Notas iniciais
Gratidão é o que define o que eu sinto com os comentários de vocês. São o melhor incentivo que posso receber. Muito obrigada!!! Me deu uma vontade de chorar de emoção. Aliás, choro é o que mais tem nesse capítulo. Boa leitura.

"A vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser, é um ciclo..."

— Catedral

Assim que vira o frasco, uma pontada atinge a cabeça de Regina, que geme de dor apertando-a com força e espremendo os olhos. Passa a sentir outras fincadas em intervalos menores. A dor lancinante faz com que sinta tudo desaparecer, como se estivesse em queda livre em um abismo escuro e frio. As memórias começam a invadi-la em ritmo mais acelerado do que seu raciocínio pode acompanhar. Agora ela é uma criança que não passa dos três anos de idade e estende os bracinhos para a mãe, que duramente a ignora, mas é acolhida pelas mãos do pai. As imagens passam rápidas até o dia em que conhece o cavalariço. "Daniel". Ela revive olhares, beijos, desejos e planos. "Casa comigo?". No momento seguinte, vê o coração do homem virar pó. "Eu te amo". Vê o rei, a satisfação de sua mãe e a pequena princesa Snow White. "Você pode guardar um segredo?". Relembra os anos servindo ao marido e sendo infeliz ao seu lado. As aulas com Rumpelstiltskin. Maleficent. A maldição. "Toda magia vem com um preço". Vinte e oito anos parados no tempo. Henry. Emma Swan. "Amor é fraqueza".
Regina não recobra apenas as memórias, os sentimentos também voltam e parecem ainda mais fortes. Toda a dor e o vazio recuperam os espaços que eram seus por direito.
— Swan!
A rainha encontra os olhos de Emma, que se contrai. Ouvir Regina chamando-a pelo sobrenome é a prova incontestável de que tudo havia voltado ao ponto de partida. Lembranças do último ano também rondam a morena, especialmente os momentos que passou em família. Nesse tempo ela recebeu os olhares mais carinhosos e protetores em muitos anos. Antes disso, apenas seu pai e Daniel haviam direcionado tanto amor a ela. Pensar em seu querido pai e no homem de sua vida faz com que a lágrima que tenta segurar escorra solitária. Então, busca se concentrar no que realmente importa no momento:
— O que aconteceu? — Com um esforço surreal, Regina estampa uma expressão que parece impassível aos olhos de Emma e a faz chorar ainda mais. — Como seus pais chegaram aqui?
— Outra maldição. Eles não se lembram do último ano. — E como Emma inveja os pais nesse momento. Quem dera não se lembrar do último ano para não ter que passar por isso. Entre ter uma vida feliz, mas perdê-la, e nunca ter deixado sua infelicidade, prefere a segunda opção. Continuar no fundo do poço é mais fácil do que conhecer a vista da montanha se ela não pode ser eterna.
— Quem? — Regina prefere ser econômica para não demonstrar o quanto também está devastada. Sente o impulso de querer secar o rosto da loira e fazer com que ela pare de chorar. Embora reconheça quais memórias são falsas e quais não são, e tenha ciência de que nas reais tudo que Emma fez foi destruir suas chances de happy ending e tirar seu filho, ainda sente o cuidado que a editora Regina Swan Mills tinha pela detetive Emma Swan Mills. Mas usa todas as suas forças para manter-se afastada.
— Não sei.
— Rumpelstiltiskin? — Ele havia criado a maldição, mas Regina duvidava que haveria lançado. Teria que matar quem mais ama e Rumple não tem coragem suficiente.
— Acho que se fosse ele, saberiam. — Emma passa a mão pelo rosto, enxugando as lágrimas, e pelos cabelos, deixando-os ainda mais bagunçados, e obitem uma aparência deprimente.
— Quem mais pode ser? — A rainha pergunta em voz alta, mas não para Emma, que sabe que não tem preparo para uma suposição sequer, mas para si, forçando o raciocínio. Pensava que somente Rumple e Maleficet a conheciam. — Quem teria coragem de lançar a minha — enfatiza — maldição?
