Notas iniciais
Hello!
Voltei com outro capítulo, antes do fim realmente da semana! kkkk
Espero que vocês gostem, ficou enorme, mais de 2.000 palavras, mas fazer o que? :x kkkk

Leiam e me contem!


Música do capítulo: http://youtu.be/wXpS0eArMVQ

Sherlock parecia ter dormido por trinta minutos, talvez um pouco mais, Emma continuava adormecida, aconchegada em seu abraço, o rosto enterrado no pescoço dele, a cada respiração, fazia seus cabelos da nuca arrepiarem. Tirou a suada mão direita das costas dela, pegou-a pelo pescoço, segurando para a cabeça não pender e puxou o braço que ficara por baixo todo aquele tempo. Deitou-a no chão com cuidado para ficar de joelhos, em seguida coloca-la nos braços e leva-la até a cama.

Deitou-a naquela cama que com certeza a deixaria dolorida, não parecia ser muito confortável mas era melhor do que o chão, ela sempre fora acostumada ao conforto. Ajustou o travesseiro sob sua cabeça e cobriu-a. Embrulhado em seu cobertor, que não era grande o suficiente para ele, deixando os calcanhares de fora, foi até a mesa, sentando-se em uma das cadeiras depois de passar as roupas que estavam nela, para outra. A proximidade com o fogo da lareira deixara suas roupas em um estado quase usável, vestiu a calça e jogou o cobertor por cima, mais um pouco e pensava em vestir Emma com sua camisa.

Olhou em direção a onde ela estava, encolhida, agarrada ao cobertor como se disso dependesse sua vida, o que tinha passado naquela noite, seria um fardo pesado demais para a maioria das mulheres, que ele sempre vira como simplórias, exceto por uma, uma vez. Emma fora drogada, arrastada pelos cabelos, torturada psicologicamente, afogada, se não fosse por ele, estaria morta agora, no fundo daquele lago. Ele não conseguia entender o que sentia olhando para ela daquele jeito, dormindo tranquilamente. Ela era apenas uma cliente, como qualquer outra, alguém que contratara seus serviços somente esperando que ele resolvesse o caso para que pudessem seguir suas vidas. Ou deveria ser.
Sherlock não entendia o que sentia ao vê-la, e isso agoniava-o, ele sempre possuiu todas as respostas porém essa ele não possuía.

Tirou os olhos dela e voltou-os para a mesa, onde estava seu iPhone desmontado, que ele conseguira esconder dos sequestradores antes de apagar, se conseguisse fazê-lo funcionar seriam resgatados antes que um deles os encontrassem. Havia ficado encharcado com o mergulho no lago, Sherlock só podia torcer para que ao secar, voltasse a funcionar, revirou a cabana toda e não encontrou nada que pudesse usar para consertar.
O dono da cabana é um completo imbecil, não tem nada de útil aqui, ele pensou. Exceto talvez uma arma, que Sherlock encontrara embaixo do tampo da mesa, grudada com fita adesiva.
Usou o cobertor para esfregar as peças do celular e esquentá-las com suas mãos, ouviu um barulho do lado de fora, agarrou a arma e foi até a janela que havia sido tapada com madeira pelo dono, olhou pela fresta e encarou a escuridão, ainda faltava muito para clarear e sem a luz da lua ficava difícil enxergar qualquer coisa. Apurou os ouvidos e aguardou, nada se moveu, o único barulho lá fora era da chuva que caía forte no telhado. Afastou-se olhando para a porta, o dono da cabana tapara as janelas e deixara a porta aberta, um gênio, Sherlock pensara.
Voltou para a mesa, deixou a arma de lado, pegou as partes do celular e ainda de pé começou a monta-lo, terminou e apertou o botão para liga-lo. O celular vibrou em sua mão e acendeu mas nada se via na tela. Respirou fundo e largou-o na mesa, apertando o encosto da cadeira, retendo a vontade de joga-la contra a parede.

