Too Much To Ask
33 Capítulo XXXII - Surpresa
Notas iniciais
– MONSTROS — alguém gritou do lado de fora — SOCORRO.
– Mais essa agora — revirei os olhos. — o que será que temos dessa vez?
– Vamos descobrir — um sorriso surgiu nos lábios de Heitor.
Saímos para fora, onde um exército de arais nos esperava.
– Aff... — murmurei, pegando minha espada — Dentre todos os monstros, realmente tinha que ser essas criaturas detestáveis?
– Nós ouvimos isso, filha de Atena. — disse uma das arai — E criatura detestável são vocês, humanos.
Segurei minha espada. Eu só atacaria se realmente precisasse.
– O que faremos? — perguntei.
– Você deveria saber, não? — perguntou Connor.
– Mas... arais... eca.
– Filha de Atena, sinta nossa ira — elas exclamaram.
– Então o showzinho todo é exclusivamente meu? — perguntei.
– Provável- Connor respondeu.
– Vem- Heitor chamou — vamos chutar os traseiros de umas arais.
E assim a batalha começou. Depois de algumas maldições (que incluíam facas na garganta e sensação de estar engolindo lâminas, e de ter sido esfolado e jogado dentro de um barril de álcool), os reforços chegaram.
Carl e Evan estavam na frente, e muitas pessoas estavam junto com eles. A batalha continuava. Algumas arais pegavam fogo, outras eram cortadas ao meio, e semideuses gritavam o tempo todo.
Finalmente restou apenas uma, que vinha em minha direção. Eu tinha me afastado muito, não daria tempo de correr. Estava acabada, toda a energia do meu corpo havia sido drenada, o último golpe poderia ser mortal.
Ela se aproximou de mim, suas feições murchas e enrugadas, estava fazendo uma careta, uma careta que eu jamais esqueceria. E então ela investiu, e no impulso lhe apontei minha espada, mas no segundo seguinte, um rosto, coberto de sangue, e com um sorriso maroto se lançou em minha frente, atingindo em cheio o peito da bruxa. Instantaneamente seu corpo se curvou, e ele caiu, duro, frio, morto. Seus olhos sem vida, seu sorriso, sem brilho. E meu grito ecoou na vastidão do local.
Caí de joelhos e comecei a chorar descontroladamente. Abnara veio para perto tentar me confortar, mas não dava resultado. Isso não podia ter acontecido, não podia...
Ronnoc me levou até o anfiteatro, onde eu ainda chorava. Aquilo não ia parar tão cedo.
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