Tirania Magnus
2 Capitulo 3
Notas iniciais
– Bem, Magnus – disse Arthur – Me acompanhe até meu carro, te explicarei melhor lá.
Magnus seguiu o homem, e usando seus podres fecha a porta atrás dele. Ele acompanha-o levitando a poucos centímetros do chão, graças ao metal que possui na sola de suas botas. Ele tinha dúvidas sobre o que o homem estava falando, mas ele sabia que pelo menos devia ouvi-lo.
Ao chegarem no carro Arthur recosta-se nele, já mais confiante, sabendo que seu ídolo daria pelo menos ouvidos a ele, agora ele estava disposto mesmo a revelar tudo que ele sabia.
– Como assim eu sou um dos seres mais fortes desse universo? Explique-me. – Disse Magnus.
– Se minha teoria estiver certa, e você puder controlar todos os tipos de magnetismo existentes e de maneira simultânea, seus poderes podem alcançar níveis extremos. Claro, com um pouco de treino.
– Continue. – disse Magneto.
– Vou citar um exemplo: Já que o eletromagnetismo atua em todos os materiais, seja mais em alguns que em outros, você poderia fazer o mundo seu refém. Já que se você treinasse o bastante poderia liberar a energia suficiente para controlar os materiais, sejam metais ou não.
Magnus coçava o queixo, e debaixo do seu capacete vinho, seu cérebro seguia uma linha de raciocínio, muito extensa. E se este homem estivesse certo? E se ele realmente fosse tudo aquilo, Magneto não se conteve e perguntou.
– Quando você disse, tipos de magnetismo, o que você quis dizer?
– Vou tentar explicar melhor – Disse o Dr. Gates – o ferromagnetismo é o que você mais tem domínio, mesmo que não em todo seu potencial. Já que eles, os metais, têm elétrons não pareados, que podem aliar seu campo magnético e serem atraídos mais facilmente, por isso esse seu domínio fluente sobre o metal, mas seus poderes vão além disso.
Magneto ouvia atentamente o que o doutor tinha a dizer.
– Existem materiais paramagnéticos, como sódio e alumínio, que podem ser atraídos com menos facilidade que o ferro, mas se você aumentar a quantidade de energia, também podem ser atraídos e usados a seu favor. Mesmo balas sendo feitas de chumbo, metal não magnético, graças ao sódio presente nas ligas anti-atrito presentes no chumbo, você consegue manipula-las.
– Quer dizer que posso realizar isso tudo? – disse Magneto. – Não tinha ideia da imensidão dos meus poderes.
Neste momento magneto teve um vislumbre do seu passado, algo que ele havia apagado da memória, mas essa conversa despertou a lembrança novamente. Uma coisa que a muito tempo ele havia dito a Emma.
''-Eu estava pensando... Será que eu realmente tenho mais poderes do que penso?
–Não sei meu querido. Se pelo menos eu pudesse saber a frequência na qual você imagina seus poderes, até que poderia ter uma resposta.
–Não, se for assim, esquece. Acho que não é tão importante saber disso.''
Nesta época Magneto era jovem, tolo. Mas ele hoje se via novamente refletindo sobre seus mesmos ideais de antes. A supremacia mutante. Se antes ele já achava os mutantes poderosos a ponto de não precisarem se esconder, imagina agora descobrindo o enorme poder que ele tinha nas mãos.
Arthur ainda dizia:
– Isso ainda é por que eu nem citei os materiais diamagnéticos. Eles fazem seus poderes serem ainda mais incríveis.
– Prossiga. – disse magneto.
– Materiais diamagnéticos são repelidos por campos magnéticos, ou seja, de acordo a sua vontade e dependendo da força utilizada poderá controlá-los facilmente. Um exemplo muito bom é a água, ela é diamagnética. Você pode levitar pessoas facilmente, mesmo sem nenhum metal aparente, já que setenta por cento do corpo humano é composto de água.
Magneto olhava para sua mão coberta pela luva e abria e fechava seus dedos, tentando sentir se todo aquele poder passava mesmo por elas. Sempre soube que o magnetismo era algo impressionante e forte, mas não nessas proporções. E por mais que aquele homem tivesse uma voz irritante, tudo que saia dela, neste momento, fazia muito bem a Magnus.
– Porém, o diamagnetismo é muito mais fraco que o magnetismo, mas já que sua força é quase sem limites isso não é problema algum. Deixe me fazer uma pergunta, Magnus. Qual é o maior trunfo do seu amigo Charles Xavier?
Magnus pensou um pouco e depois disse:
– Ele pode “desligar” as pessoas com a sua mente.
– E se eu disser que você pode fazer o mesmo. Se você aplicar onda eletromagnéticas no cérebro de alguém, controlando precisamente a parte em que você estimula, poderá desligar uma a uma as funções do cérebro.
Neste momento as pupilas de Magnus se dilataram. Ao perceber que ele podia usar o melhor “truque’ dos poderes de Charles, viu que ele era o candidato perfeito para guiar os mutantes, não como Charles estava fazendo e sim do jeito que ele sonhou a anos atrás.
– Já que eletromagnetismo e eletricidade são lados de uma mesma face, você pode criar descargas elétricas mais fortes até que a Tempestade, creio eu. – Arthur prosseguiu. – Além de você poder produzir raio X e raios Gama. Também pode criar luz visível, raios ultravioletas e luz infravermelha produzindo o mesmo calor que aquele sujeito do Quarteto Fantástico, o Tocha Humana.
Magnus estava concentrados nas palavras daquele cientista. Se ele soubesse disso tudo antes, hoje isso não seria assim. Mutantes não seriam aceitos pelos humanos e sim venerados, como Magnus sempre sonhou. Mutantes são o novo salto para a evolução, e Magnus estava disposto a fazer isso acontecer, por meio da força.
– Se você produzir 2,48 bilhões GHz por segundo, estará gerando microondas. Já viu ovos explodindo dentro de um microondas? Você pode realizar aquilo, com qualquer objeto... ou ser. – essa última frase, Arthur disse com uma voz num tom meio macabro.
– Obrigado pela informação. – disse por fim Magneto, já saindo do local. Quando novamente escuta a voz do doutor.
– Pegue meu cartão. Apareça amanhã em meu laboratório que eu te ajudarei a ser um ser supremo. Podemos realizar todos os experimentos necessários por lá.
Magnus aceita o cartão e volta para o instituto, enquanto Arthur pega seu carro e volta para sua casa com a sensação de missão cumprida.
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