Too Much To Ask
21 Capítulo XX - Luta por quem?
Notas iniciais
Chegamos na arena e parecia que o acampamento inteiro estava lá, apenas esperando a briga começar.
– Para com isso. — ouvi Isabella gritar — Você está louco?
– Com medinho, amor? — ele perguntou em um tom sarcástico. — Não vou me machucar, já eles eu não sei.
– Por favor — lágrimas brotaram em seu rosto — Não quero que ninguém se machuque.
– Fique tranquila — ele sorriu e a beijou. Um dos gêmeos os encarava, enquanto ela ficava vermelha.
– Vamos logo com isso — Evan gritou de repente — Não temos o dia todo.
Connor e Leo sorriram.
– Volto logo, amor. — Connor me beijou enquanto Carl nos encarava.
Me dirigi ao lado de Isabella, e a batalha começou.
Connor atacava com a espada e batia na lança de Carl. Carl, por sua vez, atacava raios na direção dele e Connor os parava com sua espada. Um investia contra o outro em uma dança mortal.
Leo e Evan faziam o mesmo, mas Leo usando as engenhocas de seu cinto de ferramentas e Evan com sua espada de bronze celestial.
Vi um clarão e percebi que um raio havia atingido Connor. Ele caiu no chão. a luta parou. Ouvi um grito, e só então percebi que este tinha saído da minha boca. Tentei correr, mas minhas pernas me traíram.
Desviei os olhos. Não queria ver aquilo.
– Achou que alguns volts do seu raio iriam me fazer desistir da batalha? — perguntou Connor. Voltei a olhar para a arena. Ele tinha se levantado, e ia com a espada em punho na direção de Carl.
Ele atacou. Carl estava despreparado e foi derrubado. Vi sangue escorrer de seu braço.
– Nunca se meta com a namorada dos outros. — falou Connor, a raiva estampada em seus olhos. Ele olhou na direção de Leo em um pedido silencioso, e os dois atacaram ao mesmo tempo os gêmeos despreparados.
Em alguns minutos os gêmeos estavam no chão, e Connor e Leo cantando vitória. Mas então Evan se levantou e atacou Leo que estava perdido em pensamentos.
– Não! — Isabella gritou enquanto Leo estava no chão, saiu correndo mas um filho de Dionísio a segurou.
– Ninguém interrompe a briga mocinha. — disse.
Lágrimas rolaram em sua face, enquanto ela tentava se libertar.
– Alguém vai morrer daqui a pouco!!! — gritei, tentando correr para a arena. Mas outro filho de Dioniso me impediu.
– A culpa disso é sua. — falou ele. — Agora arque com as consequências.
– Me solta!!! — gritei. — SE EU CAUSEI ISSO, EU TENHO QUE IMPEDIR!!!
– Você não vai ser meter lá no meio. — falou ele. Lutei para me soltar, mas não consegui. Teria que usar outro método. Chutei suas partes baixas e ele começou a gritar de dor. Corri para longe e peguei meu arco-e-flecha. Atirei uma flecha explosiva na direção deles, que caíram para trás. A luta parou no momento.
Isabella explodiu — Literalmente eu diria — Algo tipo uma bomba solar, só sei que o outro filho de Dionísio estava com os braços todos queimados.
– Ser filha de Apolo tem suas vantagens — falou.
Corremos juntas até a arena, ambos os quatro caídos no chão.
– E o vencedor é: Opa, a vencedora Luisa, que acabou com a briga em tempo recorde — e todos riram.
Não estava pensando nisso, queria tirar todos daqui o mais rápido possível. E então apareceu um urso polar tamanho família.
– Julie? — perguntei.
– Coloque eles em minhas costas — ela sussurrou em minha mente — Todos os quatro.
– Acho que é uma má ideia — disse.
– Coloque — ela grunhiu.
E assim Isabella, Julie e eu, transportamos os meninos para o chalé de Alawara.
Chegamos lá e deitamos os garotos em um tapete macio, pois a única cama do chalé não seria grande o suficiente. Alawara os olhou e nos lançou um olhar cético.
– Sabe, Luisa... Acho que você devia tomar mais cuidado com as suas flechas explosivas... — falou ela. — Meninas, me ajudem aqui.
Alawara foi até uma prateleira ali e pegou uma caixa grande. Ela abriu e vi vidros de néctar, pedaços de ambrósia e outros líquidos, que pareciam poções de cura.
Ela se ajoelhou ao lado de Evan e pegou um pano branco na caixa. Derramou uma poção nele e colocou sobre a testa do garoto.
– Vamos lá... Podemos ser as mais trolls do Acampamento, mas também somos ótimas curandeiras. — ela colocou um pouco de néctar na boca dele e deixou os medicamentos mágicos fazerem efeito.
Fui para perto de Connor. Sua pele estava mais quente que o normal, percebi. Olhei as poções e fiz o mesmo de colocar o pano na testa dele, e depois lhe dei néctar.
