tsc! – Estalei a língua nos dentes pensando em coisas triviais, a agua fria estava fazendo um ótimo trabalho em me tirar da realidade, fechei os olhos em um declínio apaziguado e por um momento me veio o vislumbre de uma mulher. Não de uma mulher qualquer como a Haruno, depois de três anos eu ainda me perguntava se ela ainda estava viva?
Bem... talvez, mas eu não me importava. Certo? Ela era só uma estupida, e se ainda estivesse viva, com certeza, ainda era a mesma hipócrita de sempre. Não tinha como nada mudar, mas... Sakura já não está mais sendo tolerável. Está começando... A me irritar, a me deixar... entediado. – Hunpf! – Bufei imaginando tal coisa estupida, mas... Será que a Hyuuga ainda está viva? Será que ainda está por aí? Vagando...? Não, não está. Eu procurei por essa cidade, e nunca mais a encontrei, ela não poderia estar viva... Ou será...? – Foda-se. Eu não me importo... – Soltei enquanto esmurrava a parede do box. Aquilo não importa mais, eu nunca me importei, então não vai ser agora.
(...)
Já estava escurecendo quando chegamos, pegamos um táxi para chegarmos mais rápido ao nosso destino, Naruto não parava de falar um instante se quer, parecia uma matraca ambulante. Não consegui convencer o baka a ficar nos EUA, ele simplesmente disse que viria comigo, e foi isso que aconteceu. Depois de tanto tempo, parece que nada mudou, as ruas ainda são as mesmas, as lojas, os parques, as casas velhas...
Um sorriso tomou o meu rosto, pensei que seria ruim voltar a ver Konoha, mas não era tão mal agora. Um sentimento de alivio e alegria preencheu o meu peito, fazendo com que eu soltasse um suspiro longo e demorado de puro prazer, era bom estar de volta... Em casa...
— Hei, Hina-chan... — Chamou-me o loiro com a voz rouca meio grogue, ele estava sentado ao meu lado, ocupando quase todo o espaço da poltrona por ser um gigantesco animal, às vezes eu realmente pensava que Naruto não passava de uma criança, uma criança que precisava de atenção a todo momento.
Me virei para ele só para me deparar com lindos orbes azuis angelicais me fitando semiabertos, sua boca pairava em uma fina brecha aberta, enquanto sugava o ar sedosamente, suas feições másculas relaxadas pareciam deixa-lo tão... vulnerável. Sim... às vezes eu pensava que ele era uma criança, mas em outras ocasiões, sempre pensei que ele era como eu... distante, solitário... Um homem com a capacidade de distinguir o bem e o mal com um simples olhar, também, com a capacidade de dar tudo o que uma mulher precisa, toda comodidade e segurança existente, tudo isso com um simples toque, um simples gesto... Esse era Naruto, o homem por quem um dia já fui apaixonada.
- Me chame de Hinata, dobe. Sou a nova chefe de polícia. – Lhe falei com um tom duro, mas baixo, não queria parecer tão má, eu não era assim. – Não me chame por apelidos aqui, okay? – Perguntei, e ele simplesmente fechou os olhos lentamente, em um declínio perfeito seus cílios se tocaram enquanto que o homem descia sua cabeça até encostar em meus ombros, sua cabeleira loura desgrenhada caia suavemente pelo meus ombros, fazendo cocegas no meu pescoço, sorri, era engraçado ver aquele homem grande e forte dormir como um bebê ali, sua boca ainda jazia aberta, sua respiração era calma, quem o visse agora nunca poderia imaginar tantas das atrocidades que eu e ele fizemos para nos ter ali, vivos.
Nossa... Havia se passado tanto tempo. Três anos, isso basta para mudar as pessoas, certo? Acho que sim, eu sou a prova viva disso. Eu mudei, e nunca mais vou voltar a ser como eu era. Nunca mais, agora eu posso encarar o meu passado e logo decidir o meu futuro, mas primeiro... Me vingarei de Sasuke, custe o que custar.
Notas finais
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