Todos os Erros do Mundo

9 Just The Way You Are


Notas iniciais
O capítulo anterior teve tanto choro que contagiou até alguns leitores, mas eu confesso que fico feliz com isso, pois significa que estou conseguindo transmitir emoção com a fic. E acho que escrever só vale a pena quando emociona, quando desperta sentimentos, então fico muito contente mesmo. Tem um assunto muito sério que quero tratar agora. Eu não tenho Word (por pura preguiça de instalar) para me avisar quando tem um errinho, mas eu reviso a história antes de postar, só que, às vezes, na leitura automática, que é quando eu já estou relendo pela milésima vez, algumas coisas acabam passando. Eu quase morro quando vejo erro em capítulo publicado, algumas vezes eu acabo editando, outras não, porque sou a mãe da preguiça. Então, peço desculpas pelos errinhos dos capítulos anteriores, desse e dos próximos, caso tenham. Obrigada pelos elogios e por continuarem acompanhando. Boa leitura!

"You know, I'd never ask you to change. If perfect is what you're searching for, then just stay the same"

(Você sabe, eu jamais pediria para você mudar alguma coisa. Se a perfeição é que você busca, então continue assim)

— Bruno Mars

— Nós podemos cuidar de Henry, sempre fizemos isso. — Snow tenta, pela nonagésima vez, convencer a filha de que pode ficar com o neto enquanto ela encontra os amigos.
— Mary, Henry dormirá na casa de um amigo, já está decidido. — Emma respira fundo buscando paciência. — E fale baixo, porque ele está no quarto e não quero que ouça que "sempre cuidaram dele".
— Mas por que não ele não pode ficar com a gente?
— Porque ele mal conhece vocês, porque eu não confio que quando voltar ele ainda estará com as memórias que tem agora, porque eu ainda não estou certa de que são uma boa influência para ele e porque Regina não quer. Precisa de mais?
Mary sente o baque daquelas palavras. A desconfiança e o desprezo de Emma a machuca. Entende que a filha ainda não está lidando bem com a situação, mas nunca pensou que seria tão fria com ela.
— Claro! Regina! Por que é ela quem manda aqui, não é mesmo?
— Não, Mary. Ninguém manda, ninguém obedece. Ele é nosso filho. Durante esse ano nós sempre conversamos sobre tudo para tomarmos as melhores decisões e foi isso que fizemos hoje. Nós preferimos que ele fique com um amigo. — Emma suaviza o tom quando percebe mágoa no rosto da princesa, mas não faz o mesmo com as palavras. — Além disso, ele está triste. Will era da família também. — Vai até a estante, pega uma foto e aproxima do rosto de Snow. Nela estão, da esquerda para a direita, Emma e Regina, com Henry em seu colo, Kate, Noah, Eli, com a cachorrinha Teddy, Gillian, Melissa, com sua filha Sophia em uma perna, e Will. — Você não diz que o povo de Storybrooke são sua família e por isso precisa tanto protegê-los? Pois bem, veja só, nós somos família.
Quando Henry sai, David, que estava sentado no sofá apenas ouvindo a discussão da esposa com a filha, vai atrás de Regina na cozinha.
— Regina, nós precisamos conversar. — Pela primeira vez desde que soube que Regina já se lembrava de tudo, se dirigiu a ela sem grosseira.
— Agora não, David. — Regina se vira para ele com os olhos vermelhos.
— Eu só preciso saber se você vai nos ajudar com o problema de Storybrooke. — Ele mantém a voz calma.
— Não posso pensar sobre isso agora. — Regina passa a mão na testa, como uma mania que adquiriu em NY. — Preciso de um tempo. Muita coisa aconteceu e eu ainda não consegui parar para pensar.
— Eu entendo. Sei que é difícil perder alguém tão próximo. Eu só estou preocupado em como as coisas estão indo lá. Falamos com Belle uma única vez e nada havia melhorado. — Ele se aproxima e segura o ombro da rainha ensaiando um carinho. — Talvez possamos ir quando vocês voltarem. — Regina imediatamente se livra do toque.
— Você é inacreditável, Charming. — Carrega na ironia quando pronuncia o apelido do homem. — Tentando se aproveitar da minha dor, fingindo que entende e que se importa, para conseguir ajuda. — Morde o lábio inferior para controlar a vontade de gritar com ele. — Quer saber de uma coisa? Eu não me importo. Não tem ninguém naquela cidade que moveria um dedo por mim. Eu não vou trocar o luto pela morte de alguém que amo nem abandonar os meus amigos nesse momento tão difícil para ajudar aquelas pessoas que me odeiam e que, depois da maldição quebrada, em uma suposta luta minha com quem quer que seja que a tenha lançado, certamente torcerá contra mim. — Vai até a sala onde Mary tenta consolar a filha, mesmo sendo rejeitada. — Pegue seu marido e saiam da minha casa.

