Titanium - O Que Resta Da Monarquia
24 Três meses
Notas iniciais
Corri o máximo que pude para postar esse capítulo antes mas foi impossível, sinto muito, de verdade! Mas estou aqui né? Então vamos postar de uma vez!
Me perdoem a demora! :$
PRESTEM ATENÇÃO NAS NOTAS FINAIS LÁ EMBAIXO DO CAPÍTULO, OK?
Sherlock olhava minuciosamente a carta que Emma havia recebido. Estava curvado sobre ela na mesa da cozinha a no mínimo três horas, observando cada detalhe, o papel, o lacre de cera quebrado por Emma para abri-la, a escrita, a tinta usada para escrever, tudo parecia autêntico mas precisava ter certeza de que todos os materiais eram mesmo do século XVI e mesmo para olhos treinados como os de Sherlock Holmes, eram necessários testes químicos.
Precisava de uma estrutura maior, mais equipamentos, produtos que não possuía em casa mas sabia exatamente onde encontrar e acesso livre: St. Barts.
Pegou a carta, o casaco, o scarf e saiu rumo ao hospital. Era a primeira vez que iria lá depois de seu “pulo”.
Ao descer do táxi e entrar no prédio sentiu todos os olhos em cima dele, era muito conhecido ali mas talvez a causa de ser observado agora fosse culpa do que os jornais falavam sobre a relação dele com Emma.
Pegou o elevador e foi até o laboratório, estava vazio. “Ótimo” pensou ele e pôs-se a tirar amostras da carta, desde o papel até a cera do lacre.
Molly vinha andando pelo corredor engolindo de qualquer maneira o último pedaço de seu sanduíche de atum, enquanto carregava um copo de suco e algumas pastas que deveria levar para o laboratório, não tivera tempo de almoçar apropriadamente.
Limpou a boca com o guardanapo andando apressadamente, amassou-o e jogou no lixeiro perto da porta do laboratório, passou as pastas para baixo do braço e dando um longo gole no suco abriu a porta do laboratório.
Sherlock estava sentado imóvel, com os olhos no microscópio, Molly engasgou com o suco e derrubou as pastas. Engoliu de qualquer jeito, tossindo, sentindo os olhos enxerem-se de lágrimas enquanto abaixava para pegar os papeis. Ela tremia, como sempre fizera ao vê-lo. Ele tirou os olhos do microscópio, deu um sorriso rápido para ela e voltou sua atenção para a amostra que analisava.
Molly teve que se segurar em uma das mesas para não cair.
— Sherlock!
— Sim, Molly Hooper. Sou eu. – Ele falava movendo os dedos sem olhar para ela. – Porque a surpresa? Você sabia que em algum momento eu apareceria.
— É... mas não esperava que fosse hoje. – Disse passando as mãos pelos cabelos e arrumando o jaleco.
— Precisava usar seu laboratório, espero que não tenha problemas pra você. – Agora ele olhou-a com olhos doces.
— Não. – Ela fez uma pausa para respirar. – Sem problemas.
Ele voltou os olhos para a amostra e o olhar doce sumiu, a máscara adorável havia ido, estava de volta sua expressão blasé.
— Então, o que tem feito?
— Hum...?
— Desde que você voltou, o que tem feito? Muitos casos? – Molly não tinha certeza sobre que tipo de caso ela estava perguntando.
— Alguns.
— Algum em especial?
— Este aqui. – Ele respondeu.
— Quer ajuda?
— Você não está ocupada?
— Pra você não. – Ela disse e na mesma hora percebeu o que tinha dito. – Quero dizer, pra ajudar você, não.
Ele não disse nada, apenas apontou para outras amostras em cima da mesa, explicou o que queria e Molly começou a fazer como ele havia dito.
Um silêncio longo se deu e ela pensava em uma maneira de fazer o que deveria ter feito a muito tempo.
— Sherlock? Você gostaria de tomar um chá?
— Leite e açúcar. Vou continuar aqui.
— O que eu quis dizer... é ... – Ela procurava coragem para perguntar. – Você gostaria de tomar um chá comigo, em algum lugar...
