Too Close
6 Treat You Better
Notas iniciais
POV – Scorpius Malfoy
Já faziam dois meses desde o baile. E como as notícias correm rápido, logo eu soube que Rose estava namorando Luke Smith. Mas eu não quis acreditar, até ver os dois de mãos dadas caminhando em direção a sala comunal da grifinória. Ou quando Luke a beijou. Isso me fez lembrar de quando Rose e eu estudávamos juntos e eu ia acompanhá-la até o seu salão comunal.
— Obrigada, Scorp. – ela disse, sorrindo delicadamente. – Não precisava ter me trazido até aqui.
— Não tem problema, Rosie. Além do mais, tá tarde. O mínimo que eu posso fazer é te trazer até aqui.
Me aproximei um pouco dela, observando ela me encarar. Me inclinei para beijar sua bochecha, e sussurrei em seu ouvido:
— Boa noite, Rose. – eu disse, ainda encarando seus olhos azuis.
— Boa noite, Scorpius.
— Scorpius? – procurei quem chamava meu nome e encontrei um Albus confuso.
— Em que planeta você tá, cara? Tô te chamando a horas. – meu amigo disse, enquanto eu me esforçava ao máximo me concentrar na conversa.
— Desculpe, eu estava pensando em... – e então as portas do salão principal se abriram, revelando um casal que andava de mãos dadas. Rose e Smith sentaram-se lado a lado enquanto este dizia algo no ouvido de Rose que a fez sorrir. O sorriso dela era lindo, mas no momento, não era meu.
Por ser sábado, o Salão Principal estava quase que vazio. Rose avistou Scorpius de longe, sentado a mesa da Sonserina ao lado de Albus. O garoto, ao vê-la, fez um gesto para que ela fosse se sentar ali, e esta foi, sem se importar com os possíveis comentários que fariam.
— Nunca vão se acostumar. – Scorpius disse, quando a ruiva sentou-se ao seu lado.
— Deveriam. Quero dizer, faço isso desde o primeiro ano. – Rose disse, enquanto servia-se de algumas coisas na mesa.
Mais uma vez as lembranças de Rose e eu vieram a minha cabeça. Isso acontecia com frequência agora. Infelizmente, essas lembranças foram interrompidas por Catarina Brown, que sentou-se ao meu lado, sorrindo. Mais uma vez a imagem de Rose sorrindo me veio a mente. A forma como ela sorria delicadamente e sem segundas intenções. Tão diferente das outras.
— O que vai fazer hoje, Scorp? – perguntou Catarina no seu tom choroso, quase que enjoativo aos meus ouvidos. Revirei os olhos e a encarei, irritado.
— Ficar bem longe de você, Brown. – eu disse, saindo o mais rápido possível dali. Enquanto caminhava pelos corredores, lembranças me vinham a mente.
— SCORPIUS! – ouvi Rose gritar meu nome, enquanto olhei divertido pra ela. – Dá pra você apressar o passo, por favor? A gente vai se atrasar.
— Pra você é tão importante ser pontual, Weasley? – eu disse, usando seu sobrenome em um tom divertido.
— Sou filha de Hermione Weasley. O que você acha? – ela retrucou. E mais uma vez empurrou-me, com pretensão de que eu andasse mais rápido. – Vai logo, Scorpius! Eu não vou me atrasar pra aula por sua causa!
— E se você se atrasar? – eu disse, parando de andar e olhando-a. Rose arregalou os olhos, como se o fato de eu ter parado de andar fosse equivalente a um crime imperdoável.
— Scorpius! Você enlouqueceu! Volte a andar, vamos! – ela disse, me empurrando e assim causando a proximidade dos nossos corpos, já que eu continuei parado no mesmo lugar.
— Vai com calma, Rosie. – eu disse, segurando seus dois braços para que esta parasse de me empurrar. Nossos rostos estavam próximos demais, de modo que esta se assustou em como eu a olhei. Vi surpresa em seu olhar. Surpresa, e receio. Então vi que aquela brincadeira tinha ido longe demais. – Tudo bem. Vamos pra aula.
