Topo do mundo

21 Em busca de respostas


Notas iniciais
Oiiiii, gente. É, eu dei um tempo das frases, então esse capítulo,como diz o titulo,vai esclarecedor. Mas,nem tanto. E vão conhecer mais umas peripécias da nossas maluquinha de olhos verdes...-A ESCRITORA.

POV Narradora

Povos e povas! Quem é vivo sempre aparece. Sou eu a sua querida narradora! A que vocês amam, enfim o capítulo de hoje vai ser bem tretástico. Mas já, nem tem romance direito. Calado subconsciente! Culpe a escritora não eu falô? Enfim, para as românticas, parem de gritar. Para quem gosta de treta; fiquem alegres, que eu vou começar a narrar.

***

Depois que a neve derreteu de vez, todos colocaram suas roupas habituais e foram a pé para Krei tech. Hiro e Rose, a garota cujo nome veio de uma planta e estava mais vermelha que a flor, nem conseguiam olhar na cara um do outro direito, depois daquele “incidente”. Mas, após de meia hora de caminhada tiveram de aceitar que deviam ao menos olhar na cara um do outro e desencanaram de vez, mesmo que isso deixaria lembranças bem, digamos... Intensas. Se a galera achou o comportamento dos dois, estranho? Sim ou com certeza. Mas decidiram não perguntar nada, pelo o bem do psicológico dos adolescentes que estavam em “polos opostos” praticamente, o Baymax tiveram que manter no meio de Gogo e Honey pra não dizer nada constrangedor. Começaram a conversa e depois de muita, chegaram ao edifício da Krei tech.

Era um grande prédio grande, cujo fora reformado depois do ataque. Era branca com várias janelas envidraçadas azuis. Com múltiplos prédios onde também retia jardins com gramas verdes, que estavam sendo irrigados pelo sistema. Eles chegaram, e não era difícil achar o prédio, uma vez que era enorme mesmo com os outros edifícios ao redor, sua forma de estrutura era inconfundível, Krei quis por essa razão. Além de ser o palco da batalha dos heróis com Yokai, o que deixou a edificação mais famosa. Fato esse que por causa da “curiosidade de civil”, fez Rose perguntar:

–Então, aqui que vocês enfrentaram vocês sabe quem. -ela perguntou mexendo em uma das mechas castanhas onduladas, com um olhar curioso que era uma das suas marca registrada; que a mesma deixava mais marcante por causa dos seus lindos olhos verdes-esmeraldas de arrancar sorrisos e suspiros de qualquer pessoa. Cujos refletia curiosidade de um jeito que a deixava meio infantil para seus 15 anos.

–Sim foi aqui. -Honey respondeu a garota com um sorriso no rosto.

–Legal. -ela disse abrindo os braços e respirando fundo.

–Não é tão legal, quando é você lutando na batalha. -Wasabi disse à garota que deu ombros ao comentário.

–Falô. -eles pararam em frente ao portão principal. Todos bateram na porta.

–Qual é a senha?-uma voz atrás do portão fortificado soou.

–Juliano não existe senha nenhuma. -Rô falou com voz de tédio com as mãos na cintura, que possuía duas pulseiras brancas.

–Existe. Eu criei faz uma hora. -a voz disse.

–Então como eu vou saber se nem tava aqui?-ela perguntou em tom brincalhão.

–Você... Está certa, vai entra. -o portão se abriu.

–Boa sorte se quiser me zoar. -ela disse quando entrou.

–Quem são esses?-o moço de jaleco e óculos de proteção perguntou meio desconfiado. Ele era alto de cabelos negros, bronzeados e olhos tão azuis como gelo, em volta de 25 anos, devia ser um dos cientistas.

–São meus amigos; Juliano. Estamos procurando a Abigail. -a menina disse com um tom de voz mais sério.

–Eu não a vi, e não via a senhorita há muito tempo. Ela deve estar mais pra dentro, vão lá. -o moço saiu e voltou aos seus projetos.

