Too Much To Ask

17 Capítulo XVI - Tramando contra um novato


Notas iniciais
Espero que gostem :333 E Thiago, não me mate (mais fácil eu matar você, mas enfim...)

– Então esse é o plano, Isabella? — perguntei, rindo. — Caramba, que maldosa você...

– MAS ASSIM VOCÊ VAI ACABAR MATANDO-O!!! — exclamou Calista, arregalando os olhos.

– Acho que a Cas tem razão... — comentou Connor. — Ele não tem treinamento o suficiente pra isso... A maior possibilidade do que vai acontecer é ele ser morto... Por nós.

– Acho que não temos motivos o suficiente para fazer isso com ele. — falou Malcolm, distraidamente, enquanto mascava um chiclete. Ele tinha recuperado suas calças, percebi. — Ele é só um novato. Ainda não aprendeu com quem pode ou não se meter. Não é melhor darmos uma chance pra ele antes? Tem bem mais gente que merece isso aqui nesse Acampamento. — Meu irmão sempre tentando usar o bom-senso.

– Ah, quer saber? — falou Heitor, se levantando. — Eu achei uma ótima ideia!

– Convenhamos, né, gente? — falou Alawara, com um sorriso travesso no rosto. — A ideia não é tão perigosa assim... Não acredito que isso vá causar uma morte. Talvez uns dias na enfermaria, mas morte não...

– No final a culpa vai ser das parcas. — zombou Julie. — Vamos, não sejam caretas. Não tem problema nenhum em nos divertirmos.

– Eu concordo plenamente. — Isa completou — ah, fala sério, eu nem sou tão má assim.

– Não? — perguntei — Cara, você é uma "gênia do crime".

– Calúnia — ela riu — Então, quem topa?

Heitor e Julie levantaram as mãos.

– Eu me rendo! — Calista e Connor falaram juntos levantando as mãos. Leo chegou na porta do chalé.

– O que eu perdi dessa vez? — perguntou.

– Trotes da Isabella com o novato filho de Atena. — Julie explicou.

– Trotes da Isabella? Com um filho de Atena? Cara, nem quero saber o que é, já to dentro.

– Só falta você Luisa — ela riu — Vamos, vai ser divertido!

Olhei para o alto e levantei os ombros em sinal de rendição.

– Isso — todos gritaram alto.

– Agora é só colocar o plano em ação. — Heitor riu.

– Você prepara as poções, Cas? — perguntou Julie.

– Com certeza! Alguém quer vir junto?

– Eu vou. — falei.

– Então vamos nos divertir!

Calista começou a fazer as poções, enquanto terminávamos de combinar os detalhes, Julie distrairia o garoto enquanto colocaríamos o plano em ação.

– Julie, você é persuasiva, por mais que eu odeie admitir. — falou Malcolm, com um sorriso. — Boa sorte com o novato. — E deu um beijo na namorada.

Julie saiu e observei Cas no preparo das poções. A poção era tão clara que poderia ser confundida com água sem problema nenhum.

– E se ao invés de jogarmos isso no colchão, colocássemos em um copo d'água? — perguntei, com os olhos brilhando. Quando foi que eu fiquei tão má?

– Bom, aí corre mais risco de ele sofrer com as consequências, vulgo ser morto por nós. — comentou Calista, ainda misturando os ingredientes.

Isabella entrou saltitando pela sala.

– Há quanto tempo não me divertia desse jeito? — comentou rindo — Esse vai ser especial, pela Luisa.

– Porque pela Luisa? — Connor perguntou perplexo — Porque...

Olhei para ela aflita.

– Porque é a primeira pegadinha dela — ela completou — Isso tem que ser especial. — Ele concordou e isabella saiu pulando até Calista.

POV Julie

Fui em direção à arena. O novato (pela descrição que tinham me passado) estava lá. Saquei minha espada de gelo mágica e fui em sua direção.

– Pretende mesmo lutar com isso? — zombou ele.

– Não precisamos lutar, se não quiser... — falei, com a voz mais sedutora que consegui. Era muito estranho falar daquela maneira, mas em prol dos nossos planos era necessário.

O calouro corou.

– Julie — estendi minha mão como um comprimento.

– Thiago — ele respondeu ainda mais vermelho.

– E então, vai querer lutar ou fazer algo, digamos, mais interessante? — sorri.

