Todos Iguais

57 Natália e Felipe


Notas iniciais
Ultima semana do mês! As férias estão acabando, que pena (ou não). Como vocês estão?

Finalmente essa ultima semana de provas acabou, eu já não aguentava mais estudar tanto, mesmo sabendo que já teria muito bem passado de ano sem nem precisar fazer essas provas. Mas, como eu gosto mesmo de me esforçar e tentar sempre melhorar, eu optei por soar mais um pouquinho. Então nem tenho porque ficar reclamando.

O que me alivia é saber que cada esforço e cada sacrifício por fim acabaram valendo muito a pena. Tenho certeza que me superei dessa vez, tirei notas excelente e isso é uma grande satisfação para mim. Digamos que, até ajudou a tirar um pouco a Luiza da minha cabeça. E eu não tive muito tempo para me lamentar ou ficar chorando pelos cantos, porque estava sempre concentrada em minhas anotações e nas leituras das apostilas.

Ontem a galera combinou de ir ao parque comemorar esse clima de quase férias, assim que todos terminassem suas provas. Hoje tivemos prova de historia, filosofia e sociologia. Nem fui muito rápida e também nem demorei tanto para terminar, mesmo as provas contendo uma boa quantidade de textos que a gente precisava ler pelo menos umas três vezes para entender.

Quando cheguei lá fora, vi que a Bianca e o Felipe foram os únicos que terminaram antes que todos. Estavam sentados na calçada no maior clima. Eles eram tão fofos! Felipe estava encostado no muro, falando umas bobagens no ouvido da Bianca – pelo menos foi à impressão que tive – que estava sentada entre suas pernas, acariciando as pernas fininhas dele e sorrindo bastante.

Antes mesmo de chegar até eles, fui surpreendida pelo retardado do Rafael que me deu o maior susto, pulando bem na minha frente com um sorriso enorme no rosto. Não notei antes que ele tinha ido até uma doceria não muito longe dali comprar algumas guloseimas para enganar a fome. Além de me assustar e rir da minha cara, ele também me abraçou, falando umas coisas compreensíveis perto da minha orelha, porque tinha a boca cheia de balas de iorgute.

Pelo visto ele estava muito animado e feliz por estarmos praticamente de férias.

Nem tive tempo de perguntar o que tinha dado nele, pois o Rafael foi logo me arrastado para perto da Bianca e do Felipe, que olharam para nós e sorriram. Depois pediram bala ao amigo e eu me sentei ao lado deles.

Ficamos conversando por um tempinho, esperando os outros.

Ou melhor dizendo: esperando a Luiza. Pois o Pedro disse que não iria com a gente. Porque já não era novidade para ninguém que ele só tinha tempo e olhos para a Maria Eduarda e também, após ter falado abertamente de seu relacionamento até então secreto com ela, o clima entre a galera ficou meio pesado, por saber que ele tinha se aliado com a inimiga.

Eu, claro, não fiquei tão surpresa assim, pois ele já tinha falado comigo dos seus sentimentos por ela. E também, não fiquei nem um pouco chateada ou decepcionada. Eu achava que a vida era do Pedro, ele fazia dela o que bem entendesse. Nós éramos só amigos e não mais namorados, não é como se ele devesse explicação para mim. E tinha também um lado meu que ainda tinha esperanças que a Luiza ao saber da novidade – se é que ela já não soubesse – percebesse que o Pedro não sentia nada por mim. E eu muito menos por ele. Já que estou indiferente a tudo isso.

Quinze minutos depois ela enfim surgiu e se juntou a nós, um pouco receosa. Já que tinha passado um bom tempo sem falar com ninguém, pelo castigo e também por minha causa ou por opção própria. Sei lá. Só sei que ela andou bastante distante de nós. Bom, enfim. Tentei não ficar olhando muito para ela, porque não queria que ela se irritasse comigo e desistindo de ir a esse passeio conosco.

