Too Much To Ask
40 Capítulo XXXIX - A Novata.
Notas iniciais
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POV Alawara
Naquela manhã, recebemos a notícia de uma novata no Acampamento. Fomos escalados para recebê-la. Já era normal para nós. Quando não estávamos em missão, sempre nós íamos receber os novatos. Cheguei na Colina com Heitor e Calista.
Uma garota baixinha, com cabelos curtos e negros, pele muito branca, lábios vermelhos como sangue e roupas negras vinha em direção ao Pinheiro. Ela era bonita. Muito bonita, devo admitir.
Por mais magra e pequena que fosse, algo nela fazia com que parecesse forte. Ela exalava poder. Me perguntava de quem ela seria filha.
Olhei de relance para Heitor, ele encarava a garota sem desviar o olhar. Qualquer resquício de sorriso que antes havia em meu rosto havia desaparecido.
– Olá — a garota se pronunciou — Sou Agatha, Agatha Johann.
Heitor levou sua mão para um rápido cumprimento.
– Sou Heitor Solutti — disse rapidamente corando.
– E eu sou Alawara — Me pronunciei rapidamente — Namorada dele. — Dei ênfase na palavra namorada.
Ela deu de ombros.
– Tanto faz... E você é? — Se virou para Calista.
– Calista, prazer.
A garota sorriu, e lançou um olhar rápido ao garoto.
– O prazer é todo meu... de ter, hm.. conhecido você... digo, vocês.
Bufei. Isso não ia dar certo. Aquela garota estava pedindo para morrer. E olha que ela tinha acabado de chegar. Tive que me segurar para não alagar tudo por ali.
– Vamos para dentro. Calista, você cuida dela? Tenho uns... ASSUNTOS A TRATAR. — gritei, apertando o braço de Heitor com a maior força que consegui.
Percebi que Aghata estava revirando os olhos. Corri para dentro do Acampamento, puxando Heitor comigo, diretamente para o meu chalé.
– QUE ATAQUE DE CIÚMES FOI ESSE, ALAWARA? — gritou ele, se soltando.
– Apenas que o meu NAMORADO estava olhando para uma vadia qualquer ali fora. — falei, com raiva.
– Vadia? Você nem conhece ela, Aly... — falou ele, calmamente.
– VIU SÓ? VOCÊ ESTÁ DEFENDENDO ELA!!! — caí de joelhos. Grossas lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Eu não podia aguentar isso.
De repente me lembrei de algo que Afrodite tinha dito tanto tempo atrás. "Vocês terão que enfrentar muitas coisas ainda, muitas coisas serão difíceis, você terá ciúmes, muitos ciúmes e também brigarão muito. Mais saibam que tudo valerá a pena no final."
E isso me fez chorar mais ainda. Eu não conseguia mais controlar as minhas lágrimas. Percebi que Heitor se aproximou e me abraçou, acariciando meu cabelo.
– Aly, por favor... Olhar é diferente de gostar. — murmurou.
– Heitor... Promete que não vai destruir tudo... — sussurrei. — São dois anos... Não podemos jogar tudo no lixo como se não significasse nada.
– Eu prometo, Aly, eu prometo. — falou ele. — Além de tudo... Não quero se apagado da face da Terra... — ele riu baixo.
Assenti.
– Vou ver como a Calista está se saindo. Já volto. — falei. Sequei os olhos e saí do chalé, em direção ao chalé de Circe.
Dei de cara com Travis na porta do chalé.
– Olá — ele sorriu.
– Calista está? — falei enquanto entrava no chalé.
– Ela está com a novata, que a propósito, parece ser uma grande guerreira.
– Grande coisa — murmurei.
– O que foi, Alawara? — zombou ele — Que mau humor é esse?
– Nada que seja da sua conta, Stoll. — falei, revirando os olhos.
– Nossa... Eu só perguntei. Não precisa ser grossa assim...
– Ah, desculpe... Precisava descontar em alguém...
– O que, Hades, aconteceu para você estar desse jeito?