— Oh. Molly, eu...
— Não, tudo bem. Já entendi. – Ela disse rapidamente. – Mas eu posso buscar o chá se você quiser.
— Por favor.
Molly saiu do laboratório se chutando internamente, querendo gritar, apertando a cabeça com as mãos.
— Idiota, idiota, idiota! – Molly começara a se xingar baixinho. – Ele não me enxergava antes, por que justo agora começaria a me enxergar?
Foi até o refeitório e buscou o chá dele e um para ela, não era necessário que ele dissesse, ela sabia exatamente como ele gostava de tomar seu chá. Voltou em silêncio e empurrou a caneca para ele por cima da mesa e pôs-se a tomar seu chá.
— Obrigado, Molly. – Ele falou bebericando o chá.
— Você está diferente.
— Como?
— Mais relaxado. Diferente. Algo mudou em você.
— Deve ser o fato de ter voltado a conviver em sociedade. – Ele falou e virou para pegar os resultados das análises.
— Não é isso.
O iPhone de Sherlock começou a vibrar enquanto ele manipulava alguns químicos, a tela virada para baixo.
— Atenda para mim.
— Tem certeza? – Perguntou e recebeu somente um olhar em resposta. Pegou o aparelho e viu o nome na tela “Emma”. No curto espaço de tempo entre atender a chamada e levar o aparelho até o ouvido ela se fez milhões de perguntas, inclusive, “Quem é Emma?” – Alô? – Perguntou um tanto insegura.
— Alô? – A voz respondeu. – Desculpe, eu posso ter me enganado mas este é o número de Sherlock Holmes?
— Sim, é o número dele. Quem está falando é Molly Hooper.
— Molly do jantar de comemoração? Olá querida, tudo bem?
— Tudo sim. – Respondeu com a voz fraca, sabia quem era afinal.
— Eu poderia falar com ele, por favor?
— Ele está um pouco ocupado agora, só um minuto. – Molly afastou o iPhone do ouvido. – Lady Emma quer falar com você.
— Pode me passar. – Ele estendeu a mão para pegar o celular assim que ouviu o nome de quem ligara. Molly entregou-o e pegou sua caneca, praticamente afogando-se no chá. – Emma.
Molly notara a mudança no tom de voz dele ao falar com ela, a mudança no ritmo de sua respiração, como ele se mexia na cadeira lendo os resultados. Observava ele atentamente, como fazia todas as vezes que o via e seu peito doía. Sentia seu estômago afundar e uma espécie de enjoo surgir.
— Você achou que eu deveria saber? Deveria ter me ligado na hora! Estou indo aí. – E desligou. Pegou os resultados, guardou o celular, agarrou o casaco e o scarf e foi saindo apressado. – Obrigado pelo chá, Molly. – Ele disse ao passar por ela tocando seu ombro e ir até a porta.
Molly erguera a mão para tocar a dele mas não foi rápida o suficiente, apenas tocou seu ombro e manteve a mão lá, curvando o corpo para frente, pousando a testa na mesa e sussurrando de olhos fechados tempos depois dele ter saído: “Não foi nada, amor.”
Ele estava diferente realmente e tudo o que os jornais disseram podem ser completas mentiras, mas ele gosta dela, ela pensou.
Sempre se viu a anos luz de distância dele mas não como agora, agora a distância entre eles tinha o triplo do tamanho, ela tinha certeza.
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Emma largou o iPhone no criado mudo e levantou da cama com raiva, como ele falou com ela daquela maneira?
Prendeu os cabelos em um coque alto e seguiu para o banheiro, tirou a roupa, jogou-a no cesto e foi tomar banho.
Deixou que a água quente batesse em seu corpo e levasse a raiva com ela. Não bastava descobrir que sua casa virara um verdadeiro Big Brother, Sherlock achou-se no direito de falar com ela naquele tom.
Gibbs e os outros guarda costas dela fizeram uma vistoria em todo o apartamento, acharam câmeras em todos os cômodos, exceto em seu quarto, por algum motivo desconhecido.