— Bom mesmo, Malfoy.
Sorri ao lembrar da forma que ela pronunciava meu sobrenome quando estava irritada. Ainda sim sua voz soava doce e suave.
— Olha por onde anda, Malfoy. – a ruiva disse, apanhando o último livro do chão e eu não pude deixar de notar em como ela ficava linda brava. E em como meu sobrenome soava muito melhor em sua voz. Afastei tais pensamentos da cabeça e dei meu melhor sorriso irônico para devolver a resposta.
Rose Weasley era tudo. Ela conseguia ser uma garota frágil quando queria, ao mesmo tempo em que se tornava uma mulher forte e determinada. Ela era brava, mas ao mesmo tempo dócil e calma. Ela conseguia ser tantas em uma só. E eu era apenas Scorpius. Pensava que, se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa, e ela, um furacão. Ela me proporcionava sensações que eu mesmo desconhecia. Ela era uma Weasley, e eu um Malfoy. A “lei” do mundo bruxo dizia que deveríamos nos odiar. Mas eu não a odiava. Pra ser sincero, eu não sabia o que sentia por Rose. Sempre fomos amigos, mas nunca parei pra pensar no que eu realmente sentia por ela.
Eu a protegia dos garotos que se aproximavam, e até então isso me parecia amor fraternal, de irmãos. Mas o destino adorava brincar com nossos corações. E eu tive certeza que meu amor por ela não era fraternal quando a vi com Luke Smith. Por uma fração de segundos, eu pensei no que teria acontecido se eu não tivesse dito que esta não confiava em mim. Se eu tivesse simplesmente deixado aquilo pra lá. Mas era tudo tão confuso... Rose reagiu de forma diferente quando me viu com Catarina naquela festa. E eu só queria saber o porque, mas por algum motivo Rose recusou-se a contar. E eu agora também queria saber porque ela se recusara. Mas no momento, ela não era mais minha.
A verdade é que não existia uma noite em que eu não fosse dormir sem pensar em seus olhos azuis marejados quando a deixei naquela sala comunal sozinha. Ou dela brava comigo. Ou de como sua voz pronunciava meu sobrenome. Eu sentia falta de tudo nela. Absolutamente tudo.
— Rose! – ouvimos uma voz atrás de nós e tive que me deparar com Luke Smith, que agora olhava diretamente para Rose. – Rose, podemos conversar?
Antes que esta pudesse responder, eu me prontifiquei a fazer isto.
— O que quer, Smith? – eu pedi, arqueando as sombrancelhas. Luke Smith era um babaca, e seja lá o que ele queria com Rose, não era coisa boa.
— Eu quero falar com Rose, Malfoy. Você pode nos dar licença? – ele pediu novamente.
— Não, ele não pode. – Rose se meteu entre nós, e olhando para Luke, continuou. – O que tiver pra falar para mim, você pode dizer na frente dele, Smith.
— Bom... eu queria saber se quer ir à Hogsmeade comigo este sábado. – ele disse, ao mesmo tempo que Rose enlaçava seu braço no meu.
— Desculpe, Smith. Mas ela já tem companhia. – eu disse, quando Rose apenas assentiu positivamente com a cabeça.
E agora ela estava namorando com ele. Namorando. Luke Smith não era o cara certo pra ela. Talvez eu fosse e não sabia, e fosse tarde demais pra admitir. Mas Rose e eu sempre fomos amigos. Nunca me perdoaria se eu estragasse nossa amizade com um relacionamento que poderia falhar. Então, eu apenas fugi.
Então algo me veio a cabeça, como mais um flash. De Rose.
— Scorpius. Está aqui tão sozinho. – ouvi a voz de Catarina atrás de mim. A alguns meses atrás eu podia simplesmente agarrá-la pela cintura e beijá-la, mas naquele momento eu só conseguia sentir nojo.
— Infelizmente, não estou mais, Brown. Você tinha que atrapalhar.
