Todos os Erros do Mundo
20 Wherever You Will Go
Notas iniciais
"And maybe I'll find out a way to make it back someday, to watch you, to guide you. Through the darkest of your days"
(E talvez eu descubra um modo de conseguir voltar algum dia, para te vigiar, para te guiar. Para te guiar nos seus dias mais negros)
— The Calling
O vento acaricia o rosto de Regina enquanto ela galopa em Rocinante, que recusa-se a fazer o trajeto em linha reta. Ziguezagueando, mulher e animal brincam como se fossem uma única criatura. Um cavalo branco os seguem sendo guiado por Daniel, que se envolve na dança da dupla. Só param quando chegam a margem de um rio e saltam dos animais. Regina retira o paletó azul turquesa, as botas e nada alguns metros até deixar-se boiar sobre as águas. Daniel sobe em uma pedra e a observa admirado.
— Você fica mais bonita a cada dia.
— Estou, mais ou menos, meio século mais velha, Daniel. — Regina responde de olhos fechados sentindo o sol acariciar seu rosto.
— Como eu disse, cada dia mais bonita. — Senta-se na pedra, retira as botas e mergulha os pés.
— Espelho, espelho meu... — Daniel inicia uma risada e Regina o acompanha. — Eu sempre senti sua falta, mas não imaginava que sentia tanta saudade de cavalgar com você.
— Você devia voltar a montar. É a melhor.
— Eu tive um bom professor. — Movimenta os braços, abrindo e fechando, aproximando-se lentamente de onde o homem estava, sendo guiada apenas pelo som de sua voz.
— Estou orgulhoso de você. — Ele salta no rio fazendo com que Regina se desconcentre e afunde um pouco, mas logo volta à superfície. Abre os olhos e encontra o sorriso brincalhão que sempre venerou.
— Do que você está orgulhoso? — Volta o corpo para a posição vertical e se aproxima do homem.
— De tudo. Você está ajudando as pessoas, salvando seu reino, como uma rainha deve fazer. E, principalmente, está se dando a chance de ser feliz com alguém que te ama. — Ele acarinha o rosto de Regina, que fecha os olhos e tomba a cabeça em apreciação.
— Você tem me ajudado muito. Acho que se fosse o contrário, eu não te incentivaria a ficar com outra pessoa. — A sinceridade de Regina faz Daniel se entregar à risada novamente e ela franze o nariz provocativa.
— Sempre ciumenta. — Regina concorda com a cabeça. — Mas Emma é uma boa pessoa, te ama verdadeiramente e te fará muito feliz. Não poderia me opor a isso. Eu faria qualquer coisa por você.
— Eu também. — Os olhos da rainha enchem-se de lágrimas e o homem a toma em um abraço. — Queria ter conseguido te defender de Cora.
— Não vamos falar sobre isso. Tudo acontece por uma razão. Eu precisava morrer, você precisava lançar a maldição, Emma precisava quebrá-la. Tudo isso aconteceu para que cada um encontrasse seu final feliz. E o meu é ver brilho nesses olhinhos. — Daniel beija as pálpebras da rainha. — Está ficando tarde.
— O tempo ao seu lado passa tão rápido. — Regina envolve os pescoço do cavalariço repousando a cabeça em seu peito. — Eu queria que o tempo parasse para continuar aqui com você. É tudo tão simples.
— E Emma?
— Eu poderia trazê-la. Sou muito poderosa. — Segura a mão de Daniel e leva até seu bíceps. — E Henry também. — Abre um sorriso de lado. — Engraçado, vocês três são as pessoas que estão mais distantes de mim fisicamente, mas são as mais próximas do meu coração. Quero dizer, vocês moram nele.
— Te amo para sempre. — Aperta a cintura da rainha com força.
— Eu também te amo para sempre.
— Está escurecendo. Você precisa ir. — Desvencilha-se do abraço.
— Você precisa parar de me mandar embora. — Regina finge um bico triste.
— Tem alguém precisando de você.
