Todos os Erros do Mundo
22 Que Me Importa El Mundo
Notas iniciais
"Que me importa el mundo cuando tú estás muy cerca de mí? Y no pido más nada al cielo si me tienes tú"
(Que me importa o mundo quando você está perto de mim? Eu não peço mais nada ao céu se eu tenho você)
— Rita Pavone
O impacto das lembranças é muito forte e Henry deixa o frasco cair sobre a mesa. Usa as mãos para apertar a cabeça tentando em vão cessar as pontadas que sente. Fecha os olhos com força e um gemido de dor lhe escapa. Regina, sabendo o que o filho sente, levanta-se, dando volta na mesa, e toca seu ombro, mas ele se retrai. Emma vai até Regina e segura sua mão com força, ambas angustiadas pelo filho. Outro gemido sai arranhando a garganta do garoto enquanto as memórias avançam. Lembra-se de encontrar Emma e leva-la para Storybrooke. "Só porque você acredita em algo, não faz disso verdade". A capa do livro o invade trazendo a tona as histórias que ali são contadas. "É assim que se torna verdade, devia saber melhor do que ninguém". A vida ao lado de Regina, seus erros e a maldição. "Não importa o que pense, o que qualquer um diga, eu amo mesmo você". Lembra-se de Neverland, a maldição de Pan e a fuga para NY. "Esse é o meu presente para você".
Com a cabeça ainda girando, o corpo fraco e a visão turva, Henry encara as mães. Sua expressão é de dor, o que faz o peito das mulheres se apertarem e se arrependerem imediatamente de terem lhe dado a poção. Ele se levanta pondo-se diante delas:
— "O amor aparece nos lugares mais inesperados". — Henry abraça as mães com saudade. Ama suas mães detetive e editora, mas Evil Queen e Savior é o que são e a falta que, instantaneamente, sente delas, mostra-lhe que, não importava o quanto essa nova vida tentava preencher lacunas, haveria sempre um vazio enquanto não detivesse as memórias reais.
— Está tudo bem, querido? — Regina pergunta segurando o rosto do filho enquanto lágrimas de felicidade brotam em seu rosto. Não ser rejeitada por Henry, de certa forma, a surpreende.
— Não poderia estar melhor. — Volta a abraçar as mães.
— Eu senti falta desse olhar. — Emma sussurra nos cabelos do garoto, enquanto beija o topo de sua cabeça.
— Se lembram desde quando meus avós estiveram aqui?
— Sim. — Regina revira os olhos. — E já vai começar o amor pelos dois idiotas.
— Eu te amo mais, mãe. Vocês duas são quem eu mais amo na vida. Nada pode superar. — Henry segura as mãos das duas e as beija. — Mas agora quero que me contem tudo.
Emma conta como foi quando beberam a poção e Regina relata a trajetória em Storybrooke até quebrar a maldição. Henry ouve tudo animado, como se o que a mãe contasse fosse uma aventura fictícia de um dos livros que publica e não uma tragédia que assolou um reino inteiro.
— Eu não posso acreditar que você não me levou junto. Eu poderia ser útil. — Fala em tom sério e uma ponta de frustração.
— Henry, você me ouviu dizer que a bruxa verde quase me matou? — Regina arqueia a sobrancelha recriminando-o. Nunca cogitou levar o filho até lá, seria colocá-lo em risco à toa.
— Justamente por ela ser verde que deveria ter me levado. Sabe quais as chances de encontrar com uma pessoa desse tom por aí?
— O fato é que está tudo resolvido e agora podemos seguir com as nossas vidas. — Emma não se contém e lança a indireta, que é imediatamente captada por Regina. Ambas estão ansiosas para saber o que Henry quer fazer.
— Foi bom terem me contado isso hoje, temos um dia para organizar tudo.
— Organizar o quê? — Emma pergunta temendo ouvir o que menos deseja.