— Não seja tão duro, Scorp. Até a alguns meses você gostava de mim. – ela disse, passando as mãos pelo meu peitoral, como se quisesse desabotoar minha camisa.
— Eu agradeceria se saísse de perto de mim, Brown. – eu tentei, mas isso só fez com que Catarina se aproximasse mais, sussurrando algo.
— Eu não vou sair de perto. Então, você não tem nada pra agradecer. – ela disse, me puxando e colando nossos lábios. Ela me segurava com força, de modo que só obtive sucesso em empurrá-la na terceira tentativa. Olhei para frente e Rose estava ali, pude ver claramente lágrimas caindo de seus olhos azuis. Mas esta logo se virou para as primas.
— Sai daqui, Brown. Agora. – eu disse, empurrando Catarina.
Eu havia magoado Rose. Ela havia chorado no dia da festa. Rose me amava, e eu fui burro demais para perceber isso. Agora era tarde demais. Não havia mais nada que eu pudesse fazer.
— Olha por onde anda, Scorpius! – ouvi uma voz assim que esbarrei em algo, ou melhor alguém. Levantei minha cabeça para dar de cara com uma Lily Potter brava.
— Desculpe, eu estava distraído... – tentei falar algo a mais, talvez perguntar sobre Rose, mas minha voz falhava. – Eu já vou indo.
— Espera. Está tudo bem, Malfoy? – a ruiva Potter perguntou, parecendo preocupada. E parecendo ler meus pensamentos. – É Rose, não é?
Assenti positivamente com a cabeça.
— Podemos conversar um minuto? – ela pediu, e então eu a segui até a biblioteca.
Lily me pareceu ligeiramente preocupada quando nos sentamos a uma mesa que estava longe o suficiente dos que estudavam. E então começou a falar:
— Scorpius, Rose não está nem um pouco feliz. – ela disse, e eu a encarei incrédulo. Se Rose não estava feliz, qual era a da cena romântica que eles sempre protagonizavam na minha frente? – Sei o que está pensando. Que Rose me parece feliz com Luke ao seu lado, mas veja bem Scorpius, nem tudo é o que parece ser.
— Então porque Rose não está feliz? Luke fez algo à ela?
— Luke a maltrata, às vezes. Não fisicamente, mas ele é obsessivo. Rose não pode dar dois passos sem que ele veja. Ele é desconfiado, sempre acha que Rose está fazendo algo errado, ou seja, que ela está o traindo. – ela disse, enquanto eu prestava bastante atenção a conversa. – Na noite do baile, ela voltou ao dormitório dizendo a mim e Dominique que estava namorando. Chegamos a cogitar que seria você o pretendente, mas depois Rose disse que era Luke, e que ela não via ninguém melhor para estar com ela. Porém...
— Porém...? – eu a incentivei a continuar.
— Rose e Luke começaram a discutir demais. Quando eu e Dominique estamos no dormitório, conseguimos ouvir os gritos dos dois da sala comunal. Luke está sempre querendo saber onde ela ficou a noite toda. Rose tem a mania de ficar até tarde na biblioteca estudando, você sabe disso melhor que ninguém. Mas Luke acha que ela está fazendo outra coisa. Luke já ameaçou bater nela, sabemos disso porque em uma noite eu e Domi espionamos os dois. Mas Rose foi mais rápida e segurou sua mão antes que ele fizesse algo. Na frente de todos, Luke mantém as aparências. Mas por trás... só eu e Dominique sabemos pelo que Rose passa, Scorpius.
— Porque ela simplesmente não termina, Lily? – tentei.
— Ela até tenta, mas ele é obsessivo. Ele diz que nunca mais vai deixar nenhum garoto se aproximar. Muito menos, e exclusivamente você, Malfoy. – ela disse. Meu estômago se revirou ao imaginar em como Rose estaria. Sempre soube que Luke Smith era um babaca, mas não sabia que era a esse ponto. – Scorpius, veja. Quando fiz aquela festa em comemoração do meu aniversário adiantado, eu queria um pretexto para fazer você e Rose ficarem. Rose é e sempre foi apaixonada por você, Scorpius. E quando ela viu você e Catarina se beijando, foi por isso que ela bebeu. Ela não te contou nada naquele dia não por falta de confiança, mas por medo.
