Titanium - O Que Resta Da Monarquia
18 Mortos na Yard
Notas iniciais
Problemas de força maior ;x
Leiam e me contem o que acharam ok? GOGOGOGOGO
John parou o taxista e desembarcou, girou nos calcanhares e ia arrastando os pés quando Sherlock abriu a janela e gritou por ele olhando para baixo.
— John! Suba!
“Quem ele pensa que eu sou, empregado dele?” John pensou enquanto abria a porta do 221B e subia a escada a passos pesados, bufando.
— O que você quer? – John disparou assim que abriu a porta. Olhou para o lado e viu Mycroft sentado, com as mãos apoiadas no seu guarda-chuva, entre as pernas.
— Preciso pensar.
— E?
— E preciso de você.
— Mycroft está aqui, converse com ele.
— Mycroft me deixa entediado, converse comigo.
John olhou de Sherlock para Mycroft que revirava os olhos, tamborilando os dedos no cabo do guarda-chuva. Uma pasta aberta sobre a mesa deixava a mostra papeis oficiais timbrados.
— O atirador foi preso e isto é tudo o que Mycroft sabe sobre ele. – Sherlock falou ao ver onde os olhos de John estavam pousados.
— Quando ele foi preso? – John perguntou deixando a maleta de lado na mesa e pegando os papeis.
— Após o tiroteio, ele estava sozinho. – Mycroft respondeu.
— Amanhã vou vê-lo antes de visitar Emma. – Mycroft bufou ao ouvir isto. – Aliás, como ela está?
— Como...? Desisto de tentar entender. Ela está bem, só um pouco febril. – E continuou a ler o que dizia naqueles papeis.
— Que bom. – Sherlock disse deitado no sofá.
— Sherlock.
— Mycroft, você está me deixando entediado, vá embora. Já tenho o que preciso.
— Sabe o que vai acontecer com você se fizer algo com ela?
John tentava se concentrar na leitura. “Não preciso ouvir nada disso, não preciso. Concentração John Watson, leia!” pensava forçando-se a ler.
— Tarde demais. Já fiz. Uma, duas vezes! – Sherlock gritava para Mycroft enquanto um paralisado John olhava tudo de boca aberta. – Era isso que você queria ouvir? Pois muito bem.
“Não, ele não disse isso na minha frente.” John queria que o chão abrisse sob seus pés, era intimidade demais.
— Se algo acontecer ao meu cargo, eu mato você!
— Agora chegamos onde você queria, está realmente me ameaçando irmãozinho?
— Você sabe do que eu sou capaz, Sherlock. – Mycroft cuspiu as palavras.
— A porta da rua é ali. – Apontou para a porta levantando o braço acima da cabeça. Mycroft bateu o guarda-chuva com força no chão e saiu marchando. – Se eu pudesse tocaria meu violino para você! – Sherlock disse enquanto ele descia as escadas.
John permanecia na mesma posição, parado como um dois de paus, a boca aberta, os papeis pendendo de suas mãos. Sherlock olhava para ele com a sobrancelha arqueada.
— John? Você pode se mexer, sabia?
John piscou algumas vezes, fechou a boca, coçou a garganta e voltou sua atenção para os papeis.
— Ele falou sério? – Perguntou.
— Não.
— Hum... você sabe que terá consequências, certo?
— Sim.
— Ok. Vou para casa, preciso dormir. – John coçou os olhos e pegou sua maleta.
— John, você deveria voltar.
— Estou muito bem instalado lá, não tenho razões para fazer mudança alguma. Boa noite.
John saiu descendo as escadas rapidamente, a raiva que sentia fazia seu sangue ferver. Como ele pode agir como se nada tivesse acontecido? Não conseguia perdoar o que Sherlock fizera, mesmo sabendo os motivos, não aceitava ser deixado de lado no plano, esperava que o amigo o considerasse o suficiente para não deixar ele passar por tudo o que passou. O luto, a dor, carregar seu caixão, que por fim descobriu que carregava Moriarty e não Sherlock. Pensava na pobre Mrs. Hudson, a senhora ficara devastada com a “morte” dele, era cruel demais, até para Sherlock.
Entrou no 221A encontrando Mrs. Hudson sentada perto da lareira envolta em um cobertor xadrez, assistindo um de seus programas.
— John, querido. Já jantou?
— Ainda não Mrs. Hudson. – Beijou o topo da cabeça da senhora.
— Vou esquentar o jantar para você.
— Por favor não se incomode, fique vendo seu programa. Vou tomar um banho e eu mesmo esquento. – Disse indo até seu quarto.
John tomou banho rapidamente, sentia o sono chegando com força, vestiu o pijama e o robe e foi até a cozinha comer. Engoliu a comida quase queimando a língua, estava quase desmaiando de tanto sono. Voltou para o quarto e jogou-se na cama de robe e tudo, não se deu ao trabalho de cobrir-se, não tinha forças, sua cabeça pesava e as pálpebras pareciam pesar duas toneladas cada.
