To be good or to be evil
12 Party Time
Aluria não estava nenhum pouco a fim de ir nessa festa. Inventam de fazer uma festa em cima da hora, ela com dois machos para lidar (e óbvio que os dois estariam lá) e ainda queriam que ela estivesse magnífica. Calma né gente.
O mais difícil foi para as meninas decidirem o tema. É claro que os meninos ficaram super empolgados com a ideia antes de ontem no parque, mas a festa seria das meninas e fim. Elas que escolheriam tudo.
A primeira questão foi para decidir aonde a festa seria. Quem cederia a casa? Depois de alguns minutos de discussão, optaram pela casa de Mostich e Alexandre. Além de ser grande, os dois estavam ansiosos pela festa e ninguém ia embaçar.
A segunda questão foi o tema. "Mas precisa de tema?", perguntou Marcabeth, e em seguida foi quase espancada pelas amigas, que jogaram travesseiros, copos de plástico ou o que tinham na mão sobre ela, "Claro que precisa!" gritaram em uníssono.
— Podia ser festa do dia das bruxas. — falou Mostich.
— Menina, todos que moram nessa cidade são bruxos e bruxas. Vamos dar uma festa em homenagem a todos? — respondeu Luisia e todas riram.
— Ok, festa a fantasia? — disse Penton.
— Então é só todas nós virmos com nossas formas após transformação haahaha — comentou Aluria.
— Então a gente podia fazer um tema simples. — disse Jessie e todas a olharam com expectativa. — Como uma cor, por exemplo. E todos têm que vir vestidos com essa cor.
— Preto. — falaram Penton e Marcabeth. (#góticas)
— Rosa!!! Rosa pelamordedeus — gritou Mostich.
— Mas é óbvio que vai ser VERDE!! — pulou Luisia.
Em seguida começou a discussão sobre as cores, já que cada uma queria uma.
— Ok, então a Jessie escolhe a cor. Ela que deu a ideia. — sugeriu Veliria.
Todas olharam para Jessie com olhar de "me escolhe".
— Tá, então não vai ser a cor de nenhuma de vocês. — todas reclamaram "caralho hein jessie", "estraga prazer", "sempre ela a diferentona" — Eu vou querer roxo. Todos os tons de roxo, a gente mistura na decoração.
Ok, agora que tinham o tema, chamariam os meninos do grupo para ajudarem na decoração, precisariam fazer e entregar os convites e depois separarem suas roupas e a festa aconteceria amanhã. O dia seria longo.
...
No dia seguinte.....
Na casa de Penton, ela pegava sua roupa. Uma meia-calça arrastão roxa escura, saia jeans e camiseta roxa clara. Penton decidiu entrar na onda por completo e passava o rímel roxo escuro, sombra roxa média e o batom roxo claro. Miguel riu e disse que ela ficaria parecendo uma palhaça, mas na verdade Penton mandava muito bem nas maquiagens e seu look ficou absolutamente maravilhoso.
— Uau. — Miguel falou. — Agora eu que estou me sentindo um palhaço. — ele falou, mas na verdade também estava lindo. Calça jeans rasgada, camiseta preta e blusa xadrez roxa. Penton se aproximou e bagunçou um pouco seu cabelo, ela preferia assim.
— Então... — ela sentou perto dele. — Vamos conversar sobre o que houve entre você e Aluria no parque?
— E sobre você e Pedro?
— Eu conto se você contar. Mas já aviso que a história não é nada boa.
— A minha é ainda pior.
Miguel contou sua história primeiro.
— Caramba, eu falei para a Aluria não te magoar!
— Eu ouvi. Eu acho que ela tentou me magoar o mínimo possível.
Penton contou sua versão.
— Às vezes eu queria entender os problemas do Pedro, meu Deus. Ele parece esquizofrênico. – comentou Miguel.
Os dois riram (a risada da Penton estava mais para “sad but true”) e continuaram sentados conversando por um tempo, ainda faltava uma hora para a festa.
...
Luisia corria pela casa.
— Lucas, você viu minhas roupas verdes?
— A casa está cheia delas, garota. Inclusive tem uma grudada na sua bunda, agora mesmo.
Luisia olhou para trás e viu que tinha um shorts verde grudado na sua roupa.
— Tá, mas não quero esse. Vou de saia. — ela falou, mais para si mesma do que para o irmão.
No fim, Luisia pegou uma regata roxa e uma saia verde escura. A combinação ficou perfeita, as cores batiam. Luisia foi se maquiar. Passou blush, rímel preto e sombra roxa em cima dos olhos e verde embaixo. Um batom clarinho para completar. No fim ela estava maravilhosa.
Ela foi até o quarto do irmão para vê-lo, ele já estava se vestindo. Bermuda preta e camiseta roxa clara. Colocou um colar para fechar o visual.
— A Jessie vai até chorar, maninho.
— Seus minos também.
— Oi?
Os dois desceram, rindo juntos.
...
Mostich voava pela casa, descontrolada. O cabelo estava numa hidratação intensa há meia hora.
— Ok, agora a roupa.
Separou sua roupa. Jaqueta rosa, blusinha roxa clara, shorts roxo escuro. Na maquiagem ela apostou no rosa, até no batom, que foi rosa chock.