– Ah, o Heitor, aquele...
– Ah, é ciúmes, entendi. Só por que a garota nova é bonita?
Bufei.
– Vou lá ver como estão as coisas. — falei, entrando no chalé.
As duas estavam largadas, no sofá, comendo pizza e assistindo Frozen... igual ficamos tantas vezes. A cena me chocou profundamente, e a unica coisa que vinha a minha cabeça, é que, se eu não agisse rápido, em menos de uma semana ela estaria lá, no chalé do Heitor, junto com todos nós, fazendo coisas que são banalmente comuns, mas incrivelmente especiais.
Pigarrei.
– Olá — disse.
– Hey Aly — Calista saudou — Junte-se conosco.
Sentei no sofá e peguei uma fatia de pizza, eu tinha que me impor.
– Então, Aghata. — falei seu nome com todo o desprezo que consegui colocar na voz. — A Calista já te explicou como funciona tudo aqui?
– Ah, sim, a Cas já me explicou tudo direitinho. — Não... Ela não chamou a Calista pelo apelido... Por favor, mãe, diz que ela não fez isso... Ok, ela fez. ARGH! — Está tudo bem, Aly?
– Alawara. — murmurei — Meu nome é Alawara.
– Ah, desculpe... A Cas te chamou de Aly... Pensei que... Que podia te chamar assim também...
– Aly é só para os íntimos. — comentei — Assim como Cas. Ou o apelido de qualquer um de nós.
– Desculpe... — falou. Parecia mais pálida ainda, se é que isso era possível.
– Já sabe de quem é filha? — perguntei, mesmo que com desinteresse.
– Ah, sim, sim, sou filha de Macária, a deusa da boa morte. — Ah, que ótimo... Juntei todas as informações que eu sabia sobre filhos de Macária na minha mente e cheguei a uma conclusão: Ah, MERDA!
– Ótimo — conclui — Creio que não precisa mais da nossa ajuda, certo?
– O que te deu Aly? — Calista perguntou — Você nunca foi assim.
– Eu.. ah, foda-se, vou indo.
– Aly? — Cas chamou.
– Oi?
– Leve a Agg até o chalé de Apolo? Ela precisa encontrar com a Isa e o Chace.
– Sem chance — murmurei.
– Aly, vou te perguntar só mais uma vez... O que que deu com você? — perguntou Cas, revirando os olhos.
– Melhor não falar sobre isso agora. — falei, saindo do chalé.
– Alawara Fiore, o que está... — começou, mas eu já estava longe. Torcia para que a novata não tivesse encontrado com mais ninguém.
Saí e dei de cara com a Isabella, ah, ela estava indo ver a novata? Ou será que era apenas a Cas mesmo? Só tinha um jeito de descobrir.
– Hey Isa — falei assim que ficamos mais próximas — O que você veio fazer aqui?
– Oi — ela saltitou — Quiron me mandou aqui para falar com a filha de Ma... Ma...
– Macária? — perguntei com uma leve irritação na voz.
– Aaaah sim, ela mesma. Já se conhecem?
– Infelizmente.
– Ah, entendi — ela revirou os olhos — Heitor não é?
– Como você....?
Ela deu de ombros.
– Esqueceu que somos praticamente gêmeos? Eu sou só uma versão mais gata.
– Não sei qual dos dois é mais modesto — forcei um sorriso.
– Mas enfim, não é porque ele provavelmente olhou para ela, que ele vai querer alguma coisa com ela... — ela riu — Se é que ele olhou.
– Sim, ele olhou. Mais precisamente para os seios avantajados dela. — murmurei, com mais raiva ainda. Isabella riu.
– Ah, relaxa, Aly... Homens são assim. Luisa já levantaria um artigo científico sobre isso se ela estivesse na conversa. — Desse vez eu tive que rir.
– Alguém me chamou? — perguntou uma voz conhecida. Luisa estava perto de nós agora.
– Como você chegou aqui tão rápido? — perguntei, confusa.
– Ah, eu estava atirando facas aqui perto... E então ouvi o meu nome... O que eu perdi?