–Você o conhece?-Gogo perguntou surpresa enquanto todos adentravam na fábrica.

–Conheço muita gente aqui. Vocês não fazem ideia. –a mesma afirmou. Eles passaram por várias salas. Cada cientista diferente cumprimentava Rose dizendo que não a via há algum tempo. Até chegarem a uma sala mais afastada da entrada.

–Eu não acredito... Mariana!-Rô disse correndo em direção da cientista. Ela era morena, estatura baixa, cabelos curtos e ruivos, olhos castanho-claros, em volta dos 29 anos. Ela também trajava um jaleco e óculos de proteção por cima de um vestido azul-gelo até o joelho.

–Rose, quanto tempo. -a cientista deu um abraço na garota- Você está mais alta. E eu suponho que esses sejam seus amigos, não?-a mesma disse acenando aos jovens.

–Você deve ser Mariana não?-Hiro perguntou a mulher.

–Sim, sou eu. E você deve ser Hiro Hamada. -ela disse ao rapaz.

–Como você sabe?-ele perguntou surpreso.

–Você disse “não” ao Sr.Krei, a fábrica toda sabe quem você é no mesmo nível que sabem quem é a Rose. Há parti cinco anos ela já “invadia” a Krei tech, burlava bem facilmente o sistema de segurança. Mexia em tudo, até hoje ela faz isso. -Mariana riu de sua fala.

–Então, Hiro, por que vieram até aqui?-Mariana indagou com um tubo de ensaio cheio de ácido na mão.

–Estamos procurando a Abigail, temos que falar mesmo com ela. -ele disse sério.

–Bom, ela está na parte de robótica. Vamos; eu levo vocês. -Mariana os acompanhou até uma parte da fábrica com uma porta com um símbolo de um robô.

–Podem ir. E Hiro, você vai gostar, está cheia de brinquedos. -Mariana voltou a sua sala.

Eles adentraram no âmbito. Era grande e cheia de objetos de robótica, ela era circular com várias mesas e pessoas, andando apressados. Tinha vários projetos, e como nas outras salas, todos conheciam a Rô.

Hiro estava maravilhado com tantas peças robóticas, afinal era um prodígio de tal. Baymax teve que praticamente arrastá-lo pela sala de tanto que ele parava para olhar. Até que avistaram Abigail. Ela não era mais piloto de teste, mas sim uma orientadora de pilotos de teste. Empós o incidente, Krei a designou como chefe de segurança para garanti que família nenhuma corresse o risco de perde alguém como aconteceu a ela. Não havia mudado muito, continuava mesma desde que a equipe tinha a vista pela última vez. Tinha uma prancheta em mãos e um microfone na orelha, coordenando a maioria dos presentes. Todos chegaram perto dela, Hiro foi o primeiro a chamá-la:

–Abigail?-ele a chamou meio receoso com uma voz meio atemorizada de uma menina de três anos (que, lá no fundo, era o que ele se achava). Muito bem pra você, Hiro Hamada.

–Hiro?- a jovem se virou a direção dos sete presentes, esboçando um sorriso de leve. Ela sentia muita gratidão pelo garoto que salvou sua vida mesmo depois que o pai vez, ele via grande virtude nele. Ele teve caráter o suficiente, além de se arriscar, não deixá-la no portal, ele não a fez pagar pelos erros do pai. Admirava o caráter do mesmo.

–Oi Abigail. -ele respondeu a moça que tinha, provavelmente, seus 24 anos. A hibernação preservou a sua idade, não a fazendo envelhecer, somente quando chegou a terra o tempo teve efeito novamente sobre a mesma, mas foi onde ele parou.

–Baymax, você voltou. Fico muito feliz com seu retorno. -ela disse abraçando o que eu gosto de chamar, grande balão.

–Olá. -Rose se pronunciou saindo de trás dos amigos. Abigail revelou uma expressão de supressa e meio de alívio quando viu a garota, olhando de cima a baixo, se concentrando em seus olhos verdes em seguida.

–Rose, você está bem?-a mesma perguntou indo à frente da garota que tinha uma expressão serena.

