Tiro Certo De Um Falcão
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Tiro Certo de um Falcão
3º Capitulo – Tarde de busca e ódio em 4 de Janeiro
No caminho Shikamaru me pôs a par de tudo, como meu chefe contratou os serviços dele, como tinha descoberto meu endereço.
- Mais por que se interessou neste caso? – perguntei, era uma pergunta óbvia a se fazer, um cara deste grau de inteligência não poderia ter se interessado pelo dinheiro.
- Este parece interessante – falou como se tivesse falando em que jogo jogar – e aposto que tem muitas coisas que vão aparecer.
- Também tenho este pressentimento – disse a verdade, já entrando no QG para apresentar Shikamaru à Shizune.
Quando entrei, a sala estava revirada. Tudo fora de lugar, e Shizune estava jogada no chão.
- Shizune – gritei – Shizune, você está bem? – falei medindo o pulso dela, que não estava mais lá.
- Estou ligando para o médico – disse Shikamaru já ao telefone – por favor uma ambulância na rua Carto 64 rápido. Itachi, veja se ela tem algum ferimento.
Virei Shizune, estava tremendo, meus pensamentos estavam variando como se fosse um rádio com mal contato. Não tinha ferimento nenhum, ela estava rocha e pálida.
- Não tem ferimento algum – falei e minha visão ficou escura – Shikamaru ela ... foi ...
- Itachi ... você está bem? – falou Shikamaru parecendo estar se distanciando – Itachi ...?
...
Acordei em uma sala de hospital, era de tarde já. A sala tinha cheiro de tinta guaxe.
- Finalmente acordou irmão – disse Sasuke, com ele estava Sakura e Shikamaru – não me lembro de você ter já tido desmaiado?
- Tudo tem uma primeira vez Sasuke – falei com uma voz fraca – e Shizune?
- Itachi ... ela ... – começou a falar Sakura.
- Não sabemos! – interrompeu Shikamaru – os médicos não falaram nada a nós.
- Você está mentindo – disse calmamente – você pode ser esperto, mais mente pessimamente. Fale, não irei me abalar.
- Ela morreu Itachi – falou Sasuke agora – Dissera-nos que ela foi envenenada.
- Sem detalhes Sasuke – disse Shikamaru – já estou investigando Itachi, quem fez isso deixou algum rastro, sempre deixam.
- Me deixem sozinho – falei a todos – por favor.
- OK – falou Shikamaru – qualquer coisa, mande nos chamar.
Shizune tinha partido, chorei por dentro quando pensei nela. Doeu muito, mais não por muito tempo. Iria buscar quem fez isso, queria que essa pessoa sofre-se o que ele estivesse sofrendo agora. Shizune tinha sido a única pessoa que fez eu me sentir bem quando estava sozinho, ou perdido nos meus próprios pensamentos. Ela era doce e gentil, raramente falava besteiras, a não ser para fazer uma piadinha fora de contexto.
Sentiria saudades, para sempre. Mais a justiça, faria com as próprias mãos.
...
Sai do hospital acompanhado por Sasuke e Sakura, que pareciam perdidamente apaixonados. No caminho Sakura perguntou.
- Quem teria motivos para fazer ... isso – Sakura perguntou como se pergunta-se “como alguém faria mal com um cachorrinho”.
- Não sei Sakura, mais pode anotar o que digo – falei com ódio, como se todos no planeta fossem meus suspeitos – essa pessoa irá pagar pelo o que fez.
- Será que seu chefe irá substitui-la? – perguntou Sasuke – devia.
Não estava afim de papo, queria trabalhar, extravasar a raiva. Foi quando no fim da rua apareceu Naruto.
- Olá gente – disse Naruto sorridente – Vocês não sabem da última, acho que finalmente achei onde Hinata esta!
- Como? – perguntou eu, Sasuke e Sakura em coro.
- Investiguei a casa dela e encontrei uma carta de proposta de emprego na Alemanha – falou Naruto de uma vez, parecia sem folego – Talvez ela esteja por lá.
No mesmo momento Sakura saiu correndo, parecia aflita. Sasuke foi atrás, e ficou só eu e Naruto no meio da rua. Não tinha transito à tarde, então ficamos tranquilos e fomos andando.