Emma não diz nada, apenas observa, impressionada, como Regina consegue pensar nisso logo após recuperar as memórias. Ela ficou devastada e ainda não se recuperou do choque, mas Regina não parece sentir um terço da confusão que a tomou. Emma interpreta isso da pior maneira possível. Nem cogita a ideia de que a rainha possa estar tão arrasada quanto ela. "Ela é 100% razão". Está tão decepcionada que não percebe a ingenuidade do pensamento, Regina é pura emoção. Como desejar a morte de uma criança, exilar a mãe, planejar o assassinato do marido, devastar vilas e amaldiçoar um reino inteiro podem ser atitudes de alguém guiado pela razão? A rainha sente tudo tão intensamente, é impulsiva ao ponto de ser autodestrutiva, é uma bomba relógio pronta para explodir a qualquer momento. Encarando a mulher a sua frente, Regina sente a tristeza crescer dentro de si. Já não suporta mais conter o choro, parece que seu peito vai rachar. Havia tanto tempo que não sentia-se tão miserável que acha que desaprendeu a fingir indiferença diante do que lhe machuca. Levanta e vai até a porta voltando-se para Emma quando já está prestes a sair:
— E Henry?
— Foi dormir com Noah. Ele ainda não sabe. — Emma responde sem se virar, a falta de expressão no rosto de Regina a afligiria ainda mais.
— Vou dormir no quarto dele. — Regina sai deixando uma Emma entregue, novamente, às lágrimas.
A rainha se deita na cama do filho, ouvindo os soluços que vem do quarto que fica no fim corredor, e, finalmente, deixa sair tudo que prendia. Suas lágrimas são grossas e abundantes, afunda o rosto no travesseiro e o morde para abafar o choro. Não quer ser ouvida, não quer ser fraca diante daquela que nasceu com o único intuito de acabar com o que ela lutou tanto para conseguir. Mas só consegue enxergar Emma assim nos primeiros segundos, depois tudo que vê são os momentos em que a loira a fez sorrir, as brincadeiras, as declarações, as demonstrações de amor — um amor criado por uma maldição. Também chora por Henry, seu filho, que finalmente diz amá-la. — outro amor criado pela maldição. Chora por ela, por ter começado tudo isso, por não ser forte o suficiente para conseguir lidar com a perda de um amor e precisar destruir tudo, inclusive seu futuro. Chora por Daniel e seu coração arrancado. Chora por confiar na pessoa errada e por culpá-la por um erro que era seu e pela maldade daquela que lhe trouxa à vida.
Não consegue dormir e, quando o sol já está nascendo, decide tomar banho. Ao olhar-se no espelho, se assusta com a própria aparência. Seus olhos estão fundos, tem bolsas escuras abaixo dos olhos, suas bochechas estão marcadas pelos caminhos percorridos pelas lágrimas, os fios do cabelo estão emaranhados e a boca está ressecada. Joga-se embaixo do chuveiro na esperança de que a água lave sua alma e leve consigo todo o sofrimento. Senta-se no chão com as pernas cruzadas e fica estática durante horas, só sai quando a água, inicialmente quente, já está fria. Coloca o roupão de Henry, que fica minúsculo, proporcionando um enorme decote, e que a cobre somente até o início das coxas. Volta para a cama e passa mais alguns minutos olhando para o nada, pensando no que deve fazer a respeito que está acontecendo em Storybrooke, mas quando seu estômago ronca alto de fome, decide que é hora de encarar o dia. Vai até seu quarto e encontra Emma deitada de lado com as pernas encolhidas e os olhos abertos, aparentemente, ela também não dormiu. Entra sem dizer nada e vai até o closet, veste-se e sai tão rápido quanto entrou.
Faz algumas torradas e se serve com um pouco de suco. Pensa no estado de Emma e no quanto deve estar sendo difícil para ela se lembrar que nunca participou da vida do filho, que o deixou assim que nasceu. Em um súbito gesto de compaixão, não por essa Emma, mas por aquela que vivia em suas lembranças falsas, prepara mais torradas, serve outro copo de suco, coloca tudo em uma bandeja e vai até o quarto. Deposita a bandeja na cama e toca o braço de Emma chamando sua atenção. Quando a loira vê o café da manhã que a ex-prefeita trouxe, senta-se imediatamente e tenta ler os olhos da mulher, mas não consegue. Elas começam a comer em silêncio e ficam assim por alguns minutos, até Regina quebrá-lo:
— Precisamos conversar com os seus pais. — Emma apenas assente. Não diz nada para que seus sentimentos não se tornem ainda mais perceptíveis. Decide que precisa ser forte, pois Regina não merece sua dor. Não sofrerá por nada que não seja correspondido. — Talvez no almoço. — Emma assente mais uma vez.
O café segue em silêncio e quando terminam, Regina leva a bandeja para a cozinha e se joga no sofá mentalmente exausta. O sono chega pouco depois.

