Too Close

8 Want U Back


Notas iniciais
Olá, amores! Fui rápida, né? Depois que terminei o capítulo sete fiquei horas tentando pensar em uma música que se encaixasse bem no contexto do capítulo, fui fuçar no Spotify e achei essa da Cher Lloyd. Não poderia ter música melhor. Fiquem com esse capítulo narrado pela naja de Too Close e filha de Lilá Brown, Catarina. Até o próximo capítulo, amores! P.S: As aspas: flashback, cês já sabem. P.S 2: Capítulo dedicado à Eliza novamente, pelos comentários lindos que ela vem deixando aqui. ♥

POV – Catarina Brown

Eu odiava Rose Weasley.

Essa é a hora que vocês devem se perguntar porque eu odeio tanto essa garota sem motivos algum. Mas, bem, desde que eu começara a namorar Scorpius, essa vadia estragara minha vida. Era inadmissível que ele tivesse escolhido ela a mim. Não é ciúmes, óbvio. Eu sou melhor que Rose Weasley em absolutamente tudo... ou quase tudo.

Porém, tinha uma coisa que eu queria que Rose Weasley tinha e eu não. Sua família. Rose era uma Weasley, era privilegiada, filha dos melhores amigos de Harry Potter, portanto, ela era famosa querendo ou não. A verdade é que minha mãe teve um curto relacionamento com o pai da Weasley no seu sexto ano em Hogwarts. Porém, no final de tudo, o Weasley escolheu se casar com a sangue ruim da Granger. Depois, minha mãe acabou engravidando do primeiro cara com quem ela se relacionou depois de Weasley, mas ele a deixou. Eu não fui uma gravidez planejada, logo minha mãe não me queria. Eu nunca fui um filha com todos os privilégios. A verdade é que nisso eu tinha plena inveja de Rose Weasley. Eu queria tomar aquilo dela, e se eu não podia, eu iria tomar apenas seu namorado. Que antes, era meu.

No quarto ano, Scorpius e eu começamos a ficar. Ele parecia satisfeito, e eu também, apesar de tudo. Porém havia alguém atrapalhando o nosso relacionamento: Rose Weasley. Os dois sempre foram melhores amigos, grudados um no outro e eu detestava aquilo. Nossa primeira discussão foi por causa dela.

— Tudo bem, estou aqui. – ouvi a voz de Scorpius pela entrada da sala comunal. – O que queria conversar?

— Rose. – eu disse, simplesmente, esperando que ele entendesse. – Vocês são muito amigos, não é?

— Melhores amigos. – ele prosseguiu, sorrindo. Aquele sorriso me incomodou ao perceber que era por causa da Weasley.

— Scorpius, preciso pedir uma coisa a você... como.. como uma prova de amor. – eu continuei, mesmo não querendo falar a palavra “amor”. Eu não o amava, mas ele era meu namorado e não gostava que ele andasse com pessoas como a Weasley.

— Prova de amor? – ele indagou

— Sim. É simples, acredito que se me amar poderá fazer isso por mim.

— Bem, e o que é? – perguntou, curioso.

— Quero que pare de falar com a Weasley. Se afaste dela. – disse, simplesmente.

— O quê? – ele disse, meio surpreso. – Mas porque eu deveria me afastar de Rose?

— Scorpius, você é meu namorado. Não vai ficar bem você andar com a Weasley por aí toda hora. Vão achar que a namorada dela é você, não eu.

— Catarina, que besteira. Rose sempre foi minha melhor amiga, acho que todo mundo de Hogwarts já sabe disso. Não tem o menor cabimento me afastar de Rose porque você me pediu.

— Você não vai se afastar dela?

— Não, Catarina. Sinto muito.

Eu sabia que ele não iria se afastar. Afinal de contas, os dois eram amigos a tanto tempo. Então, eu fui cansando de ter que dividir meu namorado com a Weasley, e acabei ficando com outro cara. Porém era apenas para satisfazer as vontades que Scorpius não satisfazia mais. E, infelizmente, ele acabou descobrindo com quem eu me encontrava às escondidas.

