Tomodachi No Kiochi

16 Amizade: Vanessa encontra seu primo


– Marina? — A chamei. — O que você estava conversando baixinho com o Paulo?

– Ah, isso? — Ela me olhou. — É segredo!

– O Pedro sabe disso?

– Não se preocupe! Ele sabe do que se trata! — Ela disse com certeza absoluta. — Mas, ao invés de você me perguntar, por que não pergunta ao Paulo? Vocês vão sair não vão?

– Sim, vamos. — Eu respondi um pouco confusa. — Mas por que você não pode me responder?

– Porque é ele quem deve falar, é o certo! — Ela tirou um cabelo que estava no meu rosto. — Não fique brava com ele se ele não disser hoje!

– Vamos? — Pedro a abraçou.

– Ah, claro! — Ele lhe deu um beijo na bochecha. — Tchau Vanessa!

– Ah, tchau! — Eu respondi pouco a vontade.

Para falar a verdade, eu queria mesmo sair de lá e ir falar com o Paulo. Ele me divertia bastante. Enquanto estava andando até a escola escutei meu celular tocando. Era uma mensagem de Paulo, me perguntando onde eu estava. Corri o mais rápido que pude até a saída, eu não queria demorar mais.

Enquanto corria acabei batendo em um menino o que me fez dar dois passos para trás e perder o equilíbrio.

– Desculpa! — Eu disse quando consegui recuperar o equilíbrio.

– Ah, tudo bem! — Olhei para cima e finalmente vi quem era, era meu primo Daniel. — Mas é estranho você cumprimentar seu primo assim!

– Oi Daniel! — O abracei. Fazia quase um ano sem vê-lo. — Desculpa, mas agora preciso ir.

– Ah entendo! — Ele viu a mensagem na minha mão e, não sei como, conseguiu ler. — Amigo novo?

– É, vamos a uma lanchonete!

– Então não são só amigos. — Ele respondeu dando uma risadinha

– Não é o que você está pensando! — Eu bati o pé no chão. — Somos só amigos!

– Você não precisa ir? — Eu estava brava com o comentário dele, mas ele tinha razão eu precisava encontrar Paulo. Então o empurrei para o lado e continuei indo até a saída.

– Você demorou! — Paulo deu um sorrisinho.

– Desculpa!

– Está tudo bem? — Ele tirou o sorriso do rosto.

– Está sim! — Eu sorri.

– Ah, então vamos?

– Claro!

Pegamos um táxi e fomos discutindo com sempre fazíamos. O mais estranho é que eu estava me divertindo muito, mesmo ali, discutindo.