Depois de separar a roupa, tirou a toalha do cabelo, se vestiu, se maquiou e terminou de mexer no cabelo. Ela estava sensacional e sabia disso, até sorriu para o espelho.
Júnior entrou no seu quarto.
— Mo, como eu estou? — ele estava sen-sa-ci-o-nalllll. Bermuda roxa, blusa de manga comprida marrom e usava umas pulseirinhas no braço. As cores caíram muito bem nele.
— Sensacional, irmão. — Ele sorriu, tímido. Ela o abraçou. — Vamos? A Ve precisa ver com seus próprios olhos essa perdição.
— E o Alex também.
...
Aluria estava nervosa. Andava para lá e para cá, pensando. Como ela não fazia questão nenhuma de estar sensacional na festa, pegou qualquer roupa e se maquiou de qualquer jeito, mas no fim ela não conseguiu ficar feia. Calça jeans roxa, regata branca e bijuterias roxas combinando. Na maquiagem ela apostou no batom vermelho e lápis preto. Mas como sempre, o mais lindo nela eram as unhas. Ela tinha pintado durante a manhã e fez desenhos lindos, balõezinhos de festa nas unhas, combinando com o roxo.
— Você sabe que se quiser conversar eu estou aqui, né? — Douglas falou, chegando na sala.
Ele já estava pronto e estava inimaginável. Camiseta roxa escura, calça roxa clara e uma blusa preta por cima.
— Eu sei e você também né. Já tô sabendo do seu lance com a Luisia, mas não porque você me contou, né graçinha. — ele corou.
— Ok maninha, depois a gente fala sobre mim. Vamos falar de você agora. Você já se decidiu entre o Miguel ou o Caio?
— Como assim? Como você sabe do Miguel?
— Aluria... — ele disse, rindo. — Todo mundo sabia, menos você. E eu acho que no fundo você sabia sim.
— Eu meio que dei o fora nos dois. — ela disse, cabisbaixa. Douglas olhou confuso para ela.
— Ok, só se lembre que eu estou com você, não importa qual decisão você tome. — ele abraçou Aluria e ela queria chorar, mas se segurou por causa da maquiagem. Os dois saíram juntos pela porta.
...
Marcabeth se arrumava no seu quarto, enquanto Pedro resmungava no quarto ao lado. Ele não queria ir na festa e ela estava forçando ele.
— Você precisa interagir com seres humanos, Pedro! Não seja assim, você parece ter 40 anos.
Enquanto isso ela pegava sua roupa. Uma minissaia vermelha, uma camiseta cortada roxa, com um decote enorme. Na maquiagem ela colocou batom vermelho sangue e uma sombra roxa clara. Estava maravilhosa.
— Ele não me acha fácil? Agora ele vai ver o que é fácil. — ela dizia para si mesma, enquanto abaixava um pouco mais o decote. Teve que pegar uma jaqueta roxa clara para colocar em cima dessa sua camiseta, e abaixar um pouco sua minissaia, se Pedro visse o decote ou o tamanho que ela deixaria a saia, ia falar um monte, ou ia tentar impedi-la de sair, ou não ia querer ir mais.
Marcabeth na verdade ainda se sentia frágil e usada. Ela nunca foi apegada ao irmão, mas hoje queria ele lá com ela, queria que ele ficasse feliz com Penton, queria ter companhia para voltar para casa. Ela não contou para ele sobre o que Kaique disse a ela, ela sabia que ele teria um ataque cardíaco e ia partir para cima dele. Ela também não podia contar para Jessie, como ela diria para a amiga que o irmão dela, que ela tanto amava, era um monstro?
Marcabeth só sabia que não tinha momento melhor para essa festa acontecer, tudo o que ela precisava agora era de uma distração.
Enquanto estava entretida em seus pensamentos, foi até o quarto do irmão ver se ele estava pronto.
— Como você pode ser tão desleixado e ainda ficar bonito? — e ele realmente estava perfeito. Uma camiseta azul combinando com a cor dos olhos dele, junto com uma blusa roxa e uma calça jeans cinza claro.
Ele sorriu para ela, mas o sorriso não era feliz.
— Eu sei que o Kaique fez algo para você no parque. Eu sei que você não quer me contar, mas eu vou descobrir e vou acabar com ele. Eu sabia que ele ia te fazer mal, eu te falei para você sempre confiar mais nos assustadores. Ninguém mexe com a minha irmã e fica por isso mesmo. — Os olhos dele brilhavam em vermelho sangue, Marcabeth sabia que Pedro podia ser bem assustador quando queria.
Ela tentou mudar de assunto.
— Mas olha, eu sei que você está triste também. O que houve com você e a Penton?
Os olhos de Pedro pararam de brilhar.
— Não houve nada. — ele sorriu. — Vamos agora?
Pedro olhou para a roupa da irmã e fez cara feia, mas não disse nada. Ela sorriu e os dois saíram juntos, mais próximos do que nunca.
...
Enquanto ia para seu quarto, Jessie já tinha pensado na sua roupa. Shorts roxo rasgadinho, blusa vermelha. Ela chegou no quarto e se vestiu e foi para a mesa de maquiagem. Rímel vermelho, batom vermelho e sombra roxa.
— Todo mundo vai estar de sombra roxa que eu sei, blé.
Kaique subiu e entrou no quarto de Jessie. Ela já estava praticamente pronta e faltava meia-hora para começar a festa, ela já ia sair de casa. Quando olhou para o Kaique, viu que ele nem estava trocado ainda.