Ninguém nunca entendeu bem a antipatia que Scorpius sentia por Luke Smith. Eu entendia, afinal, Scorpius terminou comigo porque eu o traí com Luke. Ele seria um ótimo aliado para separar aqueles dois. E era com ele que bolava um plano, os dois na Sala Precisa.

— O que quer, Brown? – ele questinou, assim que entrou ali.

— Luke. Nós dois sabemos que você namorou a Weasley desde aquele baile e eu namorei o Scorpius até ele descobrir nosso caso. Nós dois queremos acabar com esse namoro. – eu disse, simplesmente. – Tudo o que precisamos é dar um jeito de separar os pombinhos.

— Como, Catarina?

— Sejamos práticos. Não é precjso muito para enganar aqueles dois palhaços. Um simples planos para eles se separarem.

— Isso não é o suficiente. – ele continuou, sua expressão era pensativa.

— Não?

Ele me encarou novamente, seu olhar mostrava desespero.

— Eu a quero de volta. Quero Rose nos meus braços, longe daquele Malfoy.

— Você terá. Apenas precisamos de um plano. – eu disse, e logo sorri abertamente, enquanto ele me encarava curiosamente. Então prossegui. – Já sei.

— Sabe?

— Sei do plano perfeito pra separar aqueles dois. – eu continuei, enquanto Luke fazia sinal para que eu prosseguisse. – Você, vai se fazer de bonzinho. Rose é muito sensível, com sorte ela vai acreditar que você quer se desculpar.

— Como eu vou fazer isso, Catarina? – ele questionou.

— Não é óbvio? Diga que precisam conversar, a chame até aqui. E quando estiverem aqui dê um jeito de deixá-la desacordada. Tire suas roupas e as dela. Dê um jeito de Scorpius estar aqui, e então a cena estará feita. Ele vai acreditar que vocês dormiram juntos, e assim irão terminar.

— Assim Rose vai ter ódio de mim, nunca vai querer estar comigo.

— Bom, Smith, você escolhe. Ou é isso, ou você nunca mais terá a Weasley em seus braços. E veja, quando ela estiver desacordada, você... poderá tirar uma casquinha dela, não? – eu o incentivei, chegando perto dele enquanto afrouxava a gravata de seu uniforme.

— Você é um gênio, Brown. – ele disse, enquanto me enlaçava pela cintura e me beijava. Eu e Luke éramos o casal perfeito. Sempre estivemos juntos desde que Scorpius descobrira que eu o traí.

Com Luke, tudo seria mais fácil. Afinal, eu podia ter minhas qualidades para planos como aquele, mas também precisaria de ajuda.

Foi no baile do dia dos namorados, no quarto ano, que eu percebi que estava perdendo Scorpius. Nós tínhamos brigado dias antes e eu cheguei a pensar que ele ainda me levaria para manter as aparências, mas não. Ele preferiu aparecer no baile com ninguém mais, ninguém menos que Rose Weasley. Eu havia me arrumado para ir ao baile com ele, e com pressa de esperá-lo que me buscasse na sala comunal, fui sozinha, dando de cara com a Weasley de braços dados com meu namorado, no baile do dia dos namorados.

Aquilo fora a gota d'água. Fiz uma cena no meio do salão, o que fez com que Scorpius ficasse mais furioso ainda. Saí de lá e encontrei Luke, que por pura coincidência também não havia ido ao baile. Foi ali que comecei a trair Scorpius. Claro que o burro só foi notar no quinto ano, quando ficara difícil esconder dele o que eu estava fazendo. E foi aqui, no mesmo lugar onde eu me encontro agora. Na sala precisa.

