Titanium - O Que Resta Da Monarquia
14 Reunião de família
Notas iniciais
Um capítulo menor do q os dois últimos e também mais calmo, espero que vocês gostem. Por favor me contem o que acharam tá?
GO!
Segurava-a em meio aos tiros, agachado atrás do carro, protegido pelos pneus, Emma segurava sua camisa mas ele já podia senti-la desfalecendo, soltando aos poucos o tecido, respirando cada vez menos. Precisava tirá-la dali.
Ela perdia sangue, ele escorria pelas costas dela ensopando o paletó que usava e lavava seu peito, manchando o vestido até a barriga.
A bala alojada em seu braço começara a doer, a manga da sua camisa estava encharcada com seu sangue mas não era nada comparado a ela.
Emma começara a ficar sonolenta, Sherlock pegou seu rosto com uma das mãos e sacudiu.
— Emma não durma, fique acordada, você precisa ficar acordada. – Disse fazendo com que ela abrisse mais os olhos na tentativa de espantar o que a fazia sucumbir. – Olhe pra mim. – Emma abriu mais os olhos, apertando o tecido da camisa dele.
— Eu estou bem, não é nada. – Falava com a voz fraca.
— Precisamos tirar ela daqui! – Mycroft gritou agachado por trás de outro carro.
— Sherlock saia daqui! – Lestrade gritava enquanto se protegia de um dos tiros que vinham na direção deles.
— Holmes! – Gibbs corria agachado na direção deles. – Ela tem que sair daqui agora! – E fez menção a continuar até onde estavam.
— Não! Ela pode ser atingida de novo. – Falou levantando a mão. – Solte o freio do carro Lestrade, encoste ele no outro agora!
Lestrade obedeceu, abrindo a porta do carro e puxando o freio, com a ajuda de outros dois policiais, encostou o carro no para-choque do outro que servia de escudo para Mycroft. Sherlock carregou Emma por trás dos carros, empurrando Mycroft e seguindo Gibbs que ia na frente armado, na direção de uma ambulância que estava lá, como de praxe. Gibbs abriu a porta puxando um dos paramédicos e colocando-o para dentro enquanto Starks empurrava o outro paramédico e ia para o lugar do motorista.
Os braços de Sherlock tremiam enquanto carregava Emma, começava a não sentir mais o braço baleado. Ajudaram-no a coloca-la na ambulância e ele subiu fechando a porta. Starks deu partida depois de Gibbs bater no vidro que dava para o banco do motorista, Mycroft ia com ele.
— Chame John, mande ele ir para lá. – Foi o que disse.
Emma estava deitada na maca, com os olhos entreabertos, tentando olhar para ele enquanto os paramédicos tentavam parar o sangramento. Estendeu a mão para que ele pegasse-a, o que ele fez.
— Eu estou bem, estou bem. – Ela dizia enquanto segurava firme a mão dele até que sentiu que escorregavam os dedos e que agora só ele segurava. Ela estava inconsciente.
Ele soltou a mão dela enquanto Gibbs batia no vidro de novo, Starks acelerou. A partir daí Sherlock fechou-se em sua mente, não falava, não se movia, apenas encarava suas pálpebras fechadas. Só percebeu que haviam chegado ao hospital quando a ambulância parou e um dos paramédicos pisou no seu pé. Abriu os olhos e seguiu-os, corriam com Emma na maca, a mão pendendo entre as barras.
Levaram-na para o centro cirúrgico e Gibbs foi junto, Starks ficou dando instruções aos outros guarda costas que seguiram a ambulância. O sangue do braço dele escorria pela camisa, sujando o chão do hospital. Uma das enfermeiras tocou-o para leva-lo para cuidar do ferimento, ele puxou o braço com força.
— Eu estou perfeitamente bem.
— Sherlock você precisa cuidar desse braço. – Mycroft falou pegando-o pelo ombro.
— Eu já disse que estou bem!
— O que aconteceu? – John corria pelo corredor do hospital. – Seu braço, Sherlock.
— Inferno! Eu já disse que estou bem! Vá ver a cirurgia dela!
— Você está bem? – John falou apertando exatamente onde a bala perfurara a carne do braço de Sherlock, que gritou. – Você precisa cuidar disso. – Falou empurrando-o para uma das divisórias da emergência, sendo seguido por duas enfermeiras.
— Não! Vá vê-la!
— Eu vou! Mas antes tem que cuidar disso. – Falou abrindo uma gaveta e tirando uma seringa.
— Mas que p... – John injetara o conteúdo da seringa no braço dele e com a ajuda das enfermeiras, deitava-o na maca.
— Agora vocês podem trabalhar em paz. Façam todos os exames, se ele se mexer, apliquem mais sedativo. – E saiu da divisória, passando por Mycroft, indo assistir a cirurgia de Emma. – Fique com ele.
Em meio a um dos exames que precisavam ser feitos, Sherlock ameaçou despertar e foi rapidamente sedado mais uma vez. As enfermeiras e a médica que foi atendê-lo pareciam ter medo dele.
Quando ele finalmente acordou, estava em um dos quartos do hospital, com Mycroft na sua cabeceira.
— Morri e estou no inferno.
— Very funny little brother. – Mycroft respondeu.
— Onde está John?
— Ainda não saiu da cirurgia.
Uma enfermeira entrou no quarto, trazendo pílulas para que ele tomasse, ele se recusou, Mycroft gritou e ameaçou fazê-lo tomar a força, no fim, ele tomou-as. Permaneceu ali deitado, olhando para o teto, em silêncio, com o braço enfaixado, o supercílio suturado e o olho menos inchado do que estava antes.
John entrou no quarto, respirando fundo e indo sentar no sofá do quarto, ainda vestia o smoking da festa e tinha os olhos pesados, eram oito da manhã.
— Sherlock.
— Hum...
— Ela está bem, está na sala de recuperação agora, mais tarde poderá ir para o quarto.
— Graças a Deus. – Mycroft disse.
— Ela precisou de transfusão de sangue, o pai dela veio.
— Henry está aqui? – Perguntou.
— Sim.
Mycroft encarava Sherlock que fingia não notar, parecia que explodiria a qualquer momento, tentava se segurar mas a cada segundo ficava mais difícil, até que explodiu.
— Você tem noção do que você fez? Do que você está fazendo?
— Eu não fiz nada, a não ser salvar a vida dela, depois de salvar a minha. – Sherlock disse arrumando o travesseiro.
— Não se faça de desentendido, você sabe do que eu estou falando.
— Não, não sei. – Dizia com sua expressão vazia de sempre.
— Do que vocês estão falando?
— Não se meta nisso John, é assunto de família. – Falou olhando para John e depois virando para fitar Sherlock. – Você tem noção do que está fazendo?
— John é da família! Cale a boca, Mycroft. Sua voz me irrita.
— Quem você pensa que ela é? Você sabe as consequências disso? Você sabe o que isso pode resultar pra mim?
— Então essa é a sua preocupação, o que pode acontecer com você, o seu cargo. Por Deus.
— Do que vocês estão falando, em nome de Deus?!
— Ele dormiu com ela!
— Dormiu? Como dormiu? – John olhava para Sherlock sem compreender e ele não demonstrava nada.
— Ora John, preciso mesmo dizer à você como os bebês são feitos? Eles fizeram sexo!
— Oh... – John tinha os olhos arregalados olhando para Sherlock, que continuava com sua cara blasé. Se não estivesse sentado, certamente cairia. O Virgem, não era mais virgem? Como? John não sabia como reagir a essa notícia, imaginou que o amigo permaneceria em sua condição de virgem convicto até seu último suspiro. A única vez que viu-o interessar-se por alguém, fora por Irene Adler, A Mulher e até onde sabia nada havia acontecido. Sherlock mal voltara e deixara de ser virgem, enquanto John estava ficando mais virgem a cada dia, não esteve com ninguém nos dois últimos anos.
— Já pode fechar a boca John. – Sherlock disse, John não havia percebido que estava de boca aberta.
— Ela não é uma mulher comum Sherlock! É uma Windsor! Por Deus acabe com essa loucura! – Mycroft dizia de pé quando a porta abriu e uma senhora alta, magra e elegante, de pele alva, cabelos quase negros e olhos azuis entrou.
Sherlock que estava com a boca aberta, pronto para dizer algum desaforo para Mycroft, parou olhando em direção a senhora que entrava e fechava a porta atrás de si.
Ela caminhava com elegância, tinha nas mãos uma bolsa que colocou de lado, indo até a cama e abraçando Sherlock com cuidado, que retribuiu o abraço. Lendo os lábios dele, John pode ver que ele dizia para Mycroft “Eu não acredito que a chamou aqui. I hate you.”
— Sherly, my dear, what did you do? – Perguntou afastando-se e passando a mão pelo rosto dele.
— Nothing, mummy.
Notas finais
A mummy! kkkkkkkk
Por favor me contem cada detalhe do q acharam, vcs sabem o qnto eu amo isso! Tb adoro responder os reviews viu? kkkk
Obrigada pelos q recebi esses dias, corri p responder o mais rápido possível. Obrigada aos novos leitores e a qm favoritou! :D
Beeeijos!
Até quarta (?)
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