Too Much To Ask
7 Capítulo VI - Mais decepções?
Notas iniciais
Tentei dormir, mas eu não conseguia. Já eram 3 da manhã quando eu resolvi sair do chalé para tomar um ar.
Mas é claro que a sorte nunca estava ao meu favor.
– Luisa? — perguntou uma voz conhecida. Não, não podia ser... Não ele... Por favor, minha santa Atena, não ele...
A pessoa se aproximou. Eu me mantive calada. É claro que os deuses não me ouviram. Era tarde demais para fazerem qualquer coisa.
Apenas vi a pessoa com um curativo sobre o nariz.
Era ele.
Blackjack apareceu na minha frente
Sobre ele, um garoto magro, de cabelos enrolados, Connor.
– O que faz aqui? — perguntou ele. Até parece que a minha vida interessava alguma coisa para ele agora.
– Ué, você não deveria estar, sei lá, cuidando da asiática vadia? — perguntei.
– Vejo que ainda não tirou isso da cabeça, não é? — Cara, ele sabia como ser irritante.
– E deveria? — perguntei.
– Ah, a Tanaka que se exploda. — disse ele. Pude ver que revirou os olhos.
– Ah, desistiu dela? — perguntei, cética.
– E por você o que eu não faria? — ele riu.
– Deixe-me ver... Por mim você não foi capaz de ligar para dizer que não queria mais nenhum compromisso comigo... — comentei, dando de ombros.
Ah, fala sério. Eu estava prestes a acabar o que sobrava de seu nariz.
– E a gente vai acabar assim?
– A gente já acabou há muito tempo. — respondi.
– Você vai deixar algo como a Drew acabar com nosso relacionamento? — ele perguntou.
– Você já deixou. — retruquei.
Então ele fez algo que eu não imaginaria. Aproximou-se e pegou meu rosto entre suas mãos.
– Você sempre será a única pessoa que eu amarei. — disse ele. Eu queria me afastar, bater nele, gritar, mas não consegui fazer nada disso. Apenas deixei aquela atmosfera onírica nos envolver. Eu sabia que me arrependeria depois, mas nada podia fazer no momento.
Tudo bem, eu podia correr, empurrá-lo, quebrar o resto de seu rosto... Mas apenas fiquei parada ali, como se minhas pernas me traíssem. Ele se aproximou ainda mais, e pude sentir sua respiração. Então ele tocou seus lábios nos meus. Sim, eu com certeza iria me arrepender disso.
– Luisa, por favor, volta pra mim. Eu juro que voltarei a ser o homem que você amava anos atrás.
– Nós não devíamos ter feito isso. — falei. — Você não é um homem, você é apenas mais um garoto. E para o que você fez não existe redenção.
Virei as costas e voltei para o meu chalé.
Malcolm estava sentado em minha cama me esperando.
– E aí? — perguntou — o que aconteceu?
– Nem te conto... — falei e caí na cama. Fechei os olhos e imediatamente adormeci.
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