Isabella simplesmente pôs a mão sobre a testa de Leo, e ele abriu os olhos lentamente.
Julie fez um dos panos se encher de pedacinhos de gelo e colocou sobre a garganta de Carl.
Modos diferentes, mas eficientes de curar. Tinha que aplicar coisas assim na faculdade (cuidando com os mortais, é claro).
Sentamos num sofá ali e esperamos que eles acordassem de vez.
Leo, que havia se curado mais rápido, graças aos poderes medicinais de Isabella, se sentou ao lado dela.
– Por favor, me diz que não foi um deles que me acertou. — pediu.
– Também — ela sorriu — Mais a maior parte do estrago foi feita pela Luisa.
Ele gemeu.
– Muito mais letal — murmurou.
Segurei o riso.
– O que aconteceu? — ouvi a voz de Connor, e me virei para vê-lo.
– Você acordou!!! — exclamei, indo abraçá-lo. Ele gemeu de dor. — Desculpe. — sussurrei.
– Sim, eu acordei... — falou Connor. — Mas como a gente veio parar aqui?
– Looonga história... — falei.
– Em resumo... — começou Julie. — Sua namorada assassina resolveu parar a briga quase explodindo vocês com uma flecha. — ela olhou para mim, acusadora.
– Eles iam se matar. — falei, dando de ombros.
– Tá, que seja, e por causa disso você quase matou todos eles...
– Não pensei que a explosão ia ser tão forte! — me defendi.
– Claro que não, você acha que ela iria querer matar o Connor e o Carl? — Alawara riu.
Connor me olhou de uma maneira estranha.
– Acho que fiz merda — Alawara concluiu saindo do chalé.
– Sim, fez. — murmurei para mim mesma. Abracei Connor, tentando não quebrar suas costelas outras vez.
– Por favor, diga que ela estava brincando. — sussurrou ele em meu ouvido.
– Sim, estava. — sussurrei.
– Ainda bem. Eu não aguentaria te perder de novo...
– Er.. então — Isabella disse — Leo, vai até a enfermaria buscar néctar para eu curar aqueles dois?
– Mas aqui já te...
– Vá — ela ordenou. Colocou ambas as mãos na testa dos gêmeos e eles acordaram.
– Já está quase na hora do jantar. — anunciou Julie. — Vamos lá?
– Vamos — Connor decidiu — Você vem Isabella?
– Não — ela disse — Vou esperar Evan acordar.
E juntos fomos para o refeitório.
Nos sentamos e vi que a mesa do chalé de Afrodite estava quase vazia, com exceção de alguns garotos. Isabella chegou com Evan e eles se sentaram. Quíron estava lá.
Drew chegou até a frente.
– Temos um anúncio a fazer. — falou ela. Lá vinha...
– O chalé 10 promoverá uma festa esse verão, para comemorar a chegada de novos semideuses e o sucesso das missões! — exclamou uma garota loira. Lacy, aparentemente.
– Isso é ótimo — alguém disse.
– Sim, mas cada um fará sua parte — Drew começou — Lacy?
– Oh sim! Os filhos de Apolo cuidam da musica — vi Isabella bater na mão de Chace — Os de Dionísio das bebidas, nós do chalé 10, da decoração...
– E os outros vão fazer alguma coisa ai — Drew terminou.
– "Os outros", ou seja, nós, vamos cuidar de nós mesmos, já que só temos serventia quando precisam de ajuda numa prova de química. — murmurei para Malcolm, que riu.
– Ah, vai ser legal usar roupas diferentes de uma camiseta laranja e calça jeans. — disse ele.
– Melhor do que pijama...
– A festa será amanhã à noite. Quero ver todos arrumados. — falou Drew. — E espero que saibam dançar...
Ela olhou para o chalé de Apolo.
– Que tipo de dança? — alguém perguntou.
– Todas! — Drew exclamou em um sorriso.
Isabella levantou puxando Chace consigo enquanto um de seus irmãos colocavam um mix no mp6. Eles começaram a dançar pop, rock, pop/rock, valsa, e até dança da chuva, entre muitas outras que não conhecia. Eles se sentaram.
– É — ela disse — Acho que sabemos fazer alguma coisa.
E todos rimos da cara da Drew, que estava de queixo no chão.
– Nunca duvide dos filhos de Apolo. — falou Chace, com um sorriso.
O jantar foi seguido de conversas e mais conversas sobre a festa. Não me preocupei muito em acompanhá-las e logo voltei para o chalé. Teria que procurar uma roupa bonita o suficiente para a festa.
Logo meus irmãos chegaram e foram fazer o mesmo. Por pura sorte eu tinha colocado um vestido vermelho de renda na mala. Era aquele mesmo que eu iria usar. Procurei sapatos e encontrei um preto de salto alto. Para o cabelo eu inventaria algo depois.
Malcolm estava desesperado.
– O que você vai usar Malcolm? — perguntei.
