Too Much To Ask
8 Capítulo VII - Descobertas
Notas iniciais
– Não vai mesmo me contar o que aconteceu de madrugada? — perguntou Malcolm. Meu irmão sabia ser irritante quando queria.
– Não, não vou. — falei. — E se me permite, eu quero apagar minha memória. Posso?
– Luisa, faça-me o favor... — disse ele, mas eu virei as costas e saí do chalé.
Encontrei Connor no caminho com um sorriso no rosto. Ignorei.
– A senhorita gostaria de me acompanhar até o refeitório? — perguntou ele. Ignorei novamente e segui meu caminho.
Ele me seguiu.
– O nariz quebrado não serviu como advertência? — perguntou uma nova voz. Chace. – Se quiser, posso terminar de quebrar o seu rosto para ver se você aprende a dar valor às pessoas.
– E por que você a está defendendo dessa forma? — perguntou Connor, com raiva.
– Eu gosto dela. — murmurou Chace — E não quero que ela tenha que suportar um cara tão imbecil quanto você.
– E ela te conhece realmente? — perguntou Connor. — Você não é ninguém para me julgar dessa forma.
– Ao menos eu me arrependo do que eu fiz. Não acho que posso dizer o mesmo de você.
– Você está mentindo. — censurou Connor, cerrando os punhos.
– Parem! — gritei. Assim que os dois se calaram, fui para o refeitório.
– Maninha está sendo disputada... — brincou Malcolm, assim que me sentei.
Apenas revirei os olhos.
– Até parece, Malcolm... — falei, me servindo com waffles e morangos.
– Mas não é verdade? — perguntou ele.
– Mais fácil eu virar amazona... — comentei, colocando um pedaço de waffle na boca.
– Pensei que já tinha virado... — caçoou ele.
– Eu tentei, mas, bom... Desisti. Por causa dele. — falei. — Mas agora me arrependo completamente.
– Pelo menos você percebeu que ele foi um erro — um grande sorriso brotou em seus lábios. — Isso já é um grande passo.
– Ah, é, sabichão? — caçoei — Quem vê pensa que tem no mínimo uma namorada.
– Na verdade... — seu rosto tomou um tom de vermelho vivo.
– O QUÊ? — ri — NÃO ACREDITO QUE NÃO ME DISSE NADA! QUEM É? QUEM É?
– Ah... Ela é... Ele não pôde terminar de falar. Connor entrou no refeitório e veio em minha direção.
– Você não vai me deixar em paz MESMO, não é? — perguntei.
– Vou fazer de tudo para que você volte para mim. Nunca amarei alguém como eu amo você.
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