Too Much To Ask

39 Capítulo XXXVIII - Capítulo Bônus


Notas iniciais
Hey gente o Luisa here. Eu e a Isa resolvemos colocar um pouco de Alytor (Alawara e Heitor) para vocês. Bom, isso vai ser útil daqui alguns capítulos, então leiam, por favor... Espero que gostem.

*Flashback On*

POV Heitor

Naquela noite, Alawara foi para o seu chalé. Ela tentava dormir, mas estava preocupada. Não ia conseguir tão cedo. Então ela saiu do chalé e foi até o lago do Acampamento. Sentou-se na margem e colocou os pés na água. Mesmo a água estando fria, ela se sentia melhor ali, como se seus problemas tivessem diminuído drasticamente. Então ela ouviu passos. Pelo menos foi o que ela me contou sobre aquele dia. Olhou para trás e me viu.

– Também não consegue dormir? — perguntei, sentando-me ao seu lado.

Alawara assentiu, mexendo os pés na água.

– As preocupações com essa missão não me deixam dormir. — disse ela.

– Sei como se sente — A abracei. Ela estava gelada. — Também me preocupa essa história dos elementais tendo filhos, algo me diz que não é por acaso.

– Concordo plenamente. — disse ela, se aconchegando em meus braços quentes. — Nada acontece por acaso, como dizem...

– Nem nós dois . — sorri — Quem sabe não somos os novos Ronnoc e Abnara do século? -Ri.

Alawara riu.

– É, quem sabe... — disse. — Mas sem a vantagem da imortalidade...

– Quem sabe um dia? — eu ri — Nossa, se você é linda assim, imagina se fosse imortal.

Alawara riu.

– Quem sabe um dia... Você aceitaria a imortalidade se lhe a oferecessem? — perguntou ela.

– Não sei... não, não aceitaria, não a largaria para trás de maneira alguma. — falei.
Alawara sorriu, pegando meu rosto entre as mãos.

– Eu também não o deixaria. — disse ela, e selou seus lábios nos meus.

Acariciei seu cabelo e a abracei o mais forte que pude.

– Eu te amo — sussurrei em seu ouvido — Nunca deixarei que nada aconteça com você. Por você eu dou minha vida — eu estava com um mal pressentimento.

Alawara retribuiu o abraço.

– Eu também te amo. — disse ela. E viu a expressão preocupada em meu rosto. — O que aconteceu? — perguntou.

– Nada de mais — fiz o meu melhor para sorrir — Apenas um mal pressentimento.
Alawara me abraçou mais forte.

– Nada vai acontecer conosco, Heitor. — disse ela. — Nossos pais não permitirão...

– O que as parcas decidem não pode ser mudado — Meus olhos estavam vidrados na água — O que as parcas querem não será mudado — e então pisquei e vi a expressão de Alawara — disse alguma coisa?

Alawara secou as lágrimas que escorriam pelo meu rosto com seus dedos gelados, fazendo-me dar uma risadinha.

– Xiu... Por enquanto, nada vai acontecer... — disse ela. — Não me importo com o que as parcas querem, ao menos não agora. Todo pressentimento tem um duplo sentido.

– A lua está linda esta noite — sorri — Assim como você — E então a beijei, depois nos abraçamos e ficamos ali, ouvindo o som da água, até Alawara dizer alguma coisa.

– Ártemis realmente fez um bom trabalho. — e então me beijou novamente.

– Ela sempre faz — ri — Aguentar Apolo já é motivo suficiente para eu admirá-la — ri ainda mais.

Alawara riu e concordou.

– Ah, as coisas não podiam ser mais fáceis para nós? – perguntou, suspirando.

– Ah, a vida seria chata se fosse fácil — comentei — Sem monstros nos perseguindo o tempo todo, sem quase morrer de 5 em 5 minutos, sem deuses, sem traidores... — ri — É, eu poderia me acostumar com isso.

Alawara riu.

– Seria bom... Eu só queria poder treinar mais... — disse ela.

– Seria, se quiser eu posso te treinar um pouquinho — ri — mas eu sempre acabo machucando a Annabelle, então, acho melhor não.