–Sim?-Rô estranhou a pergunta.

–Você cresceu, e vejo que fez ótimos amigos. -ela chegou perto de Hiro.

–Vocês querem falar comigo?-indagou.

–Sim. -Hiro afirmou.

***

Eles foram à sala de Abigail. Era grande, com uma mesa no centro. Era azul e com grande janela de uma bela vista, tinham armários fora o grande projetor e um lustre amarelo na parede. Todos os oito se sentaram.

–Então, o que querem falar comigo?-ela indagou calmamente.

–Abigail, deve está ciente que seu pai fugiu. -Honey disse sentando-se a mesa.

–Sim, eu estou. Fui a primeira a receber a notícia. -afirmou meio entristecida.

–Nós estávamos investigando... -Wasabi começou.

–Esperem; “nós” quem? Ela também sabe?- Abigail apontou para Rose.

–Sim ela ficou sabendo de um jeito um tanto inconveniente. -Gogo falou enquanto se lembrava da perseguição.

–Vocês não conseguem ficar longe de encrenca. –Abigail disse com um ar de reprovação.

–Enfim, qual o assunto?-falou serena.

–Seu pai quer a luz do infindo, você sabe algo ou se o comportamento mudou nas últimas visitas?-Hiro foi direto. Até demais eu diria.

–A luz do infindo? Ah não. Ele deve estar procurando o laboratório. Bom, sim ele estava estranho, calado demais. Como planejando algo, mais nunca pensei que ele voltaria à vingança. Agora deve culpar vocês como eu o trato, a culpa é somente dele. Ele não consegue enxergar. Mas, acho que ele está planejando algo maior, e acho que vingança não é o único alvo, eu acho que ele está meio que distraindo vocês. O laboratório não é longe e acho que ele já sabe onde fica, vão aos arquivos, a localização deve estar lá. Falem com o Sr.Krei, ele vai entender. Espero ter ajudado. -Abigail se levantou.

–Obrigado. -todos disseram em uníssono. Todos iam embora quando Abigail chamou uma pessoa.

–Hiro, mais uma coisa. -ela proferiu. -o garoto deu um passo em falso e voltou.

–Por favor, tomem cuidado. Eu não sei o que meu pai é capaz e não quero que ele machuque nenhum de vocês, foram muito bons pra mim e eu desejo só o bem a vocês, só tomem cuidado. E vocês tomem juízo falô. -ela disse.

–Não se preocupe Abigail vamos ficar bem. -ele afirmou indo embora.

Espero... -pensou saindo da sala apreensivo.

***

Eles estavam nos corredores da Krei tech. Com um só objetivo: Encontrar Krei. O que não era fácil, pois a fábrica era grande, e com muito locais para procurar, e isso consumia tempo. Eles andavam feito baratas tontas.

–Onde será que ele se meteu?-Rô falou histericamente.

–Isso é uma excelente pergunta. -Fred falou irônico.

–Por que não vamos sem falar com Sr. Krei. -Hiro falou de um jeito “a minha ideia é melhor que ficar andando feitos nômades por esse prédio gigamenso”.

–A gente vai se perder, é a sala dos projetos, todos eles. E como um labirinto interminável de pastas. Já fiquei um dia inteiro, perdida. -Rô afirmou.

–Então você invadiu mesmo em?-Gogo perguntou com certa malícia na voz.

–Em minha defesa eu tinha cinco anos de idade, e até hoje eu entro. -concluiu.

Conversavam até avistarem Krei, saindo de uma reunião de umas das salas. Estava acompanhado de empresários famosos da cidade.

–Sr. Krei, com licença. -todos chamaram e um uníssono, ele olhou.

–Olha, Hiro veio reconsiderar a minha proposta. Sempre tem espaço para pessoas com você na empresa. -Ele disse chegando perto do jovem, que mentalmente pensava “Esse cara não sabe aceitar não como resposta né?”.

–Me deixa pensar-ele fingiu considerar- não. –respondeu irônico e direto.

