Notas iniciais
Itachi encoontra finalmente se lugar no mistério.

Tiro Certo de um Falcão

2º Capitulo – O começo do pensamento em 3 de Janeiro

Depois do vomito de palavras do que eu sentia, me senti tonto e com uma sensação de revigorassão. Shizune parecia igualmente feliz.

- Ual ... Itachi – sussurrou pesado – Eu não esperava que você corresponde-se aos meus sentimentos.

Fiquei perplexo, claro que triunfalmente e feliz, mais mesmo assim. Pensei que ela era do tipo de se apaixonar por um médico bonitão, e não por um mercenário bonitão! E foi quando escutei alguém atrás da fumaça.

- Err ... rrr – ouvi alguém engasgar – que ... dro-oga.

- Shizune – larguei ela e fui desativar a defesa elétrica que Shizune armou – a alguém ali. Vamos interrogalo.

- OK – falou meio corada.

Desativei o campo elétrico e parti em direção ao lugar que achei ter ouvido o grunhido. O cheiro de mofo avia sido substituído por borracha queimada, sufocantemente ruim e pesado. Shizune e eu chegamos aonde estava o cara, era um homem de cabelo azul com um rosto de travesso.

- Você irá ficar bem, vamos tirar você daqui e levaremos você ao hospital – disse Shizune abaixando-se para com o cara.

- Vocês não irão tocar em mim escória de mercenários. Prefiro morrer! – grunhiu o homem.

- Então está bem, iremos pôr um fim no seu sofrimento – disse erguendo minha pistola.

- NÃO ITACHI – gritou Shizune – Ele é uma pessoa valiosa para nossa investigação.

- Concordo com você Shizune, mas ... – no momento em que ia conclui a frase, ouvi um movimento de carregamento e me coloquei em alerta.

- Quem está ai? Saia antes que seja pior para você! – falei confiante.

- MATAREI VOCÊS TODOS! – gritou alguém.

Ouvi disparos de metralhadora portátil, na hora lembrei do meu treinamento de agente, me joguei pra baixo para manter Shizune abaixada e pulei a esquerda de onde estava vindo os tiros. Avistei a pessoa, era enorme, ou seja, fácil de derrubar. Fiz silencio para chegar perto, e quando ele me avistou, tentou mirar em mim, mas fui mais rápido. Me joguei aos pés dele e o derrubei. Quando estava desnorteado envolvi minhas pernas nele e torci o pescoço dele.

Levei-o até Shizune, que agora estava meio surpresa por ter visto eu arrastando um corpo mole feito um saco de carne.

- Então tinha mais um sobrevivente! – perguntou Shizune.

- Sim, tinha – afirmei – e como matei ele posso matar você. Colabore e não sofrerá este destino.

Mesmo que não tivesse outro sobrevivente, era só pegar um dos muitos corpos e fazer o mesmo.

- Como vou morrer mesmo, irei colaborar um pouco – falou o homem sorrindo.

- Se por ventura, descobrir que você está mentindo, manterei você vivo para servir de comida para meu cachorro – não tenho cachorro, mais tinha que pressiona-lo, porque se não poderíamos cair em uma falsa pista – qual seu nome e o que faz?

- Meu nome é Suigetsu Hozuki – disse o homem, sinceramente – e trabalho na marinha.

- Na marinha? Que novidade que tem gente feito você em um cargo militar – falou Shizune sarcasticamente – fale a verdade!

- Shizune, ele está falando a verdade. Sabe que estou falando a verdade e não quer correr riscos.

— Você é esperto ... qual seu nome? – perguntou Suigetsu sorrindo de orelha a orelha.

- Meu nome ... vai ter que colaborar primeiro – não tive escolha, ele já sabia meu primeiro nome – você também não é bobo, quer saber meu sobrenome por que? Sabe meu nome já!

- Você ganhou Itachi – disse como se fosse um jogo de xadrez – você me encurralou, e olha que não é qualquer um que faz isso!

- Se alto vangloriar não irá te ajudar, fale – falei perdendo a vontade de continuar esse jogo pequeno.

- Tudo o que sei é que duas médicas vieram aqui ontem e trataram dos feridos, e o chefe delas ... bom ... não sei quem é – declarou Suigetsu honestamente.

- Tudo bem então, já tenho o que preciso. Shizune prenda-o e leve-o conosco – disse dando a ordem.

- Pensei que se colabora-se não seria prezo ... – falou espantado.

- Não entendi, você não é um gênio? Não ouvi ele deixa claro isso – disse Shizune alegre.