— Eu não acredito que você tá de pijama ainda, garoto! Vai logo se arrumar ou a gente vai se atrasar.
— Eu não vou, Jessie.
— Como assim, não vai? É claro que vai.
— Eu fiz uma coisa muito feia. Uma coisa imperdoável. — Kaique estava prestes a chorar. — Não posso ver seus amigos de novo, não quero encontrá-los.
— NOSSOS amigos. Calma Kaique, me conta o que aconteceu. Nós podemos dar um jeito. — Jessie usava sua aura de anja para acalmar o coração do irmão. Ele soltou um suspiro e parecia um pouco melhor. — Agora.. Vamos conversar, ok?
— Eu.. — ele estava relutante no começo, mas resolveu falar. — Na verdade maninha, eu não estou me sentindo bem. Faltam duas semanas para a gente completar 19 anos e ter que escolher nosso lado, certo? Mas já faz alguns dias que eu não estou me sentindo bem. Parece que tem uma voz dentro de mim, uma voz me dizendo para falar coisas que eu não quero falar...
Jessie ficou preocupada, ela sabia o que estava acontecendo. Era a aproximação da Escolha que estava afetando ele. Isso acontecia com algumas pessoas.
— Isso é normal, Kaique. Acontece com algumas pessoas. Tenho certeza que se você explicar isso pros nossos amigos eles vão entender. O que você fez?
— Eu... eu falei coisas muito feias para a Marcabeth. Eu chamei ela de fácil e falei outras coisas piores, mas... mas não era eu. Eu juro que jamais falaria isso pra ela! Talvez durante uma briga a gente até pense em coisas ruins sobre a outra pessoa, mas mesmo que por um segundo eu pensasse isso, jamais falaria para ela. Ela gosta de mim e eu sei disso, e ela ficou muito magoada. Eu acho que.. na verdade tem uma coisa dentro de mim quando estou com ela. Acho que eu gosto dela e eu estava me protegendo.. Eu não, essa coisa dentro de mim! Ele não quer que eu ame ninguém e estava me "protegendo", me afastando dela.
Jessie não sabia o que falar. Ela estava nervosa pelo que ele tinha dito para sua amiga e agora entendia porque Marc estava estranha esses dias, ela devia estar arrasada. Mas também sabia que não era culpa do irmão e queria ajudá-lo. Ele nunca parecia assim, tão frágil. Sempre era mandão e jogava uma piada no ar no final da sua fala, sempre com ar superior. Se ele tinha perdido a pose era porque realmente estava mal.
— A gente vai nessa festa, vai se arrumar. Você vai pedir desculpas para a Marcabeth e explicar tudo. Nossos amigos vão entender, calma.
— Eu tenho medo, Jessie. Eu vou perder todos, é isso que ele quer. Ele sabe que se eu ficar sozinho ele vai me dominar.
— Você nunca vai estar sozinho. — ela abraçou ele. — Agora vai logo se trocar. — ele foi pro quarto e ela viu uma lágrima escorrendo.
...
Veliria parecia maluca. Ela corria para a casa e gritava pros amigos os últimos detalhes da arrumação. Quase todos os amigos do seu grupo já estavam lá e ela e o irmão ainda nem tinham subido para se arrumar.
Faltavam 20 minutos para a festa começar e os convidados começarem a chegar. Veliria e Alexandre subiram para seus quartos e foram tomar seus banhos e se arrumar.
Quando saiu do banho, Veliria pegou sua roupa. Vestido roxo e a maquiagem carregada no roxo também, vários tons. Lápis preto, sombra roxa escura, batom roxo escuro. Ela parecia uma bruxinha daqueles filmes e estava divina. Alexandre entrou no quarto e também estava divino, com sua calça roxa e camiseta prata.
— Pronta para arrasar, sis?
— Com certeza.
— Acho que o Júnior vai ter um ataque quando te ver, você está magnífica.
— A Mostich também vai ter mano, vai por mim.
E os dois desceram juntos, já ouvindo o som da primeira música da festa.
...
Aparentemente todas as pessoas da cidade que tinham entre 18 e 20 anos tinham sido convidadas. Não se via adultos (de 24 ou 25 anos) em lugar algum, a casa era dos adolescentes!
As meninas se encontraram e se abraçaram, todas se elogiando. Os garotos também estavam juntos, do outro lado da sala.
A casa de Veliria e Alexandre estava lotadíssima. Tinha gente que as meninas nem conheciam, o que as deixou surpresas, já que todos pensavam que a cidade era pequena e eles conheciam todos.
— Muitos alvos para mim essa noite. — falou Marcabeth, séria. — Cheio de carne nova no pedaço.
— Mas é piranha mesmo né.... — comentou Aluria, todas estavam rindo. Menos Jessie, que olhava para o chão.
Marcabeth olhou para Kaique do outro lado da sala, todo lindo de jaqueta roxa e camiseta e calça preta. Ela teve vontade de chorar (ou vomitar), mas se segurou. Ela decidiu ignorar a existência de Kaique, já que ela não fazia ideia do porque ele tinha agido daquele jeito e também mesmo que soubesse, ela achava que aquela atitude não teria desculpa.
