Notas iniciais
Hello amores, capítulo novo p vcs lerem, deveria ter postado ontem mas fiquei sem internet :( Mas vamos lá, leiam e me digam o que acharam ok? GOGOGOGOGOGOGOGO

Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=yF6XMMm2hsE


— Que... o que... – Emma entregou o papel à Sherlock, que leu-o rapidamente.
— Oh... really? So boring. – Falou revirando os olhos.
— Onde ela está, Sherlock? – Perguntou John.
— A rainha devo ser eu, o guerreiro John, quem é o ardiloso inimigo? – Emma pensou alto.
— Eu. – Sherlock disse suspirando.
— Onde ela está?

Ele jogou o papel em cima da mesa de centro e respirou fundo sem paciência, olhando de Emma para John, esperando que eles houvessem compreendido a mensagem, sem que ele precisasse explicar. Após alguns instantes e uma tapa de Emma, chegou a conclusão de que precisaria dizer do que se tratava.


— For God sake! – Disse sem paciência.
– Ela está em uma igreja, já que está em uma nave, a não ser que Henry seja um extraterrestre. – Emma começou a falar, apontando para onde dizia isso no bilhete. – Na estrada do rei...
— King Henry’s Road. – Disseram Sherlock e Emma ao mesmo tempo.
— O que há lá? Não tem nada de especial... – Disse John.
— St. Mary, the virgin.
— Eu conheço essa igreja. Vamos, só temos até o anoitecer.
— Você não vai. Vai ficar aqui, eu e John vamos até lá.
— Ela é minha amiga, eu vou.
— E namorada de John. Até onde ele sabe. Ela pode ter terminado com ele mas não disse. – Falou fazendo com que John fizesse cara de quem iria protestar mas calou-se. – Nós vamos e você fica.
— Não.
— Emma, fique aqui. Pode ser uma estratégia para pegar você e não devolver Vivian. Vamos, John.

Sherlock pegou o elevador privativo balbuciando um “Ok” para Emma quando ela disse para que ele fosse buscar Vivian. Apertou o botão do térreo e a porta fechou, quebrando o olhar que ele e ela sustentavam.


— Acha mesmo que é uma armação?
— Não, só precisava que ela ficasse aqui. Não consigo pensar com ela por perto.

John nada falou e ao chegarem ao térreo correram para fora do estacionamento, pegando um táxi e dizendo para o condutor correr, prometeu uma gorda gorjeta à ele para que voasse para lá. Sherlock dizia que caminho seguir para evitar o trânsito deixando-o irritado mas nada disse, provavelmente pensava no dinheiro extra que receberia.
Do lado de fora do táxi o céu começava a dar sinais de escurecer, estava anoitecendo e o tempo esvaia-se.

Chegando à igreja mandaram que o taxista esperasse e desceram correndo. A porta estava aberta mas o interior estava vazio, exceto por uma pequena figura trajando um vestido amarelo e branco, com um véu branco cobrindo-lhe toda a cabeça, sentada em um dos bancos no meio da nave.
Enquanto corriam até ela Sherlock percebeu que havia algo errado, Vivian parecia posicionada de maneira a não cair para frente, os braços soltos ao lado do corpo.

Por baixo do véu ela balbuciava palavras desconexas com a voz arrastada, os olhos bem abertos e as pupilas extremamente dilatadas. Tinha o corpo gelado e sem força, parecia não perceber que agora estava acompanhada.

— Vivian! – John falou levantando o véu de seu rosto, ajoelhado à seu lado, tomando-lhe o pulso e fitando-lhe os olhos. Sua pulsação estava acelerada demais, como uma taquicardia, suava frio e estava mais ruborizada do que o habitural.
— Ele está vindo. Ele está vindo. De novo não. Não de novo, por favor. John. John venha me buscar. – Ela delirava, olhava diretamente para ele mas não enxergava-o.
— John... – Sherlock chamou-o tirando um pequeno fruto negro e brilhante de sua mão sem reação. – Beladona, ela foi envenenada. – Falou mostrando-lhe a baga negra e abrindo a boca de Vivian, encontrando dentro dela a língua tingida de preto devido ao consumo da planta. – Ela precisa de pilocarpina.
— Temos que leva-la ao hospital, não sabemos a quanto tempo ela ingeriu isso. – Falou fazendo menção de pegar seu celular para chamar a emergência.
— Uma ambulância em Londres demora no mínimo 8 minutos para chegar, vamos leva-la de táxi, são apenas 5 minutos até o The Wellington Hospital.
— Vamos ergue-la devagar. – John disse passando o braço ao redor da cintura dela e erguendo-a.
— John? John? Você veio? – Vivian disse com dificuldade e perdeu o domínio de suas pernas, dobrando os joelhos, quase caindo sobre John, com a cabeça pendendo para frente.

Sherlock segurou-a pela cintura e colocou-a no colo, andando rapidamente com ela até o táxi. O vestido pesava muito e arrastava no chão enquanto ele a carregava, não permitiu que John a carregasse ou cairiam os dois já no primeiro passo.
Entraram no carro já gritando o novo destino ao taxista enquanto John checava-a o tempo inteiro e chegaram ao hospital exatamente no tempo que Sherlock estimara, John jogou uma grande quantidade de dinheiro no banco do motorista, cobria a corrida e a gorjeta do taxista já que ele não reclamara e desceram do carro correndo com ela para a emergência. John entrou com ela, deixando Sherlock de pé junto ao balcão de triagem.