Um trovão alto foi ouvido e Emma acordou assustada, olhando para os lados, sentando na cama com rapidez, os cabelos ainda um pouco úmidos caindo nos ombros enquanto ela segurava o cobertor junto a si.


— É só um trovão. – Falou olhando para ela.
— Oh... pensei que fosse um dos homens. – Emma passava as mãos pelos cabelos, puxando-os para um dos lados do rosto.
— Um deles, o outro está morto.
— Você...
— Não. Depois de brigar, o que estava com você correu até o carro e pegou uma arma, descarregou ela na minha direção mas consegui jogar o outro em cima dele enquanto lutávamos e ele levou os tiros. O que atirou caiu batendo a cabeça na lataria do carro, desacordado. Não consegui tirar a máscara dele, parecia colada mas vi o rosto do outro.
— Então ele pode ainda estar lá fora.
— Há essa possibilidade.
— Precisamos ir embora daqui agora. – Falou levantando mas voltou a sentar. – Ainda estou sem roupas.
— Aqui, vista isso. – Sherlock andou até ela e entregou-a sua camisa. – Não podemos sair, não sei onde estamos, está muito escuro para que eu enxergue qualquer coisa e o imbecil dono deste lugar não tem uma lanterna guardada aqui. – Só podemos esperar amanhecer.
— Obrigada. – Pôs-se a vestir-se. – Que horas são? – Falou enquanto abotoava a camisa.
— Eu acho que 4 da manhã, não tenho certeza. – Falou olhando para Emma, agora vestida com a camisa dele, o cobertor sobre as pernas. Ela passou a mão pelo pescoço e fechou os olhos.
— Meu colar. Perdi meu colar.
— Eu o achei entre as árvores, foi assim que soube por onde você tinha ido. – Colocou a mão dentro do bolso da calça e tirou o colar de dentro, entregando a Emma. – O fecho está quebrado.
— Graças a Deus. Obrigada. – Colocou-o na palma da mão e passou os dedos pelo camafeu. – Você abriu? – Perguntou sem tirar os olhos do relicário.
— Não. – Respondeu e viu ela respirar fundo.
— Ele pertenceu a Elizabeth I. Estava na Áustria até meu avô dá-lo de presente de casamento, junto com outras joias para minha avó. Ela me deu quando eu fiz dezoito anos. – Falou abrindo o relicário, olhando o que havia dentro e fechando-o novamente. – Obrigada. – Falou levantando os olhos e olhando-o.
— Não há de quê. – Ele desviou o olhar.
— Você não dormiu?
— Um pouco. – Respondeu sentando-se na cama, de costas para ela. Ficou em silêncio durante alguns minutos, encarando o nada.
— Sherlock? – Ele não respondeu. – Sherlock? – Ainda sem resposta. – Sherlock? – Dessa vez Emma colocou sua mão no ombro dele e sentiu-o estremecer.

Estremeceu e arrepiou-se. Esticou a coluna de tal maneira que a fez estalar. A mão dela tocando seu corpo, indo do ombro até abaixo do pescoço e continuando até parar em seu outro ombro. Sherlock fechou os olhos.

— Você não era virgem, era? – Perguntou baixo como se alguém, além dele, pudesse ouvi-la. Ele soltou o ar pelo nariz, como quem ri.
— Não. – Abriu os olhos, ouviu Emma respirar fundo e sorriu. – Não sou mais virgem a muito tempo. – Falou virando um pouco a cabeça para olha-la.
— Então porquê essa cara? Se você não queria, poderia ter falado. – Falou levantando-se.
— Eu... – Sherlock tentava falar. Emma estava em pé, diante dele, usando apenas sua camisa. — Não disse que não...
— Então não tem problema, tem? – Perguntou passando os dedos pelo cabelo dele, chegando perto.
— Não. – Falou olhando para cima, Emma segurava sua cabeça com as duas mãos e passava os olhos pelo seu rosto, observando cada expressão.

