Titanium - O Que Resta Da Monarquia
6 Hora de dormir
Notas iniciais
Como falei no capítulo anterior, aqui a continuação.
Espero que gostem.
Obrigada aos novos leitores weeeeeee o/
Sherlock dobrara os jornais, organizando-os de acordo com a manchete de cada um, buscava casos interessantes, que o fizessem trabalhar, não podia deixar sua mente parada, precisava exercitar seu cérebro, mesmo enquanto estava longe, sempre conseguia uma maneira de resolver algum enigma sem que descobrissem que era ele.
Ouviu duros e apressados aproximando-se e reconheceu como sendo de John, nem sequer levantou os olhos dos jornais. — John, estou selecionando alguns casos para nós, mas até agora nada que não seja entediante. — Casos para você. — Como? – Sherlock perguntou franzindo a testa. — Você não pode aparecer do nada depois de dois anos e simplesmente esperar que eu saia correndo atrás de você ou pulando ao seu redor como um cachorrinho, como se nada tivesse acontecido, como se você não tivesse forjado sua morte e mentido para todo mundo! Será somente este, depois você segue sem mim.— Como você é patriota, John Watson. – Disse irônico. – Espera um título? Uma medalha reluzente em seu uniforme? — Não. Só espero ajudar uma garota a manter sua família segura e a si mesmo! – John estava ficando vermelho. – Você teve todo esse tempo e mesmo assim não mudou absolutamente nada! Continua o mesmo egoísta de sempre! Eu tenho um emprego, sabia? Eu tenho uma vida! — Você tem um emprego medíocre em um hospital qualquer! – Sherlock falava como se aquilo causasse-lhe asco. — Um emprego digno e que paga o meu aluguel! — Você é muito mais do que um simples plantonista, John! Isso é pouco pra você! – Sherlock parecia estar se contorcendo internamente, não costumava elogiar ninguém, mas era verdade, John não era um médico qualquer, não era simplório. — Atrapalho, garotas? – Lestrade entrava sorrindo no flat. — Não! – John e Sherlock responderam ao mesmo tempo. — Seu filho da mãe, você me enganou direitinho! – Sorriu estendendo a mão à Sherlock. – Estou feliz que esteja bem, Donovan é quem parece não ter gostado da novidade. — Espere o mesmo de Anderson, assim que me ver lá. – Falou apertando a mão do detetive inspetor e dando um pequeno sorriso ao pensar na reação do perito. — Você não vai a lugar algum. – John disse. — Mycroft o enviou para iniciar o processo. Podemos ir, Lestrade. – Pegou o casaco no encosto do sofá e andou até a porta. — Se prepare, a imprensa já te espera. Bem, foi bom te ver, John. – Deu um tapinha em seu ombro. — Eu vou com vocês. – Disse pegando o casaco pendurado ao lado da porta e vestindo-o enquanto batia a porta atrás de si. Viu Sherlock vestir o seu e levantar a gola, daquele jeito que o fazia ficar com ar de misterioso. “Desgraçado, ele realmente voltou.” Pensou seguindo os dois homens a sua frente, entrando na viatura, a caminho da Scotland Yard. Como Lestrade advertira, a porta da Scotland Yard estava tomada de repórteres, cinegrafistas e fotógrafos, que jogaram-se contra o carro, disparando flashes para o banco de trás, que vinham de todas as direções. Desceram do carro e foram abrindo caminho entre câmeras fotográficas, filmadoras e microfones com a ajuda de alguns policiais. Sherlock caminhava na frente, com Lestrade ao seu lado, reconheceu a repórter que procurou-o no tribunal e depois foi procurada por Moriarty; John continuou a segui-los só queria sair dali, percebeu que estavam em links ao vivo quando ouviu dizerem: “E lá está John Watson, que aparentemente é namorado de Sherlock Holmes. Será que ele sabia de tudo e o encobriu?” Ele amarrou a cara e entrou na Yard, Lestrade os levando até o elevador, assim que a porta do elevador abriu-se para que eles saíssem, deram de cara com Donovan encostada a uma das divisórias, com os braços cruzados. — Afinal não morreu, aberração? Onde esteve esse tempo todo? – Começou então a provocá-lo. — Acredito que esta não seja a melhor maneira de interrogar o meu cliente. – Disse a mulher recém saída do elevador, vestia um tailleur preto, o cabelo em um coque e trazia consigo uma pasta executiva. – Não responda nada Mr. Holmes, ainda preciso instruí-lo antes de depor. — Eu não sou seu cliente, não pedi por advogado algum. – Respondeu. — E ainda assim fui designada para o seu caso. Sou Vivian Campbell. – Estendeu a mão para o homem, que não retribuiu. John vendo que ele agiria desta forma estendeu-lhe a mão. — John Watson. — Eu não preciso de advogados. — Ora, cale a boca Sherlock, é obvio que você precisa. Lembra-se da última vez em que esteve em frente a um juiz? Acabou preso e eu que tive que pagar a sua fiança. Não ligue para o que ele disser. – Disse virando-se para Vivian. — Usem minha sala, após a instrução iniciamos o depoimento. – Lestrade disse indicando sua sala. – E é melhor ficar com ele, John. – Disse baixo enquanto os outros dois seguiam até sua sala. — Vamos Donovan, vamos procurar algo útil para você se ocupar. A sargento resmungou e bufou, mas seguiu o inspetor, enquanto John foi até a sala de Lestrade e ao abrir a porta já se deparou com Sherlock brigando com a advogada baixinha que provavelmente Mycroft conseguira para ele. Ela estava de pé quando John entrou e ele não pôde deixar de olha-la dos pés a cabeça, Holmes percebeu, e antes que dissesse algo, John falou.
