Timeless

13 Cap13 - Posse


Notas iniciais
Eu quase ia deixar pra postar na semana que vem, mas depois da recomendação linda que eu recebi da luninhagirl, não tinha como eu enrolar mais. De verdade, muuuito obrigada! Irei agradecer devidamente depois ^^

E novamente, não revisei e só dei uma passada no corretor do word, me digam se tiver um erro gritante. Fiquei um pouco triste com o número de comentários que recebi no último capítulo, já que eu tinha corrido muito pra conseguir postar =/ Então agradeço a quem perdeu um tempinho pra dar um alô a essa escritora carente XD

E o nome desse capítulo quase foi "Finalmente". Bom, vcs vão entender porque. Espero mesmo que gostem!

Enquanto Ciel subia a escada de sua mansão, sentiu uma dor lhe fisgar o joelho e percebeu que o havia ralado na queda. Sem querer se queixar, foi seguindo em frente na direção do seu quarto ao lado de Sebastian, que permanecia estranhamente calado desde que saíram da casa de Lei.

– Você consegue me encontrar de qualquer lugar? — Ciel se forçou a perguntar, tentando disfarçar a tensão.

– Sim. Mas seria muito mais fácil se você me chamasse. — Sebastian respondeu sem encará-lo.

Por um instante, o menor sentiu algo dentro de si gelar. Claro que a relação entre eles oscilava como uma montanha russa. E embora no começo tivesse sido por causa da hesitação de Sebastian, o gelo entre os dois estava se tornando uma nevasca.

– Não vai me perguntar como eu quebrei meu braço?

– Eu tinha outras perguntas em mente, mas não é apropriado um mordomo fazê-las.

– Você não é mais o meu mordomo. É meu tutor.

Sebastian deu de ombros, como se não se importasse. Ciel começou a se perguntar se o outro estaria bravo.

– Sente-se, vou fazer uma tala. — O demônio indicou a cama e trouxe três cabides, que quebrou até se tornarem apenas pedaços de madeira lisa. Depois retirou uma atadura da caixa de primeiros socorros e começou a enfaixar seu braço, apertando firme a madeira em uma tala improvisada e muito bem feita.

Logo que terminou de prender a ponta da faixa, Sebastian começou a puxar a barra da calça do garoto para cima.

– Hey, o que está fazendo?

– Você ralou o joelho. Sinto o cheiro do seu sangue a quilômetros. — O maior nem ao menos desviou os olhos, dobrando o tecido até que chegasse no meio de sua coxa.

Quando passou um pedaço de gaze com álcool na ferida já um pouco seca, Ciel se contorceu por reflexo.

– Por que não me esperou?

– O Peter veio me ver na escola hoje. Eu precisava de alguma desculpa para não falar com ele.

– E foi direto para a toca do lobo.

– O que quer dizer?

– Está todo machucado, e nem sequer foi atacado. Não percebe o quão frágil você é? — O maior apertou com mais força que o necessário o curativo no joelho, fazendo Ciel encolher a perna e quase lhe dar um chute. — Você mantém a guarda baixa perto do Lawrence.

– Eu cai em cima do Lei. — Ciel murmurou sem que o outro perguntasse, com um pouco de raiva daquela discutição. — Eu fui pegar um livro e me desequilibrei. Ele não tem nada a ver com isso.

Sebastian olhou com o canto dos olhos o livro que Ciel havia largado sobre a cama, relendo o título mais de uma vez para ter certeza de que era aquele mesmo. Mas a capa de couro preto com as linhas finas escritas em vermelho eram inconfundíveis.

– Se queria saber sobre demônios, era só me perguntar.

– Demônios? — Ciel perguntou sem entender, pegando o livro da cama e revirando entre os dedos. — Quer dizer que foi você mesmo que o escreveu?