***

Regina acorda com Emma cutucando seu ombro.
— Mary e David vão nos encontrar para almoçar no shopping. — Sua voz é seca.
Regina considera, de longe o pior lugar para ter a conversa que pretende, mas ainda está cansada demais para contestar. Então se levanta e segue Emma. Quando chegam ao portão principal do prédio, avistam Henry. Regina sente o coração saltar ao ver o sorriso que se abre no rosto do menino ao envolvê-la em um abraço. Teme que, quando recuperar a memória, nunca mais a olhe com tanta ternura nem lhe sorria tão espontâneo.
— Vão sair?
— Vamos almoçar com os vizinhos. — Emma responde ao notar que Regina está emocionada demais para conseguir.
— Posso ir com vocês?
— Dessa vez não, querido. — Regina se recompõe e fala por cima da resposta de Emma. — Conversa de gente grande. — Explica.
— Eu sou grande — Henry protesta. — Mas vou deixar passar dessa vez. Almocei com Noah, então, bom almoço para vocês. — Sorri, beija o rosto de cada uma das mães e entra.
Fazem o trajeto até o shopping trocando poucas palavras sobre os desencantados ainda não saberem que Regina tomou a poção e, em meio a isso, ela se recorda porque odeia tanto o carro da ex-sheriff. Aquela máquina mortífera amarela um dia ainda as deixariam a pé. Quando chegam, veem Mary e David já sentados em uma mesa. Como não sabem se Emma deu mesmo a poção para Regina, na dúvida, abrem sorrisos simpáticos.
— Regina! — Mary se levanta para abraça-la, mas a morena se afasta.
— Snow! — O sorriso morre no rosto da princesa, assim como no do príncipe, que voltam a sentar com a tensão brotando no rosto dos quatro.
— Então... — David tenta começar a conversa. — Aqui estamos.
— Me expliquem sobre essa nova maldição.
Regina fala em tom de ordem, que faz com David contraia o maxilar enraivecido, mas se controla e conta tudo que sabe. Regina ouve atenta, enquanto Emma vaga o olhar por todos os cantos, não suportando mais ouvir falar sobre aquilo. O príncipe pausa a história apenas quando o garçom vem anotar os pedidos e novamente quando os entrega.
— Você falou, falou, falou, mas em resumo, vocês sabem de absolutamente nada. — Regina tem a voz carregada de desprezo, o que faz com que o casal suspire buscando por paciência e Emma estremece notando a diferença de tons entre o que a rainha usa e o que sua Regina usava.
— Esperávamos que Emma voltasse para quebrá-la como fez com a sua. — Snow retoma a conversa depois de alguns minutos.
— Ela não pode. Não é assim que funciona. — Ao ouvir isso, Emma suspira aliviada em saber que, talvez, não precise mesmo voltar para aquela vida torturante de salvadora.
— Então como funciona, Regina? Nos explique como as trevas funciona. — David aumenta o tom de voz fuzilando a morena com o olhar.
— Se quiser eu posso pedir ao garçom que traga um microfone. — Regina devolve o olhar. — Emma quebrou a minha maldição porque o alvo era a mãe dela. E a não ser que Snow tenha espalhado mais segredos por aí, não sei se alguém lançaria a mesma maldição na mesma pessoa.
— Se não é ela, quem é?
— Eu não sei. Para isso é preciso saber quem é o alvo da maldição.
— Você vai mesmo voltar? — Emma se manifesta pela primeira vez.
— É claro que vou. É a minha maldição, a minha cidade, o meu trono, a minha coroa e ninguém chega perto dela. — Regina nem pensa para responder. O coração de Emma se parte em vários pedaços e ela se pega olhando o chão, conferindo se nenhum de seus cacos lhe escapou do peito.
