Titanium - O Que Resta Da Monarquia
17 Fim de plantão
Notas iniciais
Espero q vcs gostem, era um capítulo só e enoooorme, dividi :)
Leiam e me contem :D
— Franz! – Vivian gritou assim que a porta abriu revelando quem chegara.
— Jesus! Quer me matar? – Franz perguntou assustado.
— Não. Não. É a Emma.
— O que tem ela? Encontraram ela? Meu Deus, fale de uma vez!
— Ela está aqui.
— O quê? Onde?
— No meu quarto.
Franz largou suas coisas no sofá e estava indo até o quarto de Vivian quando ela segurou seu braço.
— Antes você precisa saber de algumas coisas.
Vivian contou sobre o telefonema de Sherlock, tudo o que soube por Emma, o homem que a vigiara e o que intuiu. O tom de preocupação nas palavras trocadas entre eles era evidente.
— E ela está aqui escondida agora, obviamente, ninguém pode ficar sabendo que ela está aqui.
— Claro. Precisamos manter ela longe desse perseguidor. – Franz levantou do sofá. – Ela está dormindo?
— Está, pelo menos na última vez que fui olhar estava.
— Vou me trocar e vou lá.
— Vou preparar algo para ela comer.
— Algo quente. – Franz disse saindo da sala.
— Eu sei.
Depois de um banho, Franz olhou em volta no quarto, havia coisas demais ali. Coisas de Vivian sobre a cama dele. Sacudiu a cabeça vestindo-se e indo ver Emma.
Entrou silenciosamente no quarto e sentou na cama o mais cuidadosamente que conseguiu.
— Oi Franz. – Emma abriu os olhos.
— Como está?
— Baleada. – Sorriu.
— Ridícula. – Franz riu.
— Também te amo. – Disse puxando um pouco o corpo para trás. – Que horas são?
— Seis e meia.
— Eu dormi tudo isso?
— É o que parece. Você está diferente, o que foi?
— A bala?
— Se você falar dessa bala de novo eu juro que te asfixio com esse travesseiro! – Franz ria mostrando o travesseiro. – Me conte uma coisa, como Holmes acabou junto com você quando te levaram? Ainda não entendi isso.
— Eu estava no elevador, ele invadiu, acabou sendo dopado e levado também.
— Ele invadiu? Como fez no seu escritório? – Franz perguntou. Vivian entrara naquele momento no quarto trazendo uma bandeja.
— Ele é assim, invade ambientes.
— E a senhora louca que ele invada seu ambiente. – Franz gargalhava.
— Eu não posso rir desse jeito, Franz! – Disse segurando o ombro enquanto gargalhava. Depois voltou a ficar séria, desviou o olhar.
— Sente Emma, você precisa comer. – Vivian que segurava a bandeja esperando que ela se acomodasse.
Franz olhava para Emma com a sobrancelha arqueada, analisando-a.
— Meu Deus. A comida pode esperar, Vivian. – Falou afastando a bandeja que ainda estava na mão dela. — Me conte isso!
— O que foi? – Vivian perguntou pousando a bandeja no criado mudo.
— Eles dormiram juntos.
— Eles...? Emma e Sherlock? – Vivian perguntou sentando rápido na cama.
— É.
Os dois olhavam para Emma esperando que ela começasse a falar, ela esticou a cabeça tentando ver o conteúdo fumegante do prato.
— Depois que você contar tudo, você pode comer.
— Não dá pra ser ao mesmo tempo? Eu estou com fome.
— Tá. – Vivian colocou a bandeja sobre os joelhos de Emma.
— Vivian! Você é boazinha demais.
— Eu vou contar, calma. – Falou pegando a colher e colocando-a no prato. Tomou um pouco da sopa que Vivian trouxera para ela e começou a contar o que tinha acontecido na cabana, ele cuidando dela, porém, sem os tais detalhes sórdidos que Franz esperava e queria saber. Vivian passara o tempo todo com a mão cobrindo a boca, Franz estava sentado com as pernas dobradas, olhando atentamente para Emma enquanto ela falava. – E foi isso.
— Estou mumificado. – Franz disse com a mão no peito. – Quem poderia imaginar? O Virgem, não é mais virgem.
— Pois é. – Emma estava terminando sua sopa, tomou um pouco do suco e voltou a pôr a colher na boca.
— E agora? – Vivian perguntou.
— E agora o quê? – Emma havia acabado de tomar a sopa.
— Vocês dois, como fica?
— Do mesmo jeito que antes, acredito. – Respondeu.
— Vamos ver.
— O que quis dizer com isso, Franz?
— Nada. Vamos ver filmes? Eu voto por musicais. Moulin Rouge! – Levantou da cama indo buscar os DVDs para assistirem.
— Vou levar isso para a cozinha. – Vivian falou pegando a bandeja e tocando a mão de Emma. – Você está quente. – Encostou a mão na testa de Emma. – Está com febre, melhor ligar para John.
— Não precisa. Desde quando você tem o número dele?
— Fui advogada dele, esqueceu? E... ele me chamou para sair.
— Alguém foi fisgada. — Emma ria.
— Posso dizer o mesmo sobre vossa alteza. – Vivian disse saindo do quarto levando a bandeja para a cozinha.