Tudo ficava cada vez mais confuso, recebera uma carta que parecia ter saído do século XVI, fora chamada de Bolena e era vigiada dentro de seu apartamento. Deixou-se perder em seus pensamentos e quando deu por si já não tinha mais sensibilidade na pele devido ao calor excessivo da água, torceu a torneira desligando o chuveiro e foi até o closet.
Sherlock entrara usando suas chaves para surpresa de Gibbs que ainda não sabia e após conversar com ele, foi ele mesmo conferir se não haviam deixado nada passar, uma câmera, uma escuta, o que quer que fosse e para sua surpresa, haviam sido minuciosos, não havia mais nada lá.
Só faltava o quarto de Emma.
Abriu a porta sem se anunciar e foi passando os olhos por tudo, nunca havia entrado ali antes. O quarto dela era todo branco, em estilo vitoriano. Com um lustre enorme, uma lareira, poltronas e uma mesinha de centro em frente a ela. A cama era enorme e alta, com a roupa de cama de cor clara, ornando com todo o resto. Passou os olhos sobre todos os detalhes e nada encontrou, foi então até o banheiro, o mesmo lá, nada de escutas ou câmeras.
Saiu do banheiro e ouviu o iPhone de Emma vibrar no criado mudo. Olhou para a tela e o sms de alguém chamado A. Navarro dizia:
“Estarei em Londres no final de semana, quero te ver.”
Emma abria as gavetas do seu closet procurando por algo que não fazia ideia do que fosse, com a cabeça tão atribulada não conseguia ver que precisava de alguma lingerie. Ouviu passos leves entrando no closet e virou-se para ver de quem se tratava. O rosto que encarou foi o de Sherlock olhando diretamente para ela.
— O quê?
— Você está nua.
— Acabei de tomar banho e estou no meu closet, o que você esperava? Que estivesse fazendo exercícios?
— Precisava ver se aqui estava livre de câmeras.
— Sherlock você entrou aqui sem ser convidado, as chaves que lhe dei são para o apartamento em geral, mas o meu quarto é território proibido, apenas com o meu convite. Mas se está aqui, faça seu trabalho. – Ela falou saindo do caminho ainda sem vestir-se.
— Não vai se cobrir?
— Você entrou sem ser convidado, é o preço que se paga. – Ela falou sorrindo. – E talvez nem seja tanto esforço assim.
Sherlock virou-se de costas para ela e pôs-se a olhar as paredes, os cantos, o armário, até que virou para onde ela estava e Emma não havia se movido.
— Err errr... vista isso! – Falou pegando um robe preto e entregando a ela.
— Qual o problema? – Perguntou sorrindo, pegando o robe e vestindo-o sem fecha-lo. Sherlock deu a volta onde ela estava, ficando nas costas dela, continuando a procurar.
Emma virou e começou a passar a mão pelas costas dele, de início ele lutou mas depois ela pôde sentir a postura dele mudando. Ela gostaria de ser mais alta para conseguir alcançar o pescoço dele mas nem ficando nas pontas de seus pés ela conseguiria. Passou as mãos ao redor da cintura dele alcançando o botão do terno e abrindo-o enquanto dava alguns beijos nas costas dele por cima do tecido. Percorreu a barriga dele com as mãos indo sempre rumo ao sul até que ele tomou suas mãos poucos milímetros antes dela chegar a sua calça.
— Emma, eu preciso me concentrar.
— Uma coisa não influencia a outra.
— Saia do closet. Por favor.
— Está bem, se insiste. – Ela tirou as mãos dele e saiu do closet sorrindo, fechando o robe, soltando os cabelos e indo deitar-se em sua cama.
Alguns minutos depois Sherlock saiu do closet com o terno ainda aberto e encontrou-a deitada na cama, com o robe displicentemente fechado, quase deixando os seios dela aparecer mas deixando que suas pernas ficassem completamente a mostra. Sherlock sentou-se na cama de costas para ela.
— Encontrou algo?
