Notas iniciais
Hello! Me perdoem, eu sei que deveria ter postado no inicio da semana mas foi muita correria pra mim, pra compensar hoje vou postar dois capítulos, ok? Um agora e outro mais tarde, dps de meia noite :)

Espero q vcs gostem, era um capítulo só e enoooorme, dividi :)
Leiam e me contem :D


— Franz! – Vivian gritou assim que a porta abriu revelando quem chegara.
— Jesus! Quer me matar? – Franz perguntou assustado.
— Não. Não. É a Emma.
— O que tem ela? Encontraram ela? Meu Deus, fale de uma vez!
— Ela está aqui.
— O quê? Onde?
— No meu quarto.

Franz largou suas coisas no sofá e estava indo até o quarto de Vivian quando ela segurou seu braço.

— Antes você precisa saber de algumas coisas.

Vivian contou sobre o telefonema de Sherlock, tudo o que soube por Emma, o homem que a vigiara e o que intuiu. O tom de preocupação nas palavras trocadas entre eles era evidente.

— E ela está aqui escondida agora, obviamente, ninguém pode ficar sabendo que ela está aqui.
— Claro. Precisamos manter ela longe desse perseguidor. – Franz levantou do sofá. – Ela está dormindo?
— Está, pelo menos na última vez que fui olhar estava.
— Vou me trocar e vou lá.
— Vou preparar algo para ela comer.
— Algo quente. – Franz disse saindo da sala.
— Eu sei.

Depois de um banho, Franz olhou em volta no quarto, havia coisas demais ali. Coisas de Vivian sobre a cama dele. Sacudiu a cabeça vestindo-se e indo ver Emma.
Entrou silenciosamente no quarto e sentou na cama o mais cuidadosamente que conseguiu.

— Oi Franz. – Emma abriu os olhos.
— Como está?
— Baleada. – Sorriu.
— Ridícula. – Franz riu.
— Também te amo. – Disse puxando um pouco o corpo para trás. – Que horas são?
— Seis e meia.
— Eu dormi tudo isso?
— É o que parece. Você está diferente, o que foi?
— A bala?
— Se você falar dessa bala de novo eu juro que te asfixio com esse travesseiro! – Franz ria mostrando o travesseiro. – Me conte uma coisa, como Holmes acabou junto com você quando te levaram? Ainda não entendi isso.
— Eu estava no elevador, ele invadiu, acabou sendo dopado e levado também.
— Ele invadiu? Como fez no seu escritório? – Franz perguntou. Vivian entrara naquele momento no quarto trazendo uma bandeja.
— Ele é assim, invade ambientes.
— E a senhora louca que ele invada seu ambiente. – Franz gargalhava.
— Eu não posso rir desse jeito, Franz! – Disse segurando o ombro enquanto gargalhava. Depois voltou a ficar séria, desviou o olhar.
— Sente Emma, você precisa comer. – Vivian que segurava a bandeja esperando que ela se acomodasse.

Franz olhava para Emma com a sobrancelha arqueada, analisando-a.

— Meu Deus. A comida pode esperar, Vivian. – Falou afastando a bandeja que ainda estava na mão dela. — Me conte isso!
— O que foi? – Vivian perguntou pousando a bandeja no criado mudo.
— Eles dormiram juntos.
— Eles...? Emma e Sherlock? – Vivian perguntou sentando rápido na cama.
— É.

Os dois olhavam para Emma esperando que ela começasse a falar, ela esticou a cabeça tentando ver o conteúdo fumegante do prato.

— Depois que você contar tudo, você pode comer.
— Não dá pra ser ao mesmo tempo? Eu estou com fome.
— Tá. – Vivian colocou a bandeja sobre os joelhos de Emma.
— Vivian! Você é boazinha demais.
— Eu vou contar, calma. – Falou pegando a colher e colocando-a no prato. Tomou um pouco da sopa que Vivian trouxera para ela e começou a contar o que tinha acontecido na cabana, ele cuidando dela, porém, sem os tais detalhes sórdidos que Franz esperava e queria saber. Vivian passara o tempo todo com a mão cobrindo a boca, Franz estava sentado com as pernas dobradas, olhando atentamente para Emma enquanto ela falava. – E foi isso.
— Estou mumificado. – Franz disse com a mão no peito. – Quem poderia imaginar? O Virgem, não é mais virgem.
— Pois é. – Emma estava terminando sua sopa, tomou um pouco do suco e voltou a pôr a colher na boca.
— E agora? – Vivian perguntou.
— E agora o quê? – Emma havia acabado de tomar a sopa.
— Vocês dois, como fica?
— Do mesmo jeito que antes, acredito. – Respondeu.
— Vamos ver.
— O que quis dizer com isso, Franz?
— Nada. Vamos ver filmes? Eu voto por musicais. Moulin Rouge! – Levantou da cama indo buscar os DVDs para assistirem.

— Vou levar isso para a cozinha. – Vivian falou pegando a bandeja e tocando a mão de Emma. – Você está quente. – Encostou a mão na testa de Emma. – Está com febre, melhor ligar para John.
— Não precisa. Desde quando você tem o número dele?
— Fui advogada dele, esqueceu? E... ele me chamou para sair.
— Alguém foi fisgada. — Emma ria.
— Posso dizer o mesmo sobre vossa alteza. – Vivian disse saindo do quarto levando a bandeja para a cozinha.
De volta a sala pegou o celular e procurando na agenda achou o numero de John, fez a ligação. Após alguns toques ele atendeu.

