Too Close
7 Kill Em With Kindness
Notas iniciais
POV – Rose Weasley
Depois da discussão que Luke e eu protagonizamos no salão comunal, eu e Scorpius ficamos cada vez mais próximos. Eu nunca me senti tão feliz de tê-lo perdoado, e tê-lo ouvido dizer pra mim que me amava.
A verdade é que meu namoro com Luke foi algo puramente superficial, e eu não entendia como pude ter ido tão longe. Não era pra ter sido assim. Porém, Luke começara a agir de forma diferente. Obsessivo, ele sempre queria saber onde eu estava, com quem, e fazendo o que. E eu, como nunca havia motivos para lhe esconder nada, respondia.
Devolvi o último livro a estante, e pegando meus pertences, voltei sorrateiramente até a sala comunal. Para minha (nem tanta) surpresa assim, Luke estava ali, sentado em um dos sofás, obviamente me esperando. Revirei os olhos. Era chato que Luke tivesse a senha da minha sala comunal e ficasse ali, vigiando meus passos.
— De novo, Rosie. – ele disse, referindo-se ao fato de eu outra vez ter chegado tarde. – Onde estava?
— No mesmo lugar de sempre, Luke. – respondi, mantendo a calma. – Estava na biblioteca, estudando. Sabe que tenho a mania de estudar até tarde.
— Estudando. – ele respondeu quase que roboticamente, para depois soltar um sorriso sarcástico. – Qualquer garota aproveitaria a noite para se agarrar com outro no armário de vassouras.
Okay. Ele estava me chamando de qualquer garota?
— Acontece que eu não sou qualquer garota. – eu soltei, virando-me para olhá-lo nos olhos novamente.
— Tem certeza, Rosie? – ele disse, o sorriso sarcástico nos lábios. – Porque a história de que você estava na biblioteca é difícil de acreditar.
— Se não confia em mim, podemos terminar. – eu disse, simplesmente. Luke arregalou os olhos diante da minha resposta e logo adquiriu uma postura desesperada.
— NÃO! – ele berrou, e eu temi por Lily e Dominique acordarem e ouvirem mais aquela discussão. Arregalei os olhos diante sua reação e então ele abaixou o tom de voz. – Você não pode terminar comigo, Weasley.
— Porque não, Luke? Que droga de relacionamento é esse em que não tem confiança? – retruquei.
— Desculpe. – ele pediu, sua expressão mostrava arrependimento. Pelo menos era o que eu achava. – Vou deixar você dormir agora. Até amanhã, Rosie.
E foi a última coisa que ele disse antes de beijar minha bochecha e desaparecer pela porta da sala comunal.
— Bom dia. – fui tirada de meus pensamentos por Scorpius, que sentava-se à mesa da Grifinória comigo. Virei-me para dar um singelo beijo em seus lábios e vi Catarina Brown na mesa da Corvinal nos observar com raiva.
— Bom dia. – respondi de volta, sorrindo. Desde o dia em que Scorpius decidira me defender de Luke nós começamos a namorar. E eu não podia estar mais feliz por isso. – Acho que Catarina não gostou de te ver aqui.
— Que se dane. – ele disse, calmamente. – Estou mais do que feliz de finalmente ter me livrado dela.
Mas o olhar de Catarina sobre nós ainda estava ali, e me incomodava, acima de tudo. Ela nos observava como se tentasse nos avisar de algo que fosse acontecer. Ou como se estivesse nos ameaçando, e eu não duvidava nada disso.
*************
POV – Catarina Brown
— Ih, olha lá, Catarina. – ouvi Olívia Wood, minha melhor amiga, dizer. – O casal do ano acaba de protagonizar mais uma de suas cenas românticas.
Observei a mesa da Grifinória. Scorpius beijava a Weasley enquanto se sentava ao seu lado. Continuei observando os dois, e vi Weasley sentir-se desconfortável com meus olhares sobre os dois. Sorri sarcasticamente.
Eu odiava Rose Weasley. Ela destruiu meu relacionamento com Scorpius, e agora eu iria ter minha vingança. Iria destruí-la assim como a sangue ruim de sua mãe destruiu a vida de minha mãe.
— Eles não vão ter muito tempo pra essas cenas românticas, Liv. – disse. – Eu preciso de um plano, e rápido.
— Que tipo de plano, Catarina? – ela me perguntou, intrigada.
— Ainda não sei, mas preciso pensar rápido. E você vai me ajudar, é claro. – eu disse, e Olívia arregalou os olhos. Podemos dizer que Olívia Wood era má, mas não tinha tanta coragem para enfrentar algo como eu. Porém eu estava a cuidar deste probleminha. – Não me olhe com essa cara, Liv. Você não vai se livrar dessa.
Eu precisava de uma brecha que fosse pra acabar com Rose Weasley. E eu faria isso.
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POV – Luke Smith
— E o casal mais popular de Hogwarts ataca mais uma vez. – ouvi Alex Cooper, meu melhor amigo, comentar.
