Notas iniciais
Esse capítulo é bem simples, mas eu tive umas complicações enormes para escreve-lo. Eu não sei bem porque. Simplesmente não conseguia dar continuidade. E foi assim durante duas semanas seguidas. Eu sabia exatamente o que escrever nos próximos capítulos, mas esse aqui em especial estava empacado. Por isso é sempre muito importante vocês comentarem, para nós que escrevemos sentirmos que vale a pena cada esforço.

Passamos a tarde toda daquele domingo ensolarado no parque Ibirapuera, fazendo nosso primeiro piquenique romântico.

Pela primeira vez em toda minha vida eu me senti parte da vida de alguém. Sentia-me especial e única. Como se o Pedro não tivesse olhos e nem tempo para mais ninguém além de mim. Sim, eu estou cada vez mais apaixonada por ele. Confesso. O Pedro parece ainda melhor a cada dia.

Ele fez questão de cuidar minimamente de cada detalhe do nosso piquenique no parque. Tivemos uma tarde adorável, sentados sobre a toalha branca que ele estendeu sobre a grama. Depois de comermos tudo que ele trouxe na cesta que pegou emprestado com sua mãe nós fomos dar uma volta, conversamos muito de mãos dadas. Tiramos fotos e postamos no Instragram.

Depois o Pedro alugou bicicletas para nós dois, durante uma hora demos voltas pelo parque aos risos e quando à tarde já estava chegando ao fim nos demos uma pausa, deitamos no chão em uma parte afastada, abraçados e nos beijamos romanticamente por longos minutos.

À noite o Pedro pediu para que eu fosse para a casa dele ao invés de ir para a minha casa descansar, até porque eu estava exausta. Ele queria que eu o ajudasse com o trabalho de Matemática que precisaria entregar na terça-feira. Eu claro que não poderia deixar o meu namorado na mão, então apenas pedi alguns minutos em casa para tomar banho e pegar as minhas coisas e ai começaríamos a resolver o seu trabalho.

Cheguei à casa do Pedro às oito horas. Ele tinha acabado de tomar banho e trocado de roupa também. Para a minha sorte seus pais não estavam em casa. Eu não sei se já estou preparada para conhecê-los, pois pelo que sei eles são bem sérios e isso meio que me assusta. Apenas a Gabriela estava por lá, jantando sozinha na cozinha.

Eu estava com um pouco dó dela.

Desde sexta-feira, quando ela resolveu aprontar feio com a Bianca o grupo tem a tratado muito mal, como se quisessem puni-la pelo que ela fez. Eu sei que o que a Gabi aprontou foi terrível. A Bia está desolada até agora. Em parte sei que a Gabriela merece tal castigo, ela foi cruel. Mas por outro lado eu fico com pena dela. Talvez ela não tenha agido por mal. Eu não sei. Não gosto de sair julgando as pessoas sem saber o que se passa dentro delas. Ainda assim não a nada que eu possa fazer por ela e nem ninguém. Ela precisa desse tempo sozinha e excluída para pensar melhor sobre suas próprias ações.

De longe eu a cumprimentei, antes de acompanhar o Pedro até o seu quarto no andar superior. Ele fechou a porta para nos dar certa privacidade, o que me fez automaticamente lembrar o dia em que nós deitamos ali, em sua cama e fizemos amor pela primeira vez. Isso antes mesmo de começarmos a namorar. Quando eu precisei de abrigo e encontrei tudo que precisava nos braços dele. Acho que foi a partir daquela noite que começamos a ter uma ligação mais intensa e direta.

Eu não me arrependo. Pelo contrário.

Pedro pega suas coisas sobre a escrivaninha e espalha tudo sobre a cama antes de sentar-se sobre ela. Eu faço o mesmo, ainda me sentindo um tanto embaraçada por estar ali pela segunda vez. Mas a tensão é quebrada em segundos, quando o Pedro pede a minha ajuda para resolver um problema matemático que ele não consegue resolver de jeito nenhum.