Já foi um milagre e tanto ela ter aceitado o convite mesmo sabendo que eu também iria.

Optamos por ir a pé. O sol aquela manhã não estava muito forte.

Bianca e Felipe foram à frente, abraçados e conversando o tempo todo. Mais atrás estava o Rafael puxando conversa com a Luiza. Não posso dizer que não senti ciúmes, porque sim, eu senti e muito. Mesmo atrás e sozinha, pude ouvir quando ela comentou com o Rafa que ela tinha achado que tinha ido muito bem nas provas e conseguiria recuperar a média e passar de ano.

Fiquei feliz por ela.

Muito feliz e orgulhosa.

Queria poder dizer isso a ela.

***

O parque não estava muito movimentado aquela manhã, mas também nunca estava vazio. O céu estava cheio de nuvens e o sol brilhava lá do alto, não muito forte. Assim que chegamos, a primeira coisa que fizemos foi procurar um lugar para ficarmos na sombra e decidirmos o que faríamos com o resto do tempo livre, já que nenhum de nós estava disposto a voltar pra casa tão cedo.

Bianca sentou-se na grama perto da melhor amiga e perguntou como ela achava que tinha se saído nas provas. Rafael, inquieto e agitado, saiu por aí a procura de alguma garota interessante, mas disse que logo voltaria. E eu, para não deixar a Natália sozinha, sentei-me perto dela e resolvi puxar conversa, só para não ficar aquela coisa constrangedora e sem graça.

— E quando será o casamento da sua mãe? – perguntei, virando-me para ela. — Já está tudo certo para o grande dia?

— Sim, sim. – ela sorriu, acho que feliz por eu não ter a deixado de lado. Eu, assim como qualquer outro, sabia que ela e a Luiza andavam brigadas e não se falavam há um tempinho. — Será no dia vinte sete. Logo menos irei entregar o convite a vocês. Estão todos convidados!

— Nossa, que ótimo. – comentei, sorrindo também. — Claro que eu e a Bianca vamos estar lá. Sua mãe é uma figura!

E foi a partir daí que começamos a conversar sobre alguns detalhes do casamento da mãe dela e depois, não sei como, acabamos conversando sobre seu irmãozinho e a relação que ela tinha com o padrasto, que também era como um amigo para ela.

Por um momento eu a invejei. Parecia que todos os meus amigos, mesmo não tendo pais perfeitos, ainda assim eram bem próximos deles e tinham uma relação que eu poderia considerar “agradável”. Enquanto eu era como se fosse uma pessoa invisível lá em casa. E bem, quando meus pais notavam a minha presença era apenas para me menosprezar.

Mas como a Bianca mesmo me pediu uma centena de vezes, eu tentei não ficar pensando muito nisso para não me aborrecer.

— Finalmente consegui encontrar vocês! – olhamos para cima, os quatro ao mesmo tempo. Deparando-se com o Pedro... E a Duda.

— Oi, gente. – como ninguém disse nada, apenas ficamos surpresos ou indignados demais com a sua surpresa – no caso da Bianca – ela resolveu ser simpática conosco. Cumprimentou-nos com um sorriso.

Que no caso me apareceu bem verdadeiro.

Eu admitia que às vezes minha namorada fosse muito paranoica e pegava muito pesado com certas coisas. Digo isso, pela maneira como ainda hoje – ou hoje mais do que nunca – ela odeia a prima de qualquer jeito e acaba sempre perdendo a paciência quando ela está por perto.

— Ah, não. – Bianca levantou-se no mesmo instante, com um sorriso debochado. — Era só o que me faltava.

E ela saiu, sabe-se lá para onde. Praticamente batendo os pés na grama e com fumacinhas saindo de sua cabeça. Ela parecia um touro raivoso. E eu, claro, não tive outras escolhas a não ser ir atrás dela.

— Bianca, ei. Espera! – dei uma corridinha para poder alcança-la e a peguei pelo braço. — Para onde você está ainda?