– Não. Sebastién Michaelis foi um inquisidor francês que realizava exorcismos. Ele foi o primeiro a classificar os demônios. — Fez uma pausa, enquanto Ciel voltava seus olhos para a capa, curioso. — Foi um trocadilho bobo que usei para meu Sobrenome, só isso.

O garoto abriu na primeira página, lendo o que estava escrito ali em voz alta.

– “Nunca confie em demônios. Eles rasgam teu espírito e devoram a tua alma. Alimentados com pecado, estas criaturas desejam apenas a tua desgraça.” — Recitou como uma música, sorrindo logo em seguida. — É isso que você é?

– Me diz você. — Sebastian retrucou com um pouco de malícia, apesar de a voz ter saído com muito menos emoção que o normal.

E mesmo que Ciel não gostasse deste tipo de jogo em que ele tinha que revelar o que pensava do demônio, ele cedeu. Por que aquela era a conversa mais longa que tinham desde aquela noite.

– Não acho que você deseje minha desgraça. Eu sou só um alimento a disposição, não é? — Jogou verde. Ele só queria terminar logo com aquela batalha interna que o remoia há algum tempo.

– Se você só fosse isso, por que eu me daria o trabalho por todos esses anos? — Havia um pouco de raiva em sua voz, e nesse momento Ciel percebeu que estava cansado de tentar entendê-lo.

– Então o que está fazendo aqui? — Segurou a gola do maior para aproximar seus rostos. Sua voz autoritária e mesmo assim um pouco chorosa. Seus nervos estavam à flor da pele, quase explodindo de tensão, e isso fazia seus olhos brilharem em um azul intenso. — Ainda estou cego, Sebastian. Me diga o que quer de mim.

Sebastian se inclinou sobre ele, mantendo a mão na pele exposta de sua perna de forma possessiva e que certamente deixaria marcas. Com a outra mão, retirou o livro que o garoto segurava e o jogou para um canto mais afastado da cama.

– Não quero apenas sua alma. — Ditou pausadamente, com certa dureza na voz que o fazia parecer mais ameaçador que o costume. — Quero sua mente, seu espírito, seu corpo. Desejo cada fibra, cada pensamento, cada suspiro que você soltar deve ser meu, cada gota de esperança deve ser por minha causa. Preciso dos seus sonhos e seus medos; sua angústia, sua dor e sua felicidade. Quero que você me dê tudo isso, e ainda assim, eu nunca vou estar satisfeito.

Ciel ficou mudo. Tentou recuar, mas o braço enfaixado não deixou que ele se apoiasse no colchão. Ao invés disso, precisou segurar ainda mais forte a gola do maior para conseguir se manter equilibrado. Sua respiração se tornou pesada e seu coração batia tão forte que chegava a doer.

– Está ofegando. — A voz de Sebastian não passou de um sussurro, que o despertou do seu torpor por um mínimo segundo e fez seu rosto esquentar. — Sente medo?

– Não.

Sebastian apoiou as mãos espalmadas no colchão, uma de cada lado do corpo menor, formando uma espécie de barreira. Se aproximou tanto quanto era possível e colou os lábios em sua orelha.

– Prove. — Apesar da pouca distância, ele não sussurrou. Falou firme em um tom de desafio que normalmente seria usado pelo garoto.

Uma onda de choque tão forte passou pelo corpo de Ciel que ele se sentiu como se pegasse fogo. Fechou os olhos e respirou fundo, ele sabia que não tinha mais volta. Aquela confusão de sentimentos e desejos que envolvia o demônio já o dominava havia algum tempo, e embora aquilo não fosse inteiramente carnal, ele sabia que aquela necessidade física estava gritando muito mais alto que qualquer coisa e não se aquietaria a menos que fosse saciada. E se não fosse com Sebastian, não seria com mais ninguém.

Mesmo tremendo e ofegando, Ciel encontrou forças para puxar a gola que segurava para mais perto, sentindo a costura da camisa se repuxar. Abriu os olhos para assim alcançar os lábios do maior, pressionando com força antes de timidamente pedir passagem com a língua.