— Quem? — Imagina várias tragédias envolvendo Emma e Henry.
— Sua irmã.
— Tudo que ela acha que precisa é me destruir. — A morena bufa.
— Isso não é verdade. Tente enxergá-la, encontre a verdade no fundo de seus olhos. — Daniel beija-lhe a testa. — Agora vá!
— Te verei novamente?
— Eu sempre estarei com você, meu amor.
— Então até mais. — Beija a palma de sua mão.
Regina abre os olhos e se vê em uma cela com grades enferrujadas e chão úmido. Olha em volta a reconhece a cabana. Tenta usar sua magia para sair dali, mas não funciona. Passa a observar o local, ele está vazio e silencioso. Aparentemente Zelena não está ali. Escora-se na grade e fecha os olhos respirando pausadamente, tentando encontrar uma maneira de escapar. Nesse momento ouve seu nome ser chamado. Passa os olhos novamente pela cabana em busca da origem da voz, mas nada vê. Ela fica mais alta e nítida e Regina a reconhece como sendo de Rumpelstiltskin. Entendendo o que aquilo significa, concentra-se em sentir o ambiente.
***
— Consegui! Ela está em uma cabana na floresta. — Gold exclama saindo de trás do balcão de sua loja.
— Ela está bem? — Snow pergunta aflita.
— Está presa.
A tensão cresce entre os presentes, especialmente em Ruby, que se culpa de minuto em minuto pelo que está acontecendo.
— Como eu fui burra. Eu não podia tê-la deixado me enganar dessa maneira. A Emma vai me matar.
— Você libertou uma bruxa que quer destruir a vida da esposa dela. Matá-la é o mínimo que Emma irá fazer quando descobrir. — Rumple vocifera fora de seu tom calmo habitual, fazendo com que alguns presentes arregalem os olhos em surpresa.
— Como você sabe sobre elas?
— Ora, príncipe, eu posso ver o futuro, esqueceu? — Rumple responde empurrando todos para fora da loja. — Vamos logo atrás de Regina.
— Eu vou sobrevoar para tentar encontrar a cabana. — Maleficent se manifesta pela primeira vez.
— Isso não vai ficar muito na cara? — Tinker arranca as palavras da boca de Robin.
— Que diferença isso faz? A bruxa, com certeza, sabe que vamos atrás de Regina.
A feiticeira parte em sua forma de dragão enquanto Rumple desaparece em uma fumaça negra, mas volta em poucos segundos.
— Regina trancou a mansão com magia de sangue, não poderemos contar com um feitiço localizador. — A frustração é evidente em sua voz. — Faça algo de útil, lobisomem, e fareje.
Snow, Charming, Tinker, Robin, Belle e Rumple seguem a loba floresta adentro.
— Gold está estranho. — Charming cochicha para esposa.
— Ele está preocupado, David. Não o julgue mal.
— Ele nunca irá confessar, mas ama a rainha como uma filha. — Belle, que ouve a conversa do casal, confidencia.
Após quase uma hora rodando pela floresta e os nervos a flor da pele, ouvem o rugido de Maleficent ao norte e o seguem.
***
Regina tenta contato com Rumple novamente, mas é em vão. Só consegue ouvir os próprios pensamentos. Tenta usar magia novamente, mas a cela permanece fechada, então agarras as grades e passa a sacudi-las recorrendo à força bruta para sair dali.
— Não adianta se esforçar, a cela é encantada. — Zelena surge a sua frente pela primeira vez na cor verde.
— Finalmente mostrando a verdadeira face, sis?! — Regina usa todo o sarcasmo que consegue. Sabe que é perigoso provocar uma bruxa quando se está em desvantagem, mas intimidar-se diante da meia-irmã não é uma opção.
— Não acha que combina com os meus olhos? — Zelena aproxima o tom do utilizado pela rainha.
— Acho que combina com o meu jardim.
A expressão de Zelena se contorce em ira e com o movimento das mãos a cela se abre e Regina é suspensa no ar há poucos centímetros de distância.
