Notas iniciais
Hey! Mil desculpas, mas não consegui postar antes. Estou aqui me redimindo, pfvr não me odeiem! kkk Espero que gostem do capítulo, amei escrever ele *-*

Dois anos se passaram, Sherlock estava morto e John agora morava com Mrs. Hudson no 221A, ele não conseguia nem ao menos pensar em pisar mais uma vez no 221B, todos os mínimos detalhes lembravam-lhe seu amigo e isso machucava, mesmo depois de tanto tempo. Ele mudou-se mas ainda pagava o aluguel do 221B, mantinha-o fechado, algumas vezes por mês Mrs. Hudson fazia a limpeza do lugar. Era uma espécie de santuário de Sherlock Holmes, em seu subconsciente John ainda nutria a esperança de que ele estivesse vivo, como havia pedido-lhe tempos atrás no cemitério, enquanto conversava com sua lápide.

John aparentemente seguira sua vida, conseguira um bom emprego em um pronto-socorro londrino trabalhando em dias intercalados, era bom, ocupava sua cabeça e ajudava-o a pagar o aluguel e dividir as despesas com Mrs. Hudson. Raramente saia, só quando não tinha como fugir, quando era encurralado, era obrigado a ir à algum pub ou à algum restaurante com os colegas de trabalho. Colegas, não amigos, John tentava manter certa distância, não nomeava desta maneira mas o que tinha era medo de passar por tudo aquilo de novo e nenhum deles era brilhante o suficiente para ser comparado a Sherlock. Sentia muita falta dele, até dos experimentos malucos, partes de corpos humanos na geladeira ao lado do leite, ele falando descontroladamente rápido, sem se preocupar se John conseguiria acompanhar e do violino, que ele muitas vezes detestava, queria quebra-lo e joga-lo longe mas agora sentia uma falta imensa. Sherlock Holmes além de um grande amigo, o melhor amigo, era para John como um irmão.

O dia começou normal, John acordou cedo, tomou banho, vestiu-se e preparou seu chá mecanicamente, Mrs. Hudson ainda dormia, o sol nem aparecera ainda. Abriu a geladeira e viu os bolinhos que a senhora havia feito para ele, com recheio de geleia, que descobriu ao mordê-lo, Mrs. Hudson sempre tentando deixa-lo feliz nas pequenas coisas, ela sabia o quanto ele ama geleia.

Terminou de comer e tomar seu chá, pegou seu casaco, o celular, a carteira e as chaves e foi pegar o metrô para o trabalho. Seu plantão começava as 6:00 da manhã, a emergência estava lotada, uma completa loucura, era sexta-feira mas mesmo para esse dia, estava movimentada demais naquele horário. John corria de um lado para outro, sem intervalo entre os pacientes que atendia, a manhã passou voando, assim como o resto do dia, mal teve tempo para almoçar, apenas engoliu rapidamente um sanduíche de atum que pegara no refeitório do hospital, praticamente sem mastigar. Bebeu tão rápido o seu chá que chegou a queimar sua língua, precisava ser rápido, ele era o único médico de plantão na emergência, não sabia o que havia acontecido com os outros dois que deveriam trabalhar naquele dia.

Voltou para a emergência correndo ao ouvir seu nome ser dito nos auto-falantes e deixou seu chá pela metade. Um rapaz havia sofrido um acidente de carro exatamente em frente ao hospital, estava com as costelas quebradas e o pulmão perfurado, precisava ser estabilizado rapidamente e partir para o centro cirúrgico.

— Dr. Watson! – A mãe do rapaz vira seu nome em seu jaleco e gritava para ele. – Salve meu filho! – Ela disse chorando ao ser afastada do filho por uma das enfermeiras.
— Ele precisa de cirurgia agora! – Disse para uma enfermeira enquanto tentava fazer o rapaz respirar.
— O cirurgião ainda está com a garota que engoliu aquelas pilhas e moedas.— Ele precisa da cirurgia agora! – Falou com ênfase. – Eu vou fazer! – Disse por fim.

A cirurgia foi demorada, o rapaz precisou ser reanimado duas vezes mas John conseguiu parar o sangramento em seu pulmão esquerdo.


— Ele está bem?! – A mãe do rapaz perguntou assim que John saiu da sala de cirurgia, ainda usando roupas e a touca cirúrgicas, não houvera tempo de tirar após terminar.
— Está. Conseguimos parar a hemorragia e imobilizamos as costelas, está na sala de recuperação agora, mais tarde a senhora poderá vê-lo. Ele ficará bem.
— Obrigada! Muito obrigada! O senhor salvou o meu filho. – Ela disse chorando abraçada a John.
— Só cumpri o meu dever. – Respondeu abraçando-a de volta, sem jeito. – Preciso voltar para a emergência, me desculpe. – Ela assentiu e John afastou-se indo para a sala de emergência.