— Pra qualquer lutar, Felipe. – disse ela, já vermelha de raiva. — Para um lugar bem longe daquela cascavel.

— Amor, eu sinto muito por tudo isso. Mas... Você não acha que já chega? Dá uma chance pra ela, poxa. O Pedro parece ama-la o bastante para acreditar que ela pode sim ser uma pessoa melhor. Talvez agora que ela está com ele, ela já nem sinta mais tanta necessidade de arruinar nossas vidas. Nós não sabemos. E se nós déssemos uma chance a ela...

— Chance coisa nenhuma, Felipe! – ela esbravejou, retirando seu braço de minha mão com brutalidade. — Eu não consigo acreditar naquela ali nem por um momento. Não depois de tudo que ela aprontou comigo... Com a gente. Olha, eu adoro o Pedro, mas ele está começando a me fazer perder a paciência com ele também. Ele sabe que a gente a odeia!

— A gente, não. Você, né? – acabei soltando, sem pensar direito. Imediatamente me arrependi do que disse. Afinal, eu deveria estar ao lado dela todo o tempo, como eu já tinha prometido centena de vezes. Mesmo sabendo que essa era uma promessa que futuramente poderia ser facilmente quebrada. — Desculpa. Eu não queria dizer isso... Eu...

— Ah, então agora é assim? Você vai ficar do lado dela também? – ela revirou os olhos e balançou a cabeça negativamente. — É, pelo jeito que ela conseguiu o que queria: colocar a gente um contra o outro.

Dito isso, ela virou as costas para mim e saiu pisando forte.

— Bianca, espera! Não faz assim.

— Me deixa em paz, Felipe. Eu preciso de espaço.

Sim, eu poderia ser um pouquinho mais persistente e ir atrás dela.

Sei que muitas vezes é exatamente isso que as mulheres querem que a gente faça, sem precisar dizer ou pedir. Elas querem que nós, homens, sejamos espertos e adivinhos. Mas naquele momento, olhando nos olhos da Bianca, eu percebi que espaço era o que ela realmente queria. E que de preferência fosse longe de mim, longe de todos. Ela precisava disso e eu dei isso a ela.

Eu fiquei preocupado. Não queria que a gente brigasse. Não queria que ela me afastasse. Não queria que nada disso acontecesse. Mas eu não tinha a opção de apagar certos acontecimentos. Eu tinha apenas a opção de aceitar os fatos. E foi o que eu fiz, voltando para o resto do grupo. Aguardado que a Bianca retornasse logo, depois que sua raiva passasse e tudo voltasse a ficar bem entre nós.

***

Maria Eduarda e Pedro agora estavam entre nós, sentados em um canto, perto de uma arvore, se amando. Luiza ainda estava ali, quase ao meu lado, fingindo estar mexendo no celular só para não ter que olhar pra mim ou conversar comigo. E o Felipe já tinha voltado, mas pela carinha dele era obvio que não estava para conversas porque tinha se desentendido com a Bianca, que pelo jeito resolveu desaparecer também.

Mais uma vez eu me senti muito mal, muito sozinha.

A presença da Luiza estava mexendo muito comigo. Eu odiava quando ela me ignorava daquela forma, quando fingia que eu não existia, quando olhava para mim com desgosto, quando falava com todos exceto comigo, quando fingia não me ouvir. Mas eu também adorava que ela estivesse ali, mesmo distante, podendo a qualquer minuto se virar para mim e dizer que tinha me perdoado e pegado pesado comigo.

Obvio, que eu estava sonhando alto demais.

Porque isso estava muito longe de acontecer.

Eu já não tinha mais nada a perder, então resolvi arriscar e eu mesma tentar uma reaproximação. Qualquer coisinha vindo dela seria muito para mim. Um sorriso talvez, uma conversinha de cinco minutos, ou um olhar que escondia alguma coisa. Sei lá. Qualquer coisa estava ótimo. Nem que tivéssemos que voltar do zero e começar sendo amigas pelo menos.