******

Seu iPhone tocou e Emma atendeu pulando do sofá mas para sua surpresa e também desespero, não era Sherlock ou John e sim Navarro. Atendeu já disposta a desligar e voltar a sentar-se no sofá.


— Alô?
— Oi, Alex.
— Estou aqui embaixo, posso subir? – Perguntou.
— Pode. – Respondeu após pensar alguns instantes.

Após alguns minutos ouviu a campainha tocar e olhou pelo olho mágico da porta antes de abri-la para ter certeza de que era realmente Navarro ali.


— Oi Alex. – Disse ao vê-lo.

Navarro olhou-a atentamente dos pés à cabeça, usava um vestido verde em um tom militar, cabelos soltos caindo em cascatas as suas costas e os pés descalços.


— O que houve? Parece preocupada. – Perguntou entrando na cobertura.
— É Vivian, um problema com ela.
— É grave? Posso ajudar em algo?
— Não, infelizmente não. – Falou jogando boa parte de seus cabelos que cobriam-lhe os ombros para trás. – Não posso fazer nada mais além do que já fiz, só esperar. Mas já que você veio me visitar, me conte algo bom, por favor. – Sentou dobrando as pernas de lado e sentando-se no sofá, indicando para que Navarro fizesse o mesmo.
— Assinei o contrato, devo estar liberado para jogar até o fim do mês.
— Que bom! Já conseguiu um apartamento ou continua no hotel?
— Tenho o meu apartamento agora, bem melhor. Você poderia ir me fazer uma visita, não acha? Depois que tudo se resolver com Vivian.
— Ahn... – Começou a dizer mas seu iPhone emitiu som de sms recebido. – Desculpe, deve ser Sherlock. – Pegou-o e leu a mensagem.

“Vivian está no Wellington Hospital, John está cuidando de tudo. SH”


— Vocês ficaram próximos?
— Alex... nós estamos namorando. – Disse e um silêncio se fez presente em sua sala.

Em seguida pôs-se a responder Sherlock:

“O que houve? Onde você está? EW”

— Namorando? – Navarro perguntou segurando a mão livre dela.
— Sim. – Respondeu e recebeu outra resposta de Sherlock. Levantou-se mais para manter-se distante de Navarro do que para responder, foi para perto da janela ouvindo-o dizer algo ao longe mas não prestara atenção.

“Atravessando a rua. SH”

Emma olhou para a rua, pequenas formigas moviam-se sob o asfalto da Victoria Street e procurou-o entre elas, reconheceu-o pelo casaco e pelo modo de andar. Viu-o dar dois passos para começar a fazer a travessia enquanto guardava o iphone no bolso do trench coat e viu-o despencar sobre a marcação da rua.
Demorou meio segundo para entender que algo estava errado, que ele jazia deitado no chão não por vontade própria, algo havia-o feito deitar e nenhum dos carros estivera perto suficiente dele para isso ou qualquer outra pessoa.

Correu para o elevador em silêncio, sendo seguida por Navarro que perguntava-lhe coisas que ela não dava ouvidos, tinha a imagem de Sherlock jogado ao chão queimada na retina, apertada incessantemente o botão do térreo enquanto olhava o marcador diminuir a medida que iam descendo. Seu coração batia rápido e um incomodo no estômago começava a tomar conta de si, precisava vê-lo.
Chegando ao térreo quase machucou-se ao passar pela porta do elevador sem estar completamente aberta e correu como nunca havia corrido antes, saiu do estacionamento com Navarro chamando-a e o vento gelado cortando-lhe o rosto.

Não importava-se de estar descalça e sem um casaco para protegê-la, só queria chegar até ele. Um amontoado de gente já formava-se ao redor de um Sherlock deitado no chão com os braços abertos, abriu caminho até ele empurrando as pessoas sem preocupar-se em pedir desculpas.
Sentiu dois pares de braços abraçarem-lhe o corpo e foi puxada para trás, Navarro e Starks seguravam-na.

— Me larguem!
— Lady Emma pense em sua segurança. – Starks dizia para ela.
— Emma você precisa entrar.
— Não! Me largue! Sherlock! – Gritou jogando o corpo suspenso para frente fazendo algumas pessoas olharem-na e começarem a murmurar. – Chamem uma ambulância! O que houve com ele?
— Eu já chamei. Um tiro, minha senhora.

Emma sentiu o corpo amolecer naqueles pares de braços, Sherlock tomara outro tiro e não poderia ser diferente, fora por sua causa e ela não conseguia ver onde ele havia sido atingido e cada vez ficava mais distante dele a medida que ela carregada de volta para seu prédio.

Notas finais
E então amores, o que acharam? CONTEM-ME TUDO OK? Vcs sabem o quanto amo receber reviews!! kkk Obrigada pelos comentários e sejam bem vindos os novos leitores!!! o/ AH! Postei aqui uma outra fic que tenho, do Benedict, caso alguém se interesse: http://fanfiction.com.br/historia/479854/Trouble/ leiam lá, está tudo explicadinho. Beijos amores, qualquer coisa já sabem, só falar! :**