— Luke... – eu tentei, enquanto sentia seus lábios sobre meu pescoço. Antes de estar aqui, eu estava indo até a sala comunal da Sonserina, encontrar Scorpius. Mas Luke apareceu, dizendo que precisávamos conversar. E aqui estamos. – Scorpius está me esperando... eu não posso ficar aqui.

— Qual é, Catarina. Faz quase 1 ano que fazemos isso. Não é agora que ele vai descobrir. – ele continuou, quando eu enlacei minhas pernas em sua cintura e agarrava sua nuca enquanto ele ainda beijava meu pescoço, me causando arrepios. Cedi aos seus pedidos enquanto ele me deitava no chão e tirava desesperadamente minhas roupas. Rasguei com nenhum pouco de cuidado sua camisa e isso foi o suficiente para que ele descesse os lábios até meu colo. Sorri diante das leve cosquinhas que sua língua começara a fazer em mim.

— O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI? – ouvi uma voz alterada na nossa frente para dar de cara com um Scorpius furioso.

— Scorpius! – eu disse, levando as mãos até a frente, onde eu estava quase despida. Luke estava atrás de mim, o peitoral despido e os cabelos castanhos desgrenhados. – Ouça, eu posso explicar.

— Duvido que realmente possa. – ele vociferou, olhando de mim para Luke. – Porque fez isso, Catarina? Eu não fui suficiente pra você, é isso?

— Não, não foi. Por favor, Scorpius, você passava todo o seu tempo com a Weasley, e eu precisava de alguém para me satisfazer quando você não o fez. E Luke dá conta do recado. Muito melhor que você, Malfoy.

PAF!

Senti os dedos de Scorpius sobre meu rosto e aquilo com certeza deixaria marcas. Luke interviu ficando em minha frente, mas eu o segurei pelo braço antes que este fizesse algo.

— Deixe-o, Luke. A dor do chifre já é suficiente. – eu continuei, sorrindo sarcasticamente. Apenas tive tempo de ver Scorpius sair dali, furioso, quando Luke me enlaçou pela cintura outra vez.

— Onde nós estávamos? – ele disse, quando me beijou novamente.

Scorpius nunca mais havia sequer olhado na minha cara. Mas, bem, se eu traí Scorpius por achar que ele jamais seria suficiente, porque eu o queria de volta?

Simples. Eu odiava Rose Weasley, e se ela amava Scorpius, eu iria tirá-lo dela. Ela tinha tudo o que eu queria. Um pai e mãe que a amavam e era famosa por ser uma Weasley. Quanto mais coisas eu pudesse tirar dela, melhor.

— Luke. – tentei, sacudindo-o enquanto tateava o chão procurando por minhas roupas. – Acorda, Smith.

— O que foi? – ele disse, finalmente acordando. Eu tratava de abotoar minha camiseta, enquanto colocava a gravata. – Já vai? Fica mais um pouco, vai.

— Não. Amanhã conversamos novamente. Agora é importante que você planeje tudo com bastante cuidado, Weasley pode ser boba, mas é crucial que o Malfoy não saiba de absolutamente nada até que seja necessário que ele saiba. – eu disse, enquanto o beijava e ia em direção a saída. – Até mais, Luke.

Caminhei rapidamente até chegar a sala comunal, onde encontrei Olívia em um dos sofás, provavelmente me esperando.

— Onde é que você estava? – ela questionou, enquanto fazia um feitiço qualquer para enfeitar as unhas.

— Na sala precisa. – eu tentei, mas Olívia me encarou, desconfiada. – Com Luke.

— O que você fazia lá? De novo? – ela indagou. Sim, não era a primeira vez que eu e Luke nos reuníamos na sala precisa planejando acabar com o relacionamento de nossos ex namorados (as).

