Notas iniciais
Pronto, aqui o segundo capítulo que prometi.Estou perdoada por não ter postado no feriado? DIGAM QUE SIIIM! kkkAqui as coisas vão ficando cada vez mais perigosas.

Estava agora no escritório de seu pai em Bagshot Park, que ainda estava viajando mas que chegaria naquela noite para ir ao leilão. Sentia uma dor de cabeça monstruosa, queria deitar-se mas não podia. Apertava os olhos entre o digitar de uma palavra e outra, gostaria de poder responder esses emails no dia seguinte, mas era impossível, precisava envia-los urgentemente.
O telefone tocou e pareceu ser dentro da cabeça dela, concluiu que precisava de um analgésico. Um dos empregados falou do outro lado da linha com a voz rouca e seca que um Sherlock Holmes chegara. Disse para deixá-lo entrar.
Pediu que trouxessem-lhe chá e algum analgésico, seus olhos estavam semi-fechados devido a luz enquanto fazia o pedido ao telefone. Enxaqueca era tudo o que ela não precisava naquele momento. Estava terminando o último email quando ouviu batidas na porta e uma das governantas entrar para anuncia-lo.

— Milady, Mr. Holmes está aqui. — Disse após a reverência habitual.
— Diga para ele entrar, Olivia. Obrigada. – Emma afastou a cadeira e levantou-se contornando a mesa. Sherlock entrou já sem casaco e scarf. – Mr. Holmes, sabia então onde eu estava. Sente-se, por favor. – Falou indicando o sofá.
— Você precisava de um lugar seguro e este era o mais próximo, evidentemente. Me conte com detalhes o que aconteceu.

Emma contou minuciosamente tudo o que havia acontecido, sendo interrompida por Olivia que trazia uma bandeja com bule, xícaras, biscoitos, leite e um analgésico. Saiu após servi-los e ela continuou a contar, quando não havia mais o que dizer, levou a xícara até a boca tomando um longo gole de chá.

— Vi o carro antes de entrar, com certeza não tem conexão com a joia. Era você quem eles queriam. – Sherlock falou bebendo um pouco do conteúdo da louça requintada.

Emma soltou o ar pela boca, passando a mão sobre os olhos e em seguida pousando a xícara na mesa. Pegou o frasco do analgésico e abriu-o.

— Enxaqueca?
— Acontece às vezes.
— Posso ajuda-la com isso. – Desta vez foi Sherlock que pousou sua xícara na mesa de centro.
— Desculpe, como?
— Me deixe tocar sua cabeça e vai passar.
— Não, obrigada. O analgésico resolverá. — Pôs uma das pílulas na boca e engoliu em seco.
— Mas vai demorar. Vamos, experimente, venha até aqui. – Falou tirando os sapatos.

Emma não sabia o que esperar, não acreditava que ele estava tirando os sapatos bem na frente dela. Sua cabeça martelava mas não conseguia não encarar aqueles pés. Sentou no sofá ao lado de Sherlock e o viu girando o corpo e passando uma das pernas para cima do sofá, o maldito pé oculto pela meia.

— Deite. – Falou pegando-a pela mão.


Emma deitou entre suas pernas, apoiando a cabeça em sua barriga. Sentiu o pé dele encostar na lateral de sua coxa, reprimiu um arrepio e tentou focar na dor aguda que gritava em sua cabeça.
Ele levou suas mãos até a cabeça dela, massageando suas têmporas, depois pressionando sua testa e nuca com os dedos, soltando seu cabelo do rabo de cavalo em que estava. Fechou os olhos e permitiu-se relaxar ouvindo a respiração dele e sentindo ele mover os dedos do pé junto a sua coxa. Não sabia quanto tempo se passara até que Sherlock tirou as mãos de sua testa e pousou-as sobre seus ombros.

— Acredito que já melhorou.
— Hã? – Emma perguntou abrindo os olhos e olhando para cima, ele olhava-a de cabeça para baixo.
— Você já está melhor. Minha coxa que ficará machucada. – Disse com um sorriso no canto dos lábios.

Olhou para a coxa dele, sua mão estava nela, as unhas cravadas na carne por cima do tecido. Não percebera que movera-se, muito menos sentira a coxa dele sob sua mão. Embora o calor em suas palmas não estivesse lá antes de deitar-se.

— Me desculpe. – Falou levantando-se em um pulo. – Estou muito cansada, devo ter cochilado.
— Não se preocupe. – Respondeu colocando os sapatos rapidamente e levantando. – Até amanhã, então. – Beijou-a na testa e saiu.