Sebastian não se surpreendeu e sorriu antes de retribuir, empurrando o garoto até que ele se deitasse sobre o colchão. Ambos mantiveram os olhos abertos, como se desafiassem um ao outro a tomar o próximo passo. E esse quem deu foi o próprio Ciel, passando a mão para a nuca do maior para conseguir lhe sugar os lábios com mais vontade, em uma prova de sabor que fazia seu corpo implorar por mais. O que foi o que ele praticamente fez quando seus dentes se prenderam no lábio inferior, levando-o consigo para dentro de sua boca; chupando-o e lambendo-o novamente enquanto seus olhos começavam a ficar úmidos.

Sebastian segurou seus braços acima da cabeça, ignorando os protestos de dor que o pulso quebrado fazia, partindo o beijo de maneira dolorosa quando os caninos do garoto se prenderam em sua boca.

– Não provoque, Ciel. — O demônio alertou com a voz um pouco mais carregada. Mesmo que a mudança fosse mínima, Ciel percebeu que sua respiração também havia acelerado um pouco. — Se eu começar, irei até o fim.

– Eu não vou pedir pra parar.

Por pouco Sebastian não riu. Ciel podia ser muitas coisas, mas com certeza “imprevisível” estava no topo da lista.

– Sabe o que acontecerá quando eu te possuir? — Finalmente disse, de forma sussurrada e sem muita confiança. — Você ficará todo e completamente exposto e não terá mais volta. Seu sabor se tornará minha droga, que nos consumirá pouco a pouco. Ficaremos presos um ao outro mesmo que o contrato seja quebrado.

Ciel ergueu a cabeça o máximo que conseguiu, os olhos fixos naquele brilho inexplicável. E sua voz saiu, como sempre, em tom de ordem:

– Nós já estamos presos há muito tempo.

Em seu interior, Sebastian já sabia que havia sido capturado e que não era apenas o servo do garoto, como também seu prisioneiro. Sem aguentar, soltou um riso breve e contido.

“Pirralho egoísta”

O demônio se inclinou novamente sobre ele, atacando seus lábios com mais violência e quase o fazendo engasgar. Ciel separou suas pernas para o outro se acomodar melhor.

– Já está excitado? — Sebastian perguntou sorrindo, apertando o pequeno volume que já se formava na calça.

– Idiota… ahh. — Se contorceu conforme a mão se movimentava com mais vigor.

Seu braço foi libertado e desceu apressado por seu ombro, tateando-o, descendo ainda mais até encontrar o primeiro botão da sua camisa, que ele tentava abrir desajeitadamente e sem muito sucesso. Conseguiu desabotoar apenas os dois primeiros antes que o maior apertasse um pouco mais o ritmo, sugando sua língua para dentro de sua boca e se deliciando de quando ele passou a fazê-lo também, em uma troca de carinho que não era possível explicar. Ciel era exigente nas carícias, desistindo momentaneamente de abrir a camisa para apenas enroscar a mão nos cabelos do maior, o puxando para si enquanto seus dentes se fechavam em todo o contorno de sua boca, e aquele calor que percorria seu corpo se alastrava ainda mais, fazendo seu corpo ferver.

Seu coração acelerou ainda mais, enquanto ele se perdia na continuação daquele ósculo molhado e barulhento que se tornava cada vez mais apressado enquanto a massagem gostosa que Sebastian fazia por cima da roupa começava a se tornar insuportável. Ciel cortou o beijo para soltar um gemido, soltando também os cabelos do maior para parar sua mão.

– Muito cedo. — Sebastian riu baixo e se apoiou nos joelhos, alcançando o restante dos botões da camisa e sendo acompanhado pelo olhar audacioso de Ciel enquanto lentamente se desfazia daquela peça.

