Notas iniciais
Hello amores! Capítulo novo e até grande, espero q vcs gostem! :D GOGOGOGOGOGO

Starks seguia-a enquanto ela andava apressada pela emergência, já devidamente agasalhada e calçada, em seu carro sempre havia o kit de sobrevivência, uma reunião de pequenas coisas que cobrissem qualquer eventualidade, uma roupa que poderia ser suja por vinho, um salto que poderia quebrar, um casaco que não desse conta do frio.
Parou diante do balcão da recepção da emergência, colocando sua bolsa sobre ele, terminando de enviar sms para John.


— Um homem chamado Sherlock Holmes acabou de dar entrada aqui, preciso saber informações sobre ele.
— Só damos informações à familiares. Você é da família? – Perguntou sem olha-la.
— Sou namorada dele. – Dizer isso ainda era um pouco estranho para ela.

A enfermeira ergueu os olhos dos papeis que examinava pronta para replicar e assustou-se ao reconhecer quem estava diante dela, obviamente não se tratava de um familiar de Sherlock ou ele seria integrante da família Real. Emma encarou-a de volta e esperou que dissesse algo, o que não o fez.


— Por favor, preciso de informações.
— Lady Emma?!
— Sim.
— Oh meu Deus. – Disse derrubando algumas coisas enquanto verificava o status no computador. – Ele está na sala de cirurgia. Me acompanhe, por favor. – Disse deixando o posto de enfermagem sozinho e guiando Emma pelo hospital.
— Qual a situação dele?
— É grave mas não sabemos muito, só ao final da cirurgia.
— Ok. As coisas dele? – Perguntou sentando-se em uma sala reservada aonde a enfermeira levou-a.
— Só um instante, vou buscar tudo. – Falou saindo e deixando Emma e Starks na sala.
— Deseja alguma coisa, senhora?
— Não. Só ficar um pouco sozinha.

Tudo aconteceu ao mesmo tempo, ela ainda esperava resposta de John sobre o estado de Vivian e agora aguardava alguma informação sobre Sherlock. Ligou para a sua secretária e mandou que desmarcasse todos os seus compromissos para os próximos dias.
Sabia que além disso, o fato dela ter dito à alguém que não faz parte do seu ciclo de amizades, que namorava Sherlock implicava em algumas atitudes a partir daquele momento, até então somente alguns integrantes de sua família e seus amigos sabiam, mas a partir dali, tinha certeza de que a notícia se espalharia rapidamente, dependendo de quem recebesse-a, em poucos minutos já estaria na rede.

Starks voltou a entrar trazendo um saco ziploc com os pertences de Sherlock e entregou-a, Emma abriu-o puxando o casaco dobrado e apoiando-o sobre o colo, tocou a gola com a ponta dos dedos e sentiu algo estranho em seu estômago, uma espécie de frio nunca antes sentido.
Aproximou-o do rosto e respirou o perfume amadeirado que emanava dele, pensando o quanto gostava daquele cheiro nele. Tateou os bolsos em busca do iPhone dele e mandou mensagens para Mycroft e para Violet Holmes, imaginou que ele não gostaria disso mas seria errado não avisar toda sua família. Continuou olhando seus pertences, carregava poucas coisas em seus bolsos, um pequeno bloco de anotações, uma caneta, um molho de chaves que tinha certeza tratar-se das chaves do flat, com uma pequena argola sobressalente contendo três chaves, essas sendo de seu apartamento e percebeu que uma delas era de seu quarto, devido à marcação diferente, não sabia como, mas ele conseguira-a. Um estojo em três partes com todo o tipo de coisas de metal que poderiam fazer até uma cirurgia, pelo que Emma pôde observar, uma lupa retrátil e adesivos de nicotina de todos os tamanhos.

As horas passaram e Emma mantinha-se acordada a base do café que Starks buscava para ela em intervalos mas começava a ser vencida pelo sono.
Já era alta madrugada quando ele entrou na sala pela última vez, encontrando-a deitada no pequeno sofá, as pernas dobradas, abraçada ao casaco de Sherlock e adormecida.


— Lady Emma. – Starks chamou. Se fosse qualquer outra pessoa ele a daria um cutucão mas não podia tocá-la, a menos que disso dependesse sua vida, era o protocolo. Continuou a chamar com as mãos juntas atrás do corpo. – Lady Emma, acorde senhora.
— Hum... What?
— A cirurgia acabou, vão transferi-lo para o quarto, o cirurgião irá falar com a senhora.
— Está bem. Me mostre onde. Falou pegando sua bolsa e o saco com as coisas de Sherlock.
— A senhora deveria saber que a notícia espalhou-se e uma multidão de repórteres está a espreita, provavelmente alguém pelos corredores do hospital.
— Ok. Isso aconteceria, cedo ou tarde. Vamos lá.