Sherlock abraçava-a pela cintura, tinha o rosto na altura dos seios dela. Emma colou seus lábios nos dele enquanto ele puxava-a para mais perto. Ela soltou seu rosto, pegando suas mãos em suas costas e fazendo-o soltá-la. Abaixou, abriu o botão da calça dele e desceu o zíper, ele deitou um pouco para ajuda-la a tirar a peça, enquanto ela puxava até seus tornozelos, voltou a erguer-se. Ela de joelhos, puxou suas pernas de dentro da calça, uma de cada vez, demorando-se ao olhar para os pés dele. Apertou uma das coxas olhando para cima, Sherlock ofereceu a mão para que levantasse, ela pegou-a e levantou.

Emma ficou de joelhos na cama, tendo Sherlock entre suas pernas, olhava-o fundo nos olhos, sem desviar o olhar.
Abriu o primeiro botão da camisa e sentiu-o pegar suas mãos, abrindo ele mesmo os botões enquanto a olhava, por fim fez a camisa deslizar por seus ombros e seguiu pelos seus braços, fazendo a peça cair sobre o joelho dele e deslizar até o chão, por cima da calça.
Sentou nas coxas dele enquanto ele tirava uma mecha de cabelo que havia caído sobre seus ombros e beijou-o de súbito. Sherlock puxou-a para mais perto, passando a mão em sua coxa.
Beijou seu pescoço descendo até os seios, pegando-os e indo de um à outro em intervalos, enquanto Emma tinha os olhos fechados e a cabeça jogada para trás, com os cabelos tocando-a abaixo da cintura e segurando a cabeça dele.
Sherlock segurou-a pela cintura, levantando-se rápido, girando o corpo e deitando-se sobre ela na cama.

— Can I? – Perguntou, Emma balançou a cabeça afirmativamente, um pouco exasperada pela mudança de posição.

Emma segurava seus ombros quando ele pegou seu pênis e colocou a ponta bem próxima dela e penetrou-a devagar, até o fim, olhando-a, enquanto ela apertava seus ombros com a boca entreaberta, segurando a respiração.

— Sher... – Tentou falar mas foi silenciada com um beijo.

Sherlock beijava-a com os olhos abertos, empurrando até o fim, com um dos braços embaixo do corpo dela, segurando-a pela cintura enquanto sentia as pernas dela se cruzarem as suas costas.
Empurrava devagar, parando no meio do caminho, fazendo-a cravar suas unhas nas costas dele enquanto reclamava dentro de sua boca. Empurrava um pouco, parava, recomeçava, empurrava de novo e em seguida parava mais uma vez. Podia sentir ela se contorcendo e apertava sua cintura.
Iniciou um ritmo mais acelerado soltando um gemido, lambendo o pescoço dela, indo até os ombros e mordendo-os enquanto ela perdia os dedos entre seus cachos, apertando suas costas enquanto levantava mais uma das pernas.
Pôs as mãos no bumbum dela enquanto estocava com um pouco de força, a cabeça entre seus seios, respirando o cheiro dela, a boca colada em sua pele.

Emma queria gritar, rasgar a pele alva dele com as unhas, ele estava ficando todo vermelho, o suor dele unindo-se ao dela.
E ficava mais rápido e mais rápido, a medida que aumentava, Emma tentava agarrar-se nas bordas de si e não gritar, segurar o quanto pudesse mas já sentia seu orgasmo surgir, tentou pensar em outra coisa mas nessa hora ele estocou com força fazendo-a soltar um gemido e apertar o bumbum dele com força, cravando as unhas, batendo nele. Estava gemendo cada vez mais alto quando ele beijou-a para sufoca-los, fazendo-a soltar das bordas e entregar-se.
Uma, duas, três vezes seguidas, com intervalo de segundos entre cada uma.

