Too Much To Ask
18 Capítulo XVII - Mais dramas?
Notas iniciais
POV Luisa
– Vou voltar para o meu chalé. — falei, rindo. — Quero ver se funcionou.
Deixei Julie na arena e corri para o meu chalé. Encontrei Isabella no caminho.
– Estou indo para o chalé. — falei, e ela sorriu.
– Será que deu o tempo certo?
– Faz uns dez minutos que ele saiu... — falei.
– Então vai lá e fique de tocaia.
Cheguei no chalé e peguei um de meus livros sobre anatomia. Sentei-me na cama e comecei a ler. Pelo canto do olho, percebi que Thiago estava lá também, na ala masculina, ao lado. Ele parecia não ter percebido que sua pele estava colorida...
Voltei para o meu livro.
"Os cones são responsáveis pela percepção das cores", li. Cones... Connies... Caramba, eu era tão retardada a ponto de começar a rir disso?
– Você está bem? — perguntou Thiago, vindo para cá. — Tipo assim... Você está rindo com um livro de anatomia. Nunca vi alguém rir com um livro de anatomia...
Olhei para ele e comecei a rir ainda mais. Foi a gota d'água. Ver a pele dele cor-de-rosa e cheia de bolinhas verdes, somado a um cabelo alaranjado foi hilário. Não consegui responder, assim como não consegui parar de rir.
– O que você tem — falou corando — Tem alguma coisa errada?
– Tem — eu ri ainda mais — Já volto, não saia daqui.
Sai correndo ao chalé do Heitor.
– Funcionou! — gritei — Meus Deuses vocês precisam ver isso.
Isabella riu.
– Ah! Eu sabia — riu ainda mais — Vamos pessoas, temos que ver isso mesmo.
Chegamos todos correndo no chalé, e ele ainda estava lá. Quando ele nos viu, arregalou os olhos, e nós caimos na gargalhada. Quando ele corava, ficava ainda mais pink.
– Alguém me explica o que está acontecendo? — perguntou ele, confuso. CARAMBA. SÉRIO MESMO QUE ELE ERA FILHO DE ATENA???
– Vai se olhar no espelho. — sugeri, rindo ainda mais.
Ele foi até o banheiro e se olhou no enorme espelho que havia lá. Soltou um grito tão alto que seria um milagre se metade do Acampamento não tivesse ouvido.
– COMO... COMO ISSO ACONTECEU? — perguntou ele.
– Não tenho a mínima ideia. — falou Calista. — Alguém tem uma teoria? — todos negamos. — Então ok. Viemos aqui só pra rir disso. Até mais.
Saímos do chalé e fomos em direção ao chalé de Heitor.
– 1° etapa concluída. — falou Alawara, não conseguindo controlar o riso.
– Quem vai bolar a próxima? — falou Isabella, rindo — alguém já tem algo em mente? Temos mais ou menos uns 7 dias até o efeito da poção passar, certo Cas?
– Certíssimo — ela respondeu.
– O próximo tem que ser algo quente — Leo iniciou.
– Concordo plenamente — Heitor completou.
– Então o próximo fica por conta de vocês — falei rindo.
Eles trocaram um olhar de cumplicidade.
– Pode deixar — falaram juntos.
– Iiiih... Vocês estão me assustando... — comentei, rindo. — O que pretendem fazer?
– Não vamos contar agora. — falou Heitor, maliciosamente.
– Tudo bem... Desde que não coloquem fogo no meu chalé... — falei.
– Ah... Só porque era esse o plano? — perguntaram os dois em uníssono, com uma expressão zombeteira.
Leo segurou Isabella em suas costas com um "cavalinho" e Heitor pegou Alawara. Os dois saíram correndo, acho que tinham muito o que planejar.
No fim todos saíram e eu fiquei sozinha com Connor.
– Tá aprendendo a ser má, princesa? — Ele me perguntou com uma voz zombeteira.
– Aparentemente entrei em uma escola de maldades acidentalmente... — falei, e me aproximei dele. — Não deveríamos ficar sozinhos em um chalé...
– Quem se importa? — perguntou ele, com a voz meio rouca, e me beijou. — Mulheres perigosas são mais... Interessantes.
Corei levemente.
– Envergonhadas também — ele riu.
– A Isabella acabou com a bondade que havia em mim aos poucos, aí ela pega e me enfia nessa turma. Olha o que dá — eu ri.
– Já existiu alguma bondade dentro de você? — zombou ele. — Nem me lembro... Faz tanto tempo, sabe...
