Toque-me
4 Brinquedo Fugitivo
Notas iniciais
(...)
Elevei o olhar com surpresa, e sorri achando graça naquilo, ela realmente havia se manifestado?
– Já chega – Declarou jogando-me um olhar mais duro do que um diamante. Não estava tremendo, e nem gaguejava... Hm. Interessante, vamos ver até onde isso vai.
Sorri novamente, um sorriso predatório e perigoso, ela estava querendo brincar agora
– Hm... – Virei em direção da mulher rosada que se mantinha em pé do outro lado do cômodo com as mãos cruzadas abaixo de seu peito, ela me lançou um olhar questionador e incrédulo, ela não acreditara naquilo? Bem... eu também não, quem um dia iria imaginar que uma garota tão pequena e bastarda igual a Hyuuga se rebelaria de tal forma?
– Ora... – Soltei enquanto me levantava, pude ver um pequeno hesitar na silhueta da sombra da pequena, mas ela não se afastou. Corajosa? Não... Idiota? Claro. — Parece que eu estava certo. – Disse em um tom frio e calmo enquanto, já em pé, olhava-a de cima abaixo, ela era tão pequena, tão frágil e ignorante que eu poderia simplesmente esquece-la. Ela não era nada para mim, nada além de um pequeno incomodo, um pequeno pedaço de carne que nunca usei tão torpemente com medo de que se desvanecesse, se quebrasse... A pequena ainda é virgem e nova, 18 anos apenas, ou era 19? Imagine se eu tivesse a submetido aos meus mais sombrios desejos... ela nunca aguentaria. Diferente de Sakura, a rosada que nos olhava com excitação e um pouco de incredulidade pelo espetáculo proporcionado pelo pequeno show de Hinata. Então, o que ela faria agora – O que fará, Hinata? – Perguntei a olhando, ela não se mexia, apenas ficava com seus olhos grandes e assustados grudados a minha face. Suspirei e logo desci as mãos aos bolsos da minha calça jeans, afastei-me me apoiei a parede próxima, deixando que o meu peso fosse para trás, aquilo era tedioso, parecia um déjà vu, era tão chato... – Então? – Exigi, fazendo com que a pequena pulasse em seu lugar pelo tom mais firme, enquanto que Sakura soltava um risinho baixo. Parecia estar se divertindo bastante com aquilo.
Hinata se recompôs, direcionou-me outro olhar firme, mas maduro, poderia me enganar se quisesse, mas não, eu a conhecia, sabia o que era e como era. O biquinho que fez após cerrar os lábios quase me fez sorrir, mas eu queria acabar com aquela palhaçada, pois queria me divertir com a rosada o quanto antes. Eu não precisava mais da hipócrita Hyuuga, tinha uma mulher mais feita ao meu lado, Sakura me daria tudo o que eu pedisse, sem questionar, poderia fazer todos os meus quereres sem ao menos eu dizer uma única palavra. Ela tinha tal poder para ler minha mente.
Já a Hyuuga? Hunpf. Tão sem graça e sem atritos, seus atributos não eram nada comparados ao de Sakura, Hinata não levava nada de importante, suas roupas grandes e largas lhe diminuíam o que já não tinha, seus seios medianos e mal desenvolvidos ficavam menores pelos trajes que traçavam seu caminho pelo corpo, os cabelos azulados se tinham sem brilho e maltratados pelo ressecar, sua pele clara como leite parecia que a deixava fantasmagórica a luz do ambiente enquanto que seu corpo pequeno lhe deixava vulnerável aos meus ataques frequentes, tão usurpável.
Mas Sakura, a rosada insaciável e sádica, era completamente o oposto da sem-graça. A mulher se tinha com um corpo feito pelos deuses, suas curvas declinantes estavam em perfeita harmonia com as suas coxas grosas e torneadas, enquanto que seus seios medianos se firmavam pela pequena blusa branca que mesma trajava, com uma saia preta e pequena rodada que ficavam no meio de suas coxas bronzeadas, seu umbigo ficava a mostra pela blusa curta e sexy. Hmm... Eu poderia beijar-lhe os lábios carnudos e vermelhos agora mesmo, pois seus olhos verdes musgo me seguiam pelo cômodo como se fossem me devorar a qualquer momento. Eu poderia dominar essa mulher, como também poderia dominar qualquer mulher no mundo.
Então... Para que eu precisava de Hinata? Daquela pequena idiota?
Para que se torne um incomodo? Para que eu a machuque um pouco mais? Bem... Acho que ela não tem mais utilidade, na verdade, ela já passou da validade a muito tempo.
(...)
Eu queria correr dali, mas eu não conseguia mexer meus pés, parecia que eu estava atada ao chão, Sasuke estava encostado na parede enquanto que a mulher ficava a poucos metros dele.
– Então – Perguntou Sasuke novamente, com um tom muito mais escuro do que o normal, pulei em resposta, havia tomado um susto pelo tom mais firme. Como ele conseguia tal atrocidade? Como ele pode ser assim?