— Eu tenho um plano para acabar com o namoro da Weasley com Scorpius. – eu disse, quando Olívia, interessada, pediu para que eu prosseguisse. – Luke vai fingir estar arrependido, e então vai pedir desculpas a Weasley por tudo que ela fez e chamá-la para conversarem na sala precisa. Lá ele vai dar um jeito de deixá-la inconsciente e assim poder tirar tanto as roupas dele quanto as dela. Scorpius vai aparecer na hora certa e flagrar a cena. Não é maravilhoso? Ele nunca mais vai olhar na cara dela. E então, dentro de alguns dias, ele vai voltar pra mim.

— Você tem certeza? Digo, Scorpius tem ódio de você pelo o que fez até hoje, Catarina.

— Ele vai voltar, Liv. E se esse plano não der certo... eu já tenho um plano B. Mas a Weasley não vai ficar com Scorpius.

*************

Era mais um dia normal. Eu e Olívia nos dirigíamos a aula de poções. Infelizmente (ou felizmente), a senhora Carter nos deixou com a mesma dupla de antes. Ou seja, eu estava sentada ao lado de Rose Weasley. De novo.

— Então, Weasley... como vai o namoro? – eu perguntei, casualmente, como se nós fôssemos melhores amigas. Weasley me encarou desconfiada.

— Porque diabos você quer saber do meu namoro, Brown? – ela questionou, virando-se novamente para a professora que já começava a aula. E parecendo mudar de ideia, virou-se para mim novamente. – Respondendo a sua pergunta, nosso namoro vai muito bem, obrigada.

— Cuidado, Weasley. – disse, fazendo com que ela prestasse atenção em mim novamente. – Eu não gosto de você, mas devo te alertar sobre o Malfoy. Ele não é esse santinho que diz ser.

— Olha quem fala. Você tá tentando mesmo jogá-lo contra mim, Brown? Por favor. Nem perca seu tempo.

— Você podia me ouvir, Weasley. Só tô tentando te alertar de quem ele é. Você pode estar com ele agora, mas eu o tive primeiro. – eu provoquei. – Ressalto: toma cuidado. Ele não é esse Scorpius que você pensa que ele é.

************

Era inútil encher a cabecinha da Weasley com ideias absurdas sobre Scorpius. Inútil. Eles se amavam, seria impossível jogar um contra o outro.

Será que Scorpius lembrava de todas as coisas que nós fizemos juntos? Que ele havia me ganhado com aquele jeito? Será que ele se lembrava que um dia fui eu quem ele olhou com aquele sorriso que agora ele dava pra Weasley? E agora os dois estavam ali, indo em lugares que ele antes me levava, ele estava ali, beijando ela da forma que ele me beijava, a amando da forma que ele dizia me amar. Eu não queria saber. Eu teria Scorpius de volta.

Eu estava cansada de ter que aturar os dois de mãos dadas pelos corredores, de vê-los protagonizar cenas românticas pelo salão principal ou de ver a Weasley mal prestar atenção na aula de poções por estar com a cabeça nas nuvens. Ou melhor, em Scorpius. Eu queria ter a sua vida, mas aquilo era impossível. Então tudo o que eu pudesse tomar dela, eu tomaria. Começando por seu namorado.

— Demorou, hein? – Luke reclamou quando eu cheguei perto. Estávamos na sala precisa novamente.

— O plano, Smith. Tudo certo?

— Tudo certo. Eu vou convencer Rose a vir aqui, depois Alex vai avisar à Scorpius que Rose quer vê-lo na sala precisa, sem citar que estou com ela. Ele vai vir aqui e, bem... a cena estará feita. – ele explicou, enquanto um sorriso malicioso brincava em seus lábios.

— Perfeito. Você é um gênio, Smith. – eu disse, enlaçando meus braços em sua nuca e o beijando. Enquanto isso, Weasley e Scorpius que aproveitem. O conto de fadas está acabando. Tic tac. Scorpius será meu novamente.

Notas finais
E vocês se preparem para o próximo capítulo, no contexto da música Rise da nossa rainha Katy Perry (Katheryn Elizabeth Hudson pros íntimos). Até o capítulo 9, amores! ❣