Saiu com o casaco de Sherlock dobrado sobre seu braço esquerdo, cobrindo a sacola com os itens e Starks ao seu lado. Pegou o elevador para o andar de cima e após alguns corredores, chegou finalmente ao quarto de dele e o cirurgião aguardava-a em frente a porta. Apresentou-se apertando-lhe a mão e chamou-o para dentro para que pudessem falar com privacidade, Starks também entrou, ficando postado ao lado da porta, encostado a parede.

Emma tentou não fixar seus olhos sobre Sherlock por muito tempo, mas o que viu de relance ficou incomodando-a enquanto conversava com o médico. Desejava fortemente que John estivesse ali para lidar com estes detalhes médicos que o homem dizia-a mas assim como disse na mensagem, esperava que ele ficasse lá com Vivian, a última coisa que gostaria que acontecesse seria sua amiga ficar sozinha. Conhecia-a bem, quem ela realmente precisava que estivesse lá era ele.

Segundo ele, em outras palavras, a cirurgia havia sido trabalhosa e complicada mas tudo havia dado certo, a bala não havia atingido nenhum órgão vital mas ficara escondida atrás de algo que ela não tinha certeza exatamente se fazia parte do corpo humano. Ele havia, milagrosamente, perdido pouco sangue e uma transfusão não precisou ser feita, até então. Naquele momento só dependeria do tempo de observação para saber se algo mais precisaria ser feito.

O médico saiu e foi seguido por Starks, Emma pegou seu iphone e conferiu a mensagem que recebera enquanto dormia, seu pai avisando-a:

“Querida, já está na mídia. Sua avó apenas disse que se já não soubesse, ficaria aborrecidíssima, mas que está tudo bem. Matt não para de ligar, mas tudo está ok. Te amo. HW”

Respirou fundo, deixando as coisas na pequena cama de acompanhante do quarto e foi vê-lo de perto. Os cabelos desgrenhados, jogados de qualquer jeito sobre o travesseiro e sobre sua testa, sem camisa, com camadas de ataduras enroladas em seu corpo, cobrindo exatamente o local onde o projétil perfurara e onde agora ficava o curativo, o acesso junto com a mangueira do soro e morfina ficava preso com esparadrapo na dobra do braço esquerdo. Cobriram-no até a cintura meticulosamente, o cobertor jazia imaculadamente liso sobre as pernas dele mas desprezaram os cabelos dele de uma maneira que enraivecia Emma.
Ergueu a mão para arruma-los, dizendo silenciosamente “Agora sim, é assim que os cachos tem que ficar”. Fitou-o de olhos fechados, deitado daquela forma, naquele lugar e um sentimento estranho tomou conta dela, não sabia nomea-lo mas tratava-se de culpa. Culpa por ele estar lá por sua causa, mais uma vez. Arrastou-o para aquilo assim que passou pela porta do 221B, só em pensar que alguns dias atrás estavam lá novamente, desta vez construindo algo que ainda não sabiam ser relacionamento... parecia ter passado mais tempo do que realmente havia decorrido.

Lembrou-se com um sorriso nos lábios do dia em que pressionara-o tanto que um wild Sherlock surgiu diante de seus olhos em questão de segundos e empurrou-a contra a janela do quarto dele, fazendo-a encostar a testa no vidro coberto pela fina cortina e olhar para a rua movimentada enquanto ele tomava-a de pé, por trás e com força. Era daquele jeito que ela gostava de vê-lo, fora do eixo, rosnando xingamentos e fazendo-a gemer seu nome enquanto apertava-lhe o pescoço de modo a fazê-la perder a respiração e ficar vermelha, era assim que ele descobria o que fazer com ela sem que precisasse instrui-lo ao que gostava.
E ao fim tornara-se tão incrivelmente doce com ela que se outra pessoa visse acharia estranho, ele não era doce, não era carinhoso com ninguém, em nenhuma circunstância, mas o era com Emma. Até perceber-se diferente e endurecer o suficiente para fazer-la morde-lo e ele dar uma risada abafada no fundo da garganta, piscando rapidamente próximo ao pescoço dela, fazendo os cílios dele roçarem em sua pele para depois esfregar a ponta do seu nariz nela, fazendo-a curvar-se e tentar afastar-se. Por alguns instantes, enquanto estavam sozinhos, eles eram apenas um casal normal.

Ouviu-o resmungar e foi puxada de volta das lembranças, Sherlock balbuciava algumas poucas palavras que Emma não conseguia entender, ainda com a mão em seus cabelos, resolveu deitar-se com ele, a cama do hospital era suficientemente grande para os dois se ela deitasse de lado e o fez. Arrumou o travesseiro para que ele ficasse mais confortável e apoiou sua cabeça no colchão puro, dando-lhe um beijo no rosto de boa noite e pôde sentir que embaixo do cheiro de medicação, de hospital, ainda havia o perfume amadeirado e concentrou-se nele, fechando os olhos, agarrando-lhe a mão e quase adormecendo.