Ele estava tão vermelho quanto um pimentão. Tive que segurar uma risada.

– Acho que vamos lutar... Antes que você se auto-incinere, de tão vermelho que está.

– Hã... Er... Tudo bem... — murmurou o garoto.

Com menos de 20 segundos consegui imobilizá-lo.

– Quem não iria conseguir lutar? — perguntei com um olhar zombeteiro.

– E-e-eu — ele limpou a garganta — e-eu a-acho-o.

Dessa vez não consegui segurar o riso, apenas parte dele.

– Não subestime uma semideusa. Nós podemos ser mais perigosas do que uma Fúria. — comentei, rindo. — E essa espada é mágica. É claro que não usaria gelo comum para lutar. Derreteria em pouquíssimo tempo! — revirei os olhos.

Ele me olhava com os olhos arregalados. Continuava com a minha espada sobre seu peito.

– Desse jeito você vai demorar para se adaptar... — zombei.

– Tsc, tsc, novatos — ri.

– Eu sou muito competente sabia? — ele me perguntou ainda vermelho.

– Vermelho desse jeito? E perdendo tão rápido? Acredito — revirei os olhos — Isso porque você não lutou com nossos melhores guerreiros.

– N-não? — ele gaguejou.

Ri.

– Não, mas com toda certeza Heitor e os meninos amariam fazer isso.

– Vocês... Vocês são algum tipo de assassinos pro...profissionais?

– Quase isso. — falei, rindo.

– Mas é claro que nós, homens, sempre vamos ser guerreiros melhores. — comentou ele. Soltei uma gargalhada mais alta do que antes.

– Tem certeza disso? — apertei um pouco mais a espada sobre seu peito, de uma maneira que não o furasse. Ainda. — Como eu já disse, você perdeu de mim mais rápido do que qualquer outra pessoa... E a Luisa me contou que também venceu de você rapidamente...

– Eu... Eu não estava preparado. — falou. O medo estava estampado em sua face. Percebi que ele suava e tremia. Mas eu não o deixaria livre tão cedo...

– Tá, acredito, quer uma segunda chance? — perguntei rindo.

Ele arrumou a postura.

– Claro — e bateu com sua espada na minha. Mais 15 segundos e ele estava imobilizado novamente, eu estava com as duas espadas, a minha em seu pescoço e a dele atrás de sua nuca.

– Realmente — ri — Você é péssimo, com uns amigos meus não duraria nem 3 segundos.

– Eu deixei você ganhar. Não gosto de lutar contra garotas! — exclamou ele. Eu ri.

– Me deixou ganhar? Ah, faça-me o favor... Atena deve estar com vergonha de ter você como filho agora.

– EI! Não meta minha mãe no meio dessa história! — falou ele.

– Graaande filho que você deve ser pra ela. — comentei. — Ela tem filhos com quem vale a pena lutar. Sinceramente. Mas com você? Há! Um perdedor nato! Morreria num campo de batalha de verdade!

Tentava imaginar se conseguiria distraí-lo por tempo suficiente. Esperava que Calista terminasse logo a poção. Não conseguiria aguentá-lo por muito mais tempo.

– Estou sendo zoado por uma albina. Sério isso? — murmurou ele, baixinho, mas eu consegui ouvir.

– A começar, eu não sou albina. — falei. — Sou filha de Quione, então isso é herança genética, não há nenhum tipo de epistasia, dominante ou recessiva, em mim. Se eu fosse albina, os meus olhos seriam avermelhados, mas minha pupila tem a cor normal, assim como a íris chega a ser muito clara. Pensei que um filho de Atena saberia diferenciar...

– Eu já estudei genética. — murmurou ele. — Mas não achei importante.

– Ah, pelos deuses... Atena deve ter se enganado ao reclamar você, só pode...

Nesse momento, vi Luisa correndo em minha direção.

– Aí está você! — falou ela. — Quer ir treinar arco-e-flecha comigo? — ela piscou de uma maneira que o garoto não conseguiu reparar. Ela era uma boa atriz...

– Acho que eu vou voltar para o meu chalé... — falou Thiago. — Vocês são chatas mesmo, heim?

Ele virou as costas e saiu. Quando ele já estava longe, eu e Luisa explodimos em gargalhadas.

– Será que deu certo? — perguntei.

– Provavelmente. Agora é esperar pra ver.

Notas finais
Reviews?