O silêncio volta a reinar enquanto todos comem em silêncio, mas novamente são interrompidos:
— Sra. Mills? — Uma voz familiar aos ouvidos de Regina desperta a atenção de todos. É uma mulher alta, por volta de 25 anos de idade, com o corte de cabelo semelhante a um long bob, porém, mais desfiado, trajando jeans rasgado preto, camiseta larga da mesma cor, tênis branco, olhos marcados com delineador e batom claro. Apesar da voz, Regina não a reconhece. — Eu sou a Clarice, temos um horário na sexta para que eu apresente uma história que escrevi. — Ela sorri tímida, enquanto se apresenta, mas não deixa de ser um lindo sorriso.
— Claro! Clarice! Eu sabia que conhecia a sua voz. — Regina tenta sorrir, apesar de todas as preocupações, e se levanta para cumprimentá-la. — É um prazer te conhecer pessoalmente.
— Tenha certeza de que o prazer maior é meu. — Elas apertam as mãos e se encaram em silêncio por alguns segundos. Emma sente que o clima entre as mulheres está estranho e se levanta parando ao lado de Regina e estende a mão para Clarice com insegurança. A jovem a aperta e sibila um cumprimento desconfiado.
— Clarice, essa é minha esposa, Emma.
— Ah! Claro! É um prazer. — Clarice sorri cortês e cumprimenta Mary e David a medida que Regina os apresenta. — Eu não quero atrapalhar o seu almoço, eu só estava muito ansiosa para te conhecer.
— Você não atrapalhou. E eu é que estou ansiosa para conhecer o seu trabalho. — Regina percebe que Emma, que ainda está parada ao seu lado, tem um leve tremor nos lábios e analisa Clarice desconfortável e prefere encerrar a conversa. — Então até sexta.
O almoço segue, novamente, em um silêncio constrangedor, com cada um perdido em seus pensamentos. Emma pensa em como Regina a apresentou: "minha esposa". É inevitável se perguntar se, mesmo recuperando as memórias, Regina ainda a considera dessa maneira. Seu peito aquece e um pequeno sorriso brota em seus lábios. Mary e David também perceberam como a rainha apresentou Emma e notam que elas ainda estão usando aliança. Snow, desconfiando que o marido pensa o mesmo que ela, sibila muda o nome de Henry, que considerava ser a única explicação plausível para tal fato. Já Regina nem percebeu o que fez, o que pensa agora é na reação de Emma diante da moça. Parecia ciúmes, mas não acredita que a loira ainda nutre esse sentimento por ela. "Nós nos odiamos", repete em sua cabeça sem perceber que o faz mais para se convencer disso do que como uma constatação irrefutável.
— Acho melhor eu ficar com a poção de Henry. — Emma fala quando nota que todos já terminaram o almoço.
— Deixei em casa, mas eu não vejo problemas em deixá-la com você. — Snow agora sabe que fez o certo ao entregar um frasco para a filha na noite anterior, pois ela, apensar de tudo, fez o certo e acredita que fará novamente. Além disso, Henry é filho dela, é justo que fique com a decisão de quando dar a ele.
— Então vamos pegá-la. — Emma tira a carteira do bolso e quando faz menção de levantar da mesa, a mão de Regina pousa sobre seu ombro impedindo-a.
— Eu pago. — Não é um gesto de cavalheirismo ou coisa do tipo, ela só não aguenta mais Snow e Charming diante de seus olhos. Pensa que se estivesse em um avião, saltaria. Qualquer coisa para se ver livre da presença dos dois.