Desde que começamos um relacionamento mais sério e mais profundo, Pedro e eu fazemos tudo juntos. Trabalhos, provas em duplas, saímos para tomar sorvete ou comer algo depois do colégio, vamos ao cinema, trocamos torpedos carinhosos, ficamos abraçados, andamos de mãos dadas pelos corredores... É tudo tão novo e recente e ao mesmo tempo me parece que estamos juntos há mais de uma década.

Tenho quase certeza de que ele sente o mesmo.

Lá pelas nove e meia da noite estamos finalizando o trabalho dele, quando de repente me dou conta de que estou falando com as paredes, pois pela expressão do Pedro ele não está ouvindo e nem prestando atenção em nada do que eu digo. Parece distante e está sorridente.

— Pedro, você não está me ouvindo, não é? – pergunto, tentando conter um riso. Quero que ele pense que eu estou brava por isso, quando na verdade acho fofo da parte dele estar me olhando assim... Tão apaixonado.

— Não... Eu... Desculpe-me. – ele ri bem humorado, me fazendo rir também. O som da risada dele é maravilhoso. E aqueles olhos verdes parecem serem capazes de ver a minha alma. — Eu me perdi.

— Não tem problemas. – sorrio timidamente abaixando a cabeça e tento tirar mecha do cabelo curto e vermelho da frente dos olhos. — Eu vou repetir. Mas será pela ultima vez, entendeu bem?

— Não! Espera. – ele pede, interrompe-me. Pedro inclina o corpo para poder alcançar o seu laptop. Muito rapidamente ele abre o computador, digita rapidamente algo no Google e me passa o objeto. — Quero que você escute isso. – ele me passa também seus fones de ouvido. — Sempre que eu ouço essa musica penso em você.

Cuidadosamente coloquei o fone em um dos ouvidos e apertei o Play em um vídeo do Youtube. E passei a ouvir uma música chamada Be Your Everything da banda Boys Like Girls. Assinto o videoclipe, tentando acompanhar a tradução da musica logo abaixo, na legenda.

É apaixonante!

Olho para o Pedro com os olhos repletos de lagrimas quando a musica chega ao fim. Sorrimos um para o outro antes dele avançar na minha direção com a mão na minha nuca, puxando-me para um beijo carinhoso.

— Eu amo você, Nati. – ele sussurrou com a boca a poucos milímetros da minha. — Eu quero ser tudo para você.

Que garota nunca quis ser única e especial para um garoto? Que garota nunca quis pertencer a um lugar? Que garota nunca desejou poder amar alguém que a faça verdadeiramente feliz? Que garota nunca sonhou com o príncipe encantado? Que garota nunca amou e quis ser amada?

— Eu também amo você, Pedro. – é a primeira vez que dizemos isso um para o outro e não consigo nem dizer o quanto isso é importante.

Ele me abraça, beijando meus cabeços.

Na segunda-feira de manhã fico preocupada por a Bianca não ter aparecido no colégio. O que já era de se esperar, mas eu pelo menos achava que ela tivesse superado aquela brincadeirinha de mau gosto da Gabriela durante o final de semana. Pelo visto eu me enganei.

Prometi a mim mesma que iria visitá-la assim que pudesse, em nome da nossa amizade.

Minha primeira aula era de Inglês. O professor pede para formarmos duplas para a realização de um trabalho que teria que ser entregue no final daquela aula. Quando todos começaram a formar suas duplas eu olhei para o lado e avistei o Felipe e sorrimos um para o outro como cúmplices. Já que assim como eu, ele tem poucas amizades na turma.

Terminamos o trabalho faltando quinze minutos para o fim da aula e assim temos o resto do tempo livre. Como sei que o Felipe não gosta muito de conversar resolvo me afastar um pouco para deixá-lo mais a vontade. O garoto por sua vez pega um livro dentro da mochila e começa a ler. Eu por outro lado pego o meu celular no bolso e começo a jogar.

Quando finalmente é o intervalo eu e o Pedro pegamos nossos lanches e vamos até o jardim do colégio para ficarmos juntos longe de toda a galera e clima pesado entre nós pelo menos por meia hora.

Pela tarde tenho que dividir a minha aula de Informática com a Luiza que me olha de um jeito estranho todo o tempo.

Estranho de um jeito negativo.