— Mycroft finalmente mostrou-se um irmão mais velho, Sherlock, lhe mandou uma advogada. — Não foi Mycroft que a mandou, ele preferiria que eu repetisse o que aconteceu da última vez. Foi ELA que a mandou. – Sherlock tamborilava os dedos no braço da cadeira enquanto falava. — Emma? – John parecia confuso. — Sim, Emma me mandou para ser advogada dele, instruí-lo e fazer com que não seja preso, ao que parece tenho um trabalho árduo pela frente. – Disse sentando e abrindo a pasta com o arquivo de Sherlock. John sorriu, gostou dela. Sherlock estava em boas mãos, lindas e pequeninas mãos que agora colocavam seus óculos sobre os olhos. Usava um anel de diamantes, seria ela noiva? Era bonita, John repreendeu-se por estar olhando-a desse jeito e pensando o que estava pensando. “Foco, John Watson, foco! Ela está aqui para defender Sherlock, só para isso.” Enquanto conversavam, ficou sabendo que ele também teria de depor, estava sendo acusado de ser cúmplice de Sherlock, ajudando-o a forjar sua morte, ocultar o corpo de Moriarty e mais uns três crimes que ele nem conseguia imaginar como o acusaram disso, ele não sabia de nada. Deram seus depoimentos separadamente, era evidente a cara de tédio de Holmes, Lestrade tomara o cuidado de retirar todas as armas da sala, fossem bélicas ou brancas, para evitar que ele tomasse-as e saísse atirando na parede e lançando algo afiado sobre alguém. Assinaram os depoimentos e foram instruídos tanto por Lestrade, como por Vivian a evitar sair de casa. Com a imprensa em cima deles, qualquer detalhe poderia ser prejudicial e influenciar o juiz, seria preferível não dar cabimento para o aumento de dúvidas a respeito de como Sherlock se comportaria. John comprometeu-se a vigia-lo, seria complicado já que no dia seguinte teria plantão mas daria um jeito. Despediram-se da advogada e do inspetor e foram para casa. Vivian saiu da Yard ignorando as perguntas dos repórteres, já sabiam que ela defenderia Sherlock e John. Entrou em seu carro e pôs-se a dirigir até a casa de Emma, ela esperava um relatório, melhor que fizesse-o o quanto antes para começar a preparar a defesa dos dois. Encontrou-a deitada no sofá da sala lendo um livro e parecia realmente entretida, não ouvira a campainha ou ela conversando com Grace. — Atrapalho? – Perguntou sentando-se na poltrona ao lado do sofá. — Não, só estou lendo para me distrair. – Emma marcou a página em que parara e fechou o livro, depositando-o ao seu lado com a capa virada para baixo. Sentou-se sobre os pés. – E então, como foi? — Como você disse e pior do que eu imaginava. Pelo amor de Deus, Emma, que bomba você jogou em mim. – Sorriu soltando os cabelos. – Ao menos John parece sensato. Emma pigarreou ao ouvir este comentário. – O quê? — Nada, Vivian. Só um brilho nesses olhos quando falou dele. — É reflexo das lentes dos óculos. – Tirou-os. – Vê, não tem nada aqui. — Estou vendo, bem aqui. – Emma apontava. — Se for verdade, tenho certeza que não é o mesmo brilho que aparecem nos seus toda vez que há uma simples menção à Sherlock Holmes. — Não vire isso contra mim. Me conte como foi. — E eu sou a rainha da mudança de assunto. Vivian fez um resumo detalhado de como fora na Yard, de como Sherlock e John se comportaram, e a respeito da provocação de Donovan. — Não era só uma provocação, tinha algo a mais. Tensão sexual, sabe? O modo que ela olhava para ele. Mas é compreensível, ele é muito bonito, de um jeito peculiar e pálido, mas muito bonito. Emma só ouviu e tentava digerir, não conhecia a tal Donovan mas concordava, ele era bonito e mesmo que não admitisse, mexia com ela. Vivian foi embora, deixando-a perdida em seus pensamentos. Precisava que ele ficasse livre, precisava que descobrisse quem lhe fazia aquelas ameaças. As horas se passaram e ela permanecera na mesma posição, como uma estátua e nem percebeu o andar das horas. Suas pernas estavam dormentes, esticou-as com cuidado sentindo o sangue agora correr livremente por suas veias e a sensação de formigamento diminuir depois de