Emma não conseguia entender o que fora aquilo, nem o que significava. De certo era mais uma experiência e estava cansada de servir de cobaia.
Ao menos a dor de cabeça havia passado, como ele disse que passaria.

— Nem quero saber o que ele fez, mas funcionou. – Disse e voltou para a mesa.

No dia seguinte fez o que pôde a distância, todo o trabalho de supervisão e execução ficou com os funcionários da ONG, inclusive Sherlock.
Quando anoiteceu foi arrumar-se, estava pronta bem antes de seus pais e foi bater em seu quarto.

— Mãe, pai! Vamos! – Eram oito horas e o leilão começaria as dez.
— Pronto. – Seu pai abriu a porta. Não era muito alto nem muito baixo, tinha os cabelos de um vermelho vivo como o de Emma, apesar de estar ficando calvo e os olhos do mesmo azul profundo. – Está linda, meu amor. – Disse abraçando-a, ela sentia falta disso. – Vamos descer, preciso falar contigo.
— O que houve?
— Matthew me ligou. Tem certeza de que não tem mais volta?
— Absoluta.
— E isso tem alguma relação com o irmão de Mycroft?
— Não. Era insustentável, pai. Foi melhor assim, estou bem e ele vai ficar.
— Ok. – A mãe de Emma descia a escada. – Vamos, Sophie?
— Vamos Henry.

Com uma enorme escolta, levaram quarenta e cinco minutos para chegar a Westminster, onde ficava o salão onde o leilão aconteceria. Emma apressou-se para receber os primeiros convidados que chegavam, era toda sorrisos e apertos de mão. Todos mascarados como informado no convite. E Black tie.
John chegou sozinho, já que Sherlock já estava lá, mal pôde cumprimenta-lo, pois mais pessoas chegavam, incluindo Vivian que usava um vestido azul marinho bordado e uma máscara branca de metal em forma de borboleta e Franz, que usava smoking e uma máscara que cobria apenas um lado de seu rosto. Ainda não haviam conversado naquele dia.

— Você está bem?
— Perfeitamente, pronto para outra. Que não haja outra, por favor. — Disse após alguns instantes.
— Pode deixar. – Emma disse abraçando-o.

Recebeu mais alguns convidados, mais alguns elogios por seu vestido e foi para o palco dar início ao leilão. Vestia um vestido em tom rosado claro que parecia transparente, com aplicação de renda e uma máscara de cisne em metal negro.
Esbarrou em um homem no caminho, usando um smoking justo e uma máscara de veludo negro. Desculpou-se um pouco aturdida pois achou o perfume conhecido e subiu no palco.


— Olá, boa noite. Gostaria de agradecer a presença de todos e o comprometimento com estas crianças e suas famílias. – Imagens de algumas crianças apareciam nos telões espalhados pelo salão. – É muito importante que nós mais afortunados façamos a nossa parte, cada um que é ajudado pela Abarcar agora, amanhã fará também a sua parte e assim esse ciclo nunca será quebrado. Todos os valores arrecadados aqui serão gastos com elas, conto com a generosidade de vocês. Não me estenderei, ou alguns de vocês começarão a roncar em suas cadeiras. — Todos sorriram. — Então que comece. – Emma foi aplaudida e o leilão começou, a primeira peça a ser leiloada era uma camisa autografada por todos os jogadores do Chelsea, com lance inicial de 300 libras.
Não conseguiu ver quem levara-a, um homem a chamou seu nome, tirando sua atenção.


— Alteza?
— Sim?
— Há um problema com uma das peças. Lhe aguardam no escritório.
— Deus. Ok, obrigada por avisar. – Emma foi até o elevador e pressionou o botão para chama-lo. Entrou e pressionou outro desta vez o que levava para o segundo andar, a porta estava fechando quando uma mão segurou-a e um homem alto invadiu o elevador, o mesmo que ela esbarrara.
— Emma, para onde está indo? – O homem tirou sua máscara, e ela pode ver que era Sherlock.
— Holmes! Precisam de mim no escritório.
— Há algo errado. – Mal terminara de falar e o elevador parou, entre o primeiro e o segundo andar. Uma fumaça começou a surgir dentro do elevador, Emma segurava-se a barra na lateral da cabine.
— O que está acontecendo? – Conseguiu falar.
— Estamos sendo drogados. – Sherlock segurou-a e Emma apagou em seus braços.

Notas finais
O que acharam? Me contem por favoooooor!!Próximo capítulo sem previsão, semana que vem começam minhas provas da faculdade e preciso de foco. Mas assim que acabarem eu posto de novo, ok?Obg mais uma vez pelos reviews e novos leitores! :DBeeeijos!