A rosada riu baixinho, um riso nojento e asqueroso para os meus ouvidos. Sasuke continuou a me olhar e então o retribui cerrando meu olhar a ele, mas ele apenas sorriu, um sorriso desleixando e presunçoso, aquilo me dava cólera, odiava aquilo, odiava ele e estava começando a odiar aquela mulher...
Eu não sentia mas tanto medo, mas ainda o sentia, parecia devastador a pouco tempo, mas agora era menor, menos denso, eu poderia falar sem gaguejar, eu havia conseguido. Então eu posso mudar, eu vou fazer isso, e o demônio de olhos ônix nada poderá fazer, pois eu mudarei, ficarei forte, nunca mais nenhum homem tocara em mim novamente, nunca mais serei essa idiota insegura que sou hoje. Todos verão isso. Eu prometo.
– Hei... Sasuke. – Virei bruscamente para a mulher que havia o chamado, não, ela havia gemido e não dito algo, tudo nela denunciava prazer... Sexo, luxuria, sadismo... argh. – Isso é chato. – Disse ela enquanto se aproximava do moreno, ela tinha quase a minha altura, era dois centímetros mais alta, suas roupas curtas demais davam-me vergonha, minhas bochechas já esquentavam, droga. Seus cabelos sedosos se tinham graciosamente soltos até a metade de suas costas, com ondas tão perfeitas como o seu rosto de uma esculpida boneca... uma boneca de vudu para mim.
Ela me dava nojo, ainda mais sua voz melosa e grudenta, Deus...
A tristeza já invadia meu coração, lagrimas novamente ameaçavam cair, mas eu as afastava, eu não vou mais chorar. Sasuke agarrou a rosada e a trouxe para junto de seu corpo, a mulher soltou um suspiro e logo um gemido que me pareceu ser de puro prazer. Riu entredentes a jovem enquanto que o sadomasoquista puxava o seu rosto com as mãos, seus lábios se tocaram, aquilo me proporcionou náuseas, meu ventre contraiu e eu simplesmente não pude deter as gotas salgadas que desciam pelas minhas bochechas, mas a minha feição continuou a mesma, em total desprezo bufei, minha cara enojada se recompôs e ficou neutra, com apenas pequenas gostas sobre a minha face. Sasuke a beijou, um beijo tão profundo e arrogante que eu não pude não olhar, a mulher em seus braços gemia e buscava por ar em poucos instantes, mas Sasuke sempre faminto a trazia de volta ao seu abraço, tateando com suas mãos grandes sobre o corpo pequeno dela. Engoli em seco, ele nunca havia me beijado de tal forma, com tal urgência e fome. Mas eu não fazia mais caso disso, não mais. Continuei com minha face em branco enquanto que as lagrimas já secavam em meu rosto, Sasuke terminou com o seu beijo, olhou para mim e se surpreendeu com algo, seu sorriso sumiu e logo minha cólera e nojo voltaram, o desprezo em meus olhos arderam enquanto Sasuke queimava em fúria.
Ele soltou a mulher e veio até mim, segurou meus ombros com força e me levou até a parede atrás de mim, jogou meu corpo de encontro a rispidez da mesma ainda segurando-me os ombros, um pequeno medo se instalou em mim, mas eu não demonstrei, não daria tal prazer para ele. O encarei da mesma forma que havia em encarado várias vezes, o encarei com repulsa, com total desprezo.
– Você não tem mais utilidade para mim. – Grunhiu Sasuke entredentes para mim, com uma carranca assustadora largou-me de qualquer jeito enquanto eu ficava de pé desajeitada. – Você é desprezível. – Terminou, enquanto voltava para a mulher que lhe sorria maliciosamente. Algo se quebrou em mim, não sabia que poderia sentir mais dor por pequenas palavras do que uma dor física, aquilo doía, doía muito, mesmo eu sabendo daquilo... Era pior do que eu pensava. As lagrimas agora eram evidentes, o caroço que se formou na minha garganta era sufocante, a ardência em meus olhos aumentavam mais e mais. Por que palavras tão cruéis tinham que ser usada de tal forma?
Os dois já se beijavam novamente, a mulher já estava seminua enquanto Sasuke tirava sua própria blusa. Já chega.
– Eu... Realmente... – Falei com dificuldades. Meu coração parecia estar despedaçado, mas aquilo já era o esperado, mesmo assim, eu me surpreendi com o impacto de tudo aquilo. – Espero que você vá pra o inferno. – Declarei achando forças para mover os meus pés e correr dali, era a minha chance, a porta estava aberta, era a minha única oportunidade. Passei pela porta, não olhando para trás, a porta da sala também estava aberta, a empurrei com força e corri por ela também, ouvi meu nome sendo gritado, mas balancei a cabeça e corri mas rápido. A rua estava deserta, mas não importava, era só eu continuar correndo, era só isso. E eu conseguiria, eu conseguiria despertar daquele pesadelo. Tudo acabaria e então eu recomeçaria uma nova vida. Sem homens, apenas eu, eu vivendo contra um grande mundo de merda.
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