***

Emma estaciona em frente a casa de Gillian e nota que os carros de Noah, Kate e Melissa já estão ali. Desliga o carro, mas não sai. Se vira para Regina e acompanha seu olhar, ela encara as janelas da casa, por onde sai uma luz fraca e suspira pesado. Emma se permite apertar de leve a mão da morena.
— Vamos entrar.
Noah atende com o rosto inchado, entregando o quanto havia chorado. Elas o abraçam e caminham até Kate e Melissa, que estão sentadas em um colchão na sala, e as abraçam também. Sentam-se cada uma de um lado, Noah vai até o grupo e se deita no colo de Regina.
— Onde está a Gil? — A rainha pergunta.
— Aqui! — A ruiva responde aparecendo na sala com uma garrafa de vinho e duas taças. Coloca tudo em cima da mesinha de centro, que agora está no canto da sala, na ponta do colchão, e engatinha até Emma dando-lhe um abraço e depois até Regina fazendo o mesmo. — Emma, você pode trazer as outras taças?
Quando a loira se levanta, Gillian serve as duas taças entregando uma para Melissa e outra para Noah, e ocupa o lugar de Emma ao lado de Kate, deixando vago um espaço ao lado de Regina, já que elas sempre ficavam próximas.
— Um brinde ao homem mais bonito, carismático e sedutor que já pisou sobre a Terra. — Noah oferece, quando todos já estão servidos e acomodados, lembrando que raramente alguma garota ou garoto tinha olhos para ele quando Will estava por perto.
— Um brinde a um dos caras mais generosos que a vida pôs diante de mim, que, com seu jeito adolescente em corpo de homem feito, nunca deixou ninguém enfrentar um problema sozinho, mesmo quando ele mais atrapalha do que ajuda. — Melissa oferece erguendo a taça.
— Há uns dois verões atrás eu quase enlouqueci com a tese do meu doutorado, eu tinha poucos dias para terminar e tive um bloqueio intelectual. Will veio aqui dizendo que me ajudaria. Eu fiz até uma massa pensando que ficaríamos até tarde tentando evoluir no projeto, mas ele tinha um conceito um pouco diferente de "ajuda". Me arrastou para uma festa, nos divertimos muito, passamos a noite inteira bebendo e, no dia seguinte, eu tive a pior ressaca da minha vida. Ainda assim, eu consegui avançar na tese. Quando ele acordou já havia passado o horário do almoço e ele disse com um daqueles sorrisos divertidos que tem: "perdi o meu primeiro dia na empresa nova". Eu me senti péssima, mas quando ele viu o quanto eu escrevi, me puxou pela cintura em uma dança desengonçada e saiu para comprar mais bebida dizendo que tínhamos muito o que comemorar. Então, um brinde à melhor ajuda do mundo. — Foi a vez de Gillian, que fez todos chorarem e rirem ao mesmo tempo.
— Um brinde ao cafajeste mais gentil, encantador e delicado que eu conheci na vida. Que reclama quando a brisa tira um fio de seu cabelo do lugar para no minuto seguinte correr alvoroçado, achando o bater do vento contra o corpo o melhor presente da natureza, como uma eterna criança. — É a vez de Regina arrancar sorrisos dos companheiros, que concordam e citam outros momentos em que o amigo preserva a inocência infantil.
— Um brinde ao meu parceiro de crime, que pichou comigo a casa do meu ex namorado quando ele me traiu e ainda furou o pneu do carro dele, na porta do motel, usando um capuz de bandido. Nem parece um arquiteto sério quando apronta essas coisas, mas, com certeza, é o meu marginal favorito. — Kate faz algumas pausas durante a fala, com a voz embargada pelo choro, mas é inevitável sorrir ao fim lembrando-se do que fizeram juntos.
— Um brinde ao meu padrinho de casamento. — Emma refere-se à renovação de votos que fez com Regina há poucos meses. — E que fala tão bem que qualquer coisa que eu diga é mesquinha diante do que ele teria a dizer, então eu vou repetir uma coisa que ele me disse, porque tenho certeza que suas palavras farão muita falta para todos nós: "nunca ouse se arrepender do que já te fez bem; nunca entregue os pontos deixando nas mãos do destino, ele não existe; e não tenha medo de se jogar, mesmo quando não enxergar o chão, ninguém além de você sabe do que é capaz e o que te faz feliz". — Ela seca as lágrimas e ouve alguém fungar. — Will me disse isso na última vez que bebemos aqui, talvez ele tenha adivinhado que eu teria que enfrentar um dos piores momentos da minha vida sem tê-lo comigo.
Melissa abre outra garrafa de vinho e enche o taça de todos. De repente, Eli aparece afobado na sala:
— Tive que trazê-la, — aponta Teddy com os olhos — ninguém aceitou ficar com ela depois de saber que está no cio, mas tenho certeza de que Will não se importa. — Todos dão risada lembrando de quando a cachorrinha se agarrou às pernas de Will.
Ficaram horas sentados, enumerando os melhores momentos ao lado do amigo que, tão prematuramente, os deixou.
— Eu estou muito feliz que estamos fazendo isso. — Eli retoma a palavra. — Ele detesta funeral. Não deve estar no dele, com certeza está aqui com a gente. — E todos passam a conversar como se Will estivesse mesmo ali, contando-lhe coisas que talvez não soubesse.