— Nada. Tudo ok. – O iPhone de Emma tornou a vibrar, desta vez uma ligação, A. Navarro. Sherlock olhou para o criado mudo enquanto Emma de joelhos, agora na altura de seu pescoço, beijava-o tirando o terno dele. Sentando no colo dele, com um joelho de cada lado, pôs-se a beija-lo na boca enquanto ele puxava-a para si. Abriu alguns botões da camisa dele antes de puxa-la da calça e abri-la completamente, fazendo-a descer pelos ombros dele enquanto beijava-os e descia para o peito dele, o celular voltou a vibrar e Sherlock puxou-a para cima.
— Quem é Navarro?
— Quem? – Ela perguntava beijando-o.
— Navarro. – Ele repetiu o nome.
— Um amigo. – Ela respondeu beijando o pescoço dele.
— Hum...
— Ora, ora, ora. O que eu vejo aqui? – Ela falou com a voz divertida sentando com o quadril mais próximo dele e pegando-o pela nuca. – O que eu vejo aqui? Ciúmes, Mr. Holmes?
— Eu não estou com ciúmes.
— Tem certeza? – Perguntou rindo.
— Absoluta. – Ele respondeu virando-a na cama, deitando por cima dela enquanto ela ria.
Começou a beijar o pescoço dela e os ombros, descendo as mãos para tocar os seios dela. Afastou o tecido do robe que cobria um deles e colocou-o na boca enquanto Emma começava a gemer e ele afastava um pouco seu quadril do meio das pernas dela dando espaço para a mão dele toca-la e seus dedos começarem a estimula-la, depois penetrando-a com dois deles.
Emma arqueava o corpo e puxava a mão dele para mais perto, fazendo-o penetra-la mais fundo. Gemia com ele lambendo seu pescoço, começando a tremer sob o toque dele, quase chorando, estava quase lá.
Sherlock de repente parou olhando na direção da cabeceira da cama.
— Continua. – Pediu. – Sherlock? – Ele não respondeu, continuava olhando para a cabeceira.
Emma sentiu ele começar a tirar os dedos dela e segurou sua mão. Ele conseguiu puxa-la e se apoiou nela, indo tocar na cabeceira da cama. Ela levantou a cabeça para ver o que havia feito ele parar e viu-o tirar de um dos botões do capitonê que era feito a cabeceira, um microfone minúsculo.
— Como eu não vi isso antes? – Sherlock se perguntou. – Emma isso estava aqui a pelo menos três meses, olhe os resíduos. – Ele continuava sob ela enquanto a mostrava.
— Três meses? Então... – Ela lembrou das noites que Matthew dormira lá e do que fizeram. – Meu Deus, ele ouviu tudo o que aconteceu com Matthew!
— Espero que tenha gostado do showzinho, por que ele acaba agora. – Sherlock falou com a boca colada no microfone e levantou-se jogando-o no chão pisando-o. — Emma, eu posso ter deixado passar mais alguma coisa. Pode haver uma câmera.
Emma imediatamente sentou-se na cama fechando o robe rapidamente e segurando-o colado ao seu corpo enquanto Sherlock sem camisa andava pelo quarto buscando encontrar ou não, mais alguma coisa. Ela só pensava no que haviam ouvido e quem sabe visto.
Nem se dera ao trabalho de pensar como aquilo havia parado ali.
Notas finais
Me contem, vcs sabem como amo receber os reviews de vcs!
Aliás, ainda não tive tempo de responder todos os reviews mas vou tentar fazer isso amanhã depois do estágio, ok? Me desculpem mas o tempo está realmente curto!
Mas podem comentar q dou um jeito de responder vcs :3
Obrigada aos novos leitores e a quem favoritou a fic. weeee o/
Ah, deixa eu dizer uma coisa, não se preocupem quanto ao lace da Emma ser chamada de Boullan ou Bolena, no decorrer da história vcs vão entender tudo, mas se tiverem uma curiosidade extrema, joguem no google o nome "Ana Bolena", tá?
Nada temam, tudo vai ficar claro :)
Obrigada mais uma vez a todos vocês, espero que tenham gostado desse capítulo novo, vou dar um jeito de postar mais rápido ok?
E mais uma vez:
>>Não estou pensando e nem pretendo largar a fic
Beijos amores! :*
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