Quando Marcabeth estava olhando pela sala à procura do seu primeiro alvo da noite, ela viu aquele menino que tinha corrido com ela no outro dia. Como era o nome dele mesmo??
— Oi Marcabeth! — ele falou, já do lado dela.
— Puta que pariu, menino! — ela gritou, porque tinha se assustado. Agora ela lembrou, ele chamava Eduardo e tinha super-velocidade. — Não me assusta assim. Sorte sua que eu já estou meio morta, se não você ia ver.
— Hahaha, você não ia me ver, não ia mesmo. — ele falou, rindo. Marc ficou com cara de ?? porque não tinha achado graça nenhuma.
— Então tá bom né... Agora eu estou um pouco ocupada mas depois a gente se fala. – ela fez um movimento com as mãos de “xô, xô”.
Eduardo fez uma expressão de clara decepção, mas seguiu em frente e quando ela olhou pro lado ele já não estava mais lá.
— Menino estranho viu. Surge do nada, desaparece do nada. Acho que eu já vi alguém em algum quadrinho assim... Enfim né. — Marcabeth continuou procurando.
...
Tocava Turn Me on de David Guetta e Nicki Minaj (ouçam, divinas!). Neste momento as meninas já tinham se separado um pouco, Jessie, Mostich e Veliria estavam dançando com os namorados por alguns momentos e Marcabeth aparentemente tinha sumido. Penton, Aluria e Luisia estavam apostando quem virava o copo de vodka mais rápido. Obviamente só estavam jogando isso porque Marcabeth não estava lá, porque sabiam que ela ganhava esse e todos os outros jogos relacionados a bebida fácil, fácil.
Luisia trocava olhares com Douglas, do outro lado da sala. Mas ela estava decidida de que não queria que as amigas soubessem dos dois ainda, portanto ela não pegaria ele na festa. Ele também não parecia muito satisfeito com o fato de não se assumirem e virou de costas para Luisia, que bufou.
Ela continuou jogando com as amigas, rindo muito. Enquanto dava uma avaliada nos boys da festa ela viu Ricardo, o garoto metido que fazia uma aula com ela. Ela foi para a pista de dança sozinha, enquanto as amigas viravam mais um copo. Como que lendo seu pensamento, Ricardo veio em sua direção e começou a dançar com ela.
— E ai gatinha.
— Fala direito comigo menino. — falou Luisia, fazendo charme e jogando o cabelo.
— Falo do jeito que você quiser.
Quando Luisia mal podia esperar, ele beijou ela. Ela não queria isso. Ou queria? Mas meu Deus, o Douglas estava ali na festa, e se ele visse? Eles iam terminar, com certeza. Mas eles já tinham começado? Enquanto se passava mil coisas na cabeça de Luisia e ela realmente prestou atenção no beijo, ela sentiu gosto de bebida. Não que isso importasse, ela também devia estar com um cheiro forte de vodka nesse momento, massss.. Será que ele só beijou ela porque estava bêbado? Será que ela ia perder o Douglas por um garoto bêbado qualquer numa festa?
Ela aproveitou o beijo mais um pouquinho e depois empurrou ele, mas não muito forte.
— Você está bêbado né? Você só me beijou porque está bêbado? — enquanto ela dizia isso ia puxando ele pro canto. Caso Douglas não tivesse visto nada, ela ainda poderia se safar.
— Então... eu até estou bêbado hahaah. Mas você sempre soube que eu te acho gata, já te falei isso antes.
— Tá, mas não achei que você ia chegar beijando assim. Não gosto que cheguem me beijando menino, eu prefiro tomar a atitude. — Luisia era uma mulher forte e completamente centrada no século XXI, talvez à frente. Ela não gostava de ser usada de objeto por ninguém (por mais que ela usasse alguns garotos, de vez em quando) e ela preferia tomar a atitude. Tanto na hora de chamar o garoto pra sair ou de beijá-lo. Os poucos que chegaram beijando ela do nada, não tiveram outra chance depois. (#GirlPower)
— Tudo bem, mas eu vou te contar um segredo então. — ele falou, e se aproximou do ouvido. — É que minha namorada está aqui. — ele disse baixinho. — Aliás, minha ex. E eu queria que ela visse que eu já desapeguei dela, já que ela estava bem de boa pegando um bombadão da nossa sala aqui na minha frente. Me desculpa, mas como amiga, você poderia me beijar de novo?
— Agora você pede?
— É, você disse que gosta de tomar a atitude. Então agora é você quem vai me beijar nas próximas vezes rs. De preferência um beijo bem realista viu, bem na frente dela.
— Hm... Ok, como amigos né. Acho que só um beijinho não faz mal.
— Com certeza não. — ele deu um sorriso sedutor e Luisia foi para cima dele. Os beijos que ela controlava quando dava em Douglas, ela soltou em Ricardo. Ela puxou ele pra cozinha e ficou beijando ele por um bom tempo lá.
Ela se separou depois de alguns momentos e disse:
— Agora chega né. — Ricardo ainda estava de olhos fechados, querendo mais. Dentro de si, Luisia também queria, mas negava, como sempre. Ela limpou a boca com a mão.
— Hum.. Obrigada? Valeu pela força Luisia. Quando precisar de alguém pra dar uns beijos, tamo ai. haha — ele disse e fez aquele sorriso de cafajeste.
— Nossa, muito obrigada hein. Tchau.