Para evitar o pior, me sento nas primeiras fileiras e ela senta-se bem lá no fundo com outro grupo de garotas que ela é próxima.

A aula segue normalmente por cinquenta minutos e quando o sinal toca recolho minhas coisas vagarosamente enquanto todos saem do laboratório às pressas para a próxima aula. Eu não percebi antes, mas a Luiza estava parada na porta, como se estivesse me esperando. Tento passar por ela normalmente, apenas sorrio como forma de cumprimento, mas antes que eu consiga por os meus pés pelo corredor ela puxa meu braço.

— Posso te ajudar em alguma coisa? – pergunto, tentando conter meu pavor. Não gosto da maneira desafiadora como ela está me olhando com seus olhos castanhos esverdeados hipnotizantes.

— Eu só queria saber por que você ainda está me evitando, Nati. Pelo amor de Deus! – ela suspira e parece bem impaciente. — Eu não vou te morder, ta legal? Não precisa tremer toda sempre que eu chego perto.

Não é que eu tivesse medo que ela fosse me morder, voltar a me beijar de surpresa ou algo do tipo. Eu só sentia que a nossa amizade já não era mais a mesma depois de tudo aquilo. Eu acreditava que um tempo afastadas pudesse ser bom para nós duas até que tudo voltasse ao normal.

Mas pelo visto eu me enganei.

— Desculpa. É que...

— Sem desculpinhas, por favor.

Ela finalmente larga meu braço e eu posso me tranquilizar, apesar de estarmos sozinhas naquele laboratório.

— Eu não sei o que você espera que eu diga ou faça.

— Eu só quero que você seja a minha amiga.

— Mas nós somos amigas.

— Não parece!

Suspiro um pouco.

— Nós podemos recomeçar, que tal?

Ela estreita os olhos claros, me olhando de maneira duvidosa.

— Acho uma ótima idéia! – ela enfim sorri e eu posso sorrir também, sentindo-me totalmente aliviada por estarmos nos dando bem. — Porque não saímos juntas? Ou melhor, porque você não vem comigo conhecer uma galera nova? Você vai gostar. Elas são ótimas!

Não sei quem são “elas”, mas a idéia parece até boa.

— Depois da aula?

— Pode ser. Você que manda.

— Eu queria visitar a Bia hoje. Então, pode ser mais tarde?

— Tá combinado. Qualquer coisa me liga.

Luiza sai apressadamente depois de sorri, indo para a próxima aula. Tento me adiantar também, antes que eu me atrase e seja punida por isso.

Na saída do colégio me despeço do Pedro com um beijo após dizer a ele que iria direto para a casa da Bianca para saber como ela estava. Ele bem que tentou me convencer de ao menos me acompanhar até o prédio dela. Mas eu achei melhor ir sozinha. Ter um tempo livre só para mim.

Encontrei a Bianca em péssimo estado, escondidas de baixo das cobertas em seu quarto escuro ouvindo Avril Lavigne. Nem parecia aquela garota loira cheia de vida, bem maquiada e com roupas de grife que a maioria da garotas do colégio cobiça.

Quando ela me viu entrar abriu um meio sorriso, dando-me espaço em sua cama para sentar-me ao lado dela.

— Você não parece bem. – comentei ao sentar-me. Bianca fez um esforcinho e sentou-se também, sem me olhar.

— Eu não estou.– ela ainda sorria bem pouco. — Mas eu sei que vou ficar. Como vão as coisas? — ela muda de assunto rapidamente.

Enfim ela me olhou com seus olhos verdes tristes.

— Normal. Está tudo normal. – cuidadosamente toquei a mão dela, confortando-lhe. — Nós sentimos a sua falta.

— Todos vocês? – ela riu pelo nariz. — Duvido que todos estejam sentindo a minha falta. Mas obrigada pela preocupação mesmo assim.

Como já deu pra perceber, ela não quer ficar falando sobre o que aconteceu na sexta-feira. Tento puxar outros tipos de assunto. Por fim acabo a convencendo a tomar um banho, vestir algo mais apresentável e respirar um pouco melhor na sacada. Lídia, a empregada, nos serve um lanche e café. Percebo que a Bia come bem pouco, mas pelo menos ela está se esforçando e sorrindo bem mais agora.

