Too Much To Ask

16 Capítulo XV - Planos


Notas iniciais
Heeey, Luisa aqui o/ Espero que gostem desse capítulo.

Acabamos adormecendo no tapete. Acordei com uma mão na minha cara. Connor, claro. Mais espaçoso que eu, só mesmo ele. Me lembrei que nós não deveríamos estar ali. Tirei a mão de Connor de cima do meu rosto, mas ele nem se mexeu.

— Connor. — chamei, chacoalhando seu ombro.

Ele apenas resmungou e se virou. Chamei de novo... Nada. Resolvi tomar uma atitude mais drástica: apertei suas costelas com a ponta dos dedos.

— Ai! — reclamou ele. — O que foi?

Olhei pela janela. O Sol já estava nascendo. Não tínhamos mais muito tempo.

— Temos que sair daqui. — falei, sonolenta.

— Me deixa dormir! — ele se virou novamente.

Peguei seu braço e puxei-o para fora do chalé.

— Luisa, princesinha do meu coração... ele suspirou. – O que você pensa que está fazendo?

— Nos salvando de lavar a louça! — falei, como se fosse óbvio.

— Gatinha... Pare de bancar a santinha, por favor... — ele me abraçou. — Nós todos somos maiores de idade... E nunca aconteceu nada conosco. Acredite... Aqui é o último lugar em que nos procuram... Agora podemos voltar e dormir mais um pouco?

— Isso não é certo, você sabe. — resmunguei.

— Amor, quando, er... antes, em uma época "ruim" — ele fez "aspas" com os dedos — Quando você não estava, e queria me livrar de uma vaca, era para cá que eu vinha, ficar com essas pessoas, fazer essas coisas... — ele riu — Não beijar seu irmão, essa foi a primeira vez. — suspirou — Mas enfim, nunca aconteceu ou acontecerá alguma coisa conosco aqui, fica tranquila. Agora me deixe voltar a dormir, sim?

Resolvi dar uma volta pelo chalé e vi que Isabella já estava acordada:

— Enfim alguém com juízo — disse.

— Eer... o que eu fiz agora? — ela perguntou.

— Vamos, vamos voltar para o acampamento antes que alguém nos pegue aqui.

— Luisa, amor, você não está lá muito acostumada, mas antes dessa missão, o Connor, Julie, Leo, Cas, Heitor, Aly, Malcolm e eu passávamos praticamente todas as noites aqui. Bem, em nem todas o Connor vinha, mas ele sempre aparecia. — ela sorriu — É tipo um chalé "comunitário", relaxa, e vamos voltar a dormir que eu já arrumei a bagunça, da próxima vez quem arruma é o Malcolm. — Ela fez um biquinho e se deitou ao lado do Leo.

Não havia muito o que fazer, então me aconcheguei nos braços de Connor e esperei por encrenca. Mas não foi bem isso que aconteceu.

— Vamos para o refeitório? — perguntei.

— Nada disso, princesa. — disse Connor, me abraçando um pouco mais forte. Heitor apareceu com uma bandeja com os mais diversos tipos de comida. Alawara estava atrás dele com outra. Eles foram em direção a uma mesa que até aquele momento eu não tinha reparado, e começaram a organizar as coisas.

— Melhor comermos, temos que ir treinar depois... — falou Heitor. Enfim alguém com bom-senso...

Peguei algumas torradas e uma xícara de café. Queria ver se eu acordaria melhor...

Todos ficaram conversando, menos eu, que fiquei quieta olhando as minhas torradas. Quando todos tinham terminado, ajudei Alawara a guardar as coisas.

— Você está tão quieta... — comentou ela. — E mal tocou na comida... Não se preocupe. Os únicos que sabem o que fazemos aqui são a minha mãe e o pai de Heitor. E eles são os deuses mais legais que já conheci. — ela sorriu. — Não vamos ter problemas aqui no Acampamento.

Guardamos tudo e voltamos para perto dos outros. Olhei para Malcolm e quase não consegui segurar uma risada.

— Acho que você está esquecendo de uma coisa, irmãozinho... — comentei.