Quando ela voltou para sala, Douglas olhava pra ela com uma cara extremamente decepcionada. "Fudeu", ela pensou. Chegou perto de Aluria e Penton e perguntou pras amigas se elas tinham ouvido algo.
— Ele viu seu beijo na pista de dança, amiga. — falou Penton, meio triste.
— Pelo menos não viu os outros quando você foi lá pra trás. — comentou Aluria, já meio bêbada e rindo.
— Fala baixo, algum dos meninos pode ouvir. — disse Luisia. "E agora?" ela pensou.
...
Agora tocava Don't you worry child de Swedish House Mafia e John Martin (ouçam, divinas!). Penton estava dançando descontrolada na pista de dança, Veliria e Jessie estavam dançando com ela. Aluria continuava bebendo, agora com Luisia e Mostich. Marcabeth chegou arrumando o batom, que estava todo borrado. As que estavam na pista voltaram para beber um pouco.
— Nossa, eu nem vi a cara direito desse menino que eu beijei agora. — disse Marcabeth, pegando uma garrafa só pra ela. As meninas riram, porque parecia uma atitude normal da Marc nas festas, mas Jessie sabia que hoje ela estava muito pior por causa do Kaique. Ela achou que aquele não fosse o melhor momento pra explicar a situação.
Jessie se afastou um pouco, não aguentava ver a amiga se acabando assim por causa do irmão, mas também ela não poderia ficar contra Kaique. Havia um impasse dentro dela.
— Realmente é muito difícil escolher entre uma amiga e o irmão.
Jessie se assustou tanto que até abriu as asas involuntariamente.
— Opa, calmaí anjinha. Não queria te assustar.
Era aquele menino que ela viu no shopping no outro dia. Novamente lindíssimo, com suas tatuagens e cara de bad boy. Novamente, ele devia estar ouvindo isso.
— Você tá doido menino? Quase me mata do coração.
— Desculpa, mas é que sua cabeça estava gritando. Eram tantos pensamentos que fui atraído para você.
— Muito bonito você hein Roberto... — "Obrigado" ele sussurrou rindo. — Ouvindo meus pensamentos, que graçinha. — disse Jessie, brava. — Eu já tenho muitos problemas. Quem que te chamou afinal?
— Aparentemente a cidade toda foi chamada né. Tanto é que o pessoal tá lá na rua porque aqui dentro não cabe mais ninguém.
— Como você conseguiu ouvir meus pensamentos? A casa tá cheia.
— Eu me sinto ligado à você. – comentou, sério.
— Hahaha que piada né, a gente só se viu uma vez na vida.
— Ou não. Sei lá, eu tenho a impressão de que te conheço faz muito tempo. Tipo... Desde antes. — ele parecia se esforçar para lembrar de algo.
— Você é completamente insano.
— "Mas é gato". Ah obrigada, eu também me acho gato.
— Para com isso! Isso é invasão de privacidade.
Ricardo se aproximou e beijou Jessie. Ela levou um segundo para perceber o que estava rolando e então empurrou ele. Assustada, deu um tapa com toda força. Deixou o rosto dele vermelho.
— Você. Está. Louco????? EU TENHO NAMORADO!
— Engraçado que você não pensou no seu namorado nenhuma vez desde que eu cheguei.
Jessie ficou sem resposta momentaneamente. Esse menino mexia com ela, mas ela não podia se deixar atingir. Principalmente porque ele lia o que ela pensava, portanto ela devia ter cuidado.
— Não se aproxima de mim. Eu tenho namorado e estou muito bem com ele. Eu não te conheço e não sei nada sobre essa suposta ligação que você acha que existe entre nós. — ao falar isso ela saiu caminhando. Roberto estava olhando com uma expressão num misto de surpresa e decepção.
Jessie correu de encontro ao Lucas, limpou a boca e o beijou.
— Eu te amo, eu te amo muito! — Lucas a olhou surpreso, já que ela tinha chegado do nada.
— Eu também, anjinha.
...
Ao som de Love, Money, Party de Miley Cyrus (ouçam, divinas!) Marcabeth dançava na pista de dança com Penton. Dois meninos se aproximaram enquanto elas dançavam, elas nem conheciam eles, deviam ser do outro lado da cidade. Penton falou que não tava afim e continuou dançando. Marcabeth puxou o da frente e beijou ele. Depois puxou o de trás e deu uns dois beijos. Os dois se olharam, surpresos e ela fez "tchauzinho!" e voltou a dançar com Penton.
— Menina, você ao menos conta quantos são por noite?
— Ás vezes... Mas hoje não. — Marcabeth respondeu, triste.
— Quando a gente estava no parque, o Pedro estava com um pressentimento de que o Kaique tinha feito alguma coisa com você. Agora eu tenho 99% de certeza.
— Mas aquele 1%... — falou Marcabeth rindo.
— Para de graça, não adianta mudar de assunto. Se você não quiser falar tudo bem. Mas amiga, você pegar dez meninos por noite não vai te fazer esquecer.
— Eu sei.... Mas eu preciso tentar.
...
Mostich estava dançando com Luisia e Aluria, na pista, um pouco distante de Marcabeth e Penton. Veliria e Jessie estavam com os meninos, conversando.
— Alu, você já tá bêbada? — disse Mostich.