— A minha festa de aniversário precisa ser repensada. Eu quero comemorar com a família toda. — Ele agita as mãos animado, mas é contido por uma Emma com olhos embaçados pelas lágrimas que ameaçam cair apenas por imaginar que o filho quer partir deixando para trás tudo que conquistaram.
— Você quer comemorar em Storybrooke?
— Não. Quero trazer Srorybrooke para cá.
— Todos? — Regina arregala os olhos.
— Não. Apenas os amigos. — Ele vai até a sala, apanha um caderno e uma caneta e senta-se no sofá sendo seguido por suas mães. — Precisamos fazer uma lista.
— Henry, isso pode ser perigoso. Eles nunca saíram de lá. — Regina pondera. — E se derem com a língua nos dentes? E se acabarem perdidos aqui?
— Ninguém acreditaria e vamos cuidar bem deles. Vai dar tudo certo. — Henry fala convicto iniciando a lista. — Primeiro meus avós, é claro, Mary Margaret e David.
— Isso inclui Gold. — Regina rende-se a ideia do filho. Sabe que nada o fará desistir.
— Você quer o Dark One aqui? — Emma a encara assustada.
— Eu quero. — Henry responde pela mãe.
— E Gold inclui Belle. — Regina dá sequência na lista ignorando a esposa.
— Archie, porque é meu amigo. — Henry apoia o queixo nas mãos considerando algo. — Podemos convidar minha tia?
— Você ouviu mesmo o que sua mãe contou? Ela tentou matar a Regina. — Emma deita as costas no sofá, descrente.
— Podemos. — Regina responde e vira-se para a esposa. — Pode convidar alguém também, Emma, não seja chata.
— Ruby?
— Se a presença do cachorrinho for te agradar, que ele venha. — Regina segura a mão de Emma, leva até sua boca e a beija.
— Quero os meus amigos aqui também. Tinker, Robin...
— Não. A sua alma gêmea não. — Emma livra-se do toque e cruza os braços emburrada.
— O Robin sim, Henry quer conhecê-lo, não quer, querido? — Regina tenta relaxar os braços da loira.
— Com certeza. — Henry sorri com o ciúmes de Emma. Quando recuperou suas memórias, o que mais lhe chocou não foi algo que aconteceu antes de NY, mas o que aconteceu ali, o amor que as mães construíram e o fato de continuarem juntas mesmo sabendo quem são, e nada poderia deixá-lo mais feliz.
— Você não era fã dele? Quantos têm a chance de conhecer o ídolo na festa de aniversário do próprio filho.
— Deixei de ser.
— Não deixou, não. Amor, por favor, dê uma chance a ele. — Regina deita seu corpo sobre o da esposa apoiando o queixo no peito da mulher tentando imitar a cara que Henry faz quando quer convencê-la de algo.
— Okay. O ladrão vem.
— E Maleficent também. — Regina volta o corpo animada.
— Regina você caducou. O dragão? — Emma levanta-se inconformada.
— Ela virá em forma humana, Emma. — Vira-se para Henry. — Você também a quer aqui, não quer?
— Seria incrível. — Henry ocupa o lugar de Emma ao lado de Regina e anota os nomes que foram citados.
— Eu não faço questão de mais ninguém, podem terminar isso. — Regina segue para o corredor, mas recua alguns passos. — Desde que não tragam as fadas e os anões.
— Tinker é uma fada. — Emma grita para Regina, que já está no quarto.
— Uma fada banida, uma bad girl, isso a torna bem vinda.
***
Quando Emma sai do banho, usando somente um roupão, Regina está sentada na cama, apenas de calcinha, passando creme nas pernas. Escora-se no batente da porta e fica em silêncio observando a esposa que ainda não nota sua presença.
— Como vai ser a partir de agora? — Chama a atenção da morena.
— Como assim?
— Agora que nós três lembramos de tudo, como vai ser? — Emma para diante da esposa.