– Alawara está morrendo de ciúmes... — comentou Isabella. — Da novata baixinha, sabe?
– Ah, a tal da Aghata? Deixa eu adivinhar... Heitor olhou para os seios dela. — Luisa deu um sorriso torto.
– Como você sabe? — então me lembrei de que ela poderia estar ouvindo a nossa conversa há mais tempo.
– Alawara, tenho uma palavra para te explicar isso: Homens. Estamos falando de um homem. Pesquisas revelam que a primeira coisa que um homem vê quando olha para uma mulher são os seios. É tipo um instinto de sobrevivência, sabe?
– Luisa e suas teorias científicas sobre o universo masculino... — murmurou Isa.
– Ah, isso... É bem mais fácil para nós interpretar os homens do que para eles nos interpretar... Sabiam que existe um livro chamado "Tudo que os homens sabem sobre as mulheres"? O livro tem cem páginas... Todas em branco...
– Luisa, você está animada hoje, heim? — comentei. Ela apenas riu.
Ela deu de ombros.
– Estatísticas me deixam animada.
Rimos.
– Filha de Atena... Tinha que ser... — murmurei.
– Mas enfim... Nem liga pra garota. Ela vai parar de se achar quando perceber que é apenas a novata. — falou Luisa. — Não se preocupe, qualquer coisa, estamos do seu lado. Se precisar lutar. Se precisar envenenar a comida. Qualquer coisa assim.
Rimos.
– Envenenamento — Isa comentou — Somos meio "experts" nisso.
– Completamente — Luisa riu — Digamos que é uma das coisas que mais gostamos de fazer.
– Mas e então? Vamos fazer alguma coisa divertida — Alawara chamou.
– Eu não posso, vou ficar com a novata, e depois... — corou — depois vou sair com o Leo.
– AWN, ISAAAA!!! — gritou Luisa. Já falei que ela poderia se passar facilmente por uma filha de Afrodite?
Isa revirou os olhos.
– Eu só vou sair com o meu namorado, o que que tem de mais nisso? — perguntou. Luisa deu um sorriso torto.
– É bonitinho — ela sorriu.
– Tá, ta... E vocês, vão fazer o que?
– Não sei — admiti.
– Poderíamos ver um filme? — Luisa sugeriu.
– Assistam Cartas para Julieta — Isabella comentou.
– Só porque tem a Tay na trilha sonora — Revirei os olhos.
Luisa riu.
– Não, eu já assisti esse filme milhares de vezes... — comentou ela, sorrindo. — Ok, uma vez a mais não tem problema... Enfim, combinei de sair com o Connor depois, vamos pra praia.
– Encontro de casais? — bufei.
– Ah, Aly... Tenta convencer o Heitor a sair... Ou... Bom, fazer alguma outra coisa dentro do chalé mesmo... — Luisa sorriu torto.
– Essa convivência com a gente mudou mesmo ela — Isabella disse com uma cara de espanto, sorrindo logo em seguida.
– Não sei se ele não vai preferir ficar perto daquela novatinha...
– Poderíamos pregar uma peça — Isabella deu um sorriso travesso.
– Essa é a Isabella que eu conheço — Luisa riu.
– Sim, sim, mas vamos deixar para amanhã, além de estarmos ocupadas hoje, eu to sem ideias... Preciso de uma ideia...
– Brilhante — Falaram em uníssono, rindo em seguida.
– Mas agora, falando sério... — começou Luisa — Tenta falar com ele. Finja que não se importa com a novata. Lembre-se que podemos ser boas atrizes quando queremos.
Sorri.
– É uma boa ideia. Vou tentar falar com ele.
Saí e fui na direção de seu chalé, entrei sem bater, queria fazer uma surpresa. Ele estava jogado na cama, dormindo, parecia até um anjo. Só parecia.
Fiquei alguns minutos apenas olhando para ele. Eram poucas vezes que eu podia vê-lo assim, tão angelical. Podia parecer estranho para qualquer outra pessoa, mas... Velar pelo sono de alguém, quando você ama essa pessoa, torna-se agradável.