- Você está pensando em ir atrás dela? – falei, tentando descobrir algo.
- Claro que vou – disse Naruto, meio surpreso com a minha pergunta – ela precisa de mim, quero dizer, e se ela estiver perdida?
- Naruto tenho que te dizer uma coisa – disse sério, pensei nisso sobre um bom tempo, e era a única circunstância – ela provavelmente foi ... sequestrada.
- Se ... será? – falou Naruto perplexo – e se ela foi, e não teve tempo de ligar?
- Você acha isso mesmo Naruto? – disse à Naruto, queria medir bem as palavras daqui para frente – Se ela tivesse em uma circunstância normais, ela já não teria se comunicado de alguma forma? E ainda mais, ela não aviso a ninguém que iria viajar, nem a você!
- Então eles só querem ... – tentou dizer Naruto.
- Dinheiro, pode ser – completei Naruto – eles podem querer outra coisa além de dinheiro, existem muitas coisas.
Neste momento Shikamaru apareceu na esquina, parecia sossegado como sempre.
- Shiikamaru como vai? – cumprimentou Naruto – faz tanto tempo.
- É sim Naruto – falou Shikamaru, parecia apressado – Itachi, posso falar com você?
- Claro que sim – respondi depressa.
- Então você me conta as novidades depois Naruto, até mais – despediu-se Shikamaru de Naruto.
...
Voltamos ao QG, agora tudo arrumado. Conversamos pouco, de assuntos rotineiros, mais quando chegamos a sala, Shikamaru se permitiu larga-se em uma cadeira, que por ventura nunca tinha visto antes.
- Sou seu novo colega de trabalho – disse finalmente Shikamaru – e já temos trabalho!
- Não quero ser rude, mais – comecei a falar com Shikamaru, gostaria de trabalhar com ele, mais queria achar o assassino de Shizune – já estou trabalhando em um caso.
- Já sabia, você está procurando o assassino de Shizune – disse sem emoção alguma – Mais quem disse que o trabalho que tenho não tem a ver?
Por me levar ali, sim, já desconfiava. Mas queria julgar a pessoa sozinho, sem parceiros.
— Você pode me dizer o que tem de provas? – perguntei a Shikamaru.
- Com todo o prazer – respondeu Shikamaru, como se já esperasse aquilo – Os ladrões que vocês explodiram ontem, você sabe o que eles fizeram?
Como nunca tinha pensado em questionar? Sabia que eles tinham roubados arquivos secretos, mais que arquivos eram esses?
- Eles roubaram um projeto de arma biológica, provavelmente uma nova doença – disse Shikamaru – Quando avistei que os arquivos não estavam mais lá eu ...
- Avistei? – falei perplexo – Você estava lá! Foi você que provocou a explosão!
- Correto mais uma vez – falou Shikamaru contente – Mais antes disso, vocês já tinham encontrado esse grupo antes?
- Sim, no dia anterior – admiti – foi quando recuperamos os arquivos, e entregamos as autoridades. Mas parece que contrataram médicas para tratar dos feridos, e tivemos que voltar para “finalizar o serviço”.
- Mais ai que está! Os arquivos não eram os únicos, aviam cópias – falou Shikamaru decidido – As médicas depois de tratar dos feridos levaram essas cópias.
- Você também estava lá, porque não impediu? – falei furioso.
- Ia ser muito complicado, achei melhor esperar – disse Shikamaru bocejando – Agora voltando mais um pouquinho na história. Ouvi uma fuga na prisão não é?
- Sim, ouve – falei agora me acomodando. Percebi que a história ia ser longa então me sentei.
- Karin é médica e uma ótima atriz, quero dizer, fingia bem – falou Shikamaru – e foi presa a um ano por ajudar uma quadrilha.
- Então ela era uma das médicas de ontem? – perguntei, já sabendo a resposta.
- Sim – respondeu Shikamaru, sorrindo – será fácil esse trabalho, você colabora bastante!
- Continue – falei um pouco depressa, parecendo estar mal humorado, mas não estava.