— É só isso, querida Nós apenas nos lembramos de tudo e agora vamos seguir com nossa vida, nossa rotina e tudo que nos faz feliz. — Regina deixa o creme de lado e envolve a cintura da esposa escorando a cabeça em sua barriga. — Henry não parece querer deixar a cidade, nem mudar radicalmente, quer apenas comemorar seu aniversário com a família completa. Eu acho que não poderia ser melhor.
Emma emoldura o rosto de Regina em suas mãos e fitam-se nos olhos. Abaixa-se para ficar da altura da esposa e selam os lábios.
— Você me faz feliz, majestade.
— Você me faz feliz também.
Regina volta a colar seus lábios e avança com a língua recebendo permissão da loira. Emma senta-se no colo de Regina contornando o tronco moreno com suas pernas definidas. O roupão vai ao chão enquanto a rainha percorre o pescoço e o colo da esposa deixando rastro de beijos e mordidas. Completamente nua, Emma força o corpo em direção a cama, ficando deitada por cima de Regina, que apalpa os seios brancos recebendo gemidos baixos. Emma morde o lóbulo da orelha de Regina, o que faz um arrepio correr pela espinha da morena, eriçando-a. Desce os beijos até os seios duros de Regina, dedicando-se especialmente em cada um deles, percorre a barriga seca com a língua até o interior das coxas e retira a calcinha da morena. Regina arqueia as contas ao sentir a proximidade da esposa à sua intimidade. A detetive mordisca ambas as coxas de forma provocativa, sentindo prazer em torturar Regina, que tenta empurrá-la para seu sexo.
— Swan... por favor.
O sobrenome de Emma sai em um sussurro, o suficiente para fazê-la sentir a própria intimidade pulsar excitada. Rendendo-se, Emma beija o sexo da esposa enquanto aspira seu cheiro. Passa a língua rotativamente pelo clitóris, recebendo gemidos de satisfação. Desce a língua até a entrada de Regina e a penetra calmamente. A rainha segura os cabelos de Emma tentando fundi-las, tamanho prazer que sente. Quando os gemidos da morena se intensificam e suas contrações indicam que o orgasmo está próximo, Emma intercala suas pernas, colando os sexos, e rebolam ritmicamente. Em poucos minutos o gozo escorre pelas pernas da rainha.
— Minha vez. — Regina troca as posições, colocando-se em cima de Emma, e leva a mão ao sexo molhado da esposa. — Gosto tanto quando está assim. — Com o dedo médio e o anelar, faz movimentos circulares no clitóris, escorrega-os pela intimidade da loira e os penetra de uma única vez, sem dificuldade. Emma suspira e rebola nos longos dedos morenos, enquanto Regina explora seu pescoço. Quando as paredes do sexo de Emma pressionam contra seus dedos, Regina desce e a chupa com avidez, ansiosa pelo gosto da esposa. Quando os espasmos do orgasmos atingem a loira, Regina usa as mãos para prendê-la na mesma posição e só abandona o sexo quando bebe todo o gozo.
Regina deita-se ao lado de Emma, abraçando sua cintura e uma conchinha. Beija-lhe o ombro e a nuca.
— Eu ainda não me recuperei, amor. — Emma fala manhosa.
— Então se recupere logo, porque eu ainda estou com saudade.
Amam-se durante toda a noite e entregam-se ao sono somente quando o céu já está claro. Poucas horas depois Regina sente um corpo deitar-se sobre ela, mas sabe, imediatamente, que não é Emma. Abre os olhos assustada e encontra Noah com o rosto afundado em seu pescoço.
— Que cheiro de sexo, Rê.
— Estava fazendo. — Regina sorri, vira o corpo e envolve o amigo em um abraço apertado.
— Eu senti saudade. Henry me ligou para falar do aniversário e me disse que já estava de volta. Por que não me procurou? — Noah deita no espaço vazio de Emma com expressão fechada.
— Cheguei ontem e tinha muita coisa para resolver.
— Sei o que você tinha para resolver. — O homem fala sorrindo, encarando os ombros desnudos de Regina.