Alawara riu.

– Melhor não... Vai que eu apago você... — disse, irônica.

– Porque não? — ri — Seria provável que não, mas não to nem ai — Ri mais.

Alawara riu.

– Tsc... — e começou a cantarolar uma música. Tentei prestar atenção na letra: On a morning in May... On a beach outside Monterey...

Eu tinha uma vaga lembrança da música, não gostava de cantar, mas com Aly ao meu lado, tudo era mais fácil.

– She walked alone in the sand ... With her shoes in her hand ... And let her mind go astray ... He was a Santa Cruz-boy ... He held his head up ... With pride and joy ... And he was riding the surf ... To where the sea meets the turf ... And every wave was his toy.... — esperei que ela continuasse.
A

lawara continuou: — And then he saw her and smile... He never knew such a lovely child... With a curly brown hair flying lose in the air...Looking gentle and mild...But she pretends to be shy... And makes a motion to passing by...
Dei uma risadinha.

– He's handsome and strong... She doesn't walk very long ... Turns around and says "hi!" ... And his name is Heitor ... And her name is Alawara... Whatever makes them both reach ... The same spot on the beach... Always will be unknown ...

– Peraí... — disse Alawara. — Não seria Ramone e Angelica? — perguntou, rindo.

Tampei a boca dela com a mão.

– Cala a boca e não estraga o clima — E então a beijei, depois a puxei para uma valsa desajeitada.

Alawara retribuiu o beijo apaixonadamente. E riu de mim, conduzindo-a na dança. Eu era grande e desajeitado, mas, segundo ela, havia algo em mim que tornava-me delicado. Eu acharia que ela estava tirando uma com a minha cara em qualquer momento, menos naquele momento.

– Hey — ri — Não ria de mim, até onde eu sei não passei a vida inteira aprendendo a dançar — disse, irônico, fazendo uma careta — Mas eu sei que você me ama.

Alawara sorriu e me beijou.

– É claro que te amo, seu bobo. — disse ela.

Retribuí o beijo.

– Eu também, muito.

– Me ama? — perguntou ela.

– Não, eu também me amo, muito. — ri e a abracei.

Alawara revirou os olhos.

– Você não tem jeito... — disse ela, dando um tapa de brincadeira no meu braço.

– O que você queria? — fiz uma careta — Um garoto chato e mal humorado?

Alawara riu.

– Talvez um que se achasse menos... — disse ela, rindo. Pegou o meu rosto entre as mãos e me beijou novamente.

Ri e joguei Alawara na água.

– Hey, aposto que nado melhor que você.

Alawara riu.

– Melhor do que a princesa das águas? Du-vi-do!!! — disse ela, e começou a nadar. Seu cabelo ficava mais azul em contato com a água, reparei.

Ri e pulei. A água em volta de meu corpo formava uma segunda pele de água quente.

– É isso mesmo senhorita, sou mesmo.

Alawara riu.

– Beleza, vamos apostar uma corrida. O primeiro a chegar do outro lado vence. — e então começou a nadar, controlando as águas para que elas fossem em seu favor.

E comecei a nadar também, a água em minha volta virava vapor, o que fazia com que eu nadasse bem mais rápido do que o costume.

– Hey, você nada bem — ri.

– Tsc... Minha mãe é a deusa das águas. Provavelmente ela me deserdaria se eu não soubesse nadar. — disse, e continuou nadando como uma sereia. Então chegou à outra margem. — Ganhei. — falou, e sentiu os meus braços em volta dela.

– Certeza? — Ri — Tá mais pra um empate. Abnara me ama, é eu sei — riu — Mas você nada bem para uma garota — então eu senti um chute. Melhor não dizer onde. — Ai — gritei.

– Isso foi para você aprender a não zoar as garotas. — disse ela, séria. Depois riu. — Garotos podem ter mais força física, mas nós temos outras habilidades.

Coloquei uma mão em minha nuca e com a outra acariciei seus cabelos — Como serem lindas desse jeito? — Ri, e a beijei — Bom, acho que não me apaixonaria por um garoto, a não ser é claro a mim mesmo.

