Notas iniciais
Hellow amoreeees!!!
Capítulo novo menorzinho que o anterior mas espero que vocês gostem.

Leiam e me contem o que vocês acharam ok??

Música do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=sfd9_yiB7CA


Harry vinha ao lado de um dos empregados de Buckingham que empurrava um carrinho que trazia o bolo de aniversário de quatro andares dela. Quatro andares de um bolo de um degradê que ia do salmon ao rosa com uma flor fixada na lateral, alguns pratos de porcelana estavam empilhados ao lado, além de talheres de prata. Parou no centro do salão e começou a chamar por Emma, a medida que o volume da música diminuía, assim como a intensidade da luz. Harry não fazia ideia do que acontecera.




— Emma, você tem que ir lá. – Franz disse.
— O quê?
— O bolo. – Franz apontou.
— Vá, depois falamos sobre isso. – Sherlock disse tocando as costas de Emma com uma das mãos, guiando-a para o centro do salão.
— Ok. – Emma disse e saiu de perto deles.
— Holmes, talvez seja melhor esconder isso. – Franz disse apontando para baixo. Sherlock olhou e entendeu do que ele falava, usou a caixa e o cartão para ocultar o volume aparente em suas calças e Franz pôde jurar que um ligeiro rubor surgiu em seu rosto.


Emma andou até o carrinho em que estava o bolo e após um Happy birthday to you que para ela passou como um raio, cortou o bolo e conversou com alguns convidados, tudo de maneira mecânica. Manteve-se sorrindo mesmo sem prestar atenção em nada. A única coisa que pensava era em como isso se daria dali para a frente, a cada instante a situação ficava mais perigosa e misteriosa na mesma proporção.

O tal HR, Henricus Rex, abreviação equivalente ao Rei Henry VIII, insistia em fazer-se presente, agora enviando prendas, outrora apenas com uma carta que parecia ter saído de um dos filmes referentes a vida ou aos relacionamentos deste rei que rompera com o Vaticano e fundara a Igreja Anglicana, tendo ele como o líder. Casara-se seis vezes e que mandara executar duas de suas rainhas, entre elas a qual Emma era chamada, Anne Boleyn.
Não importava como chamasse-a, Boullan, Boleyn ou Bolena, tratava-se da mesma rainha, da mesma mulher, da mãe de Elizabeth I e Emma não conseguia entender o que aquele homem pretendia ao chama-la pelo nome dela. O que ele queria fazer era um mistério mas tinha certeza de que não seria boa coisa.

Não conseguia ver relação entre a rainha decapitada e si mesma, conhecia bem a história dos reis e rainhas que precederam sua avó, nada poderia remeter a qualquer semelhança.
Na mesma proporção, não conseguia acreditar que alguém achasse que era de fato Henry VIII ou sua reencarnação, ou fosse o que fosse que esse tal homem acreditasse. Mas sua principal dúvida era o que ele de fato queria com ela? O que pretendia? De uma coisa Emma tinha certeza, não demoraria muito até que o contato dele deixasse de ser por escrito e ela finalmente fosse ter com ele na corte, como dissera.
E aí entrava outra pergunta, onde seria a tal corte desse tal Henry VIII? Em breve ela acabaria descobrindo, só não sabia em quais circunstâncias.

Ficou mais alguns instantes no salão e saiu à francesa, sendo seguida por Sherlock. Seguiram sozinhos até o final do corredor, viraram a direita e pararam.

— Preciso do seu iPhone. – Emma falou chegando perto, abrindo o blazer dele, colocando a mão por dentro e pegando o aparelho no bolso interno.
— Gibbs?
— É. – Discou o número e encostou o aparelho no ouvido. – Gibbs, me encontre no apartamento que estou ocupando aqui. Rápido. E leve o chefe de segurança daqui com você. – Desligou e encarou-o enquanto entregava-lhe o celular. – Isso precisa acabar. Este homem esteve a uma distancia da minha avó que não me deixa confortável. Se ele quer que eu assuma o trono, pode tentar algo contra ela e isso não pode sequer ser cogitado. – Passou a mão pelo rosto e voltou a andar rapidamente.
— Emma... – Sherlock falou segurando seu braço após alcança-la e fazendo-a parar novamente.
— Você precisa resolver isso. Eu... eu não sei o que faria se acontecesse algo à granny ou qualquer um da minha família por minha causa.
— Nada disso é sua culpa.
— Parece ser já que tudo gira ao redor de mim nisso. – Fechou os olhos e respirou fundo.

Sentiu as mãos dele em volta de sua cintura e ele puxando-a para si, abraçando-a. Ficara tensa com esse gesto, estava surpresa, não era do feitio dele fazer isso e nem do dela sair por aí abraçando pessoas por nada mas o efeito que o cheiro dele causava nela era maior que a estranheza. Respirou fundo inalando o cheiro dele, permitindo-se descansar a cabeça em seu peito, era estranho como sentia-se segura estando nos braços dele. Por meio minuto a preocupação sumiu de sua mente e tudo o que sentia era o cheiro dele, o corpo dele colado ao seu, os braços de Sherlock ao redor de si, ouvia somente a respiração dele, o som de seu coração batendo.
Conseguia sentir também que ele começara a relaxar enquanto tinha-a nos braços, encostando os lábios no alto de sua cabeça sem beija-lo, apenas com os lábios descansando em seus cabelos, respirando o cheiro deles. Sherlock estava de olhos fechados, como se estivesse embriagando-se, entorpecendo-se dela, do cheiro dela. Apertou-a mais em seus braços como se para impedir que ela fugisse.