Avançou sem se preocupar, atacando sua pele branquinha exposta, ouvindo-o ronronar baixinho como um felino arisco e se remexer ainda mais abaixo de si, colando-os e acabando por sentir que o maior também estava excitado. Seus membros eretos se amassaram em um movimento sutil e delicioso. Mordeu sua orelha e se demorei ali com a língua, acarinhando aquele pedacinho, fazendo-o se arrepiar, para somente então descer pela linha de seu pescoço, chupando a pele com possessão, passando pela clavícula, o ombro, e fazendo todo o caminho inverso mais lentamente ainda. O ronronar do menor se tornou levemente mais agudo, acompanhando os pequenos ofegos que o atiçavam ainda mais.

Sebastian embrenhou os dedos em seus cabelos lisos, puxando os fios com um pouco de força enquanto rendia seus lábios — um depois o outro alternadamente — sugando-os e mordendo-os ao seu bel prazer. Suas mãos se moveram até seu corpo, lhe arrancando a camisa sem dificuldade apesar da tala no braço, aproveitando para depois abraçar suas costas — as unhas, curtas e mesmo assim afiadas, se afundando em sua pele como se ele fosse totalmente dele para que ele o maltratasse daquela forma. O que de fato era. Ciel estava se dando a ele por inteiro para que ele fizesse o que bem entendesse, por mais que estivesse ainda deliberando sobre o ritmo o qual acompanhavam, que seu corpo ainda tremesse com a lembrança do estupro. Dali por diante ele sabia que havia um caminho incerto, mas conforme sentia suas caricias na pele levemente maculada, sua mente se inebriava. Estava decidido a confrontar aquele medo, se pudesse se aprofundar um pouquinho mais naquele prazer.

O menor arfou quando Sebastian mordeu seu peito, deixando a marca dos dentes na pele branquinha arrepiada. Suas costas se arqueavam conforme os toques se tornavam ainda mais ousados ao retirar cada peça de roupa. Deixou que suas mãos massageassem seus ombros, os braços, o peito, sua cintura fina, os quadris firmes, as coxas macias e carnudas — onde seus dedos de afundaram com possessão, fazendo-o gemer baixinho contra seu ouvido. Cada pedacinho do corpo de Ciel deixava Sebastian ainda mais excitado. Sua boca derrapava lentamente nas curvas de seu corpo, provando cada relevo, subindo e descendo apenas para provocá-lo. Sorriu o seu sorriso mais maldoso quando Ciel reclamou da dor em seu joelho. Deixou uma trilha de marcas de sua barriga até sua virilha, passando para as coxas onde se ocupou por demorados instantes, chupando e lambendo uma depois a outra, desenhando com a ponta da língua traços imaginários. Não teria sangue desta vez (embora isso fosse extremamente tentador), e Sebastian se controlava para que o outro não sentisse dor.

Não muita, pelo menos.

Ciel grunhiu impaciente, apertando seus ombros quando Sebastian passou as unhas “acidentalmente” na pele sensível do seu membro. O demônio ergueu o olhar para encarar sua face levemente avermelhada. Ele mordia o lábio inferior com uma força desnecessária e tinha aquele brilho nos olhos que suplicava daquela maneira que seria impossível ignorar.

– Pare de enrolar. — A voz não passava de um gemido rouco e exigente. Mas que soou incrivelmente luxurioso aos ouvidos do maior.

Seu sorriso se tornou ainda mais afetado. Deslizou suavemente a língua por sua coxa, caminhando lentamente até seu membro ereto que pulsava como se suplicasse para que ele o tocasse. O garoto gemeu ao primeiro toque úmido, extasiando seus ouvidos com o som totalmente impuro que saia daquele corpo angelical. Percorreu todo o falo com delicadeza, sentindo sua quentura, acarinhando-o com a língua sem deixar nem mesmo um único pedacinho ser negligenciado. Quando os primeiros indícios do pré-gozo começaram a pingar, Sebastian decidiu que já era hora de avançar antes que Ciel se desfizesse sem ao menos ir até o fim.