O cirurgião tomara seu lugar enquanto ele não voltava. Estava sentado conversando com uma das enfermeiras enquanto escrevia algo.

— Dr. Watson. – Disse levantando a cabeça.
— Dr. Morgan. Você ficou por aqui? – John gostaria de poder tê-lo visto na emergência.
— Sim, enquanto você não voltava.
— E como foi tudo aqui?
— Tudo tranquilo. Preciso ir. – Morgan disse estendendo a mão para John, que apertou-a.

O resto do dia foi mais tranquilo, algumas pernas quebradas, gastrites e hipoglicemias. O que era estranho para uma sexta a noite. Parecia que o dia tinha começado pelo avesso, pensou John.
Atendeu o último paciente antes de dar seu plantão por acabado, um menininho de 4 anos com um pedaço de giz de cera no nariz, o garotinho sofreu, mas John conseguiu tirar o giz do seu nariz.
John reuniu suas coisas, bateu o ponto e se despediu dos profissionais que também encerravam o plantão naquela hora. Foi cambaleando até o metrô, só desejava sua cama e talvez se tivesse forças, tomar uma caneca de chá e dormir. Se pegou cochilando, arregalou os olhos com medo de ter perdido a Baker Street Station mas por sorte acordou bem na hora de descer à estação.

Fez o caminho para casa o mais rápido que seu corpo cansado permitiu-lhe, sua barriga roncava mas John não tinha forças para vencer o sono. Buscou as chaves do 221A no bolso do casaco e mal conseguiu acertar a fechadura, conseguindo somente após duas tentativas, seus olhos estavam cansados, suas pálpebras pesando. Entrou já pendurando o casaco e se encaminhando até seu quarto, tirou as roupas e jogou-as no cesto, foi até o banheiro, girou a torneira do chuveiro e deixou-se lavar, seu banho deve ter durado 15 minutos, ele achava, estava com o cérebro anestesiado demais para fazer um cálculo mental. Desligou o chuveiro e pôs-se a se enxugar, de alguma forma havia despertado um pouco, saiu do banheiro, abriu a primeira gaveta da cômoda e pegando uma cueca e um pijama limpo, vestiu-o e lembrou-se que havia esquecido seu celular no bolso do casaco na sala, no dia seguinte ele arrependeria-se disso caso não fosse busca-lo, então ainda enxugando seu cabelo, calçou os chinelos e foi até lá. Pegou o celular no bolso do casaco e verificou as horas, 20:00 em ponto, colocou-o no bolso do robe para continuar a enxugar o cabelo, voltando para seu quarto.

E foi aí que ouviu um violino, estancou, meio em choque, o som vinha do 221B, chacoalhou a cabeça pensando estar maluco mas o instrumento continuou. Ele tinha que ter certeza, ele tinha de ver, só poderia ser ele, só poderia ser Sherlock. Saiu porta a fora como um raio, parou ao pé da escada que dava para seu antigo flat, pôs a mão sobre o corrimão e pisou no primeiro degrau respirando fundo e fez a subida, nunca aqueles degraus pareceram demorar tanto para serem percorridos e a cada um ele sentia um temor apoderar-se de si, apavorava-lhe a ideia de abrir a porta, encontrar o apartamento vazio e constatar que estava realmente perdendo a razão. Parou ao fim da escada, vendo que uma claridade passava por baixo da porta, indicando que a lareira estava acesa, ele estava ficando maluco ou o sono estava pregando-lhe uma enorme peça. Devagar girou a maçaneta da porta e abriu-a, a música havia cessado, no início nada viu, mas a medida que seus olhos acostumavam-se com a iluminação percebeu que alguém estava lá, ele estava lá, parado em frente a janela olhando para a rua com o violino ainda em seu ombro.

— Senti falta dele. – Disse Sherlock tirando o instrumento do ombro e virando-se ainda olhando o violino. – Hello, John. – Disse fixando seus olhos na figura espantada que era John Watson.

Notas finais
Então Sherlock está de volta mas e aí, como será? Próximo capítulo focado nele. :) Espero realmente que tenham gostado, aceito, amo, peço e quero reviews, ok? kkkkk Preciso saber o q vocês estão achando da fic. Obrigada a quem favoritou e aos novos leitores weeee o/ Hoje pela madrugada ou amanhã de manhã, posto o outro capítulo, ok? Beeeijos!