Sentei-me mais próximo dela, ao sentir a minha presença ela resolveu olhar para mim, parecendo surpresa e curiosa ao mesmo tempo. Eu sorri, meio sem graça. Sem saber por onde começar. Se deveria ir com calma, pedir desculpas, dizer qualquer outra coisa ou apenas ficar ali, quieta, esperando sentir algum retorno e algum conforto vindo dela.

— Não faça isso. Não dificulte as coisas. – ela resolveu ser a primeira a dizer. — Você sabe que estou muito longe de te perdoar algum dia.

— Mas eu não estou fazendo nada. Nem dificultando. – rebati, calma. Com a voz mansa. Coisa que durou muito pouco, para minha infelicidade. — A única que está agindo feito uma vaca aqui é você.

Acabei falando essa ultima frase alto demais.

Todos olharam para nós, surpresos.

— Ah, então agora eu que sou a vaca? – ela riu, sarcástica. Ainda olhando diretamente nos meus olhos, mas sem me intimidar. — Olha, a única traidora e mentirosa aqui é você. Que me traiu na primeira oportunidade com aquele ali. – ela apontou para o Pedro.

Ele arregalou os olhos.

— Não, você não vai me meter de novo nessa história. – Pedro interveio, se colocando entre nós, já de pé. Sério e bravo. — Eu já me expliquei e pedi desculpas. Já disse que aquilo foi um acidente e não significou nada. Não sei se você já percebeu Luiza, mas eu estou com a Duda. Porque eu gosto é dela e não mais da Nati. Então, por favor, me tira dessa e cuide você dos seus problemas.

Vish.

Agora as coisas ficaram feias.

Luiza riu.

— Agora você quer dar uma de santinho.

Pedro que já estava voltando para perto da Maria Eduarda, parou no meio do caminho, ainda de costas. Ouvi quando ele suspirou, segundos antes de se voltar para nós. Mais precisamente para a Luiza.

— Santinho, não. Mas pelo menos não estou perdendo o amor da minha vida porque sou um cabeça dura e não sei entender o lado das pessoas. Você é a única que está agindo feito uma imbecil aqui. – ele olhou bem para ela, ainda muito sério e parecendo durão. Eu confesso que fiquei com medo dos dois começarem a lutar aqui no meio do parque entre nós. — Se você gostasse mesmo da Nati, já teria a perdoado há bastante tempo. Até porque ela nem fez nada. Você é uma idiota e não sabe o que está perdendo.

Luiza abriu a boca para dizer alguma coisa, mas acabou desistindo e voltou a fecha-la. Para o meu total alivio. Pois já estava farta daquilo. Odiava que as pessoas que eu tanto amava tivessem decidido se atacar assim. Por um lado achei bom o Pedro ter dito aquelas coisas pra Luiza que estava mesmo merecendo ouvir umas verdades. Mas por outro lado, fiquei com pena dela. Não queria que isso tivesse chegado tão longe.

Bom, pelos menos ela resolveu continuar ali. Fingindo que nada daquilo tinha de fato acontecido. Com se nada daquilo fosse com ela. Porque ela era certinha demais para ouvir tantos desaforos vindo de um desqualificado. Já eu fiquei quieta no meu canto, apenas esperando alguém dar uma melhorada no clima entre nós.

***

Ainda estava abalado com o que tinha acabo de acontecer. Eu estava um pouco isolado, preocupado demais com a Bianca para me importar com qualquer outra coisa. Foi então que as alfinetadas da Luiza com a Natália, do Pedro com a Luiza e da Luiza com o Pedro me tiraram daquele transe e me puxou de volta a realidade.

Fiquei surpreso demais com aquela discussão repentina, que nem soube como agir diante disso. Senti-me no meio do fogo cruzado. Mas tive ainda mais pena da Nati, que coitada, parecia não saber onde enfiar a cabeça por provavelmente ter começado aquilo tudo muito sem querer.