***

Emma acorda assustada e leva um tempo para se lembrar onde está. Sua cabeça está um pouco zonza devido a quantidade de vinho que tomou. Olha para as janelas apenas para assegurar que ainda não amanheceu e corre os olhos pela sala. Gillian, Eli e Kate estão dormindo no colchão, Noah dorme no sofá com Teddy, Melissa quica a bola da cachorrinha na parede com o olhar pedido. Não vê Regina. Se levanta e vai até a cozinha, depois até a biblioteca, o escritório e o banheiro, mas não a encontra. Quando está voltando para o colchão, vê uma sombra pela janela e abre a porta. Regina está sentada no degrau que separa a varanda do jardim. Seus olhos estão fixos em algo, mas ela não parece estar mesmo ali. As íris escuras estão vazias e distantes. Ela está envolvida por uma manta marrom e os cabelos estão despenteados. Emma se senta ao lado de Regina e fica os primeiros minutos em silêncio, apenas observando como tudo estava tão quieto.
— Parece que o mundo morreu com ele. — Regina não responde, apenas suspira e pisca os olhos repetidamente afastando o choro que teimava brotar. — Eu não sei como ainda não sequei de tanto chorar. — Comenta como se estivesse lendo os pensamentos da rainha. — Posso me cobrir também?
Regina se mantém calada, mas oferece parte da manta para a loira, que se aproxima mais e a envolve em suas costas. Elas voltam a ficar em silêncio pelo que parece uma eternidade, até que a voz de Regina irrompe o ar.
— Dói tanto.
— Eu sei. — Emma toca o queixo da rainha fazendo com que a encare. Seu rosto está contorcido em uma expressão tão dolorosa, que suspeita que ela pode estar até mesmo fisicamente machucada.
— O mundo está desmoronando em nossa cabeça.
— Você sabe que não precisa passar por isso sozinha. — Solta o ar cogitando se deve terminar seu pensamento. — Eu estou aqui para você também, Regina.
Elas ficam ali sentadas durante o restante da madrugada, presenciam o nascer do sol e de uma manhã, também, silenciosa.
— Vem, precisamos descansar. — Emma segura a mão de Regina e a leva até o colchão, onde apenas Eli dorme agora. Se deita na ponta e Regina se acomoda ao seu lado. Quando a rainha está prestes a dormir, a loira arrisca passar um braço por baixo do pescoço de Regina envolvendo seus ombros, e, inconscientemente, a morena se aconchega no peito de Emma, caindo no sono.
Emma a observa dormir e se pergunta como conseguiu odiá-la um dia. Para ela, não há nada mais adorável do que o rosto suave e a respiração calma de Regina enquanto dorme. Definitivamente, ódio não é o que sente pela morena, mas também não sabe definir o que é. Vendo-a assim, tão vulnerável, Emma sente uma necessidade irracional de protegê-la, de tomar as dores somente para si, deixando-a livre para sorrir. Se dá conta de que a Regina de NY sorria mais em um único dia do que a Regina de Storybrooke durante todo o tempo em que conviveram lá, se é que podia chamar de convivência as trocas de ameaças diárias. Sente, também, carinho por ela, sem falar no desejo que a invade apenas de pousar os olhos nas perfeitas curvas morenas que a rainha tem. Todos esses sentimentos que está descobrindo se confundem com o amor que sente por aquela que foi sua esposa durante mais de uma década — considerando as memórias falsas — e durante um ano, de fato. Emma ama a Regina escritora e editora, viciada em livros, músicas e que adora dançar.