– Engraçadinho... — falei, e o beijei novamente.
– Pare. — sussurrou ele. — Desse jeito eu não vou conseguir me controlar.
Apenas ri.
– Se você quer mesmo... — falei, e me afastei dele.
– Não, eu não quero — ele riu me puxando de volta a seus braços — Quero você eternamente — disse me beijando.
Ouvi risadas atrás de mim, e vi que todos estavam rindo do meu mais novo irmão. Confesso que senti até um pouco de pena dele, fomos realmente muito malvados.
Suspirei.
– O que foi amor? Dó do novato? — ele me abraçou mais forte.
– Tipo isso — falei — Acho que chegamos a ser muito malvados.
Ele riu.
– Já fizemos coisas piores, isso não é nada, aos poucos você se acostuma.
– Se você diz — O abracei.
– Eu ainda tenho alguns planos para uma outra pessoa. — sussurrou ele. — Uma pessoa que quase arruinou a minha vida.
– Quem? — perguntei.
– Não preciso lhe dizer. Você sabe muito bem quem é.
Um sorriso brotou em meus lábios.
– Vamos deixar para depois. — falei — Vamos er... praticar primeiro.
– Você é brilhante — ele riu.
– Quer ir lá ver como estão os planos? — perguntei.
– Ah, eles vão se virar bem sozinhos... — comentou ele. — Podemos fazer coisas bem mais interessantes por enquanto...
– Tipo...?
– Tipo isso. — ele se aproximou e me beijou novamente.
Então uma filha de Hermes, Gabs, chegou correndo gritando e chorando.
– Connor, é o Travis, socorro Connor.
– O que houve, Gabi? — perguntou Connor, se virando para a irmã.
– Ele... Ele... Venha ver você!
– Já estou indo. — falou Connor. — Luisa, espera aqui.
– Não, eu vou com você. — e corri atrás deles.
Chegamos e Travis estava jogado na cama, chorando compulsivamente.
– O que houve, irmão? — perguntou Connor. — Nunca te vi chorando assim...
– Acabou! — ele gritou. — ACABOU TUDO!
– Acabou tudo o quê? — perguntou Connor, sem entender nada.
– O seu namoro com a Katie? — perguntei, tentando ter alguma pista.
– Ela... — ele pausou — Ela não me ama mais. Nem vocês, ninguém me ama mais nesse planeta, nem em qualquer outro do universo.
Revirei os olhos. Esse ia dar mais trabalho do que o irmão...
– Connor... — sussurrei. — Pode nos deixar sozinhos por alguns minutos, sim?
Connor assentiu, saindo do chalé.
Ajoelhei ao seu lado, e coloquei a mão em cima da cama.
– Vamos, me conte tudo — pedi.
– Ela... Ela me traiu — soluçou — com... com um filho de Hefesto.
– Leo? — dei um grito indignada.
– Não, o Leo, bem, ele se apaixonou depois da Calypso morrer, e bem, ele é fiel.
– Por quem? — Pensei, mas resolvi não comentar.
– E também Hefesto não tem só o Leo, foi com um tal de Lucas, vai entender — E caiu no choro novamente.
– Você já conversou com ela sobre isso? — perguntei, delicadamente.
– Não preciso. Não quero mais ver ela nem se ela vier acompanhada de um caminhão de Flor de Lótus. — e desabou.
– Ah, Travis — chorei — não precisa ficar assim. Vai ficar tudo bem.
– Tudo bem? TUDO BEM? Você não sab... — ele calou-se. Sim, eu sabia. Ele tinha acabado de perceber isso. — Me desculpe — ele corou — eu não devia...
– Não se preocupe. — sussurrei. — Mas não guarde rancor. Esse é um defeito fatal. E se você ainda a ama...
– Meu irmão fez a mesma coisa, então não posso culpá-la — ele disse entre soluços — mas também não posso desculpá-la, sinto muito.
– Não se desculpe para mim, Travis. — falei, com pesar. — Se desculpe com si mesmo. Eu sei o que você está sentindo, sei que o que menos quer nesse momento é o consolo de alguém. Mas o tempo é capaz de curar todas as feridas. Dê tempo ao tempo. Enquanto isso, deixarei que você curta suas lágrimas em paz.
Dei um beijo em sua testa e saí do chalé.
– O que, raios, aconteceu com o meu irmão? — perguntou Connor, se aproximando de mim.
– Digamos que ele passou pelo mesmo que eu passei dias atrás.
Não dei mais explicações. Voltamos para junto dos outros, para descobrir mais sobre os novos planos.
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