– Eu não sei — ele fez um biquinho — Me ajuda?
– Claro! — falei, rindo. Fui até o baú de roupas dele e comecei a vasculhar. Tirei de lá uma camiseta cinza,uma jaqueta de couro preta e calça jeans azul. Peguei um All Star preto (All Star serve para todas as ocasiões) e lhe entreguei. — Não vai querer ajuda com a maquiagem, né?
Malcolm revirou os olhos.
– Engraçadinha... — murmurou ele.
– E, ah, não esquece as calças dessa vez. — falei.
Ele ficou vermelho, olhando rapidamente para baixo, para ver se suas calças estavam lá. Julie entrou no chalé, estava com um vestido dourado e joias em formato de floco de neve.
– Você esta linda — ele corou.
– Obrigada — ela sorriu — Eu estava fazendo uma escultura de gelo, não tem como eu estar bonita.
– Essa roupa ficou perfeita em você, Julie. — falei. — Vai usá-la amanhã, certo?
Ela assentiu.
– Mamãe que me deu o vestido. E vocês, já decidiram as roupas? — perguntou ela. Olhei para Malcolm e fizemos um sinal de concordância.
– Só eu que tenho a impressão de que a Drew está tramando alguma coisa pra esse festa? — perguntou ela.
– Eu tenho quase certeza de que ela está tramando alguma coisa. — falei.
– Espero que não atrapalhe a vida de ninguém. — falou. — O que, sendo a Drew, é quase impossível... Mas agora tenho que voltar pro meu chalé. Até logo. — Julie deu um beijo em Malcolm e saiu do chalé.
– Estátuas de gelo? — perguntei depois que Julie saiu — Uau! A Drew esta tramando alguma coisa grandiosa.
Isabella entrou com Leo no chalé.
– Oi — chamou — Já escolheram suas roupas?
– Já — eu e Malcolm respondemos em uníssono.
– Que bom — ela sorriu — Eu vou ficar no preto mesmo.
Rimos, imaginando o que ela iria aprontar, ela não era uma pessoa séria, e muito dificilmente ficaria formal nessa festa.
– Qual é — Leo riu — Eu vi a roupa, ela vai estar completamente normal.
– Normal? Tá bom.
– E você Leo? Vai usar o que? — Malcolm perguntou.
– Surpresa — ele riu.
– Por Atena, isso é coisa de garotas, Valdez. — Malcolm riu.
– Uma garota muito sexy pelo jeito né gatinho — ele riu — Vem cá, vou te dar uns beijinhos.
Rimos, eu havia aprendido a lidar melhor com essas pessoas — forçada — mas eles eram legais.
– Melhor você não inventar de beijar o Chace, Leo... — comentei, rindo. — Sabe, não é muito bom pra sua reputação beijar o irmão da namorada... — lancei um olhar mortal para Malcolm.
– Sabe que não é uma má ideia? — brincou o Valdez.
Isabella riu.
– Cara, eu preciso de uma foto dessas para postar no facebook... Pera... Que história é essa de namorada Leo e Luisa?
– Ué, ele não te contou? — perguntei, fingindo confusão.
– Você não sabia que vocês estão namorando? — Malcolm entrou na brincadeira. — Caramba, o Acampamento inteiro já sabe... Pensei que você tinha sido a primeira a saber...
Leo riu.
– Sabe como é, né? Esse é o jeito mais fácil de pedir alguém em namoro... — comentou ele.
– Mas... — Ela tinha perdido a fala. Todos riram.
– Não precisa um pedido formal, né? Pedidos formais são antiquados. — falou Leo, dando de ombros.
Todos riram.
– Mas... — começou Isabella, mas Leo a calou com um beijo.
Ela riu ficando vermelha.
– Ah, eu realmente esperava que você fosse mais romântico mocinho — ela riu — E a serenata?
– Sério? — Ele ficou vermelho — eu não pensei que...
Ela riu e o beijou.
– Isso não é comigo, mesmo.
– Tá, agora parem que assim vou vomitar — Malcolm exclamou.
Leo soltou uma bola de fogo em suas calças. Que pegaram fogo e se desfizeram rapidamente.
– Caramba Malcolm, você não consegue mesmo parar com uma calça não é? — Isabella riu.
– É, vamos ter que aumentar nosso estoque de calças aqui no chalé — ri.
Malcolm revirou os olhos.
– O que vocês tem contra as minhas calças? — perguntou ele, fazendo biquinho. Birrento...
– Nós? O que nós teríamos contra suas calças? São elas que têm algo contra você.
– Temos que ir agora. — murmurou Isabella. Quando eles estavam saindo do chalé, me deparei com fatos estranhos: Eles estavam de mãos dadas.
Olhei para Malcolm e comecei a rir.
– Vou deixar você resolver o seu dilema das calças sozinho... — falei.
Coloquei um pijama e me joguei na cama, me preparando psicológicamente para o dia seguinte.
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