— Alô? – Parecia ansioso.
— John? Estou atrapalhando?
— Não, meu plantão acabou agora, só estou assinando o ponto, pode falar.
— Você pode vir até aqui?
— Sua casa? Agora?
— É.
— Posso sim, claro.
— Traga sua maleta.
— Minha maleta? O que houve?
— Quando você chegar aqui, você verá.
— Me diga o endereço.

Vivian lhe deu o endereço e desligou.
John foi até o vestiário, tirou o jaleco, guardando-o no armário e pegou suas coisas. Pegou um táxi, disse o endereço ao motorista e encostou no banco. Estava muito cansado, não dormira ainda, se a emergência estivesse tranquila ele teria dormido de pé mas para sua sorte estava movimentadíssima, ou seria azar? Sentiu seus olhos baterem e cochilou, acordou pouco depois assustado, pensando que já havia chegado mas ainda estava no caminho, endireitou o corpo passando os dedos nos olhos, depois pelos cabelos, tinha que estar apresentável. Conferiu suas roupas, por sorte estava com a camisa nova que ganhara de Mrs. Hudson no seu aniversário e que ainda não usara.
O táxi parou diante de um edifício branco e o taxista avisou que aquele era o lugar que ele queria ir, pagou-o e desembarcou.
Eram oito horas quando tocou a campainha, Vivian atendeu o interfone e abriu a porta para ele. Foi recebê-lo quando ele saiu do elevador e bateu a porta.

— John, que bom que chegou. – Vivian falou abrindo a porta e sorrindo para ele.
— Boa noite, Vivian, como está? – Beijou-a no rosto, o cheiro dela era incrível.
— Estou bem, entre. – Deixou que ele entrasse e fechou a porta, virando para ele. – Emma está aqui, fugiu do hospital com Gibbs e está com febre, 39º. – Nesse momento Gibbs apareceu na sala. – É só o John, Gibbs, está tudo bem. – Ele voltou para onde quer que ele estivesse.
— Onde ela está?
— No meu quarto, venha.

John Watson sendo convidado a entrar no quarto de uma mulher, depois de dois anos e não era para o que ele esperava. E a mulher na cama não seria quem ele queria, seria Emma.
Entrou no quarto e foi até ela, colocou o termômetro nela, aferiu a pressão, verificou a cirurgia, os curativos precisavam ser trocados, fazia tudo enquanto conversava com Emma. Ela contou-lhe sobre o médico que ela achava ter sonhado mas descobriu por Sherlock, que estivera mesmo lá.

— Pelo que você descreveu de onde estava, só pode ter sido na sala de recuperação, eu assisti sua cirurgia inteira, ninguém disse nada.
— A propósito obrigada por isso.
— Sem problemas. – Disse sorrindo para ela. – Era a condição de Sherlock para cuidarem do braço dele, cumpri minha parte, ele cumpriu a dele.
— Hum... – Franz soltou, sendo recriminado com o olhar de Emma e Vivian para ele.
— Vou receitar um anti-inflamatório, um analgésico e um antitérmico. – Falou preenchendo o receituário e entregando a Franz que tinha a mão estendida na direção dele.
— Vou comprar agora. – Disse saindo do quarto.
— Se mesmo assim a febre não baixar, um banho gelado deve ajudar. Então vocês me ligam de novo, não importa a hora. – Guardou suas coisas e levantou.
— Obrigada John. – Emma falou.
— Não há o que agradecer. Acho melhor eu ir agora, me liguem se algo acontecer, ok? – Emma confirmou com a cabeça.
— Eu te acompanho. – Vivian falou saindo com ele. John continuou dando algumas instruções a ela, que ouvia tudo atentamente até que chegaram a porta. – Obrigada por ter vindo tão rápido, John.
— Já disse que não há o que agradecer. E foi você quem me ligou, eu viria do outro lado do país se você me pedisse.
Vivian corou sorrindo e baixou os olhos, encarando seus pés.
— Seu flat é muito bonito.
— Obrigada. – Voltou a olha-lo ainda vermelha.
— Estava pensando, gostaria de sair para tomar algo na sexta?
— Eu adoraria. – Respondeu.
— Sexta às nove, está bom para você?
— Está ótimo. – Eles sorriram.
— Melhor eu ir, então. Até logo. – Disse beijando o rosto dela e tocando sua cintura.
— Até logo, boa noite John. – Ela abriu a porta.
— Boa noite Vivian.

Ela sorriu para ele quando ele olhou-a já do lado de fora e fechou a porta. John chamou o elevador suspirando, ver o sorriso dela fez valer a pena a viagem até lá, o fez esquecer o cansaço e o sono.
Quando saiu do edifício por sorte um táxi livre estava passando e ele pediu que parasse.

— 221B Baker Street, por favor. – Disse após embarcar.

Percebeu ter dado o antigo endereço depois de dizê-lo mas não disse nada, seriam só alguns passos a mais.

Notas finais
E então, o q acharam? Me contem!
Obrigada pelos reviews de todos e pelos novos leitores weeee!!

Mais tarde eu posto a outra parte dele ok?
Fiquem bem :*