Pela primeira vez estava colada ao corpo de um homem que desejava, que já tivera e queria ter de novo, de novo e de novo mas não pensava em sexo, não pensava no que poderia fazer com ele e no que ele poderia fazer com ela, só queria estar nos braços dele e ouvir seu coração bater. Estava segurando a gola de seu terno quando finalmente entendeu do que aquilo se tratava e a compreensão acertou-a em cheio como uma bala de canhão, sem nenhum cuidado e fazendo estrago.
O que estava sentindo, o que sentia por Sherlock, não poderia ser outra coisa senão amor. Nunca havia sentido nada parecido, nem minimamente semelhante ao que sentia naquele momento e o pensamento assustou-a, um frio tomou conta de todo o seu corpo mas concentrou-se especialmente no fundo de seu estômago.

Afastou-se ainda com a mão na gola do terno dele e voltou a caminhar a passos largos sem dizer palavra. Sherlock seguia-a a uma curta distância, talvez ele também tendo de lidar com o que quer que sentisse.
Emma estava assustada, não estava preparada para isso, nunca quis, nunca almejou o amor. Não falaria sobre isso, deixaria que fosse digerido, derretido pela acidez que surgira em seu estômago e quem sabe sumisse e ela não precisasse pensar nisso depois.

Chegou ao apartamento que ocupava no palácio e encontrou Gibbs e o chefe de segurança parados diante da porta, mandou que entrassem e contou o que acontecera.

— O que eu quero saber é como alguém burla a segurança e entra aqui sem que ninguém o veja. Revisem as gravações das câmeras e a lista de convidados, Franz ou Vivian podem cuidar disso.

Mesmo com o misto de sensações e sentimentos Emma ainda conseguia dar ordens, definitivamente nascera para isso. Os homens saíram e ela foi deixada sozinha com Sherlock, conseguia sentir o ar ficando rarefeito e seu coração disparar como o de alguém que se vê diante de um abismo e não há onde segurar-se, os pés escorregam e as pedras rolam precipício abaixo.
Agradecia aos céus por ser quem era e por ter a frieza que tinha mesmo quando via-se queimando por dentro, como lava borbulhando dentro de um vulcão. Sherlock não perceberia, não se ela não olhasse-o nos olhos, já notara que eram eles quem entregavam-na com ele.

— Dessa vez deve ser mais fácil rastrear quem mandou isto.
— Como?
— Rastreando o tipo de papel, a caneta usada para escrever e tenho certeza que esta joia – Apontou para a caixa em cima da mesa. – não deve ser vendida em larga escala, edição limitada, poucas peças. – Sherlock falou girando o cartão em suas mãos grandes.
— Seria bom contatar Lestrade não a... – Emma perdeu a voz ao ouvir o som emitido pelo iPhone de Sherlock.

Poderia jurar que se tratava de um gemido, não um gemido de dor, um gemido de mulher. Só podia ser sua imaginação pregando-lhe uma peça ou a ninfomania gritando. O barulho foi emitido novamente e ela franziu o cenho ao vê-lo tirar o iPhone de dentro do terno, pelo ângulo em que estava não podia ler o que dizia a mensagem mas pôde ver Sherlock mudando a configuração do celular para silencioso.
Ele continuou a girar o cartão nas mãos olhando diretamente para ele, Emma levantou-se e foi servir-se de água, deixando-o sozinho sentado no divã.

Sherlock não acreditava no que lera, era tudo o que não precisava naquele momento, só podia ser alguma brincadeira. Talvez John, Lestrade ou Mycroft. A primeira mensagem não saia de sua cabeça.

“Boa noite, Sherlock.
Estou de volta a Londres.”


E a segunda aparecia na escuridão de seus olhos fechados como um letreiro de neon numa estrada sem iluminação.

“Lets have dinner.”

Ao que parecia-lhe Irene Adler estava de volta, esperaria para ter a confirmação de que era verdade ou não. Ela procuraria-o mais cedo ou mais tarde. Olhou para Emma de costas para ele e fixou seus olhos nos cabelos dela, lisos e de um vermelho vivo, acabavam um pouco acima da cintura, com cachos que formavam-se nas pontas e um cheiro único.
O que quer que ele e Emma tivessem chamou a atenção de Irene e ela não voltara para desejar felicidades.

Notas finais
Primeiro: Henry VIII entendam como Henrique VIII, todos os nomes da fic estão em inglês, não poderia mudar agora.
Segundo: Anne Boleyn, Ana Bolena, Boullan, são a mesma pessoa ok?
Terceiro: Eles de fato existiram, procurem algo sobre a reforma protestante na Inglaterra e vocês confirmarão ok?

Muito obrigada pelos reviews, ainda não tive tempo de responder mas farei assim que possível ok? Um beijo para os novos leitores e um obrigada enooooorme à Michelle Holmes que fez uma recomendação linda da fic. Muito obrigada mesmo!
A cada dia fico mais orgulhosa e feliz, muito obrigada a todos!!! É muito bom esse reconhecimento de vcs *-*

Por favor me contem o que acharam desse capítulo ok?
Fiquem bem e não esqueçam: qualquer coisa me chamem no twitter e se identifiquem como leitores ok?

Twitter: @priscasablancas

Beijos, amores! Até o próximo capítulo!