–Então posso saber por que estão tomando meu tempo? Sou uma pessoa ocupada. -ele falou ajeitando as abotoadoras do terno, fazendo Hiro revirar os olhos.

–Alistair. -Rose falou indo em frente do homem. Pouca gente chamava Krei pelo seu primeiro nome, mas ela não, ela pode!A mesma possuía um semblante calmo no rosto e uma respiração pacata em frente à pessoa que lhe adotou há 10 anos.

–Rose? Querida, não era para está na faculdade?-ele indagou surpreso ao ver a “filha”, ou afilhada como a maioria chamava, já que antes da adoção ele era padrinho da garota por parte de mãe.

–Ela está em reforma não lembra?-disse calma, mexendo na saia preta, meio azulada.

–E o que está fazendo com eles? Que eu saiba, não se conheciam? -falou ao grupo, que se sentiu meio ofendido soltando um “ei!” inaudível.

–Nós todos podemos conversar em particular?-Ela pediu com seriedade, mais do que a normal, da voz.

***

Eles foram à sala do Krei que ficava na parte mais alta do prédio, era bem ampla, cheia de pastas e computadores e uma grande mesa para reuniões entre investidores, que no momento estavam ocupadas por seis adolescestes e um robô. Com Krei no centro da sala.

–Então posso saber por que vieram até aqui?-Krei perguntou.

–Callaghan fugiu, deve saber. -Hiro afirmou.

–Sim, toda a cidade sabe dessa notícia, e que inclusive afeta vocês e eu, presumo. -disse sério.

–Mas, só um momento- ele parou-O que minha afilhada tem a ver com esse problema?-indagou.

–Bom... -Hiro hesitou na resposta. Fazendo Krei arquear uma sobrancelha.

–Ela sabe de tudo já Sr. Krei. -Wasabi foi direto à resposta.

–Vocês envolveram minha afilhada nisso tudo, agora Callaghan está atrás dela também?! Ela foi tudo que restou da família dela, agora ela está nesse problema. Eu não permito isso. -Confirmou severamente, fazendo o sangue de todos gelarem. Rose, querendo ou não, era parte importante da equipe, sem falar que agora tinha virado “membro-honorário” do Big hero 6.

–Você não pode fazer isso. -Rose contrapôs, causando surpresa em todos — Eles estão tentando salvar a cidade, e de uma forma ou outra eu faço parte disso agora. -afirmou firmemente.

–Isso não é apropriado pra você. -Krei disse. A essa altura ninguém se metia na conversa.

–E é você que define o que é apropriado?!-disse elevando tom de voz. Eles se entreolhavam como dois gatos a ponto de brigar. Krei conhecia a personalidade forte da afilhada, sabia que quando tinha algo na cabeça, ninguém tirava.

–O fato não é esse. Não é correto!-ele elevou o tom de voz mais ainda, fitando intensamente a jovem que tinha raiva no rosto.

–Quem é você para dizer o que é moralmente correto!-Ela gritou fixando os olhos no homem deixando sem reação. Realmente ele não era a pessoa de “exemplo” moral. E a garota sabia muito bem disso.

–Eu só me preocupo com você. -disse dando-se por vencido.

–Eu também, mas se eu não ajudar, eu, você e a cidade inteira pode não existir mais. Por favor, me deixe lutar pelo certo. -pediu com aqueles olhos “à lá gato de botas”.

–Tudo bem, o que querem. –perguntou se sentando.

–A localização do laboratório da luz do infindo. -Honey disse.

–Vocês só podem está brincando comigo, mas enfim, tem seus bons motivos, está na estante 83-G, é um arquivo confidencial cuidado, certo. -afirmou.

–Ok. -disseram em uníssono.

E foram à sala dos projetos, enquanto pensavas em várias hipóteses do que os aguardariam de ali por diante.

***

Notas finais
Eu sei, treta de família! vocês acham que a Rose pegou pesado? Sim ou com certeza? Falem nos comentários, espero. até a próxima.-A ESCRITORA.