- OK – aceitou Shikamaru – Mais há que mais me intriga é a segunda médica, estou em dúvida em duas pessoas.
- Duas? Eu só suspeito de uma – não queria falar o nome de Sakura, mais acho que uma delas seja – quem é a outra?
- Depois de hoje, Shizune – falou Shikamaru decidido.
- Shi...Shizune? – perguntei abismado, ela avia morrido envenenada – por que você acha que uma delas seria ela?
- Porque justamente ela morreu – falou Shikamaru como se fosse obvio – pode ter sido queima de arquivo.
- PODE ... e pode não ser – falei, teria que defender o nome dela – mais alguma coisa?
- Não falei que terminei – disse Shikamaru bocejando de novo – Hinata Hiyuga desapareceu logo depois, acho que ela está como cobaia em algum lugar.
- Cobaia, é provável – disse pensando no assunto, os bandidos teriam de ter alguma forma de testar a nova doença – mais porque Hinata Hiyuga? Podia ser uma pessoa menos popular.
- O pai dela é general, ou seja, se ela contrair a doença ele vai tentar de tudo para cura-la, e é o que eles querem – falou Shikamaru pegando uma liga, fazendo-a esticar e encolher – vender a cura.
- E você tem alguma ideia de quem está por trás disto tudo? – perguntei, realmente eu nem desconfiava de alguém.
- Não faço ideia, deve estar comandando de algum lugar fora daqui – falou no momento em que a liga estourou, Shikamaru fez cara de irritado, mais pegou outra e começou a mesma coisa.
- Então como vamos dividir a investigação? – perguntei querendo sair logo dali, tinha que ir à delegacia falar com Sai.
- Não gosto desta parte, então você fica com este radio – falou Shikamaru pegando um radinho da gaveta – se descobrir alguma coisa, é só comunicar.
- Igualmente – falei pegando meu casaco, estava começando a ficar frio – volto mais tarde aqui, você vai ficar por aqui?
- Sim – disse Shikamaru, perecia distante, navegando em outro lugar.
- Até – me despedi.
...
A rua estava quieta, me encontrava no meio de uma tarde ensolarada. Pensei comigo – “Porque não tirar o resto do dia de folga” – ok. Trabalhando de mais iria ficar exausto mentalmente, então fui à uma sorveteria. Lá encontrei um conhecido.
- Olá Itachi – disse Naruto – como vai?
- Vou bem Naruto – disse me contendo – soube alguma coisa da Sra. Hinata?
- Bom, nada bem – suspirou Naruto, parecia ter tocado em um assunto que era Tabu no momento – soube de Shizune, sinto muito.
Senti realmente o que ele sentia, mas acho que no caso dele seria pior, não sabendo se Hinata está viva ou não. Pegamos um sorvete e tentamos mudar de assunto.
- E como vai Sasuke, ele começa amanhã – disse Naruto começando o novo assunto.
- Ele vai bem, parece empolgado, do jeito dele – me permiti um breve sorriso – ainda não acredito que vocês se formaram.
- Foi tão rápido não é? – disse Naruto – dá nossa turma só quem não conseguiu passar foi um garoto, se não me engano o nome dele é Sali ... Sal ... me esqueci.
No momento me lembrei do nome de Sai, não era possível um nome nada comum existissem na mesma cidade.
- Por acaso seria Sai? – perguntei à Naruto, fiquei interessadíssimo na resposta.
- Era Sai sim – lembrou Naruto contente – como sabe?
- Conheço ele – falei ocultando de Naruto de onde conhecia – porque ele não passo no curso?
- Não passo na análise psicológica, acho que por causa que ele não tem família – falou Naruto – mais isso não foi problema para mim, sou órfão não é.
No momento me desliguei do mundo, parecia um Flashback. O guarda que substituiu Sai aquela noite, falou que ele teve uma emergência familiar. Mas se ele não tinha família, o que ele estava escondendo?
- Naruto, sabe onde Sai mora? – perguntei à Naruto, se ele soubesse poderia ir até lá e fazer umas perguntas.
- Disse que conhecia ele? – suspeitou Naruto.
- Foi só um “olá” que trocamos – menti, no momento não podia me dar ao luxo de falar as coisas assim.