— Onde está Emma? — Regina levanta-se enrolada no lençol e caminha até o banheiro fechando a porta.
— Saiu com Kate e Henry. Foram comprar o que falta. Gillian fez uma lista. — Levanta-se e vai até a porta do banheiro. — Vou te esperar na sala. O cheiro desse quarto está demais. Não deixe Henry entrar aqui.
Enquanto a água quente escorre pelo corpo, Regina pensa em como seria sua vida se tivesse que voltar definitivamente para Storybrooke. Acredita que continuaria casada com Emma, óbvio, morando na mansão com Henry, mas e o resto? Almoçaria e jantaria no Granny's com os desencantados, trabalharia na prefeitura e enfrentaria vilões no tempo livre? Esse, definitivamente, não é o futuro que almeja. Além disso, afastar-se dos amigos não é uma opção que tenha, de fato, considerado. Lembra-se dos amigos que tem em Storybrooke e os ama tanto quanto os de NY. Robin, Maleficent e Tinker invadiram o coração da rainha, arrumaram seu cantinho e não pretendiam sair dali, e Regina morreria por eles, como morreria por Noah, Gillian, Melissa, Eli e Kate. Imagina que seria perfeito ter todos juntos, mas sabe que, ao contrário dela, o trio não está disposto e nem tem razões para abandonar a vida que levam. Serão sempre o quarteto dos renegados, mas não fazem parte do cotidiano que aspira. Seu peito se aperta em saudade antecipada do ladrão, da feiticeira e da fada, mas volta a se aquecer quando pensa em que tudo que já viveu com os nova-iorquinos e ainda viverá. A Regina solitária, sem amigos, ficou para trás. Agora ela é cercada por pessoas que a amam, a apreciam e fariam de tudo pelo seu bem estar.
***
Na parte da tarde Regina vai até a editora organizar sua agenda da próxima semana, quando voltará a trabalhar, e dobrado, devido aos dias que precisou faltar. Quando está diante da porta de seu apartamento, procurando a chave dentro da enorme bolsa, ouve sons de conversas e risadas. Gira a maçaneta constatando que a porta está destrancada, o que significa que há visitas. Quando chega na sala, encontra Snow e Charming sentados no chão brincando de algum jogo de tabuleiro com Henry, e Emma emburrada no sofá. O bico que a loira faz é adorável e a vontade de Regina e correr até lá e mordê-lo, mas se contém e volta a observar a diversão do filho com os avós. Quando Henry percebe sua presença, levanta-se e corre até ela, abraçando-a.
— Olha quem veio nos visitar, mãe.
— Por que não estou surpresa? — Regina encara o casal que abaixa a cabeça.
— Eu liguei para Belle assim que acordei para passar a lista de convidados, e os meus avós vieram mais cedo porque estavam com saudades. — O garoto corre até eles voltando-se à posição anterior. — E eles têm novidades. Tente adivinhar o que é.
— Mary está grávida. — Emma conta sem dar tempo de Regina pensar, com a mesma expressão emburrada.
Regina acena para os dois, pega Emma pela mão e a leva até a cozinha.
— Você está bem com isso? — Enlaça a cintura da loira apoiando-se no balcão.
— Eu ainda não os perdoei pela forma que nos abordaram e te trataram quando estiveram aqui. — Emma deita a cabeça no ombro da esposa.
— E quanto a gravidez?
— É indiferente, sabe? — Afasta-se para encarar a morena. — Não é como se fôssemos irmãos, porque David e Mary nunca foram meus pais. Não é algo que vá afetar a minha vida.
— Você devia dar uma chance a eles. — Regina acaricia o rosto de Emma. — Não estou dizendo para chamá-los de papai e mamãe e morarmos todos juntos como uma grande família feliz, porque eu me mataria antes disso, mas eles te amam e se importam com você. — Afasta-se mais um pouco para ter visão completa do rosto da loira. — Eu gostaria de ter uma chance como essa, de ter os mais pais de volta e nos darmos uma segunda chance. No entanto, isso nunca vai acontecer comigo, mas está acontecendo com você, não deixe ser em vão.