Ao acordar achou-se coberto, Mrs. Hudson certamente foi vê-lo e achou-o passando frio. Era como se ela fosse sua mãe. Levantou, escovou os dentes e foi até a cozinha, encontrou Sherlock sentado no sofá, tomando chá.
— Fiz chá para você também. – Apontou para a cozinha. John foi até lá e buscou a caneca. – Você dormiu quase doze horas.
— E teria dormido mais. – Falou tomando um gole do chá. Parou, olhou para o conteúdo da caneca e de volta para ele. – Você não está me dopando de novo, está?
— Não. – Sherlock riu pousando sua caneca no joelho. – Só quis ser gentil.
— Gentil. – John riu e Sherlock apertou os olhos. – O que o trás aqui?
— Vou até a Yard falar com o atirador, você disse que ajudaria neste caso.
— Só neste caso.
— Isso.
— Me deixe comer alguma coisa e vou me trocar.
John comeu e trocou-se rapidamente, logo estavam na rua a espera de um táxi, conseguindo um, embarcaram e Sherlock deu um endereço diferente do endereço da Yard e ele estranhou.
— Vamos fazer uma pequena parada antes de irmos para a Yard.
Chegando ao endereço, uma rua em que todas as lojas eram joalherias, Sherlock desceu e entrou em uma delas. Demorou poucos minutos e voltou, dizendo para o taxista seguir para a Yard. John estava curioso mas não perguntou o que ele fora fazer lá.
A distância entre a rua das joalherias e a Yard era pequena, então logo chegaram lá. Saíram do elevador e foram recebidos por Donovan com alguns comentários desprezíveis para Sherlock.
— Donovan, você deveria proteger seus joelhos quando for esfregar o chão do Anderson. – Sherlock disse depois de dar um breve olhar em direção a ela, que ficou desconcertada e Anderson que estava perto, saiu.
— Sherlock. John. – Lestrade falou apertando as mãos deles. – Por aqui. – Falou indicando a sala de interrogatório onde estava o atirador.
E o que encontraram foi um homem roxo, sufocado, com as mangas da camisa rasgadas e o tecido saindo pela boca. De longe era possível ver uma bola em sua garganta, os olhos vidrados fitando o chão. Correram, John tentou sentir sua pulsação mas não conseguiu.
— Está morto.
— A quanto tempo? – Sherlock perguntou batendo na mesa onde as mãos do atirador estavam presas com as algemas.
— Eu diria que poucos minutos.
— Inferno! – Sherlock gritou chutando uma cadeira em direção a parede. – Ninguém pensou em vigiar o homem? Incompetentes! – Pelo barulho que eles fizeram lá dentro, muitos policiais correram para ver do que se tratava. Lestrade saiu gritando ordens e chamando o nome dos policiais que deveriam se revezar para vigiar o homem.
— A câmera não pegou isso? – John perguntou.
— Está desligada. – Sherlock disse aproximando-se do corpo e olhando atentamente. – Fizeram com que o tecido descesse garganta abaixo, ele não poderia ter feito isso sozinho. Olhe aqui, John. – Apontava para um arranhão no lado oposto do pescoço do homem, John precisou dar a volta para ver.
— Com certeza esse arranhão é recente.
— Preciso ver até onde a câmera conseguiu gravar. – Sherlock saiu da sala e abriu a porta em frente, onde ficavam os monitores de cada sala. Sentou e começou a mexer em alguns botões.
— É preciso uma senha. Como você sabe?
— SCOTLANDYARDFILMING não é uma das senhas mais difíceis de se descobrir, concorda?
— Oh...
— Aqui. – Sherlock encontrara a gravação da sala em que o homem morrera e colocou-a para passar rapidamente, tudo parecia normal, o policial estava lá e depois saiu, voltando em seguida. Sherlock parou a gravação. – É ele.
— O policial fez isso? – John perguntou.
— Este homem não é o mesmo policial que estava ali antes. Parece ser ele mas não é, está usando uma máscara. Perfeita, parece de fato com o rosto do policial. Ele é mais alto do que o outro. – Colocou a gravação para rodar novamente, o homem que parecia o policial aproximou-se da câmera e a gravação acabou. – É ele.
Ouviram uma movimentação fora da sala e foram ver, policiais e paramédicos corriam corredor abaixo em direção ao banheiro. A voz de Lestrade era audível dando ordens enquanto eles andavam pelo corredor, ele estava lá impedindo que entrassem.
— Não! Este banheiro agora é uma cena de crime! Ninguém entra aqui! Isolem esta parte do corredor! Vocês dois, aqui dentro agora! – Falou apontando para Sherlock e John.
Eles entraram no banheiro e foram até uma das cabines onde se encontravam algumas pessoas em volta, Sherlock pediu passagem e olhou para dentro, era o verdadeiro policial sentado na privada com as pernas esticadas, a farda lavada de sangue e a garganta rasgada de um canto a outro.
Notas finais
Mais uma vez, me desculpem por não ter postado a outra parte ontem :(
Obrigada pelos reviews, ainda não pude responder mas assim que der eu respondo todos, vcs sabem! :)
Fiquem bem, até quarta (?)
beeijos!
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