– Aly? — perguntou, confuso, abrindo os olhos.
– Hã.. oi.. eu queria saber se, sei lá, você não gostaria de hã.. sair comigo?
Ele abriu um sorriso magnifico.
– Sempre vou querer sair com você.
Sorri.
– Sem...pre? Hã... Sem a novata?
– Eu já falei que não quero nada com a novata, Aly... — sussurrou, com a voz rouca. — Eu já tenho você, por que eu iria precisar de mais uma?
Meus olhos brilharam.
– Sério? Isso foi tão fofo, Heitor.
– Até porque se uma mulher já dá trabalho... IMAGINA DUAS!!!
Não sei como, mas no segundo seguinte, ele estava todo ensopado.
– Ops — sorri amargamente.
– ESTÁ QUERENDO ME APAGAR, ALAWARA??? — gritou ele, tentando, em vão, secar suas roupas e seu cabelo.
– Ah, Heitor, esfria a cabeça, quer mais um pouquinho de água pra ver se resolve? Ah, opa... Acho que você já está ensopado o suficiente.
Heitor me lançou um olhar mortal.
– Alawara. Saia. Daqui. Antes. Que. Eu. Te. Incinere. — falou ele, pausadamente, e com o asco evidente em sua voz. Não esperei que ele fizesse qualquer outra coisa e saí do chalé, entrando no meu e trancando a porta.
– Ah, mãe... — murmurei, olhando para uma foto de nós duas juntas. — Por que isso é tão complicado? Aliás... Por que o Heitor é tão... Complicado... E... Machista? — senti que lágrimas escorriam pelo meu rosto. Elas eram uma mistura de raiva, tristeza, ciúmes...
Imaginei o que mamãe diria nessa situação. Ela não era nenhuma santa. Já tivera inúmeros problemas com homens. Eu conhecia diversas histórias. Ela já tinha ficado com outros caras enquanto estava com Ronnoc. E ele tinha feito o mesmo (ficado com outras mulheres, quero dizer). Depois de, segundo ela, ataques de ciúmes. No fim eles se resolveram... Segundo minha mãe, quando o casal nasceu para permanecer junto, eles ficariam juntos, mesmo com empecilhos. E eu acho que ela tinha razão. As palavras de Afrodite ecoavam em minha mente.
Me joguei em minha cama, e acabei adormecendo.
Acordei um tempo depois, com a voz de Luisa chamando meu nome.
– Oi? — chamei.
– Aqui — ela riu — Vamos, você está dormindo a horas, e já é hora do jantar.
Sentei-me e esfreguei os olhos. Fui para o banheiro pentear o cabelo e logo saímos, em direção ao refeitório. Luisa foi na frente.
– Hã... Aly... O que você acha de irmos jantar no meu chalé? — perguntou ela, perto da porta.
– Mas nós já estamos aqui... — comentei.
– Mas é melhor nós irmos lá. — Luisa com certeza estava escondendo algo. E esse "algo" estava dentro do refeitório. Olhei rapidamente para dentro.
Não podia acreditar nos meus olhos.
Não.
Não.
Não.
NÃO!
Heitor conversava animadamente com Aghata, cuja mesa ficava perto da dele. E eles estavam próximos DEMAIS. E aquilo era mais do que eu poderia suportar.
– Luisa, saia da frente. — falei, séria.
– Aly, o que você...
– Apenas saia da frente. — falei, e adentrei o refeitório, prestes a ativar o meu anel, se preciso fosse.
Não era o certo, mas em uma situação dessas, foda-se o certo. Cheguei mais perto e comecei a ouvir seus pensamentos, não podia ser, comigo não. Lágrimas ameaçaram rolar em minha face, mas eu não as deixei cair, era só o que faltava, chorar agora.
Pensamentos hostis saiam de ambos os lados, e eu não sabia qual eu mataria primeiro, quando tivesse a chance.
Os pensamentos da novata não eram nem um pouco inocentes, e os de Heitor me causaram um asco terrível. Como ele podia fazer isso comigo? Depois de tudo que a gente tinha passado? Depois de todas as promessas que ele havia feito durante o dia? ISSO NÃO ESTAVA CERTO.
Eu não ia me controlar por muito mais tempo. Mas então ele me viu.
– ALAWARA! — gritou, assustado. Não consegui fazer nada além de correr para o meu chalé. Senti que ele vinha atrás, mas eu não queria conversa. Invadir os pensamentos privados dos outros era errado, mas eu não me importava. Não depois de tudo que ele havia pensado. Explicações já não serviriam para mais nada.
Eu queria acabar com aqueles dois. Não tinha nada que eu mais queria no momento. Lágrimas grossas rolaram pelos meus olhos, e agora faziam parecer que chorar era algo fácil, pela quantidade e velocidade em que caíam.
Entrei correndo e fechei a porta do chalé, para impedir que ele entrasse. Agora eu só queria ficar sozinha. Mas não foi o que aconteceu. Não sei como, não sei porque, mas o Heitor conseguiu entrar no chalé, e veio correndo em minha direção. Lancei um jato de água nele, água bem gelada. E continuei assim por um bom tempo, até meus braços fraquejarem e ele cair de joelhos, encharcado.
– Aly, não... Não é nada disso que você está pensando... — falou ele, tentando se levantar.
– Claro que não, Heitor, claro que não! — exclamei. — QUE DESCULPA VOCÊ VAI DAR AGORA? Por acaso tinha alguém influenciando os seus pensamentos? Nem me venha com essa. — falei, entre soluços.
– Você... Alawara, você...
– Eu li seus pensamentos, Heitor. — murmurei, tentando secar meus olhos. Aquilo não ia fazer diferença. Não existiam mais lágrimas ali. Elas já tinham acabado.
– Você... Você não fez isso, Aly.
– Fiz. E sabe o que mais? Descobri que você é um CANALHA! Como você pôde fazer isso comigo?
– Eu, eu não....
– E AINDA COM UMA NOVATA? EU ATÉ TENTARIA ENTENDER... — na verdade não — SE FOSSE COM ALGUÉM QUE VOCÊ CONHECE-SE A MAIS TEMPO, MAS NÃO, FOI COM ALGUÉM QUE MAL CONHECIA.
– Aly, eu..
– CALA A BOCA E ME DEIXA TERMINAR. — Na verdade, eu já tinha terminado, mas não queria ouvir mais nenhuma desculpa esfarrapada.
– ... Não vai continuar? — perguntou, fazendo aquela cara de anjo corrompido. Qual é? Lúcifer também era um anjo.
– Seus pensamentos não eram nem um pouco inocentes, Heitor Solutti. — tentei respirar fundo, e falar da forma mais calma que consegui. — Mas uma novata? O que ela tem que eu não tenho? Heitor? Faça uma favor... FIQUE LONGE DA DROGA DA MINHA VIDA ANTES QUE VOCÊ ESTRAGUE ELA MAIS AINDA!!!
– Aly, eu...
– POR FAVOR, SAIA DO MEU CHALÉ!!! VOCÊ NÃO QUERIA FICAR COM AQUELA VADIAZINHA QUE ACABOU DE CONHECER??? ENTÃO VAI LÁ, GARANHÃO. MAS SE VOCÊ ACABAR SENDO PERFURADO POR FLECHAS E FACAS, NÃO VENHA DIZER QUE EU NÃO AVISEI!!!
Sim, eu sei que estava parecendo a tal da namorada assassina que vive ameaçando o namorado, mas eu estava com realmente MUITA raiva. Muita raiva mesmo.
Eu não ia passar por essa humilhação e ficar calada. Ele que me traísse, se quisesse, mas não ia sair impune. Ah, não ia MESMO.
Ele me olhou, assustado, e correu para fora do chalé. Seus cabelos agora ardiam em chamas. Vai lá, Lúcifer. Você acaba de ser condenado ao inferno.
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