— Se é a minha morte que deseja, saiba que não pretendo facilitar. — Regina lança uma bola de fogo contra a bruxa, que a solta imediatamente para defender-se.
— Você não devia mexer com a vaidade de uma mulher. — Zelena passa as mãos pelos cabelos com pontas chamuscadas pelo ataque.
— Você não devia mexer com a coroa de uma rainha.
— Uma rainha má que não cumpre com suas promessas não merece a coroa.
Regina é surpreendida. Ela cumpre com sua palavra, mesmo que a maioria das juras feitas em toda sua vida tenham sido para o mal, ela as honrou. A rainha sente que há algo mais motivando as ações da bruxa, algo sobre si própria que ela não sabe. Lembrando-se do conselho de Daniel, arremessa Zelena contra a parede prendendo-a com galhos que surgem pelo chão. "Encontre a verdade nos olhos dela". Aproxima-se o suficiente e encara as íris azuis da irmã. São profundas, como um mar violento e traiçoeiro. Sente sua alma ser sugada por um buraco escuro e gélido. Quando a luz se faz presente, enxerga a si própria, em uma versão infantil. Lágrimas estão rolando por seu rosto enquanto tenta, inutilmente, resgatar uma criança ruiva, pouco mais velha, que está sendo levada por dois guardas. "Eu vou te encontrar! Eu prometo!". Finalmente lembra-se de tudo. Recorda-se de ter dez anos e ser salva pela magia de Zelena, de Cora confessar que são irmãs, de desejar que fiquem juntas e prometer encontrá-la e, por fim, de tomar a poção do esquecimento. Junto das lembranças vem também os sentimentos fraternos.
É tirada de seu transe quando a irmã consegue livrar-se dos galhos e lança-la do outro lado da cabana, pondo-se diante dela preparada para, novamente, tentar lhe arrancar coração.
— Não importa o que ela faça, nós somos irmãs e nada pode mudar isso. — Regina repete as mesmas palavras de quando tinha dez anos. Zelena paralisa. Depois de tanto tempo não acreditava mais que a irmã se lembraria. — Me desculpe, ela me forçou a esquecer. Eu jamais desistiria de você.
— Tarde demais.
A bruxa tenta seguir com o ataque, mas as palavras de Regina a atingem mais forte do que qualquer golpe. Ter certeza de que ao menos uma vez não foi abandonada, lhe toca. Ao sentir que Zelena está cedendo, Regina arrisca puxá-la para um abraço e quando seus braços a envolvem, sente seu ombro umedecer. Atenta, ouve a mulher fungar em uma tentativa frustrada de conter o choro. Afasta-se apenas o suficiente para observar seu rosto e secar as lágrimas.
— Se você é minha irmã, devemos ser uma família. — Regina transforma em afirmação a pergunta que fez a Cora anos atrás.
Zelena relaxa os braços em torno da irmã e se entrega ao sentimento. Sente-se, finalmente, parte de algo. Trás Regina para mais um abraço apertado e assim ficam por longos segundos, quando se separam, Regina emoldura o rosto da irmã com as duas mãos e deposita um beijo em sua testa. Sentem uma forte energia correr por seus corpos e dissipar-se no ar. Ambas sabem o que isso significa: a maldição está sendo quebrada.
— Um beijo de amor verdadeiro. — Regina constata voltando a abraçar a irmã.
***
Quando se encontram diante da cabana, Snow e Robin preparam as flechas, Charming saca sua espada, Tinker transforma-se em fada e Ruby em lobo, enquanto Maleficent retoma a forma humana ficando na frente de Belle, e Rumple se posiciona na porta abrindo-a magicamente. Nesse exato momento, são atingidos por uma lufada de ar. Imediatamente as lembranças do último ano invadem a todos. Após recuperados e sem nada entender, invadem a cabana deparando-se com as irmãs abraçadas.
Ainda sem processar, Rumple suspende Zelena certificando-se que fique o mais longe possível de Regina.