— Claro que não, hahahah — disse Aluria e foi dançando para o lado mas quase tombou. — Tô super de boinha, ainda aguento várias.
Geralmente Aluria não bebia tanto e as amigas estavam estranhando. Mas hoje parecia que todos tinham algum problema ou estavam estranhos.
Alexandre chegou perto para dançar junto com elas, todos se divertiam bastante.
— Most, eu vou pegar uma bebida tá?
— Tudo bem, vai lá. — ela continuou dançando.
Quando acompanhava Alexandre com o olhar, ela olhou ao redor e não acreditou em quem estava vendo. Era Joaquim! O menino da loja do outro dia, que encheu ela de feelings. Ele moveu uma cadeira com a mente, para poder passar. E o pior... ele estava acompanhado.
Primeiro Mostich pensou "pode ser uma amiga", depois foi "pode ser só uma peguete, ele está numa festa". Mas em seguida ela se lembrou de que ele disse que namorava. Mostich não entendia porque, mas seu coração batia mas rápido, de nervoso.
Aluria quase caiu de novo e Mostich voltou sua atenção para as amigas e percebeu que tinha parado de dançar. Ela foi para fora da pista, pra poder olhar melhor.
Ela avaliou a garota da cabeça aos pés. Loira de olhos claros, como ela. Ela nunca tinha visto essa menina antes.
Mostich sentiu raiva dela. Raiva por ela estar andando de mãos dadas com ele, tão perto, fazendo-o rir... Raiva por ela estar tão próxima do seu... Mas peraí. Ele não era nada dela.
Ela pensou em se aproximar e cumprimentar, mas ela nem sabia se ele ia lembrar dela. E outra, o que ela diria? Seu namorado estava lá e a namorada dele também.
— Amor? — falou Alexandre, com um copo na mão.
— Hm.. oi. — Ela olhou pra ele, com um olhar culpado.
— Saiu da pista?
— Vim te procurar hahaha mas já podemos voltar pra lá, as meninas ainda estão dançando.
— Tudo bem haaha — ele foi beijá-la, mas Mostich só deu um selinho. Alexandre achou estranho, mas não disse nada.
— Ei, sabe que eu te amo né? – ele falou.
— Claro. Eu também. – ela sorriu e os dois voltaram para a pista juntos.
Mostich ficou pensando sobre Joaquim e a namorada o resto da festa e sempre que podia dava uma conferida no que eles estavam fazendo.
...
As garotas foram sentar um pouco e só quem estava na pista agora era Aluria, Veliria e Jessie. Alguns meninos se aproximavam, Veliria e Jessie diziam que elas namoravam e eles saiam andando. Aluria nem estava em condições de responder se ela queria alguém ou não, de tão louca que estava. Ela já estava na fase de falar sozinha e dizer coisas sem sentido.
Começou a tocar The Lazy Song do Bruno Mars (ouçam, divinas!).
Aluria sentou no chão por uns segundos. Jessie e Veliria ficaram meio que de segurança, enquanto a amiga tava no momento da fase bad. Aluria olhou ao redor e via rostos desconhecidos. Mas então ela viu um conhecido na multidão.
Um de cabelo escuro e olhos sensíveis, como ela estava acostumada.
— Eu quero aquele ali. — ela disse, meio bêbada. Mas ninguém ouviu. Talvez o menino tenha algum poder forte que possa ouvir pensamentos, ou ouvir um sussurro no meio da multidão, mas ele parece ter ouvido isso e se dirigiu a Aluria. Aluria levantou, as amigas já estavam mandando ele pastar, quando ela disse:
— Pode deixar. — As duas olharam meio estranho, mas continuaram dançando normalmente e conversando.
O menino chegou querendo conversar, mas Aluria não ouvia, nem prestava atenção.
— De-desculpa pelos outros dias... eu.. eu nem sei o que havia comigo. Mas agora está claro, está tudo claro. — O menino olhava confuso para ela, já que ele nunca nem tinha visto Aluria antes.
Aluria olhou confusa pra ele, já que ela esperava uma atitude. Então ela o beijou. Foi um beijo meio sem sentido, já que ela nem sabia o que estava fazendo direito. Mas o menino não questionou e a beijou também. Eles trocaram alguns beijos e dançaram um pouco. Penton observava de longe, usando sua super-audição. Ela olhava pro irmão e esperava que ele não estivesse vendo.
Em um momento de lucidez, Aluria olhou para o menino e viu seu verdadeiro rosto.
— Mas... Você não é o Miguel. Nem o Caio. — Aluria se afastou assustada.
— Não, na verdade você nem me deixou falar meu nome hah. Eu sou..
Em um segundo Penton estava lá, entre os dois.
— Vaza.
— Hãn? — o menino se afastou.
— Eu acho que já tem um tempinho que você percebeu que ela está te confundindo com alguém. Um verdadeiro ato de cavalheiro se aproveitar de uma garota bêbada...
— Mas eu não..
— Eu sei, eu sei. Não foi por mal. Agora tchau, dá licença.
O menino ficou perdido mas foi embora. Aluria quase chorava.
— Não era ele.. não era eles.
— Não amiga, mas calma. Chega de bebida por hoje né haha — Penton levou ela para o balcão. Por sorte nem Miguel nem Caio tinham visto a cena.
...
Veliria dançava loucamente na pista. Hora com as amigas, hora com os amigos, hora com o namorado, hora com todos.