O que é totalmente reconfortante pra mim.

Afinal, eu – assim como a grande maioria – quero que ela fique bem logo e volte para o colégio para divar, como ela, melhor que ninguém, sabe fazer.

Lá pelas sete horas resolvo ligar para a Luiza, ao sair do apartamento da Bianca para deixa-la descansar um pouco mais. Luiza atende no segundo toque e mal consigo ouvir o que ela diz por conta do barulho no fundo.

— Eu já estou aqui, só esperando por você. – ela diz, quando finalmente entende o que eu quero dizer e se afasta do barulho para que eu possa ouvi-la melhor. — Sabe aquela praça perto do colégio? Vem me encontrar aqui, tá? Estarei te esperando. Não demora, Nati!

Sendo assim, pego um ônibus para não me demorar muito. E chego lá em dez minutos. Luiza está sozinha me esperando sentada em um banco, digitando algo muito rapidamente no celular. Eu me aproximo meio receosa. Ainda tento me convencer de que dar uma segunda chance para nossa amizade foi uma boa ideia. Mesmo que ainda pareça precipitado.

— Ah, ai está você. – ela sorri a me ver. Sento-me ao seu lado, observando-a guardar o celular no bolso do jeans. — Estava aqui conversando com a Bia pelo WhatsApp. Pelo visto a sua visita fez muito bem a ela. – Luiza pega a minha mão e eu tremo por um segundo. Sua mão é pequena e gelada. — Obrigada.

Não é como se eu tivesse feito por ela. Fiz pela Bia. Fiz por mim. Ainda assim tento sorrir, sem palavras. Luiza enfim solta a minha mão tão depressa quando a tocou e eu solto o ar dos pulmões.

— Vamos? As meninas estão esperando por você. – ela levanta-se, fazendo-me levantar também.

— Eu estou um caco. Nem fui pra casa ainda. – reclamo para descontrair o momento. Luiza ri, dando uma rápida avaliada em mim.

— Você está ótima, Nati. As meninas vão gostar de conhecer você. – ela afirma, olhando-me. — Quer que eu carregue sua mochila um pouco?

Eu aceito a gentileza.

Vamos conversando durante todo o caminho sobre assuntos paralelos, como se nossa amizade nunca tivesse sido afetada. O que é bom, já que eu não me sinto nenhum pouco a vontade para falar sobre aqueles beijos que ela me roubou. Não demoramos muito para chegar a um barzinho, a vinte minutos do colégio. É bem conhecido e bem movimentado também. A decoração toda de madeira escura e vidro. A maioria da clientela é jovem.

Sigo a Luiza até o fundo do bar, estão todos olhando para nós como se fossemos algum tipo de atrativo da noite. O que me incomoda bastante, sinto meu rosto se aquecer, mas tento ignorar os olhares.

Chegamos a uma mesa onde só tem garotas. Seis no total. Luiza me apresenta uma a uma. Parecem todas bem próximas e intimas. Elas se levantam para me cumprimentar com beijinhos no rosto e também para me avaliarem melhor, como se fosse me aprovar ou não. Sinto-me bem desconcertada, mas estou me esforçando ao máximo para se simpática.

Quando me sento ao lado da Luiza, já não lembro mais o nome de nenhuma das garotas. São tantas que acabo nem decorando. Elas estão bebendo cerveja, alguns drinks e comendo uma porção de batatas fritas.

Uma das garotas, uma morena alta de olhos azuis, me oferece um copo de cerveja. Eu aceito, não quero parecer antipática e nem nada do tipo, apesar de estar totalmente acanhada. Fico de lado, quieta no meu canto, ouvindo-as conversarem sobre diversos assuntos pelos próximos minutos que parecem infinitos. Pego algumas batatinhas para me descontrair.

Sinto-me totalmente fora do contexto.

Depois de mais de uma hora começo a ficar irritada com a Luiza, que está todo o tempo ao meu lado e nada faz para que eu me sinta melhor. É como se eu nem estivesse ali para ela. E isso não é algo que amigos façam uns com os outros. Ela conversa e ri com as outras, deixando-me encabulada e perdida. E o pior é que ela é a única ali que eu realmente conheço e se ela não me faz sentir-me a vontade, não há muito que eu possa fazer também, além de me sentir patética diante daquele grupo de desconhecidas.