— Oh her eyes, her eyes fake the stars look like they're not shining. Her hair, her hair falls perfectly without her trying. (Oh, os olhos dela, os olhos dela fazem as estrelas parecerem que não têm brilho. O cabelo dela, o cabelo dela recai perfeitamente sem ela precisar fazer nada) — Regina se deita em cima de Emma cantando em seu ouvido enquanto faz cócegas. — She's so beautiful and I tell her every day. (Ela é tão linda e eu digo isso a ela todos os dias) — Tira os cabelos que cobrem o rosto da esposa. — É hora de acordar, querida.
— Me deixa dormir só mais um pouquinho? — Emma resmunga sonolenta.
— Só se você cantar a próxima estrofe comigo. — Regina fala com voz infantil, apertando os braços em torno da cintura da loira.
— Yeah, I know, I know. When I compliment her, she won't believe me and it's so, it's so sad to think that she don't see what I see. But every time she asks me do I look okay, I say. (Sim, eu sei, eu sei. Quando eu a elogio, ela não acredita e é tão, tão triste saber que ela não vê o que eu vejo. Mas quando ela me pergunta se está bonita, eu digo) — Emma cede ao pedido da esposa.
— Você é linda! — Regina roça os lábios nos da loira e sai do quarto deixando que durma mais um pouco, mas Emma não o faz, fica ouvindo a morena cantar.

"When I see your face
(Quando eu vejo seu rosto)

There's not a thing that I would change
(Não há nada que eu mudaria)

'Cause you're amazing
(Pois você é incrível)

Just the way you are
(Exatamente como você é)

And when you smile
(E quando você sorri)

The whole world stops and stares for a while
(O mundo para e fica olhando por um tempo)

'Cause girl you're amazing
(Pois, garota, você é incrível)

Just the way you are
(Exatamente como você é)"

Emma sussurra enquanto ainda observa Regina dormir:
— Her lips, her lips, I could kiss them all day if she'd let me. Her laugh, her laugh, she hates, but I think it's so sexy. (Sua boca, sua boca, eu a beijaria todos os dias se ela me permitisse. A risada dela, a risada dela, ela odeia, mas eu acho tão sexy) — Beija o topo da cabeça da rainha e se entrega ao sono.