O clima ficou estranhamente pesado demais assim que todos se calaram. Com certeza não foi exatamente isso que planejamos essa manhã que tinha tudo para ser divertido e relaxante após uma maratona de provas.

Por outro lado, fiquei aliviado porque a Bianca finalmente resolveu dar as caras, acompanhada do Rafael. Eles estavam tomando sorvete. Eu tinha todos os motivos do mundo para ficar com ciúmes da cena, porque eu sabia que no passado eles já tinham ficando inúmeras vezes. Muito antes de eu começar a gostar da Bianca. Na época em que eu ainda a menosprezava. Mas eu não fiquei com ciúmes e sim contente.

Levantei-me imediatamente e a abracei, pegando-a de surpresa.

— O mané? – o Rafael me chamou. Afastei-me da Bia para dar atenção a ele . — Vê se não deixa sua gata perdida por aí de novo, hein. Cuida melhor dela ou eu vou quebrar sua cara. Você tá ligado, né?

Apesar de tudo, eu ri. E assenti.

Entrelacei meus dedos aos da Bianca e ela pareceu satisfeita com isso pela reação que teve.

Voltei-me para os demais.

Pelo visto ela já tinha contado para o Rafael sobre a presença ilustre do Pedro e da Duda, porque ele não ficou muito afetado quando os viu, como se já estivesse preparado para tal coisa. Mas também nem os cumprimentou, nem nada do tipo. Os ignorou totalmente.

Como estávamos bem divididos – obviamente não estávamos tendo a melhor fase — achei que todos os meus planos tinham ido por água a baixo. Por isso tive outra ideia.

— Porque não vamos procurar alguma coisa para comer antes de irmos embora? – sugeri, em voz alta. Ainda com a Bianca ao meu lado.

Todos concordaram.

E lá fomos nós, até a praça de alimentação. Onde cada um pediu um combo especial de hambúrguer, refrigerante e batatas frita.

Ao meio dia e meio cada um foi para o seu lado.

Exceto eu e a Bianca, que continuamos juntos.

— E aí, está melhor? – perguntei, olhando de relance para ela enquanto entrávamos pela portaria do prédio.

— Agora sim. – disse ela, sorrindo um pouco. — Me desculpe pela grosseria hoje mais cedo. Eu perdi um pouco as estribeiras.

— Não tem problema. – também sorri, pegando de volta a mão dela após fechar o portão atrás de nós. — Eu também fui um babaca com você.

— Não, não foi. – ela deitou a cabeça no meu braço. Nós já estávamos no hall do prédio. — Tudo bem que você não tenha ficado do meu lado, mas é porque você é o mais sensato e adorável de nós dois. E eu às vezes são tão infantil. Que vergonha!

— Que nada! – beijei seus cabelos, depois entramos no elevador. — Você tem seus próprios motivos para não gostar da sua prima, eu só espero que essa birrinha não se estenda por muito tempo e te impeça de fazer o que você gosta e de ficar com as pessoas que você ama só porque ela está por perto.

Apertei o botão do andar dela. Não queria ir pra casa tão cedo hoje.

— Não, isso não vai acontecer. Não enquanto você estiver do meu lado.

Ela puxou meu rosto em direção ao dela e me beijou intensamente. Mesmo depois desse tempo juntos, nada tinha mudado entre nós. O amor, o calor, a emoção, a sensação única e incrível, o prazer, a adoração, o fervor dentro da barriga, a sensação de flutuar ainda era a mesma desde a primeira vez em que nos beijamos.

Notas finais
Criei uma pequena intrigazinha entre o grupo, só para ver se acorda um pouco a Luiza, que ultimamente vem merecendo ate coisa pior. Não concordam? Coitadinha da Nati. Bom, o casal Bianca e Felipe continuam cada vez mais unidos e adoráveis. E não se esqueça de comentar.