Eu só queria que o Pedro estivesse ali.

Algumas vezes pego meu celular no bolso da frente da minha mochila e digito uma mensagem de texto para ele – já que me esqueci de comprar um pacote de internet para falar com ele no WhatsApp. Mas ele não me responde nunca. Ou saiu com o Rafael ou foi dormir mais cedo. Eu não sei e não saber de nada só me deixa ainda mais irritada e frustada com aquela noite.

Eu não sei bem quem são aquelas garotas, mas pelo visto a Luiza as conhece muito bem. De onde? Do colégio? Talvez. Em alguns momentos percebo que elas se tocam muito enquanto conversam, chamando a atenção umas das outras. O que me incomoda bastante. E como se não bastasse ser a única excluída do grupo, Luiza resolve ficar de conversinha fiada com uma loira bem baixinha.

Elas sussurram uma para outra todo o tempo, como se o resto do mundo não existisse. Dão risadinhas irritantes e ficam tocando a perna e braço uma da outra. Acho até que está rolando um clima entre elas. Só para confirmar minhas suspeitas Luiza é a primeira a se levantar, segurando a mão da loirinha e fazendo-a levantar-se também.

— Meninas, nós já voltamos. – anuncia a Luiza, toda sorridente. As outras riem maliciosamente, como se desconfiassem de algo. — Nati – ela volta-se para mim ignorando as outras, inclinando-se um pouco. — eu não demoro, ta? E aí nós vamos para casa juntas.

Eu, tolinha, acreditei.

Esperei pela Luiza por mais de meia hora. Estava ficando cada vez mais tarde, quase nove da noite. E eu fervia de raiva.

Que belo recomeço em Luiza? Disse a mim mesma, sorrindo sarcasticamente enquanto terminava meu copo de cerveja.

— Meninas, foi bom conhecer você. – digo alto, pegando minha mochila no chão. Pronta para vazar dali, com ou sem a Luiza. Eu sei o caminho de casa. — Mas eu tenho que ir.

Algumas delas protestaram a minha partida, fazendo beicinho. Outras até pediram para eu ficar. Mas eu não estava no clima. Ou melhor, desde o começo eu nem queria estar ali. E para piorar a Luiza só complicou a situação. Ela não se importou com o meu bem estar nem por um minuto e acabou sumindo com outra garota sabe-se lá para onde, para fazer sabe-se lá o que. Por um momento eu cheguei a acreditar que ficaríamos bem, que isso seria divertido, mas pelo visto me enganei.

Sai do tal barzinho fervendo de raiva.

Cheguei em casa já era quase dez horas.

Tratei a minha mãe super mal porque não estava em condições de sentar e bater um papo com ela de como havia sido o meu dia. Subi, tomei um banho, comi umas bolachinhas de água e sal com maionese, bebi um copo de leite gelado e cai direto na cama. Para minha sorte essa noite o Lucas estava calminho, dormindo em seu bercinho como um anjo. Assim eu poderia descansar tranquilamente pelas próximas horas e tentar não pensar em nada.

Acabei pegando no sono antes mesmo do previsto e só acordei com um bip do meu celular, lá pela meia-noite. Era o Pedro. Duas mensagens de texto dele.

A primeira dizia:

“Desculpa, acabei pegando no sono. Nem jantei ainda haha Espero que você ao menos esteja se divertindo. Se cuida, viu?”

A segunda e ultima — e fofa — dizia assim:

“Eu só queria dizer que as minhas noites são muito vazias sem você. Eu sinto sua falta todo o tempo. Eu te amo muito, Ruivinha.”

Sorri, deixando o celular de lado, na cabeceira da minha cama.

Ao menos eu tinha um namorado que se preocupa comigo, que se importa, e que acima de tudo, me ama. No final das contas eu não tenho muito do que reclamar, não é mesmo?

Notas finais
E aí, o que vocês acharam desse capítulo? O próximo é da Bianca. Aguardem.