Titanium - O Que Resta Da Monarquia
16 Diplomacia
Notas iniciais
Mas tô aqui na madrugada de terça, qndo deveria estar dormindo para nao me atrasar para a aula kkk, p postar.
Espero que vocês gostem, me contem ok? GOGOGO!
Assim que Sherlock saiu do quarto Gibbs entrou com uma cadeira de rodas seguido por Henry, ponderou se deveria leva-la ainda com o soro na intravenosa ou se deveria tirar, Emma olhou para ele com a cara de “faça logo” que ela usava às vezes, então puxou a agulha de seu braço, e usou a manga do robe que estava ali perto para estancar o sangramento.
Henry a ajudou a vesti-lo e em seguida Gibbs pegou Emma nos braços para coloca-la na cadeira, enquanto ela reclamava sem falar, dando a entender que conseguia perfeitamente ir para a cadeira sozinha mas ele simplesmente ignorou seus resmungos.
Emma respirava com dificuldade, estar sentada, com o braço amarrado, apertando-lhe, não ajudava.
— Querida, eu não vou com você, só você e Gibbs, eu ligo ok? – Henry falou beijando o alto da cabeça dela e ela retribuiu apertando seus dedos. – Eu te amo.
— Também te amo pai. – Emma conseguiu dizer com muito esforço e foi levada por Gibbs para fora do quarto.
Gibbs não usava o tradicional terno naquele dia, usava roupas normais e um boné para não chamar atenção. Um homem enorme como ele parado em frente a um dos quartos do hospital, de terno, chamaria muita atenção.
Seguia empurrando a cadeira e tomando cuidado para que ninguém os visse, até a porta de trás do hospital, onde Starks esperava com o carro. Colocou Emma dentro do carro, deu algumas instruções ao homem e entrou batendo a porta, girando a chave na ignição, dando partida.
Dali até o flat que Vivian dividia com Franz foram gastos vários minutos, o percurso que levaria trinta, durou uma hora, já que Gibbs precisava se certificar de que não estavam sendo seguidos.
Chegando ao flat de Vivian e Franz, ela abriu o portão da garagem para que eles entrassem e correu para recebê-los. Gibbs novamente tomou Emma nos braços e pegou o elevador junto dela.
Emma foi instalada no quarto de Vivian e ela dividiria o quarto de Franz com ele, mesmo que ele ainda não soubesse. Emma resmungou ao ser colocada na cama, tanto tempo sem estar em uma posição confortável estava lhe matando.
Gibbs as deixou ali e saiu.
— Emma, você quer alguma coisa? Precisa de algo? – Vivian olhava preocupada, enquanto ela estava de olhos fechados. – Emma, você está sangrando. – Falou afastando um pouco o robe e vendo o sangue passando pela gaze do curativo que ela usava.
— Deve ter sido a viagem, nada para se preocupar. Eu preciso de um banho.
— Eu te ajudo.
— Me deixe respirar um pouco. – Respirou fundo algumas vezes, abriu os olhos e estendeu o braço livre para Vivian. – Ok, vamos lá.
Vivian a levou até o banheiro, ajudou a tirar as roupas e a limpa-la. Emma ainda tinha pedacinhos de folhas presas no cabelo, se sentia imunda. Vivian prendeu uma toalha nos cabelos recém lavados dela e trocou seus curativos. A entrada da bala nas costas dela estava bem mais feia do que a saída, mesmo que estivessem suturadas e inchadas, o sangue escapava um pouco.
Conversavam durante o processo, Emma lhe fez um resumo do que aconteceu, o rapto, a corrida no breu, a queda no lago, como Sherlock a salvara e cuidara dela, e o tiro. Omitiu o sexo completamente, Vivian era inocente, não pediria detalhes de como havia sido na cabana, mas Franz certamente pediria, assim que chegasse. Contou sobre o hospital rapidamente e parou procurando ar.
Vivian havia terminado com os curativos e agora usava o secador no cabelo de Emma, após alguns minutos ajudou-a a voltar para o quarto e a deitar na cama. Ela parecia mais branca do que o normal, os lábios com pouca cor, os olhos fundos.
— Por que não descansa? – Perguntou. – Está tudo bem agora, Gibbs está aqui, Franz chega daqui a pouco, vamos fingir que estamos fazendo uma festa do pijama e ver filmes juntos, que acha? – Vivian perguntou sentada na cama, Emma apenas sorriu e balançou a cabeça. – Vou estar na sala, tenho uns papeis para assinar. – Falou sorrindo, em seguida indo até a porta.
— Vivian.
— O quê? Precisa de mais um cobertor, travesseiros? – Perguntou quase voltando.
— Não, está tudo perfeito. Só... obrigada.
— Que tipo de pessoa eu seria se não desse abrigo à minha melhor amiga? – Sorriu. – Descanse, até mais tarde.
Emma fitou o teto por bons cinco minutos que lhe pareceram uma eternidade, até que fechou os olhos e apagou completamente. Estivera forçando a si a ficar acordada o tempo todo, os remédios ainda tinham efeito, a viagem, o cansaço acumulado, pegaram-na em cheio. Se sentia segura, podia relaxar.
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Mycroft andava na frente de Sherlock, marchando, como se a cada passo pudesse fazer o chão ceder, batendo a ponta do guarda-chuva no piso com força a cada movimento, entrou no quarto, sua mãe continuava no mesmo lugar em que haviam-na deixado. Ele continuou até a janela respirando fundo, se controlando para não esmurrar aquele vidro, fechando os olhos tentando regular sua respiração.