— Rumple, está tudo bem, pode soltá-la. — Regina assegura rapidamente e, a contragosto, o homem o faz. — Fiquem tranquilos, já resolvemos isso. — Aponta para si e depois para Zelena, que fica na defensiva.
— Só por precaução. — Rumple faz o bracelete que contém magia aparecer em Zelena. Regina não contesta, pois sabe que tem muito a explicar. — Agora, que palhaçada é essa?
— A maldição foi quebrada. — Snow pensa em voz alta lembrando-se que ela foi quem lançou a maldição, com a ajuda de Rumpelstiltskin, usando o coração do marido, embora tenha sido alterada pela bruxa. Corre até o príncipe e o abraça com força.
Enquanto todos estão distraídos com a interação do casal, Zelena tenta fugir por uma das janelas da cabana, mas é impedida por Gold que a puxa para próximo de si, prendendo seus pés ao chão, e questiona Regina com o olhar.
— Precisamos conversar. — Regina fala olhando cada um dos presentes.
— Precisamos. Vou prendê-la novamente.
— Não é necessário, Gold, eu já disse que está tudo bem.
— Não. Não está.
Zelena lança um olhar compreensivo para Regina, assegurando em silêncio que é o melhor a se fazer no momento. Além de entender que o grupo precisa conversar, também deseja um momento sozinha, para absorver o que estava acontecendo. Quando planejou ir até a irmã e vingar-se, nunca cogitou a possibilidade de que se reconciliassem. Ela sequer assumia que amava a caçula, mas agora isso é incontestável. Elas haviam quebrado a maldição e não pode mais negar o sentimento.
Depois de Zelena estar de volta em sua cela, todos caminham até o o Granny's. Regina prefere a mansão, mas parece que aquele é o escritório oficial de todos. Regina, Gold, Mary e Maleficent sentam-se enquanto o restante permanece de pé ao redor da mesa. A rainha explica tudo que aconteceu, incluindo como conheceu a irmã, a separação imposta por Cora e a quebra da maldição.
— Então, depois de tentarem se matar, vocês descobriram que se amam. — David conclui divertido.
— Nós já nos amávamos, eu só não me lembrava disso. — Regina sorri com o príncipe.
— E o que faremos com ela? — Mary pergunta.
— Como assim? — Ruby passa por cima da fala de Regina.
— O fato de se amarem e de terem acabado com a maldição não significa que Zelena tenha se tornado um anjo caído do céu. Ela ainda é perigosa. Ela tentou te fazer mal, Regina. — É a segunda vez que Gold abandona o tom calmo enquanto pensa nas intenções da bruxa com Regina, e isso não passa despercebido por ninguém, exceto pelo próprio.
— Olha quem fala. — A rainha ironiza.
— Eu nunca te faria mal. — Dessa vez o homem percebe a força de suas palavras e se recrimina. Ele jamais assumiria a importância que Regina tem em sua vida e como lhe afetaria caso algo acontecesse com a rainha. Porém, em seu íntimo, Regina é como a filha que ele nunca teve. Lembra-se do acordo que fez com Cora, onde a primogênita da mulher deveria ser entregue a ele, que posteriormente foi alterado para "a primogênita deles". Embora Regina seja filha de outro, Rumple cuidou dela como pôde, e isso significa que cometeu muito erros, mas é a maneira como o Dark One sabe amar.
Regina segura as mãos do homem e a afaga. Embora nada tenha sido dito em voz alta, ela sabe o que aquilo significa. Poucas pessoas podem dizer que nunca serão feridas por ele. Na verdade, apenas duas: Regina e Belle.
— Eu vim para quebrar a maldição, como agir agora é uma decisão do Sheriff. — Regina encara David. Por sua vontade, Zelena seria solta. Ela sabe que o que a irmã precisa e deseja, mesmo que nunca peça, é uma segunda chance, assim como ela teve, não só uma, mas várias. No entanto, dessa vez não cabe a ela decidir. Sabe que Zelena não a machucaria mais, mas não pode arriscar a segurança de todos.