Emma vai para o quarto e Regina volta para a sala onde David e Henry estão jogando vídeo game animados. Segundo o príncipe, Mary foi descansar na cama de Henry depois de sentir enjoos. Regina faz um chá de erva doce com hortelã e vai até o quarto do filho. A porta está entreaberta, ela a empurra e encontra Mary com os olhos marejados, mas, assim que encara a rainha, esfrega o rosto tentando disfarçar. Regina senta-se na cama escorando-se na cabeceira, ao lado de Snow, e a chama para seu colo. Quando a princesa não vai, Regina a puxa e entrega o chá.
— Para o seu enjoo. — Fala simplesmente e passa os dedos pelos fios curtos de Snow.
— Ouvi dizer que tem uma princesa doente. — Regina entra no quarto da pequena princesa, que está coberta até a cabeça. Quando ouve a voz da madrasta, resmunga uma resposta incompreensível. A rainha senta-se na cama e Snow pousa a cabeça em seu colo. — Eu sei que já te medicaram, mas eu vim dar o melhor remédio de todos. Um que cura qualquer sintoma.
— Não há remédio bom, mamãe. — Snow esfrega os olhos.
— Esse é bom, eu juro. — Regina passa a fazer cafuné na enteada.
— E qual é?
— Carinho. Muito carinho. — Snow senta-se no colo da rainha e passa os bracinhos por seu pescoço. Regina a envolve nos braços e acaricia costas e cabelos.
— Eu me lembro de quando você fazia isso. — Snow quebra o silêncio depois de alguns minutos.
— Isso o que?
— Cuidava de mim.
— Eu também. — Regina para o carinho, mas mantém os braços envolvidos na mulher.
— Quando foi que tudo mudou? Quando passou a me odiar? — Snow pergunta sem levantar a cabeça.
— Acho que nunca foi realmente ódio. No início eu tentei me convencer de que você não tinha culpa de nada, que você era uma vítima de Cora, o que, de fato, é verdade, mas com o tempo, te vendo crescer feliz e esse sentimento nunca se aproximando de mim, me entreguei à mágoa e fui consumida pelo desejo de vingança. "Ódio" é uma palavra muito forte, acho que "mágoa" é mais apropriada.
— Eu nunca me perdoei por ter sido tão ingênua.
— Nem eu. — Regina é sincera e, embora não seja um consolo para Snow, sua voz é doce. Não está acusando a princesa de nada, está apenas seguindo o conselho que deu a Emma minutos antes.
— Nunca pensei que sim. — Snow senta-se para tomar o chá. — Obrigada por isso. — Aponta para a caneca.
— Estou cuidando do meu neto. — Regina fala com um sorriso travesso e Snow engasga.
— Neto? — Tem os olhos arregalados.
— Seu pai não se casou comigo para que eu fosse sua mãe? Isso faz desse bebê meu neto. — A rainha mantém o tom brincalhão.
— Seguindo essa lógica, você é avó de Emma também. — Snow percebe o jogo da rainha.
— Definitivamente não é assim que nos vemos. — Regina morde o lábio inferior.
— Okay. Você venceu. Vamos parar por aqui. — Snow deposita a caneca vazia no criado-mudo e volta a deitar a cabeça no colo da rainha, sem cerimônias, sendo invadida pelo sono.
— Eu sei que ainda temos nossas diferenças, que passamos décadas brigando, mas, mesmo que Emma esteja chateada e não assuma, vocês são importantes para ela. — Regina volta a brincar com os cabelos da princesa. — Acho que ficarmos brigando só deixará Emma ainda mais dividida. Acho que podemos nos aturar por ela, não podemos?
— Sim. Você sabe que eu te amo, mãe. — Snow ronrona, já entregue a Morpheus, sem perceber o que diz.
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