— O quê? — perguntou ele, confuso.

— Suas calças. — falei e comecei a rir. Ele ficou mais vermelho que um tomate. Antes que ele pudesse falar alguma coisa, saí do chalé.

Transformei o meu colar na minha espada favorita e fui para a arena. O novato estava lá.

— Fugiu do chalé ontem? — perguntou ele.

— Talvez eu tenha fugido de você... — comentei, segurando a espada com firmeza. Ataquei-o por trás, e ele sequer teve a chance de se defender. — 1° regra de batalha: Esteja sempre atento. O inimigo nunca vai esperar você estar pronto para atacar. — falei.

— Você tem algo contra mim? — perguntou ele, tentando se livrar da espada sobre o seu pescoço.

— Por que eu teria algo contra você? — perguntei, soltando-o e então fazendo ele cair no chão com um empurrão. — Nem te conheço.

— Ainda bem... Se já é assim agora... — murmurou ele.

Saí de lá ainda mexendo na minha espada. Espere! Como ele sabia que eu não tinha voltado para o chalé? Isso só podia significar uma coisa...

— QUE TIPO DE MALDIÇÃO É ESSA, MÃE? — perguntei, olhando para os céus. Sem resposta. Claro.

— Hey, Luisa! — chamou Isabella, correndo em minha direção. — Que que sua mãe fez dessa vez? — ela reparou na minha expressão. — Sabe... Podia ter gritado mais alto... Não te ouviram lá na Croácia...

— Longa história... — falei. — Que tal irmos treinar arco-e-flecha?

Isabella assentiu. Transformei minha espada em um arco e fomos para a área do arco-e-flecha.

— Pronto. Comece. — falou ela.

— Pelo jeito tenho um novo irmão... — falei. — E ele já começou a implicar comigo. — Atirei uma flecha. Não vi que tinha pego uma flecha explosiva... Acabei explodindo o alvo.

— Caramba, isso tudo é raiva? — perguntou Isabella, rindo. — Acho que é melhor pararmos com o arco-e-flecha... Sabe, antes que você termine de explodir os alvos ou mate alguém...

— Hã... É... Ok... — falei, meu rosto queimando.

— Mas veja pelo lado bom...

— Qual? — perguntei.

— Você teria acertado o centro do alvo se fosse uma flecha normal.

Nós duas rimos.

— Mas o novato é aquele loiro de ontem? — perguntou ela.

Eu assenti.

— Desde quando você liga para quem implica com você?

— Boa pergunta...

— Um novato? — Ela sorriu — e ainda filho de Atena? Já sei o que vamos fazer, e não vai ser a pegadinha do banheiro feminino. — ela gargalhou — Venha, vamos chamar os outros, especialmente Connor e Heitor.

— Pinheiro, Pinheiro... O que você está pensando em fazer? — perguntei, rindo. — A do banheiro feminino foi ótima! Se é pra ser melhor do que aquela... É certeza de que eu estou dentro!

— Tenho uma ideia brilhante em mente — ela riu — Mas acho que os meninos podem aperfeiçoar... Ah, vai ser o máximo, aquele novato vai se integrar rapidinho com o pessoal. Ah, e também vamos precisar da inteligência sua e do Malcolm para colocar o plano em prática, vamos.

Corremos até o chalé de Heitor, pois sabíamos que os meninos estavam lá, Isabella entrou correndo sem ao menos bater na porta.

— Temos ótimas novidades! — gritou.

— Fala logo. — Connor retrucou.

— Luisa, faça as honras. — Ela riu.

— Er... bem, como todos sabemos temos um novato... — comecei.

— Prossiga. — Heitor incentivou.

— Bom, descobri mais cedo... — parei para respirar — já que não estava em meu chalé... — murmurei — que o garoto é filho de Atena.

Os garotos riram.

— Vocês sabem o que isso significa não é? — Isabella deu um sorriso malicioso.

— O que tem em mente? — Heitor perguntou.

— Vamos, sentem-se aqui — ela apontou para um sofá — E eu vou explicar tudo.

Notas finais
Reviews? P.S. Thiago, não me mate u.u