Dobrou suas pernas e o puxou mais para perto, ouvindo um grunhido baixinho quando levou os dedos até a boca do menor, que os lambuzou sem desviar os olhos. Aquela imagem fazia Sebastian se deliciar. Nunca tivera o garoto tão exposto e cheio de uma malícia contrariamente inocente. Porque Ciel era um “diamante bruto” em todos os sentidos, com uma curiosidade e desejo na sua forma mais pura e natural, que o demônio não se importava nem um pouco em lapidar.

Sua respiração um pouco mais arrastada fora o que o trouxera de volta a Terra naquele momento, porque enquanto se deleitava apenas com a visão de seu corpo completamente entregue, Ciel desceu a única mão livre até o zíper da calça de Sebastian, abrindo com curiosidade apenas para explorar com as pontas dos dedos a reação que ele causava em seu corpo. E o que constatou fez com que seus olhos sorrissem maldosos.

Sebastian decidiu que seus dedos já estavam úmidos o bastante e os levou até a pequena entrada, rodeando com o indicador e deixando-a ainda mais lubrificada para se certificar de que não encontraria muita dificuldade em ultrapassar aquela primeira barreira. Lentamente começou a inserir seu dedo em seu interior apertado que se retesava e tentava lhe expulsar a todo custo. Ciel gemeu baixinho, apertando levemente os olhos por conta daquele desconforto inicial. Introduziu mais um dedo quando julgou que podia, movendo seus dedos ainda mais depressa em seu interior apertadinho, sentindo-o ficar ainda mais quente, tanto por causa da situação em si quanto por causa dos movimentos.

Ciel estremeceu ainda mais quando Sebastian aproveitou para voltar a estimular seu falo, mantendo um ritmo em sincronia inserção de mais um dedo e o grunhido que escapou de seus lábios fora novamente aquele que evidenciava o seu desconforto. Aumentou a velocidade gradualmente em seu membro quente e pulsante, a fim de que aquele ato roubasse sua atenção antes focada em seus dedos arranhando seu interior ainda de um modo muito pouco cômodo.

A mão de Ciel voou diretamente nos cabelos do maior. Seus dedos se emaranharam nos fios já bagunçados puxando com uma possessão que o deixou surpreso a princípio, mas que estava incrivelmente distante de ser um ato ruim. Aquela picadinha de dor por ter seus cabelos puxados daquela forma quase desesperada se transformava imediatamente em prazer e só fazia penetrá-lo com ainda mais vontade. O corpo do garoto teve um espasmo repentinamente e seu interior se contraiu ainda mais, apertando os dedos e tornando a penetração um pouco mais difícil. Ciel atirou a cabeça para trás e arqueou, libertando um grunhido de prazer exigente. Seus dedos se tornaram ainda mais firmes em seus cabelos e ele passou a mover seus quadris como se procurasse desesperadamente por mais contato.

Sebastian retirou seus dedos de seu interior, ouvindo um pequeno suspiro de descontentamento antes de sorrir e se colocar novamente de joelhos à sua frente. Virou seu corpo na cama, arrumando o braço enfaixado acima de sua cabeça enquanto se inclinava sobre ele novamente e mordia seu ombro com gula. E o demônio precisou se controlar muito para não furar sua pele com os caninos afiados, ainda mais quando o menor esticou seu pescoço para trás reclamando de dor.

Suas coxas levemente marcadas roçavam nas suas. Sebastian separou suas pernas ainda mais, se colocando entre seu corpo que parecia se encaixar com o dele. Sem pedir permissão, se enterrou naquela quentura imensa. Suas paredes internas o amassavam, o espremiam, queriam o ver fora dali o mais depressa possível e aquela pressão imensa apenas deixava tudo ainda mais excitante. Ciel mordeu o lábio para não gemer novamente, enterrando a cara no travesseiro para abafar o som enquanto sentia o outro lhe invadir por completo. Haviam pequeninas gotinhas se formando em seus olhos fechados, que ele fez questão de engolir para que aquilo não se tornasse ainda mais constrangedor do que já estava.