Veliria saiu para descansar um momento, junto com Luisia. As duas conversaram e riram e se encostaram num canto da casa que não tinha muita gente. Agora tocava Lepo Lepo do Psirico. (ouçam, divinas!) (sim, tocava todos os estilos de música nessa festa). Veliria e Luisia faziam a dançinha no canto que estavam, enquanto todos dançavam na pista e elas viam que seus amigos se divertiam muito.
— Foi uma ótima ideia fazer essa festa, menina. A sua decoração arrasou. — comentou Luisia.
— Nossa, também achei demais. Valeu amiga.
Luisia disse que ia ao banheiro e Veliria ficou ali esperando.
Alguém apareceu do lado de Veliria do lado e derrubou o copo que segurava.
— Meu Deus!
— E ai Veliria. Ótima festa. — Era Rafael, o menino invisível. A história do dia em que eles se conheceram no parque passou toda pela cabeça dela de novo, como ela se sentia mal e depois de conversar com ele ficou bem. E ele era realmente lindo, como ela lembrava.
— Hãn... Valeu né. Mas não me assusta mais assim.
— Quer dançar comigo? — Rafael falou, na lata.
— Eu não sei.. Acho que eu tô de boas, to esperando minha amiga. — ela realmente se perdia nos olhos dele. Mas calma... Ele não era sempre tão grosso e desinteressado? O que deu nele hoje?
— Que pena. — ele se aproximou dela e falou em seu ouvido — na verdade não tem problema que você namora. — Virou e deu um beijo rápido nela. Ela nem conseguiu responder, se virar ou empurrar, porque foi muito rápido. E então ele ficou invisível de novo.
— Quando você estiver livre desses rótulos simples de "namoro” — ele apareceu de novo, bem perto dela. Seus lábios quase se tocavam — ... você me procura. — Ele desapareceu de novo, dessa vez dando um beijo mais longo nela. Foi uma experiência estranhíssima, já que Veliria não podia ver quem ela beijava, e não sabia como reagir. Quando ela enfim caiu em si e foi empurrá-lo, ele reapareceu e disse "Tchauzinho", piscando para ela e sumiu de novo.
Muitas perguntas surgiram na mente dela: 1. Ele estava louco? 2. Como ele sabia que ela namorava? (Talvez tivesse visto ela e Júnior juntos na festa). 3. Por que de completamente desinteressado ele passou a interessadíssimo, a ponto de beijá-la do nada? (Ela sentiu um cheiro de bebida na boca dele, talvez tivesse algo a ver). 4. Quequetacontecenu.
Veliria ainda estava boquiaberta, quando ouviu:
— Caraca, que viagem. — era Luisia, também boquiaberta. Ela tinha visto tudo.
...
Penton dançava com os meninos, junto com Marcabeth. Nem todos seus amigos estavam lá, (Penton percebeu que o Kaique não estava, por exemplo) mas valia a pena ficar com eles e se divertir um pouco.
— Ei, posso te roubar um pouco para mim? — falou Matheus, corado. Caio estava ao lado dele gritando "garanhão" e rindo.
— Claro.
O DJ trocou a música e agora era a vez de Paradise de Coldplay (ouçam, divinas!).
— Eu adoro essa música. — Penton falou rindo, enquanto caminhava.
— E eu adoro você. — Matheus falou super baixo, mas provavelmente ele esqueceu que ela tinha super-audição.
Eles saíram da casa, na rua tinham muitas pessoas e vários carros. Como a porta da casa estava aberta e as janelas também, dava pra ouvir a música da rua. Eles foram para um lugar com poucas pessoas e encostaram-se a um carro.
— Então, o que você queria comigo? — Como Penton desconfiava de que Matheus gostava dela, ela cogitava nesse momento se caso ele desse brecha ela seria difícil ou fácil.
— Eu acho que você já sabe. — ele falou, colocando os braços em volta dela, sob o carro.
— Matheus querido, acho que você está me confundindo com alguém. Eu sou híbrida e não vidente.
— Jura que você não sabe que eu gosto de você? — Matheus se aproximou mais, agora era olho no olho.
Penton ficou mais nervosa com ele tão perto, agora ela tinha perdido toda a confiança que tinha 5 minutos atrás.
— Hum.. Tenho minhas desconfianças.
— Eu acho que agora eu dei certeza. — Matheus olhou pra ela e ela olhou para baixo, ele pegou o queixo dela com a mão e puxou para cima e a beijou. Penton correspondeu ao beijo.
— Eu acho que eu tinha escolhido errado antes. — ela falou sorrindo, abraçando Matheus.
— Ainda bem que ainda dá tempo de escolher o certo. — ele sorriu mais ainda e a beijou de novo.
Enquanto Penton e Matheus se beijavam entre os carros, Pedro observava de longe, de dentro da casa. A expressão dele era impenetrável.
...
Novamente na pista de dança, as meninas dançavam todas juntas.
Marcabeth foi sentar num canto, longe de todos. Ela já tinha dançado muito e bebido muito, mas hoje não estava bêbada. Ela queria se lembrar amanhã.
Um menino se aproximou:
— E ai gata.
— Urgh, não tô afim de conversar. Um beijo tá bom?
— Quê?
— Eu sei muito bem o que você quer. Se eu te der um beijo você vaza e para de falar?