— I... I... love... you Em... – Sherlock balbuciou, fazendo Emma abrir os olhos rapidamente e erguer-se para encara-lo. Ele ainda continuava adormecido devido aos sedativos.
— I’m here. – Disse em resposta mas internamente algo dizia “Eu também”.

Emma acordou ainda na mesma posição, seu braço formigando, Sherlock respirando fundo ao seu lado, prestes a acordar também. Não lembrava-se de ter pego um cobertor para si, mas estava aquecida por um.


— Emma? – Sherlock chamou-a ao despertar e deparar-se com ela deitada ao seu lado. – Você dormiu aqui?
— Oi. Dormi...para você não ficar sozinho. Como você está se sentindo?
— Normal, nada demais.
— É, você está perfeitamente bem, rabugento. – Falou sorrindo ainda deitada e colou seus lábios aos dele e tocou-lhe o rosto.
— Vocês acordaram. – Violet disse, fazendo Emma arquear a sobrancelha supresa e Sherlock apertar os lábios com força.
— Mãe?
— Mrs. Holmes? – Emma perguntou ainda olhando para Sherlock, após gesticular “What?” para ele. Ergueu-se e saiu da cama lentamente para não cair. Agora sabia quem havia colocado o cobertor sobre si.
— Por favor, Lady Emma, me chame de Violet.
— Só Emma, por favor. – Falou estendendo a mão para ela. – Sinto muito que tenhamos nos conhecido nessas circunstâncias.
— Eu também sinto, muitíssimo, Emma. – Disse dando a entender que aceitaria trata-la como pedira. – Vocês estavam dormindo tão lindos que não tive coragem de acorda-los.

Sherlock parecia um pouco desconfortável com a situação, o que era estranho para ele que não importava-se com nada.


— Me diga que Mycroft não está aqui.
— Ele ainda não chegou mas está vindo, está complicado para ele lidar com as pessoas parando-o para saber mais sobre vocês.

Emma olhou para Sherlock e viu-o reprimir um sorriso, a notícia de que estava complicando a vida de seu irmão parecia agrada-lo imensamente e ela fingiu não perceber.

— Eu conheço esse sorriso.
— Não estou fazendo nada.
— Eu preciso dizer o quanto estou feliz. Olhando vocês juntos... vocês formam um casal lindo! – Ela falou entusiasmada, pouco demonstrando preocupação com o estado de saúde do filho.
— Obrigada? – Emma perguntou rindo. – Me perdoe mas tenho que ir à outro hospital visitar uma amiga, pretendia ficar aqui até que a senhora ou Mycroft chegassem.
— John ainda não deu notícias? – Ele perguntou.
— Não, acho que o celular dele deve ter descarregado. Eu digo pra ele vir te ver.
— Não precisa.
— Mas ele virá mesmo assim, John é um ótimo amigo. – Violet disse.
— Sem dúvidas. Eu preciso ir. Foi realmente um prazer conhece-la, mesmo que rapidamente. – Disse pegando seu casaco e sua bolsa.
— Não faltarão oportunidades para que possamos conversar apropriadamente.
— Tenho certeza que não faltarão. Bom dia, Violet. – Disse sorrindo para ela e indo despedir-se de Sherlock. – Eu volto assim que puder, ta?

Ele moveu a cabeça afirmativamente e colaram seus lábios rapidamente antes dela virar e sair.

— Ah Sherlock... que mulher maravilhosa.
— Mãe, você falou com ela por dois minutos.
— Dá pra perceber. Ah como você é sortudo, meu filho.
— Eu não te entendo, mulher.
— Não mude de assunto! – Falou batendo nele. – Pelo amor de Deus, outro tiro? Quer me matar do coração?
— É o meu trabalho.
— O seu trabalho...seu trabalho uma ova!
— Estou bem, mãe. Sério.

Mycroft entrou no quarto, carrancudo e sem bater. Fechou a porta atrás de si, jogando a pasta sobre uma cadeira e encarando Sherlock enquanto bufava.

— Brother mine.
— Será possível que você nunca vai me ouvir? Olha só o que você fez! Meu telefone não para de tocar por causa dessa coisa de namoro. Onde você está com a cabeça?
— Não deve ser fácil deixar de ser o centro das atenções, não é? – Sherlock perguntou instigando-o a continuar a discussão.
— Parem vocês dois, agora. – Violet disse.

Notas finais
E então amores, o que acharam? Me contem por favor! Obrigada a todos que comentaram, que leram e que favoritaram :D Fiquem de olho e esperem pq no próximo capítulo as coisas começam verdadeiramente a acontecer freneticamente. Se preparem! :) Fiquem bem e perdoem por eu escrever pouco e demorar para postar, é que é uma correria total p mim, tenham um pouco de paciência e não me xinguem tá? kkk