— Você confia em mim, não é Rose? – ele continuou, pude ver que ele estava inseguro. – Rose...
— Eu confio, Scorp. Mas não posso dizer isso à você, não posso dizer o que você está me pedindo.
— Porque não, Rose? – ele pediu mais uma vez. Sua insistência estava me deixando nervosa, tanto que não notei quando gritei, movida pelo desespero.
— EU NÃO POSSO! – gritei, fazendo com que Scorpius me olhasse, assustado. – Eu não posso, Scorpius. Me desculpe.
Eu era um idiota. Rose sempre confiou em mim. Ela só estava com medo. Droga, eu estraguei tudo.
— Rose... ela sempre confiou em mim. – balbuciei, estava atordoado demais para continuar ali. Eu precisava fazer alguma coisa, e e rápido.
— Onde vai, Malfoy? – Lily questionou, confusa.
— Preciso conversar com ela, Lily. – eu disse, correndo tão rápido que não ouvi a Potter dizer algo como “não é uma boa ideia, Scorpius”. Apenas queria poder conversar, tirar a limpo toda essa história. Queria que pudéssemos ao menos voltar a ser amigos. Caminhei rapidamente até a sala comunal da grifinória, e com o sorte e encontrei ali, os livros na mão. Provavelmente estava indo até a biblioteca, ou a mais uma aula. Parei na sua frente, quando esta me observou, confusa.
— O que quer, Malfoy? – ela perguntou, secamente. Respirei fundo para responder a sua pergunta.
— Rose, precisamos conversar. – pedi.
— Não, não precisamos. – ela retrucou. Ela arregalou os olhos ao ver alguém atrás de mim, e eu me virei para certificar-me de quem era. Luke.
— Rose! O que Malfoy faz aqui? – ele pediu, em um tom, digamos, autoritário.
— Nada, não é, Malfoy? Vamos, Luke. – ela disse rapidamente, enlaçando suas mãos na de Luke e saindo dali quase que correndo. Havia algo muito errado naquele relacionamento.
***********
No dia seguinte, Lily e eu retornamos a conversar na biblioteca. Lily parecia nervosa, pois não parou de andar de um lado pro outro.
— Dá pra você ficar quieta, Potter? O que aconteceu pra você ficar assim? – eu pedi, seu suspense já me deixara angustiado.
— Eu te pedi que não fosse falar com Rose, seu idiota. – ela disse, e eu a encarei, confuso. – Eles discutiram novamente, por sua causa.
— Por minha causa? – pedi, e ela assentiu positivamente com a cabeça. – Eu nem sequer conversei com ela direito. Quando disse que precisávamos conversar, Luke apareceu e interrompeu tudo. Não sei porque fui o motivo da discussão.
— Luke não quer que você sequer ande no mesmo corredor que Rose. Ele realmente estava bravo com ela. Insinuou que ela não havia vindo aqui ontem a noite, mas sim ter ido se encontrar com você. Scorpius, Luke tem piorado cada dia mais. Estou preocupada com o que esse relacionamento pode dar.
— Tudo bem, Lily. Vamos dar um jeito nisso. – eu disse, quando ela se levantou e nós dois nos dirigimos ao salão principal. Podia se ouvir os burburinhos e gritos sem ao menos abrir as portas do local. Lily foi a primeira a entrar, arregalando os olhos ao ver a cena. Eu fiquei parado atrás da Potter, ao ver a discussão protagonizada por Rose e Luke Smith.
— O que você pensa que tá fazendo, Rose Weasley? Não pode terminar comigo! – ele gritou, estava de pé assim como Rose. Todos os olhares ali estavam dirigidos à eles.