— Talvez se for dois. — Ele disse e sorriu. Marcabeth viu que ele era bem bonito, mas ele não significava nada para ela.
Ela saiu pela porta da cozinha e deu alguns beijos nele. Ela pensou que se a vida fosse fácil ela poderia se envolver com alguém mais simples, com um desses vários meninos que ela beijou hoje, talvez algum deles realmente fosse legal.
Os dois entraram de mãos dadas, mas ela logo soltou e começou a arrumar seu batom de novo.
— Você tem certeza que não quer conversar nem nada? Você nem sabe meu nom...
— Não, não. Tchau.
O menino saiu meio triste.
— Por que você faz isso? — Era Eduardo. Ele estava cabisbaixo.
— O quê, menino?
— Usar todos os garotos assim. Eu estive te observando hoje. Você sequer se lembra quantos beijou? — ele chutou algo que tinha embaixo da bancada, Marcabeth não conseguiu ver o quê.
— Por que você se importa? O que você quer? Um beijo também? Que chato...
— Por que eu me importo? — ele se aproximou e pegou ela pelos braços. — Porque desde aquele dia no parque, quando a gente conversou... desde aquele dia eu sinto algo por você. Eu achei que hoje eu teria chance, mas já vi que eu só posso ser mais um. Se eu te beijar vou ser só mais um!
Marcabeth ficou chocada com as palavras dele. Ela sempre quis que alguém se importasse com ela.
— Então... Sem beijo tá? Eu não quero que você seja só mais um.
Eduardo se acalmou um pouco e a soltou.
— Eu também não quero ser só mais um.
...
Eduardo e Marcabeth conversaram um pouco e depois saíram da cozinha. Marcabeth disse que queria ir ao banheiro. Quando ela chegou lá, ela ouviu murmúrios e resolveu não aparecer.
Ela reconheceu uma voz, era Kaique e uma menina.
— Fala sério, Kaique. Você nunca se fez de difícil, você sabe que eu não gosto desse joguinho. Eu gosto das coisas rápidas e fáceis.
— Mercedes, eu já falei que hoje não. Eu não tô no clima e nem sei se outro dia eu vou estar. Me deixa, por favor.
— Sério que você vai dizer não pra mim? — Marcabeth ouviu barulho de peças de roupas caindo no chão. — Você não disse não lá na minha casa outro dia.
— Mercedes... Não. Por favor, dá licença. — Ela ouviu que ele tentava sair pela porta mas a menina pulou na frente.
— Você não pode me tirar daqui à força, Kaique. Um cavalheiro não faria isso. O que pensaria sua irmãzinha se ela visse marcas roxas no meu braço e eu dissesse que foi você?
— Para com isso. Você sabe que eu não tocaria em você. Mesmo que você seja INSUPORTÁVEL — ele gritou. — Não não, eu tenho que me controlar. — ele falou baixinho. — Eu tenho que sair daqui.
Marcabeth não entendeu o que estava acontecendo, mas estava com muita, muita raiva. Ela sabia que aquele garoto não merecia nada dela, mas ele não podia encostar na tal Mercedes. E ele não parecia bem. Marcabeth passou na porta do banheiro e socou a porta, quebrando ela no meio. Depois se escondeu e viu Kaique sair correndo e Mercedes correr atrás, sem a blusa.
Marc se dirigiu para as amigas e Eduardo.
...
Luisia estava dançando no cantinho com Mostich e Penton, quando viu ao longe uma garota perto de Douglas.
Ela segurou o copo com tanta força que o quebrou, o que fez ela sangrar.
— Droga!
Mostich e Penton se entreolharam.
— Aqui ó. — Penton mordeu seu braço e deu para Luisia beber, para curar sua mão. Luisia bebeu um pouco e limpou a boca, quando olhou para baixo a mão não sangrava mais.
Os meninos se aproximaram e o grupo todo se juntou novamente.
A noite tinha sido boa, no geral.
Penton tinha entrado agora pouco de mãos dadas com Matheus. Marcabeth tinha trazido um amigo, Eduardo, para curtir com eles. Aluria estava sentada na mesa, só agora reconhecendo o rosto das pessoas. Luisia estava bolada com o lance do Douglas, mas pelo menos tinha dado uns beijos no Ricardo. Mostich estava se sentindo estranha sobre Joaquim, só conseguia pensar nisso e Alexandre notou que ela estava estranha. Veliria estava perplexa sobre Rafael, mas focava em Júnior. Jessie estava bem com Lucas, mas pensava mais em Kaique e tentava esquecer o que aconteceu com Roberto.
A festa já estava acabando, começou a tocar outra música, uma das últimas da noite, era Titanium de David Guetta e Sia. (ouçam, divinas!)
— Migas, tenho babados para contar. — falou Penton.
— Eu também. — disse Veliria.
— Eu tenho tantos que nem dá pra contar em um dia. — comentou Marcabeth, rindo.
As meninas deram um abraço coletivo e marcaram de se encontrar no dia seguinte para colocar o papo em dia. Todas tinham novidades!
— Uma última dança? — perguntou Luisia.
— Com certeza. — disse Aluria, levantando.
— Até a lobinha reviveu. — falou Mostich, rindo.
— Partiu pista então. — gritou Jessie, correndo na frente.
As 7 dançaram juntas e riram muito, finalizando a noite.
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