Permaneceu imóvel por muito pouco tempo, não o suficiente para que o menor se acostumasse com aquele volume dentro de si, começando a se mover lentamente, se arrastando dentro dele e sentindo uma necessidade enorme e que beirava o absurdo daquele contato. Deslizou quase completamente para fora de seu interior que ainda apresentava uma gostosa relutância, se arremetendo de uma única vez e fazendo seu corpo se contorcer. Repetiu aquele movimento mais vezes, lento e ainda sim preciso, atingindo fundo em um lugar que Ciel não sabia onde, mas que fazia uma onda de choque passar pelo seu corpo e levar embora todo resquício de moral ou consciência que ainda restava. Retirou a cabeça do travesseiro para poder soltar a voz livremente, sem se importar o quão despudorado aquilo parecia. E só por ouvir aquele gemido descontrolado poderia fazer Sebastian chegar ao ápice por si só.

Segurou sua cintura com firmeza, deixando o corpo mais ereto, estocando com um pouco mais de velocidade e em nenhum momento se privou de se deliciar com sua expressão completamente rendida, apesar da posição não muito favorável para o demônio ver seu rosto. Os olhos de Ciel estavam apertados com força, sua boca entreaberta buscava oxigênio para seus pulmões e suas unhas agora cravadas nos lençóis demonstravam o quanto ele também apreciava aquela pitadinha de dor, aquela no final do percurso que se transformava em um prazer incompreensível e que fazia o corpo inteiro estremecer com um único golpe.

Seus gemidos se tornavam ainda mais altos e ainda mais desafinados conforme os movimentos se tornavam mais rápidos e profundos. Seu rosto completamente avermelhado se encontrava incrivelmente sensual e aqueles movimentos tímidos que fazia com o quadril o deixava quase estourando de tanto excitação.

Sebastian se arremeteu com ainda mais força, acertando-o fundo e fazendo seu corpo se contorcer de uma forma pecaminosa. Ocorreu nas seguintes vezes em que repetiu aquele movimento, encontrando sua próstata, atingindo-o certeiramente naquele ponto erógeno que ele sabia que lhe causava uma grande sensação. Ciel naquele momento se encontrava na forma mais nua e crua do pecado que era a pior tentação que um ser como Sebastian poderia ter.

– Sebastian... — Ciel chamou entre um quase grito, girando a cabeça para pedi um pouco de atenção. Buscou seus lábios, beijando-o com feracidade enquanto era arremetido com toda força. Sentia que seu limite se tornava ainda mais próximo e sabia que ele não viria de uma maneira muito sutil. Aquele momento era único, era tudo; era toda a frustração de anos e de uma vida passada sofrida; era a necessidade que se mostrou desesperadora conforme o desejo era reprimido pelo orgulho (que diga-se de passagem, já não existia mais naquele momento). Desde o ar se esvaindo junto ao seu até o som que se tornou quase animalesco de seus corpos se chocando com fúria; tudo se resumia no ali e no agora.

Sebastian libertou um gemido pesado contra seus lábios, sentindo o orgasmo atacar ambos os corpos de maneira intensa e fazendo o maior derramar até a última gota de prazer dentro do corpo de Ciel, que gemera junto, o apertando com uma força extraordinária. Sentiu seu corpo todo em puro êxtase. Seus braços, suas pernas, tudo estava mole. Ele não tinha forças para sequer se mover quando aquele torpor o atingiu e caiu no colchão macio completamente sem ar. Seu peito doía, o coração estava a mil por hora e no fundo, bem lá no fundo, