Too Much To Ask
41 Capítulo XL - Encontro de casais
Notas iniciais
POV Luisa
Logo depois do jantar, voltei para o meu chalé. Eu estava preocupada com o que estava acontecendo com Alawara. Não estava surpresa, claro. Na verdade, estava era torcendo para que Connor não a visse. Convenhamos, eu não teria aqueles seios avantajados nem com 5 quilos de silicone.
Eu ri desse pensamento, e então ouvi uma batida na porta. Como eu era a única no chalé naquele momento, já sabia quem era.
Corri para abrir a porta e me deparei com Connor.
– Hey, princesa, está pronta? — perguntou ele, com um sorriso. Ah, como eu amava aquele sorriso...
– Sim, vamos. — falei.
Saímos de mãos dadas em direção à praia. Quando chegamos na areia, tirei as minhas sandálias e as segurei nas mãos. A areia estava fria, mas não muito, e a lua brilhava no céu, iluminando todo o lugar. Ártemis tinha feito um bom trabalho. O mar estava calmo, e a praia estaria vazia, se não fosse por nós.
– Está preocupada com alguma coisa? — perguntou ele, subitamente.
– Ah, a Alawara... Você soube?
– O quê? O Heitor deu em cima de alguma outra garota? Sabe, dele eu não duvido nada...
– Sim, ele deu em cima da novata... — comentei. — Sabe, aquela baixinha de cabelo curto e preto?
– Ah, sei... Deixe-me adivinhar... Ele ficou olhando para os seios dela?
– Como você sabe? — indaguei.
– Simples, minha cara Kirsten: Eu sou homem. Já dá pra imaginar o que aconteceu...
– Ahá, então você também olhou?
Ele apenas deu de ombros.
– Olhar não significa nada. Se realmente quer saber, prefiro o seu sorriso. Sabe como é... O sorriso dela é medonho.
Eu ri.
– Bom, espero que esteja falando a verdade. — murmurei — Sabe que ainda não esqueci da última vez, heim?
– Luisa...
– Quê? Mas é verdade, é difícil esquecer isso e...
– Luisa, fica quietinha... — eu ia falar algo, mas não consegui. Ele pegou meu rosto entre suas mãos e aproximou sua boca da minha, calando-me assim.
– Isso é o que? — Ri um pouco — A quinta vez que você me cala com um beijo?
– Falar pra que em uma hora dessas? — Ele riu.
Estava um pouco frio, então esfreguei as mãos em meus braços, em busca de mais calor.
– Com frio, princesa? — perguntou, enquanto colocava seu casaco em torno de meus ombros — Pronto.
Me aconcheguei em seus braços.
– É, acho que não escolhi um bom dia para sair de shorts e regata... — comentei, com um sorriso.
– Acho que não. — ele riu. — Mas enfim... Você sabe como a Aly tá?
– Mal... Muito mal...
– O Heitor foi o primeiro namorado dela... E único, até agora... Deve ser horrível...
– Sim... — murmurei — É mais ou menos como quando eu cheguei aqui no Acampamento e te vi beijando aquela imitação mal-feita e asiática do diabo.
Ele riu.
– Eu já pedi desculpas, caramba! É tão difícil assim?
Foi minha vez de dar risada.
– Sim, é difícil assim. Mas você já recebeu o troco.
– Precisamos mesmo ficar ressuscitando cadáveres agora? — perguntou. — Acabou, vamos aproveitar...
– Não é muito legal ficar brincando com cadáveres alheios, mas fazer o que, se todos que entram no meio do nosso amor morrem?
– Ninguém sobreviveu até hoje.
– Nosso amor é mais perigoso que a Isa na cozinha.
– Nem tanto — falamos em uníssono.
Nos entreolhamos e caímos na risada.
– Mas veja só: Drew tentou e morreu do jeito mais absolutamente tosco possível. Carl tentou e também morreu, pelo menos de um jeito heroico... Fora eles, o Chace tentou, mas acabou ficando com a Evellyn, acho que está mais feliz assim... — comentei, com um sorriso. Acabamos sentando na areia, abraçados.
– Realmente. Nosso amor é tão perigoso quanto você com flechas explosivas na mão... — murmurou. — Na verdade, você é perigosa até com canetas esferográficas, mas graças aos deuses eu não tenho com que me preocupar. — ele piscou e deu uma risadinha.
– Vai saber né? — Dei uma risadinha.
– Gata, não sou filho de Hermes, mas roubei seu coração.
Ri.
– Tem certeza?
– Que roubei seu coração? — Ele perguntou.
– Que você não é filho de Hermes — Rimos.
– Ah, verdade. Eu tinha me esquecido desse pequeno detalhe.
O sorriso dele era contagiante.
– Tsc tsc... Você não deveria esquecer dessas coisas... — comentei, rindo.
– É, não deveria mesmo... — ele me puxou para mais perto.
– Então, senhor ladrão de corações, o que quer fazer? — zombei.
– Em primeiro lugar, eu roubei apenas o seu coração, os outros não me interessam. Em segundo... Não sei o que quero fazer. Você tem alguma ideia?
– Nenhuma.
– Então vamos voltar a andar. — falou Connor, com uma piscadela.
POV Isa
Por que eu estava com a impressão de que aquele clima ruim no Acampamento estava voltando? Ah, sim, é porque estava mesmo. Dessa vez não era culpa nem minha e nem da Luisa. Chegou a vez da Alawara. Será possível que não teríamos paz naquele verão?
Eu estava, como sempre, vestida normalmente. Ou tão normalmente como eu posso. Camisa do batman, shorts jeans, all star preto, e uma adaga presa ao short. Sentei em minha cama e fiquei esperando o Leo chegar, enquanto passava lentamente de música para música em meu iPod.
– Hey, solzinho! — exclamou uma voz conhecida. Leo, é claro. Só ele usaria esse apelido para me irritar. Atendi antes que ele começasse a cantar alguma música relacionada a isso.
– Oi, Leo. — falei, jogando o meu ipod em cima da cama.
– Delicada como sempre... — comentou ele. Apenas revirei os olhos.
– Então, o que vamos fazer hoje? — Perguntei com um sorriso no rosto.
– Vamos fugir, deste lugar baby, vamos fugiiiiiiiiiiiir — O garoto começou a cantarolar.
Apenas ri.
– E para onde? — Perguntei novamente.
– Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou...
– LEO — gritei e ele riu.
– Pra onde vamos? E quando? — perguntei, reprimindo uma risada.
– Tudo bem, então... Quando o segundo sol chegar...
– Ou seja, nunca, já que meu paizinho divo não vai querer concorrente e vai torrar qualquer um que tente. — murmurei. Ele riu.
– Não estraga a brincadeira, Isabella! — exclamou.
– Tá, quer que eu escolha então? — ri baixinho.
– NÃO — gritou — Da última vez que você escolheu teve morte.
Dei de ombros.
– Se decida rápido então — disse, pegando meu iPod de volta.
– Quer ir pra praia? — perguntou.
– Corre o risco de encontrarmos o Connor e a Luisa lá... Então não, quero ficar longe de qualquer outro encontro de casais.
Ele riu.
– Então... Vamos pra floresta? — sugeriu.
– Você quer morrer, é? — perguntei, revirando os olhos. — Sabe, se você quer morrer, não me mete junto nessa, ok? Mas, caso isso aconteça, pode ter certeza de que o Evan vai estar me esperando.
Percebi que sua expressão divertida se transformou em uma careta. É, o que eu tinha imaginado.
– As opções estão escassas então... Sobram os chalés, a arena... Mas eu não quero lutar, não agora.
– E tem o Bunker 9. — comentei. — Acho que é mais agradável.
Ele me lançou um sorriso malicioso e saímos do chalé.
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