alguns minutos. Levantou-se e foi para seu quarto, entrou no banheiro, tirou a roupa, abriu o chuveiro e pôs-se embaixo, estava cansada, mentalmente e fisicamente, a falta de sono estava começando a enfraquecê-la, se algo conseguia abala-la, era a insônia. Estava de olhos fechados, após terminar o banho, ainda assim mantinha o chuveiro ligado, apenas deixando a água correr pelo seu corpo, talvez devesse jantar, mas não sentia fome. Ouviu o box abrir e antes que pudesse virar e ver quem era, sentiu um par de mãos agarrando-a. Mãos grandes e brancas, por meio segundo pensou que pudesse ser Sherlock, mas conhecia muito bem aquelas mãos que percorriam o seu corpo enquanto era beijada no ombro. — Babe. – Matthew falava ao seu ouvido. Emma tentara manter-se longe dele, não tinha cabeça para as crises de Matthew, mas ele sempre pegava-a pela fraqueza. Sabia que não resistiria muito tempo ali, daquele jeito, sabia como aquilo iria terminar, era mais forte do que ela e seu namorado aproveitava-se disso. Matt virou-a e beijou-a, com seu corpo colado ao dela, contra a parede, Emma tentou afasta-lo mas ele apertava-a mais pela cintura, até que ela não conseguiu mais resistir e o que começou no chuveiro, continuou pelo quarto e acabou no chão, em frente a lareira. Deixou-o adormecido no chão e foi cambaleando até a cama, finalmente, depois de uma semana, ela sentia sono suficiente para algumas horas de descanso. Quando acordou, não viu Matthew em nenhum lugar do quarto, quase pulou de felicidade, "ele deve ter ido embora", foi o que ela pensou. Tomou banho, enxugou-se, escovou os dentes e foi até o closet, sentia-se descansada, relaxada, olhou para a gaveta que guardava seus biquínis e decidiu ir à piscina, vestiu um deles e jogou um roupão por cima, foi até a cozinha, Grace colocara a mesa do café, então serviu-se de algumas poucas coisas de comer, além de suco e chá. Foi até a piscina de seu apartamento, tirou o roupão e deixou-o sobre uma das espreguiçadeiras e olhava a cidade do alto, através das janelas de vidro enquanto andava na beira da piscina. Mergulhou e pôs-se a nadar por um tempo, quando deu por si, não estava mais sozinha na piscina. Parou de nadar e apoiou-se na borda afastando a água de seus olhos com a mão, olhou para os lados, e não viu ninguém, ele estava submerso. “Por Deus, ele não foi embora.” Pensou vendo Matthew submergir a poucos centímetros dela. Ele era bonito, Deus, como era bonito. Alto, forte, cabelos negros – como os de Sherlock – olhos castanhos, pele clara e lábios finos. Aproximou-se dela e beijou-a levantando-a até que suas pernas estivessem entrelaçadas em sua cintura. Um beijo cheio de calor e desejo. Com uma mão, soltou o laço que prendia a parte de cima de seu biquíni enquanto beijava seu pescoço e descia para o ombro quando parou de súbito, Emma que estava absorta ficou sem entender o quê havia acontecido para que ele parasse. — Matt, o que...? Ela olhou-o, seu namorado olhava para algo atrás dela, Emma girou o corpo como pôde para ver do que se tratava. Se tratava de Sherlock, parado como uma estátua observando tudo. Soltou Matthew do “abraço” de suas pernas e prendeu a parte de cima do biquíni rapidamente e foi até a escada da piscina. Ao sair viu que John estava a poucos passos atrás dele, parado como um burro empacado, em um meio passo. Emma andou até ele apertando a ponta dos cabelos entre as mãos para tirar o excesso de água e olhando-o nos olhos enquanto cobria a distância entre eles. — Mr. Holmes. Sherlock olhava-a dos pés a cabeça, repetidas vezes. Apenas de biquíni, com os cabelos molhados e os lábios avermelhados pelo beijo
Notas finais
Gostaram?
Me contem o que foi que vocês acharam, pfvr! Reviews são de Deus, ok? kkkk
Minhas aulas mau começaram e as provas já estão perto, vou tentar escrever mais e atualizar sem que me atrapalhe. Vou ver o que faço! :)
Obrigada mais uma vez pelos reviews e novos leitores. Capítulo novo semana que vem! :)
Beeeijos!
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