***

— Você já decidiu quando vai dar ao Henry? — Snow pergunta a Emma quando lhe entrega o frasco.
— Não é da sua conta. — Regina é rude e o pega das mãos da loira.
— Eu perguntei para a mãe dele. — Snow perde a pouca paciência que restava.
— Eu sou a mãe dele. — Regina retruca e antes que possa dar continuidade à discussão, ouve o celular de Emma tocar, então, respira e caminha até a janela do apartamento deixando os três sentados no sofá.
Quando encerra a ligação, Emma está pálida, sua respiração é pesada, esfrega o rosto com as mãos e as usa para escondê-lo.
— O que aconteceu? — David pergunta fazendo com que a filha levante a cabeça, mas é para Regina que ela responde.
— Era a Ria, irmã do Will. — Enquanto fala, os olhos e nariz de Emma ficam vermelhos. Regina sabe que ela está prendendo o choro e se aproxima do sofá. — Parece que houve uma briga em um bar e ele acabou sendo atingido por uma faca. — Ela fala gaguejando e com os olhos saltando de uma íris à outra de Regina. — Não se sabe ainda o que exatamente aconteceu.
A rainha congela. Suas mãos esfriam, seu coração acelera, mil coisas passam por sua cabeça, sente as lágrimas brotarem em seus olhos e o desespero a dominar.
— Em que hospital ele está?
— Em nenhum. Ele está morto.
Emma fala e não consegue mais conter o choro, volta a esconder o rosto nas mãos. Não sabe aonde encontra tantas lágrimas, já não aguenta mais, seus olhos doem, sua garganta aperta em um nó que está formado desde a noite em que soube de tudo. A última noite em que viu Will. A última noite em que viu seu sorriso de dentes perfeitamente brancos e o cabelo impecável. Pensa que se Will fosse da Floresta Encantada, com certeza, seria um príncipe. Regina também lembra naquela noite. Will dançava pouco, preferia aproveitar as noitadas com paqueras, ela dizia que ele era o tipo cafajeste: lindo, te seduz, te leva pra cama e não liga no dia seguinte. Mas naquela noite eles dançaram. Naquela noite Will trocou todas as garotas do bar para ficar com os amigos. E como eles se divertiram, riram, brincaram e se amaram durante os onze meses de amizade. Regina, contando com a maldição, tem idade para ser considerada idosa, mas em toda sua vida, nunca teve amigos como os seis que estavam naquela noite. Ela os ama com todo o coração. Eles são até mais do que amigos, são irmãos. E, agora, um deles está morto. Um deles nunca mais participará das loucuras nova-iorquinas que os oito — Eli, Gillian, Melissa, Noah, Kate, Regina, Emma e Will — tanto amam aprontar. Pensando se tem como a vida lhe bater ainda mais, senta ao lado de Emma e sente-se ainda pior ao ver o quanto a loira também está sofrendo. Se Emma, a pessoa mais forte que conhece, desabou com essa notícia, quem é Regina para lutar contra. Ela afaga os cabelos de Emma, leva as mãos até o ombro oposto da loira e a puxa, cuidadosamente, para si. Emma abraça a morena percorrendo as mãos por suas costas, — sob os olhares assustados dos pais — e sente Regina afundar o rosto em seu pescoço antes de sussurrar:

— Eu estou aqui. Vai ficar tudo bem.

Notas finais
Aí está a reação, em um primeiro momento, da nossa rainha. Gostaram? Decepcionei? Aguardo o feedback. Beijos!