— Posso e vou, Smith. Não sei onde estava com a cabeça quando sequer pensei em namorá-lo. – ela continuou, determinada.
— Não, você não vai! – ele avançou um passo, e eu fiz o mesmo. Se ele ameaçasse bater em Rose eu estava ali, pronto para defendê-la.
— Luke, entenda. Esse relacionamento não está dando mais. Você mesmo disse que sabia que eu não sentia nada por você, mas você pediu que eu tentasse. Eu tentei, Luke, e deu terrivelmente errado. Deixe-me ir, por favor.
— Vadia! – ele vociferou. Rose arregalou os olhos diante ao palavreado chulo que ele utilizava. – Você quer terminar comigo por causa de Malfoy, não é mesmo?
Então Rose olhou pra mim, que estava atrás de Lily observando a cena de longe. Por uma fração de segundos pude vê-la sorrir pra mim. E então ela voltou seu olhar para Luke novamente.
— E se for? – ela perguntou, simplesmente. Pude ver Lily pôr as mãos sobre a boca em sinal de surpresa, e eu simplesmente arregalei os olhos. Então, largando seu controle, Luke foi até Rose, segurando seus braços com força enquanto a sacudia.
— Você não vai ficar com ele, Weasley! – ele vociferou, e eu pude ver lágrimas no rosto de Rose. Me aproximei dos dois, pronto para defendê-la.
— Largue a Rose, Smith. – disse, e ele virou-se para mim, seus olhos faiscavam de ódio. Tive tempo apenas de ver seu punho fechado contra o meu rosto.
— O QUE ESTÁ A ACONTECER AQUI? – ouvi um grito autoritário na entrada do salão principal e nos deparamos com uma McGonagall brava. – Sr. Smith, que comportamento é este? Venha para minha sala, agora. Srta. Weasley, leve o Sr. Malfoy para a ala hospitalar, sim? Precisa verificar se foi um machucado muito sério.
Não ouvi mais nada sem antes sair correndo dali, com Rose em meu encalço. Eu queria poder conversar, dizer que sentia muito sobre o que eu fiz, mas me parecia tão impossível.
— Scorpius! – ouvi esta gritar atrás de mim. Virei-me para encontrar Rose ali, chorando em minha frente. – Não era pra você ter visto aquilo, eu...
— Rose. – eu disse, me aproximando dela e sentindo ela afundar seu rosto em meu peitoral, ne abraçando. Acariciei seus cabelos ruivos. – Tudo bem. Não precisa chorar.
— Porque me defendeu? Porque, Scorpius? Você me largou naquela sala comunal depois de dizer que precisava pensar. Você tem noção do quanto me machucou?
— Desculpe, Rose. Eu...
— Eu odeio você, Malfoy. – ela disse, agora soltando-se de mim e dando tapas repetitivos em mim. A dor do soco de Smith não era nada comparado à dor de ouvir Rose dizer que me odeia.
— E eu te amo, Rose. – eu soltei, de repente. Ela arregalou os olhos ao ouvir. – Eu conversei com Lily. Eu sei que não me contou porque ficou bêbada naquela festa por medo. Eu demorei tanto pra perceber isso, Rose, mas agora parece ser a única certeza que eu tenho. Eu te amo.
Rose continuou parada. Me aproximei dela, enxugando suas lágrimas que ainda teimavam em cair e coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. Pude vê-la me encarar com seus olhos azuis.
— Eu sempre te amei, Scorpius. Você que foi um pouco lento para notar isso. – ela continuou.
— Me perdoa, Rose. Eu não aguentaria viver mais um dia sem você. Eu amo você. Eu posso te tratar melhor que ele pode, Rose. – eu pedi, referindo-me a Smith. Rose apenas me abraçou de volta, sussurrando algo em meu ouvido:
— Eu também não aguentaria mais um dia sem você. Eu amo você, Malfoy. – e mais uma vez eu sorri ao ouvir sua voz doce e suave pronunciar meu sobrenome. Ela era minha. E ninguém ia tirá-la de mim.
Fale com o autor