***
Quando a noite chega, Regina e Robin seguem para a mansão para alguns drinks como sempre fazem, mas dessa vez levando Maleficent e Tinker.
— Então eu te perdi para a savior? — A feiticeira fala abrindo a quinta garrafa. Robin e Tinker a encaram surpresos enquanto Regina sente o rosto queimar envergonhada.
— Vocês... — Tinker não termina a frase, mas recebe uma confirmação de Maleficent.
— Parece que a rainha tem uma queda por loiras. Será que você deve se preocupar, fada? — Robin provoca e recebe um chute de Regina.
— Eu sou uma mulher casada. E Tinker é minha amiga.
— Eu também sou. — Maleficent fala segurando o riso.
— Para com isso. — Regina esconde o rosto nas mãos.
— A Evil Queen é tímida. — Robin constata, com falsa indignação, emendando em uma risada que contagia os outros três.
A noite segue com brincadeiras e implicâncias. Regina sente-se feliz e verdadeiramente inclusa em um grupo de amigos. Não está sendo aceita por eles, como se fosse um ato de caridade, eles realmente desejam a apreciam sua companhia e amizade. Lembra-se dos amigos que tem em NY e em como os ama, e é grata por tê-los em sua vida. Não é sua intenção comparar ou mensurar nada, mas é fato que os que estão com ela agora, embora sejam um quarteto improvável, conhecem seu pior e melhor lado e, ainda assim, a escolhem, dentre o mundo todo, para chamarem de amiga.
— O que vocês acham que David fará com Zelena?
— Coisas que heróis fazem. — Maleficent desdenha do título. — Vilões são tão mais interessantes.
— Então sorte dela que ele é um herói, pois um vilão a mataria. — Tinker se encolhe pensando em todas as maldades que já presenciou.
— Não se esqueça que você está entre vilões. — Regina percebe a reação da fala e provoca.
— Eu não sou um vilão.
— Você é um ladrão, Robin. Isso não é exatamente o que um mocinho é.
— Mas, minha rainha, eu roubo dos ricos para dar aos pobres. — O homem endireita a coluna, pousa a mão no peito e empina o nariz forçando uma pose heroica.
— Está certo, você é um mocinho, mas nada que eu não possa resolver. — Maleficent leva o copo à boca e pisca para o ladrão.
— Procurem um quarto.
— Estou brincando, fadinha, ainda tenho esperanças de Regina voltar para mim. — A feiticeira brinca deitando a cabeça no colo da amiga e todos adormecem ali mesmo, poucos minutos depois.
***
Emma está preocupada, pois tentou falar com Regina no dia anterior e não conseguiu e naquela manhã a morena também não atendeu o celular. Teme que algo tenha acontecido, mas espanta esses pensamentos. Sabe que Regina é cuidadosa e que se algo houvesse acontecido, já teriam dado um jeito de avisá-la. Decide usar o horário de almoço para ir para casa e dormir um pouco. Quando se deita na cama, cobrindo-se do frio que assola NY há alguns dias, ouve barulhos dentro de casa. Xinga céus e terra, mais por estar sendo incomodada do que pela possibilidade de ter alguém invadindo o apartamento, pega uma pequena escultura para usar como arma e segue silenciosa até a cozinha, de onde vem os sons. Prende o ar e entra no cômodo pronta para atacar o intruso, mas a cena que vê é a mais inesperada, divertida e adorável possível. Regina está sentada no balcão comendo o brigadeiro que Henry havia feito no dia anterior, há doce em sua bochecha e seus cabelos estão um pouco desalinhados. A morena se assusta quando vê a loira na porta e dá um salto na cadeira.
— Amor? — Emma chama e corre até a morena, que se levanta para abraçá-la.
— Eu não sabia que estava em casa. — Afasta-se apenas para encarar as esmeraldas da esposa. — Eu disse que voltaria para você.
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