Tomodachi No Kiochi

12 Amizade: Marina Arruma uma briga


– Filha? Você está se maquiando para ir para a escola? — Minha mãe se espantou ao me ver passando batom.

– Mãe é só batom! — Eu revirei os olhos.

– Você diz que não gosta de usar batom! — Minha mãe insistiu. — Tem algum motivo para que você passe batom?

– Tem! Eu estou com vontade! — Eu levantei um pouco a voz. — Eu estou passando batom só porque estou com vontade! O que há de errado nisso?

– Filha... — Minha mãe ia falar alguma coisa, mas se lembrou que seria inútil. — Ah está bem Marina. Só não demore ok?

Eu assenti e ela foi embora. Não queria falar daquele jeito com a minha mãe, mas não queria falar para ela o que eu estava sentindo. Admitir que estava apaixonada era embaraçoso.

Entrei no ônibus e sentei-me no último banco como sempre fazia. Vanessa, que estava sentada no banco na frente do meu, se espanto a me ver usando batom, mas não falou nada. Fiquei esperando ansiosamente para que chegássemos a casa de Pedro logo.

– M-marina? — Pedro se sentou ao meu lado normalmente. — Você fica bem de batom! — Eu corei. É claro que estava esperando um elogio dele, mas era embaraçoso quando ele me elogiava.

– Obrigada! — Eu disse com a voz baixa.

Durante algum tempo fomos em silêncio, o que me deixava mais constrangida era que ele estava olhando para mim.

– Hum... Você vai cantar hoje? — Pedro quebrou o silêncio.

– Não sei. — Eu olhei para ele.

– Eu gostaria que você cantasse! — Ele corou. — Sua voz é bonita!

– Obrigada! — Eu continuei olhando para ele, mas precisamente para seus olhos azuis, acho que corei ainda mais.

Fomos em silêncio até chegarmos na escola. Eu entrei e fui ao banheiro das meninas, me olhei no espelho e retoquei meu batom. Nunca tinha feito aquilo antes.

Quando eu estava saindo do banheiro esbarrei em uma menina, ela estava com mais duas meninas. Eu a reconheci na hora, ela era uma das meninas que estavam com aqueles garotos que eu bati antes.

– Ah você! — Eu me levantei.

– Humpf, derruba as pessoas e nem pede desculpa, cade seus modos? — Uma de suas amigas resmungou enquanto a levantava.

– Não precisa Ju! Essa aí não deve receber educação! — Ela me empurrou ao tentar passar.

– Essa aí é sua mãe! Eu recebo educação sim, mas sei com quem usá-la! — Eu virei para trás e puxei a gola de sua jaqueta branca.

– Olha aqui menina, meu pai é um executivo muito importante! — Eu se virou para mim e fez cara de nojo. Eu conhecia o pai dela, não era tão rico assim.

– Meu pai é muito mais rico que o seu! — Eu fiz uma cara de nojo pior que a dela. — Você sabe disso!

– É tão rica e não tem senso de moda! Olha isso. — Ela começou a rir das minhas roupas e suas amigas riram junto. Eu queria derrubar as três com um só golpe, mas isso me traria problemas.

– E você? Sua blusa é da coleção de inverno do ano passado e sua jaqueta GUCCI é de três anos atrás. Pelo menos as minhas roupas são feitas apenas para mim! — Eu disse pegando um cartão na minha mochila, era o cartão do meu confeccionista. — Toma, liga para ele, quem sabe ele não dá um jeito em você?

Sim, eu entendia muito bem de moda. Minha tia era uma estilista e sempre me mostrava as coleções novas dela e de outros estilistas. Minha memória era boa, por isso me lembrei disso. Quando eu falei aquilo, suas amigas a olharam com desprezo e deram um passo para trás.

– Pelo menos sou bonita e não saio batendo em todo mundo! — Ela rasgou o cartão que eu joguei nela. — E você? Não é bonita! É muito impulsiva, é fria, não tem amigos, quem gostaria de namorar uma garota assim?

– Eu! — Pedro chegou no lugar. — Eu adoraria namorar uma garota como a Marina.

Notas finais
Pode demorar para que eu poste mais um capítulo. Gomén!