...

Chegamos na delegacia por volta do fim da tarde, com Shizune e Suigetsu atrás de mim. Lá encontramos Sai, o carcereiro. Ele era branco de cabelo escuro, tinha um rosto firme mais delicado. Tinha uma cara nada simpática. Cheguei e ele logo veio me interrogando.

- Olá Itachi Uchiha – falou sem sentimento algum – quem é este? Suigetsu Hozuki do relatório mais cedo?

- Olá Sai – disse acompanhando o tom de voz – quero uma investigação completa do que esse cara fez, e uma prisão preventiva.

- Ok – falou pegando Suigetsu das mãos de Shizune – Vejo você em um outro dia!

Confirmado, não fui com a cara dele. Antipatia talvez.

Saímos de lá e fomos para o QG. No caminho a conversa foi escassa, mais quando finalmente chegamos no QG.

- Itachi eu ... – falou Shizune meio desnorteada – Acho que é melhor esperarmos um pouco para contar aos outros.

- Tudo bem, não tenho pressa – falei sinceramente.

Entramos no QG, e levei um susto. A porta do andar estava aberto, e tinha mais de uma pessoa na sala. Peguei minha arma e entrei. Três adolescentes levarão susto junto comigo e com Shizune.

- ITACHI, nunca mais te vi! Como vai? – disse Naruto Uzumaki.

Ele era um garoto MEGA agitado, parecia ter tomado energético nas três refeições do dia. Mais acima de tudo era um cara super legal, extrovertido e amigo. E por acaso era o melhor amigo de Sasuke, desde pequeno. Aliás ele e Sakura estava lá também.

- Bom te ver também Naruto – falei com um “ufa” – estou bem e como vai seu cargo junto com Sasuke?

- Vai bem! Lá é incrível – disse Naruto com um sorriso de criança – desculpa por estar aqui, mas estava querendo falar com você!

- Tudo bem – falei achando estranho – sobre o que?

Naruto baixou a cabeça, o que raramente faz, e Sakura tomou o lugar da narrativa do fato.

- Hinata Hiyuga, filha do General da aeronáutica Hiyuga, e atual namorada do Naruto, sumiu – falou Sakura com tom baixo.

- Conheço, e porque não foram a polícia? Quer dizer, a que age conforme as leis – falei quase me esquecendo que era um tipo de policial, mas era do tipo que atirava primeiro e talvez perguntasse depois.

- Porque achamos que ela foi traficada – disse Sasuke subitamente – e nesses casos quanto mais rápido melhor!

- Eu e Shizune já estamos em um caso ... – senti que fiquei vermelho, ao lado, Shizune parecia uma pimenta – quer dizer ... em uma missão.

- Mais pensei ... – começou Sakura.

- Não Sakura, ele tem razão – admitiu Naruto – ele cumpri ordens, não pode fazer nada.

Naruto parecia muito triste e abatido, como se alguém tivesse levado a mãe dele. Naruto é órfão, por isso que é tão emotivo.

Depois disso, os três iam se retirando da sala quando falei.

- Prometo que vou fazer o máximo para achar HIinata – jurei à naruto, e depois disso me recordei de algo – Sakura?

- Sim – falou olhando para trás com aqueles olhos verdes.

- Ontem, você estava na festa com Sasuke e Naruto não é? – perguntei, parecia que minha mente iria explodir de tantos pensamentos loucos querendo ser juntados.

- Sim estava – falou Sakura – mas por que a pergunta?

- Pensei que trabalha-se dias assim, pós festivos – falei reunindo os fatos.

- Tirei de folga – falou Sakura – valeu a pena, estava incrível a festa.

- Apesar que você chegou no meio dela, não é Sakura? –falou Sasuke, disperso.

- Mulheres demoram mesmo – disse ficando um pouco aflita – roupa e maquiagem não são feitos por mágica sabe?

- Ela tem razão ... preciso ir – disse querendo sair dali – Chau gente. E Shizune ... depois a gente conversa?

- Tudo bem – falou Shizune se acomodando em sua mesa.

...

Estava andando rápido em direção a delegacia. Tinha que se prevenir de muitas formas, e uma delas é de desconfiar de fatos muito pequenos, como à de uma médica ter ido no dia anterior tratar de feridos não muito longe dali. Poderia ser Sakura, ela era médica e os horários batem, teria que confirmar.

Escancarei a porta da delegacia à procura de Sai, que visivelmente não estava lá.

- Você está à procura de quem? – disse um guarda, provavelmente substituindo Sai.