***

Quando Emma acorda, está sozinha na sala. Ouve conversas na cozinha e vai até lá, onde todos estão falando enquanto Gillian e Regina cozinham. Ao notar a presença da loira, Regina lhe sorri com timidez e rapidamente volta sua atenção ao que está preparando. Ainda está constrangida por ter dormido no peito de Emma, não sabe exatamente como foi parar lá, mas não acha certo ficar tão próxima, embora seu corpo queira ainda mais contato. A verdade é que mesmo em Storybrooke, com a guerra que travavam, elas nunca conseguiram manter distância. Uma sempre invadiu o espaço pessoal da outra, mas agora algo mudou dentro da rainha e o mínimo contato, que seja, faz com que seu corpo reaja de forma que não sabe interpretar. E, pior, sente uma necessidade de tocá-la ganhar mais espaço dentro de si. Tenta se convencer de que é carência por estar passando por um momento triste e delicado, mas fracassa. Sente o ódio pela salvadora guerrear com o amor pela detetive, e se vê perdida no meio disso e cogita que talvez, só talvez, o amor esteja vencendo.
Ouve chamarem seu nome por cima do barulho desses pensamentos:
— Regina, você pode pegar as pimentas lá atrás? Emma se ofereceu, mas ainda não voltou, acho que ainda não descobriu qual é a de Cheiro. — Gillian pede, fazendo os outros rirem da falta de aptidão da loira na cozinha.
Mas a rainha não os acompanha, apenas segue em silêncio para o fundo da casa, onde fica uma modesta plantação de pimentas que são o xodó da dona da casa, que é chef de cozinha. Ao ver Emma analisando todos os pés com indecisão, Regina sorri involuntariamente. Quando começa a caminhar até lá, suas pernas falham e precisa fazer esforço para se equilibrar. A ideia de ficar sozinha com Emma a assombra e saber que se sente assim, assombra ainda mais.
— Swan, já sabe qual deles é o de Pimenta de Cheiro? — Regina pergunta com a voz suave, tom que nunca usava com Emma antes de NY. A loira salta em susto e leva uma mão ao peito.
— Todas cheiram. — Responde tentando um sorriso, mas Regina nem precisa tentar, o sorriso simplesmente se forma em seus lábios. Emma os encara com ternura e sente o coração se agitar.
— São as do fundo. — Regina começa a colhe-las e explica para Emma quais já estão boas e como deve fazer. As mãos se tocam acidentalmente algumas vezes e um calor se espalha por seus corpos. — Me desculpa por dormir em cima de você. — Sente o rosto queimar quando Emma a encara.
— Não precisa se desculpar, dormimos assim tantas vezes.
— Mas agora é diferente.
— Por que? — Emma abandona o que estava fazendo, aperta o jeans com as mãos enquanto é consumida pelo nervosismo.
— Porque agora sabemos que você é a Savior e eu, a Evil Queen. — Regina a olha tão profundamente que consegue enxergar todos os sentimentos da loira. São tão confusos quanto os seus, mas pôde identificar medo, desejo e amor. Mas não o medo que via nos aldeões da Floresta Encantada em sua presença, é mais como o medo que ela também possui: medo de ser rejeitada.
— Não. Não somos. Você pode até ser uma rainha, mas não uma rainha má. Rainha Regina é melhor, mas, ainda assim, para mim, apenas Regina basta. E eu sou somente Emma, nem salvadora nem Swan. Emma.
Os olhos de Regina correm entre as esmeraldas dilatadas e os lábios de Emma, enquanto a loira fita sua boca vermelha. As pernas de ambas se movem involuntariamente, fechando o espaço entre elas. Os lábios de Regina tremem e um fulgor percorre seu corpo até que ele inteiro se arrepia. Emma toca a cintura da morena com as duas mãos, apertando-a, e colando seus corpos. Antes que qualquer pensamento lhe acorra, Regina fecha os olhos e entreabre a boca. Emma não entende se seu coração parou de vez ou acelerou tanto que explodiu. Ela gira levemente a cabeça para a direita e cola seus lábios nos da rainha. Ficam assim por alguns segundos, apenas sentindo o calor que seus corpos emanam, até a língua de Emma pedir passagem a uma Regina totalmente entregue. O beijo é calmo. A morena percorre, lentamente, cada centímetro da boca da loira, que, por sua vez, saboreia o gosto adocicado da realeza.

Notas finais
Estou ansiosa para saber a opinião de vocês. Críticas positivas, ideias e dengos são bem vindos.