De volta a sala pegou o celular e procurando na agenda achou o numero de John, fez a ligação. Após alguns toques ele atendeu.
— Alô? – Parecia ansioso.
— John? Estou atrapalhando?
— Não, meu plantão acabou agora, só estou assinando o ponto, pode falar.
— Você pode vir até aqui?
— Sua casa? Agora?
— É.
— Posso sim, claro.
— Traga sua maleta.
— Minha maleta? O que houve?
— Quando você chegar aqui, você verá.
— Me diga o endereço.
Vivian lhe deu o endereço e desligou.
John foi até o vestiário, tirou o jaleco, guardando-o no armário e pegou suas coisas. Pegou um táxi, disse o endereço ao motorista e encostou no banco. Estava muito cansado, não dormira ainda, se a emergência estivesse tranquila ele teria dormido de pé mas para sua sorte estava movimentadíssima, ou seria azar? Sentiu seus olhos baterem e cochilou, acordou pouco depois assustado, pensando que já havia chegado mas ainda estava no caminho, endireitou o corpo passando os dedos nos olhos, depois pelos cabelos, tinha que estar apresentável. Conferiu suas roupas, por sorte estava com a camisa nova que ganhara de Mrs. Hudson no seu aniversário e que ainda não usara.
O táxi parou diante de um edifício branco e o taxista avisou que aquele era o lugar que ele queria ir, pagou-o e desembarcou.
Eram oito horas quando tocou a campainha, Vivian atendeu o interfone e abriu a porta para ele. Foi recebê-lo quando ele saiu do elevador e bateu a porta.
— John, que bom que chegou. – Vivian falou abrindo a porta e sorrindo para ele.
— Boa noite, Vivian, como está? – Beijou-a no rosto, o cheiro dela era incrível.
— Estou bem, entre. – Deixou que ele entrasse e fechou a porta, virando para ele. – Emma está aqui, fugiu do hospital com Gibbs e está com febre, 39º. – Nesse momento Gibbs apareceu na sala. – É só o John, Gibbs, está tudo bem. – Ele voltou para onde quer que ele estivesse.
— Onde ela está?
— No meu quarto, venha.
John Watson sendo convidado a entrar no quarto de uma mulher, depois de dois anos e não era para o que ele esperava. E a mulher na cama não seria quem ele queria, seria Emma.
Entrou no quarto e foi até ela, colocou o termômetro nela, aferiu a pressão, verificou a cirurgia, os curativos precisavam ser trocados, fazia tudo enquanto conversava com Emma. Ela contou-lhe sobre o médico que ela achava ter sonhado mas descobriu por Sherlock, que estivera mesmo lá.
— Pelo que você descreveu de onde estava, só pode ter sido na sala de recuperação, eu assisti sua cirurgia inteira, ninguém disse nada.
— A propósito obrigada por isso.
— Sem problemas. – Disse sorrindo para ela. – Era a condição de Sherlock para cuidarem do braço dele, cumpri minha parte, ele cumpriu a dele.
— Hum... – Franz soltou, sendo recriminado com o olhar de Emma e Vivian para ele.
— Vou receitar um anti-inflamatório, um analgésico e um antitérmico. – Falou preenchendo o receituário e entregando a Franz que tinha a mão estendida na direção dele.
— Vou comprar agora. – Disse saindo do quarto.
— Se mesmo assim a febre não baixar, um banho gelado deve ajudar. Então vocês me ligam de novo, não importa a hora. – Guardou suas coisas e levantou.
— Obrigada John. – Emma falou.
— Não há o que agradecer. Acho melhor eu ir agora, me liguem se algo acontecer, ok? – Emma confirmou com a cabeça.
— Eu te acompanho. – Vivian falou saindo com ele. John continuou dando algumas instruções a ela, que ouvia tudo atentamente até que chegaram a porta. – Obrigada por ter vindo tão rápido, John.
— Já disse que não há o que agradecer. E foi você quem me ligou, eu viria do outro lado do país se você me pedisse.
Vivian corou sorrindo e baixou os olhos, encarando seus pés.
— Seu flat é muito bonito.
— Obrigada. – Voltou a olha-lo ainda vermelha.
— Estava pensando, gostaria de sair para tomar algo na sexta?
— Eu adoraria. – Respondeu.
— Sexta às nove, está bom para você?
— Está ótimo. – Eles sorriram.
— Melhor eu ir, então. Até logo. – Disse beijando o rosto dela e tocando sua cintura.
— Até logo, boa noite John. – Ela abriu a porta.
— Boa noite Vivian.
Ela sorriu para ele quando ele olhou-a já do lado de fora e fechou a porta. John chamou o elevador suspirando, ver o sorriso dela fez valer a pena a viagem até lá, o fez esquecer o cansaço e o sono.
Quando saiu do edifício por sorte um táxi livre estava passando e ele pediu que parasse.
— 221B Baker Street, por favor. – Disse após embarcar.
Percebeu ter dado o antigo endereço depois de dizê-lo mas não disse nada, seriam só alguns passos a mais.
Notas finais
Obrigada pelos reviews de todos e pelos novos leitores weeee!!
Mais tarde eu posto a outra parte dele ok?
Fiquem bem :*
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