Sherlock sentia-a arranhar suas costas enquanto ela gozava, descontrolada, querendo mais. Fez mais rápido fazendo-a gritar dentro de sua boca e não aguentou, sentindo ele o que esperava.
Gemendo alto com a cabeça enterrada no colchão ao lado do pescoço dela, enquanto ela mexia os quadris fazendo ele gritar, agarrar os cabelos dela e bater o punho no colchão.
Foi desabando aos poucos sobre ela, fazendo-a implorar por ar, ele era grande demais e apertava seus pulmões.

Então o celular tocou, Sherlock pulou e foi correndo até a mesa, atendendo-o de pronto.

— Alô?
— Sherlock onde você está?! – Era John.
— John, rastreie a ligação, descubra onde estamos. Fomos sequestrados.
— Deus! Vocês estão bem?
— Estamos. – Falou segurando na mesa para sentar, suas pernas estavam fracas.
— Fique na linha. – A ligação ficou muda.
— De onde saiu esse celular? – Emma perguntou. – Estava com ele todo esse tempo?
— Sim, mas por nada aparecer na tela, além da luz, imaginei que não funcionasse. Pela primeira vez em toda vida, estou feliz por estar errado. Você sempre foi o foco deles, não perderiam tempo me revistando se tinham certeza de que me matariam antes que eu acordasse.
— Sherlock? – Era uma voz diferente que falava agora.
— Mycroft.
— Já o encontramos, estamos indo. Não saia daí. – Disse com autoridade. – Alteza, vamos buscá-la.
— Obrigada, Mr. Holmes.

Sherlock desligou e pousou o celular na mesa.

— Talvez seja melhor nos vestirmos.
— É melhor. – Emma disse levantando e pegando o farrapo que se transformara seu lindo vestido. Vestiu-o e sentou-se na cama, enquanto Sherlock fechava a calça e abotoava a camisa.
— Ponha isto quando sair, a chuva parou mas faz frio. – Falou entregando seu paletó.
— Obrigada. – Emma pegou-o e guardou o colar que caíra no chão em seu bolso.

Minutos se passaram, talvez vinte, Emma não sabia dizer e começaram a ouvir um helicóptero ao longe. Ela levantou os olhos para o teto, respirando aliviada.

— A cavalaria chegou. – Sherlock disse.

Pouco depois ouviram som de motores e portas abrindo-se, homens gritando e passos na lama. Sherlock pegou a arma em cima da mesa e foi até a janela, olhando pela fresta, viu rostos conhecidos da Yard, Lestrade e Mycroft vindo até a porta.

— São eles. – Disse e ouviu Emma andando até ele, colocando o paletó.
— Sherlock, somos nós. – Lestrade disse e Sherlock abriu a porta.

Ao vê-lo armado, Lestrade tirou a arma de suas mãos e perguntou se Emma estava bem, ela balançou a cabeça afirmativamente e seguiu os homens para fora da cabana. Mycroft encarava Sherlock de maneira incisiva, ele fingia não ver.
Foram até os carros depois de Lestrade obrigar Donovan a tirar os sapatos e oferecê-los a Emma, que o fez a contra gosto. Um dos carros teve a porta traseira aberta para que Emma entrasse, Sherlock deveria seguir em outro carro, com Mycroft.
Emma virou para dizer algo a Sherlock quando foi atingida nas costas por um tiro que varou e atingiu também o braço dele. Ela foi lançada para a frente, batendo com força no peito dele, que segurou-a.

Sentia um calor estranho onde fora atingida, ouvia tiros sendo disparados na direção de onde veio a bala, gritos e Sherlock abaixado atrás do carro com ela nos braços. O sangue dela corria pelo chão juntando-se ao dele, via uma escuridão vindo do fundo de seus olhos e um frio de arrepiar a espinha tomar conta dela.

Notas finais
E aí, o que acharam?
Me contem detalhadamente suas impressões por favor! AAAAMOOO receber e responder os reviews de vcs!

Obrigada pelos reviews dessa semana, pelos novos leitores e pelo número de favoritos q aumentou!
Vocês são uns amores!

Obrigada de verdade.
Beijos, até segunda (?)