- Ele mora em um apartamento no centro – disse Naruto olhando de esguelha para mim – pelo que eu saiba.
- OK – falei pegando meu celular e fingindo uma ligação – Alo? Oi Sasuke ... tudo bem estou indo.
Tinha que ir ao apartamento de Sai, tinha que conferir porque ele mentiu.
- Está tudo bem com Sasuke? – perguntou preocupado Naruto.
- Sim, mas ele pediu que eu fosse vê-lo – menti um falso álibi – então eu vou, chau Naruto e obrigado pela companhia!
- Chau! – despediu-se Naruto.
Depois que virei a esquina sai correndo em direção a um taxi, tinha que chegar antes do anoitecer. Avistei um taxi logo a frente e acenei, pedi ao motorista que me deixasse no centro. No começo ele ficou um pouco distraído mais logo arrancou com o carro em direção ao centro.
...
Chagando no centro, pensei como iria achar um apartamento em meio vários. Seria impossível eu achar sem um computador, e por caso tinha alguém que tinha um computador disponível. Liguei rápido para Shikamaru.
- Alo, Shikamaru? – falei quando o atendeu.
- Não, aqui é a secretaria Nara da empresa Nara Investigações – falou uma voz feminina e meiga – Aqui quem fala é Ino Yamanaka, gostaria de falar com quem?
- Desculpe mas ... pensei que fosse o telefone pessoas de Shikamaru Nara? – perguntei a secretaria Ino.
- Os telefones de todos na Nara Investigações são protegidos de números desconhecidos – falou Ino – gostaria de falar com Shikamaru Nara?
- Por favor – pedi a secretaria.
- Transferindo, tenha uma boa tarde senhor – desejou a secretaria Ino, duvido que se concretizasse.
- Alo? – perguntei quando a linha volto.
- Alo Itachi? – respondeu Shikamaru do outro lado da linha.
- Queria um favor seu – solicitei à Shikamaru.
- Claro, não estou fazendo nada agora, pode falar – falou Shikamaru, parecia muito contente e prestativo.
- Preciso de um endereço, Sai – falei, não queria revelar mais detalhes pelo telefone – ele mora no centro.
- Claro – falou Shikamaru.
Demorou um pouco, o motorista chegou ao centro e me perguntou aonde eu queria ir. Estava ficando tenso, até que Shikamaru voltou a falar.
- Rua Agostinho 166, edifício ZoeP – disse Shikamaru – divirta-se!
- OK ...! — falei, com certeza Shikamaru estava escondendo algo de mim, igual estava escondendo dele. É a vida.
Disse ao motorista aonde queria ir, parecia perto, porque o taxista não fico nada feliz com o novo destino. Chegando lá, era um edifício de aparecia cara. Fui até a recepção.
- Sim o que posso ajudá-lo? – perguntou a recepcionista.
- Estou procurando Sai, ele mora em um dos apartamentos.
- OK, irei ligar para ele e falar que o senhor está subindo!
- Não – precisava convencer ela a não avisar à Sai, iria estragar tudo – queria fazer uma surpresa, é aniversário dele!
- Há sim, então é por isso que essas flores vieram hoje de manhã – disse a recepcionista – poderia leva-las? O Senhor Sai ainda não saiu hoje.
- Sem problemas – falei surpreso com minha sorte, não sabia que era aniversario dele.
Entrei no elevador, a recepcionista falou que era no 4º andar. Bati na porta dele, nada aconteceu, nenhum barulho. Olhei se vinha alguém no corredor, que estava deserto para minha sorte. Arrombei com um chute, e agora a porta era mais uma coisa na lista de coisas destruídas no apartamento.
Estava completamente destruído, tudo estava jogado pelo chão. Revistei o apartamento, que era mais vazio que um deserto. Não tinha mais o que fazer, quando olhei para as flores na minha mão, tinha um cartão. Me permite uma olhada, falava:
Obrigada pela a ótima oportunidade que você me deu, não irei desperdiça-la. Agora pedirei que meu amigo te deixe em paz, tenha uma ótima semana. Beijos de sua amiga Karin.
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