— Talvez, se você abrir o cinto consiga respirar melhor. – Sherlock disse. – A dieta não tem dado muito resultado, pelo que posso observar.
Mrs. Holmes passava a mão na testa, com os olhos fechados, tentando ignorar o que ouvira seu filho falar.
— Minha dieta vai muito bem. – Mycroft virou. — Tudo ia muito bem até você estragar tudo, Sherlock!
— Já disse que não fiz nada. – Sherlock olhava com indiferença para Mycroft, sentando-se na cama.
— Cínico! Você estragou tudo! Você estragou tudo para mim, como sempre!
— Chega. – Mrs. Holmes disse sem alterar a voz, como fazia Mycroft. – Eu esperei que fossem ver a moça, agora falem o que raios aconteceu! Estou perdendo a paciência.
Foi como se um soco atingisse o estômago de Mycroft fazendo-o morder a língua e algo apertasse a garganta de Sherlock.
Mrs. Holmes respirou fundo, descruzando e cruzando de novo as pernas.
— Acalmou, Mycroft? – Ele nada disse, ela encarou como um sim. – Fale o que aconteceu. – Mrs. Holmes tinha um copo d’água nas mãos e levava-o à boca.
— Sherlock... Sherlock fez sexo com ela! – Gritou.
Mrs. Holmes que estava engolindo a água, engasgou. Mycroft correu, Sherlock pulou da cama, os dois em cima dela, dando tapinhas nas costas para que ela voltasse a respirar.
— Está vendo o que você fez? Se ela morrer a culpa é sua!
— Eu não fiz nada! Foi você quem fez, Mycroft!
Depois de alguns tapinhas ela foi voltando a respirar aos poucos, Sherlock a abanava, Mycroft estava correndo até a porta para chamar alguém quando ela o mandou parar.
— Deus... pare Mycroft. Estou bem. – Respirou fundo, tossindo e enxugando as lágrimas que lhe molhavam o rosto por conta do engasgo. – Sherlock isso é verdade? – Ele não respondeu nada. – Meu Deus, é verdade.
— Vê o tamanho da loucura dele, mãe? Ele ameaça todos nós com essa história! Ela não é uma mulher qualquer, uma Windsor, Sherlock! Uma Windsor! – Mycroft falava agora olhando para Sherlock, que o olhava como quem olha para algo insignificante.
— Isso não é da sua conta.
— É da minha conta sim, se isso me atinge! É loucura! Tudo o que eu conquistei, vou perder por sua causa!
— Você dá muita importância a uma noite, Mycroft. – Sherlock agora estava deitado, com as pernas cruzadas, a mão pousada sobre a barriga.
— Uma noite com Irene Adler não seria nada mas com Emma Windsor! Vai ser a minha ruína! Você vai estragar tudo, você sabe disso. E para quem vai sobrar? Para mim, o irmão mais velho! – Mycroft bufava. – Mãe, diga alguma coisa. É loucura, diga a ele!
— Mycroft, você deveria estar feliz por seu irmão finalmente estar seguindo a vida dele, uma namorada, é algo bom não é? – Sherlock arqueou a sobrancelha a menção da palavra “namorada”.
— A senhora está brincando não é? Mãe, isso é loucura!
— Sim, também é loucura, pode prejudicar muito seu irmão se fizer algo sério com ela, Sherlock. É uma loucura sem tamanho, de fato, mas pode ser que não dê em nada. – Levantou e foi até Mycroft. – Não se preocupe com isso querido, nada de ruim vai acontecer, não é mesmo Sherlock? – Olhou severamente para ele.
— É.
— Resolvido. Não quero mais sonhar – enfatizou a palavra sonhar. – que vocês estão brigando de novo por esse assunto. Acabou aqui.
Ela abraçou Mycroft, que abraçou-a de volta, beijando o topo de sua cabeça, com os olhos fechados, tentando respirar com calma. Precisava sair dali, não aguentaria olhar para Sherlock nem um segundo mais.
— Eu tenho que ir.
— Já? Fique, vamos almoçar juntos.
— Não posso mãe, tenho preparativos a fazer. – Pegou a mão dela e beijou-a.
— Está bem, se despeça de seu irmão.
— Até logo, Sherlock. – Passou por ele tocando sua perna e saiu.
Mrs. Holmes permaneceu em silêncio, foi andando até a porta calmamente, abriu-a, colocou a cabeça para fora e voltou para dentro, tornando a fecha-la. Girou nos calcanhares e andou apressada até Sherlock.
— Ok, agora me conte tudo.
— Tudo o quê?
— Sherlock, você sabe o quê.
— Mummy...
— Vamos, me conte, é uma coisa importante, não é? – Sorriu animada. – Não conte à Mycroft, mas acho que vocês fazem um lindo casal.
Sherlock apenas riu da maneira como sua mãe parecia animada, aquela era ela, evitando tomar partido mas no final pendendo 2 cm a mais para o lado dele. Amava aquela mulher.
Notas finais
Deram algumas risadinhas? espero que sim! :)
Preciso dormir gente, sos kkkk
Obrigada mais uma vez pelos reviews, aaaaamo responder todos!
Obrigada tb aos novos leitores!
Fiquem bem, vou ver como faço, mas prometo q até quarta tem capítulo novo ok?
Fiquem bem, beeeijo!
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