Titanium - O Que Resta Da Monarquia
19 A renda e o botão
Notas iniciais
Eu sei que foi uma longa semana, mas eu realmente não tive tempo de revisar o capítulo pra postar, comecei a estagiar, ou seja, aula de manhã, estágio a tarde, chego em casa puro caco!
Me desculpem, prometo ver um jeito de resolver isso e postar mais ok?
Mas vamos a leitura? GOGOGOGO :)
Música do capítulo http://www.youtube.com/watch?v=30w8DyEJ__0
— Como isso acontece sob nossos olhos e ninguém vê nada? Ninguém ouve? – Lestrade gritava enquanto Sherlock e John se espremiam dentro da cabine para ver o corpo de perto, Holmes fazendo uso de sua lupa.
— Vocês são idiotas, é simples. – Sherlock falava calmamente enquanto fechava sua lupa. – Este homem foi atacado ali – disse apontando para a pia – e arrastado para cá. E antes que pergunte, melhor verificar a lista de quem se declarou testemunha de algum crime para entrar aqui.
— Vocês ouviram! Façam isso! – Lestrade gritava gesticulando para os policiais que saiam em disparada atropelando uns aos outros para passar pela porta. – E vocês venham comigo. – Disse para John e Sherlock que seguiram-no até sua sala.
— Lestrade, só me mande as imagens que encontrarem e os nomes e terão o assassino. – Sherlock disse.
— Eu sei disso, mas é disso aqui que eu quero falar. – Entregou a ele um jornal dobrado. Ele abriu, passou os olhos rapidamente pela manchete e John arrancou-o de suas mãos, sentando e abrindo o jornal coçando a testa. – Você vai ter que lidar com isso.
— Não me importo com nada disso. – Respondeu.
— Sherlock, você não precisa de sua cara no jornal agora. – John falou.
— Continuo não dando importância. – Falou sentando-se.
— Mas alguém vai se importar e você sabe.
— Que tenha uma indigestão e morra. – Falou calmamente e seu celular tocou, olhou a tela e rejeitou a ligação.
— Quem era?
— Ele já leu.
— Não vai atender?
— Não preciso ouvir os grunhidos do Mycroft agora. Vamos, John. – Levantou e saiu sem se despedir de Lestrade.
John se demorou na sala de Lestrade e quando finalmente saiu de lá Sherlock não estava mais, chamou o elevador e desceu, encontrou-o andando de um lado para outro no hall do prédio.
— Porque demorou?
— Estava me despedindo de Lestrade.
— Despedidas são entediantes, como você consegue perder tempo com isso?
— Eu não sou você, esqueceu? Para onde vamos agora?
— Casa da sua namorada.
— Ela não é minha namorada, Sherlock.
— Não é sua namorada. – Sherlock falava saindo da Yard, parando um táxi.
— Não ainda. – John disse enquanto embarcava.
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Franz e Vivian estavam na sala lendo o jornal que Gibbs entregou para eles, liam rapidamente e ao mesmo tempo toda a matéria. Franz tinha o cotovelo apoiado no joelho e o queixo em sua mão, Vivian tentava digerir toda a informação.
— Quem vai mostrar pra ela?
— Você.
— Eu? Nada disso, você vai.
— Vivian mostre você.
— Não posso, tenho que tomar banho. – Falou e correu até o quarto de Franz, onde ela dormia agora.
— Volte aqui, desgraçada! – Gritou por ela. Respirou fundo, pegou o jornal e foi até o quarto, Emma ainda dormia. – Emma... Emma... – Falava tentando acorda-la.
— Hum... – Abriu os olhos. – Franz... que horas são?
— Mais de onze horas.
— Esses remédios dão muito sono. – Falou e depois franziu a testa. – O que houve?
— É melhor você ler isso. – Entregou o jornal a ela.
— Mas o que... – Emma falou sentando e abrindo o jornal em busca da página com a matéria.
A capa trazia uma foto dela com Matthew sendo rasgada ao meio, uma de Sherlock dentro de um coração e a manchete “Longo namoro Real destruído por falso morto.”
Emma leu toda a longa matéria, ocupava quatro páginas no jornal. Afirmavam que Emma e Sherlock já tinham um relacionamento antes de ele fingir sua morte, fazendo-a passar por infiel e colocando Matthew como o amoroso e devotado namorado traído.
E tudo havia ficado evidente quando os dois sumiram do leilão que ela realizara, deixando todos procurando-os.
Havia uma lista de ex namorados de Emma no jornal, o jogador de futebol, o piloto de Fórmula 1, os empresários, que ela havia de fato namorado e os supostos que ela nunca namorou, como o príncipe de Mônaco, um empresário americano do ramo do petróleo, Heiko, irmão de Franz e o integrante de uma famosa boy band.
E por fim uma entrevista com um “amigo do casal” que dizia que Emma e Sherlock estavam muito felizes por finalmente estarem juntos e que estavam aproveitando cada segundo da companhia um do outro. O relacionamento teria começado quando eles se encontraram enquanto ele fazia uma de suas investigações e fora amor a primeira vista.
Emma não conseguia acreditar no que lera, amassou o jornal com uma só mão, já que a outra estava imobilizada na tipoia preta e arremessou-o para longe.
— Heiko! Até o Heiko! – Emma gritava.
— Emma fique calma, você não pode se exaltar.
— Como vou ficar calma se numa única matéria há mais mentiras do que páginas? Era tudo o que eu precisava agora, tudo!
— Matthew ligou para cá perguntando se sabíamos de você.
— Ótimo, era exatamente isso que eu queria, Matthew me infernizando por uma coisa que eu não fiz!
A porta foi aberta e os dois olharam quem abrira-a, era Sherlock. Ele entrou no quarto com aquele andar decidido dele, pedindo para Franz sair, ele tentou argumentar mas foi empurrado para fora e teve a porta batida na cara.
— Você já leu isso? – Apontou para o jornal amassado do outro lado do quarto.
— Passei os olhos pela manchete.
Emma grunhiu e levantou indo até o banheiro, usava uma camisola preta curta que pertencia a Vivian, que era mais baixa do que ela, o que fazia com que a peça ficasse mais curta nela. O banheiro ficava do outro lado do quarto, então ela desfilou na frente dele controlando-se para não sucumbir à tontura que sentia. Entrou no banheiro agarrando-se a bancada para não cair, sentou no banco alto, escovou os dentes e lavou o rosto. Levantou sentindo a cabeça rodar com mais força e saiu do banheiro, desta vez não foi eficiente em manter-se no caminho para a cama e Sherlock segurou-a antes que caísse.
— Você não deveria levantar.
— Eu precisava ir ao banheiro.
— Eu lhe ajudaria se você pedisse.
— Eu não estou inválida, minhas pernas ainda funcionam.
— Estou vendo. – Sherlock olhava para baixo, por causa do abraço Emma tinha os seios apertados contra ele e quase saindo pelo decote puxado de mal jeito. A cada respiração parecia que eles apareciam mais e mais. Colocou-a nos braços e levou-a até a cama, seu braço doía mas ele era capaz de suportar dores piores. Deitou-a na cama com cuidado, ao levantar percebeu que um dos botões de sua camisa ficara preso na renda do decote dela, com o movimento que fizera para trás havia puxado o decote e agora podia ver os seios dela enquanto tentava desprendê-lo.
Emma tentava ajudar, fazendo os dedos dela roçarem nos dele enquanto soltava o botão, a renda rasgou um pouco mas conseguiram desprender o botão, que soltou-se da camisa. Ele estava debruçado sobre ela, a camisa faltando um dos botões, deixando a mostra um pouco de pele, Emma agarrou o colarinho e puxou-o.
Sherlock encostara seu corpo no dela completamente, agora. Se beijavam com vontade, ela prendia-o com suas pernas, ele tinha os dedos nos cabelos dela, na nuca, a outra mão levantava a camisola enquanto passava a mão pelas coxas e subia até os quadris, que ela levantava para colar nele, quando ele afastou-se de repente, desprendendo-se das pernas dela e sentando na cama, deixando-a ofegante, com a camisola deixando muito mais do que suas pernas a mostra.
— Aqui não. – Ele disse puxando a camisola, cobrindo-lhe a calcinha.
— O quê?
— Você precisa descansar e se recuperar. – Puxou um dos frascos que estavam no criado mudo, abrindo-o pegando um dos comprimidos e colocando na boca dela. – Você está com febre, tome. – Disse e deu-lhe o copo d’água que estava ao lado dos frascos.
Emma cravou as unhas no lençol da cama, respirando fundo e depois pegando o copo, precisava se controlar. Bebeu todo o conteúdo do copo praticamente num gole só e colocou o copo de volta no criado mudo. Sherlock procurava algo em seu bolso.
— Mandei que concertassem o fecho. – Disse mostrando o colar a ela.
— Oh... – Emma não sabia o que dizer, ainda não conseguia pensar direito.
— Posso? – Perguntou fazendo menção a coloca-lo nela. Ela confirmou com a cabeça. – Não se preocupe, ninguém abriu o relicário, nem mesmo eu. – Ele tinha as mãos atrás do pescoço dela, prendeu o colar e deitou-a de volta na cama. Pegou o pingente e puxou-o, deslizando-o pela pele dela, colocando-o entre seus seios.
— Não faça isso se vai me dizer que não.
— Só quero ele no lugar a que ele pertence, entre seus seios, onde seu cheiro mora. – Debruçou-se e beijou-a entre os seios, levantando-se rapidamente dizendo que precisava falar com Vivian e Franz.
Deixou-a lá, o peito arfando, agarrada ao lençol. Ela olhou para o lado e viu o botão que soltara-se da camisa dele e jogou-o contra a porta, pegou um dos travesseiros, apertou contra o rosto e começou a gritar.
Ele não podia fazer isso, ele não deveria ter feito, ele pagaria.
Agora ela começava a sentir as dores que isso causara a seu corpo e os gritos de frustração juntaram-se aos de dor.
Notas finais
Muitíssimo obrigada a todos que fizeram review e aos novos leitores OBAAA! :D
Não sei ql dia vou postar, mas prometo ser logo, ok?
Perdão de novo pela demora.
Vcs são uns amores cmg, obg! ♥
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