- Estou à procura de Sai, o carcereiro que cuida daqui – falei ao guarda esperando uma resposta positiva.

- Ele teve uma emergência com a família, seria só com ele? – perguntou o guarda cumprindo o papel dele.

- Não seria, sou agente direto do presidente – menti, não poderia falar que era um matador para um oficial – quero que me mostre a lista de fugitivos, se ouve.

- Sem qualquer problema Senhor – disse o guarda pegando os papeis em uma mesa – mais não será preciso, só ouve uma fuga, a de Karin. Está presa a um ano, e fugiu anteontem daqui – falou sério, como se estivesse decorado.

- Anteontem, certo – falei dando um breve molhada na papelada – obrigado pela ajuda, até.

Pela ficha Karin foi presa por servir favores a homens da máfia, por ser médica, era bem útil. Provavelmente estaria envolvida no caso em que Suigetsu falou. Mas por mais inquietante que fosse Suigetsu tinha mencionado duas médicas. Sai da delegacia já de noite, estava indo em direção a minha casa para me encontrar com Sasuke. Queria que ele parasse de sair com Sakura, ela era uma suspeita.

...

Em casa as luzes já estavam acesas, Sasuke poderia estar com ela e estragar meus planos de contar a ele. Mais felizmente estava errado, parado ali, Sasuke estava assistindo o jornal.

- Olá Sasuke, tenho um assunto sério para falar com você – falei decidido.

- Eu também irmão, estou namorando a Sakura. – disse Sasuke estragando meus planos – E não é igual aquelas garotas do colégio, ela é ... especial.

- Há ... boa novidade Sasuke – falei esquecendo de contar pra ele, Sasuke não podia saber de nada – então vou subir para o meu quarto, até amanhã!

- E o assunto que queria falar comigo? – falou Sasuke desconfiado – é alguma coisa do trabalho? Posso ajudar?

- Não, era só que ... vou a uma festa amanhã, junto com Shizune – disse tentando despistar – só pra avisar.

- Era o assunto sério? OK, boa noite! – falou Sasuke se deitando nno sofá.

Era um terror, uma suspeita de cumplice saindo com meu irmão, o que poderia dar mais errado. Me deitei rápido, tentando juntar um monte de fatos, mais logo cai no sono.

O sonho era maravilhoso, era um parque onde crianças brincavam e a natureza era impecavelmente bela. Estava em um banco com Shizune, de mão dadas ela estava falando sobre que vestido usar na festa do nosso noivado. Saindo da boca dela o assunto moda parecia fascinante, e entre alternativas de roupas, roubava um beijo dela. Mais isso acabou. Ficou escuro e Shizune viro fumaça.

- Shizune – gritei mais vezes do que pude contar – Aonde você foi?

- Ela está aqui Itachi, olhe para trás – disse uma voz horripilantemente forte, parecia que a voz vinha das entranhas da terra.

Foi quando virei para trás, ela estava em uma espécie de cilindro gigante, parecia estar dormindo e tranquila.

- Shizune – falei olhando para ela – Shizune?

- Ela não pode te ouvir Itachi, está ... – a voz desconhecida se foi.

No lugar da voz veio à de Sasuke.

- Irmão, levanta. Fiz o café da manhã – disse Sasuke alegre.

Já estava de manhã, o que era estranho porque, parecia só ter passado alguns minutos. Escorreguei de pressa pela a escada, queria chegar cedo no QG, tinha muitas coisas a pensar. Já estava pronto para ir, quando percebi que na mesa tinha mais uma pessoa.

- Olá Itachi Uchiha – disse um cara jovem, de cabelo amarrado em um coque revoltado – sou Shikamaru Nara, detetive da empresa Nara Investigações, prazer em conhece-lo!

Nunca tinha visto este cara na vida, parecia medir cada passo que fazia em direção a mesa. Tinha olhos observadores, se pergunta-se qual era a cor do meu cadarço, ele responderia a ter a tonalidade.

- Desculpe mais ... não te conheço – falei sendo direto, Shikamaru parecia feliz com isso – mais tenho a impressão que conhecerei você nesses próximos dias.

- Está certo – disse Shikamaru em um sorriso brando – fui contratado pelo seu superior para auxiliar uma série de desaparecimentos.

Tive a impressão que não era só desaparecimentos, que estava tudo entrelaçado com algo mais.

- Está bem – falei pegando minhas chaves – percebi que você já terminou, vamos indo?

- Gostei desta sua agilidade – falou ainda observador, parecia fazer uma equação para tudo – temos muito mesmo para conversar.