Alawara riu.

– Gente que se acha é assim mesmo... — disse, e me beijou.

POV Alawara

– Ah, tá — Ri, e vi que Heitor não estava se mexendo. — O... O que houve? — perguntei para o nada, assustada.

– Acalme-se criança — e senti uma mão em meu braço, e um leve aroma como o melhor perfume do mundo.

– Quem... Quem é você? — perguntei, assustada.

– Certeza que não sabe, querida? Estou aqui apenas para conversar um pouquinho com você, e deixar minha vida e seu relacionamento amoroso mais interessante.

– A... Afrodite? — perguntei.

– Sim, criança — A deusa deu uma risadinha, o que apenas a deixou mais atraente — Tenho um interesse especial em você.

– Em... Em mim? Por que? — eu ainda estava um pouco assustada, e encantada com a beleza da deusa.

– Você e o Heitor retratam o maior romance do século, está acontecendo de novo. — a deusa deu uma pausa para retocar o rímel — E pode acreditar que isso me interessa. E muito.

– O que quer dizer?

– Ora — a deusa riu — qual o maior romance que existiu? Qual romance inspirou Romeu e Julieta? O de sua mãe e Ronnoc, docinho.

Arregalei os olhos.

– Sé... Sério? — perguntei.

Afrodite riu. Muito.

– Sim, e esta tudo acontecendo novamente, todas as intrigas, as guerras, e a paixão, tudo por causa de vocês dois. — Ela retocou o batom que estava perfeito. — Tudo vai se repetir.

Senti uma lágrima escorrer pelo seu rosto.

– Tudo... Vai se repetir? — perguntei. — E... isso não é ruim?

Ela secou as minhas lágrimas.

– Em parte sim, em parte não. A parte ruim é que muito sangue vai rolar, mas pelo menos vocês ficarão juntos no final, e talvez inspirar mais algum escritor a fazer um desses romances lindos e famosos.

Dei uma risadinha nervosa.

– Bom... Espero que assim seja... — falei.

– Acho que vou indo agora. — anunciou — Sinto que se ele ficar mais um tempo assim terá uma baita de uma dor nas costas. Só vim te dizer uma coisa, vocês terão que enfrentar muitas coisas ainda, muitas coisas serão difíceis, você terá ciúmes, muitos ciúmes e também brigarão muito. Mais saibam que tudo valerá a pena no final.

Assenti e sorri para a deusa, que desapareceu. Heitor me abraçou mais forte.

Ele deu um beijo em minha bochecha.

– O que foi? — ele parecia confuso — Sinto que perdi alguma coisa.

– Hã... Nada. — murmurei, disfarçadamente. Então olhei para mim mesma. A camisola branca estava molhada, ficando quase transparente. Enrubesci. — Er... Vamos voltar pro chalé?

– No meu ou no seu? — Heitor deu um sorrisinho malicioso.

– Hm... Engraçadinho... — disse, rindo. — Até onde eu sei, não podemos ficar sozinhos em um chalé. Só não sei se essas regras se aplicam aos Elementais também...¹

– Só tem uma maneira de descobrir — riu — E não vai ser perguntando ao Quiron.

Ri.

– Então vamos. — disse, por fim.

Heitor me jogou em suas costas e me levou correndo para seu chalé.

– As damas primeiro — disse, e assim eu entrei.

Sentei-me em uma cadeira que havia ao lado da cama. Mas Heitor sentou na cama e puxou-me para junto de si.

Heitor me sentou em seu colo e começou a mexer em meu cabelo, de forma carinhosa.

– Eu te amo. — disse, e lhe beijei. Já estava tarde, e eu começava a ficar com sono. Me deitei e Heitor deitou também, com o rosto em meu cabelo.

Ele ainda acariciava meus cabelos.

– Eu te amo Aly — sussurrou, e então eu percebi que ele parara de me acariciar, ele caíra no sono.

Então adormeci envolta daqueles braços quentes.

*Flashback Off*

Notas finais
¹ Alawara safadinha... Bom, espero que tenham gostado. Shippando eternamente