Observei a mesa da Grifinória. Malfoy dava um singelo beijo nos lábios de Rose enquanto se sentava na mesa ao seu lado. Rose parecia incomodada com os olhares de Catarina Brown sobre ela. Por sorte, Malfoy não viu que eu também o observava.
Eu odiava Scorpius Malfoy. Ele havia destruído meu relacionamento com Rose, e agora era hora da minha vingança.
— Espero que eles aproveitem. – eu disse, ainda encarando discretamente o casal. – Eles não vão ter tanto tempo pra essas cenas românticas.
— O que você pretende? – Cooper questionou
— Preciso de um plano, Cooper. E eu vou precisar da sua ajuda.
Eu precisava de uma brecha que fosse pra acabar com Scorpius Malfoy. E eu faria isso.
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POV – Rose Weasley
Depois dos olhares insistentes de Catarina Brown sobre nós, fomos para a primeira aula do dia, que seria poções. Seria com a Corvinal, então eu teria que enfrentar Brown mais uma vez. E para piorar a situação, talvez, a senhora Carter, nossa professora, decidira inovar.
— Bom, hoje, eu que decidirei as duplas. – ela disse, causando um burburinho de alunos fazendo reclamações ou simplesmente revirando os olhos. – Olívia Wood e Brittany Jones, Kimberly Houston e Anna Lewis... – ela dizia, enquanto os alunos desfaziam suas duplas habituais e sentavam-se ao lado da dupla atual. – Rose Weasley e Catarina Brown...
— QUÊ?! – eu gritei, fazendo com que alguns alunos me olhassem surpresos e a Sra. Carter arqueasse as sombrancelhas. – A senhora não pode me colocar com outra pessoa?
— Lamento, Sra. Weasley, mas sua dupla é a Srta. Brown. – ela disse, então se virando para a turma. Pude ver o olhar que Catarina me lançava.
— Queria aproveitar que estamos aqui, Weasley... – a morena começou, me encarando raivosamente. – Soube que você e Scorpius estão de casinho.
— Não estamos de caso nenhum, Brown. Estamos namorando. – eu retruquei.
— Bem, então deixa eu avisar algo a você. – ela continuou. – Esse namoro não vai durar muito tempo. Fica esperta, Weasley.
A aula agora acabava. As palavras de Brown pareciam martelar em minha cabeça. Era uma ameaça. Eu tinha certeza que ela não mediria esforços pra estragar meu romance com Scorpius, e eu precisava alertá-lo, rápido.
Encontrei-o perto da sala comunal de sua casa com Zabine. Sorriu ao me ver ao mesmo tempo que acenava para Zabine, que saía dali.
— Scorpius, a gente precisa conversar. – eu disse, quando ele me enlaçou pela cintura e tentou me beijar outra vez. – Sério.
— O que houve, Rosie? Você tá séria. – ele disse, enquanto eu continuava o olhando, apreensiva. – Eu tô começando a me preocupar.
— Hoje tive aula com a Corvinal. E infelizmente a Sra. Carter disse que iria formar as duplas. E eu, por puro azar, fiquei com a Brown. – eu disse, quando ele fez sinal para que eu continuasse. – Ela me ameaçou.
— ELA O QUE? – ele gritou, fazendo com que algumas pessoas que passavam olhassem assustadas. Fiz um olhar de reprovação e ele abaixou o tom de voz para continuar. – Eu vou atrás dela.
— Não vai atrás de ninguém, Scorpius, ta louco?
— O que ela disse, afinal?
— Que sabia que nós estávamos juntos. E que nosso namoro não ia durar muito tempo.
Por incrível que pareça, Scorpius não esboçou nenhuma reação ou se assustou com a ameaça. Simplesmente sorriu sarcasticamente, o que seria comum se eu não tivesse contado que Catarina Brown ameaçava acabar com nosso namoro.
— Do que você tá rindo, idiota? Eu tenho medo, Scorp. Dela fazer algo contra mim, ou contra você...
— Rose. – ele me interrompeu. – A Brown só blefa, vai por mim. Ela não vai fazer nada pra nenhum dos dois.
— Certeza?
— Sim. Ela não vai fazer nada. Portanto, enquanto ela está aí com ódio de nós, nós vamos ficar aqui, juntos, sem se preocupar com nada. Porque ela não faz ideia do que é amar, Rose. Ela é apenas alguém de quem devemos sentir pena.
Olhei para o lado e tive que me deparar com Luke Smith andando em nossa direção.
— Ei, Malfoy. – ele começou, sorrindo sarcasticamente. – Boa sorte com essa daí. Você vai precisar de muito esforço pra fazer ela abrir as pernas pra você, amigo.
Observei Scorpius ir em direção à Luke, pronto para começar uma briga ali mesmo. Mas eu o segurei pelo braço, detendo-o.
— Scorpius. Não vale a pena. – eu disse, enquanto o puxava pra longe dali. – Vamos sair daqui.
Sabia que Luke era vingativo assim como Catarina, mas não acreditei que ele pudesse fazer algo. Não, ele não seria capaz.
Bom, espero não estar enganada.
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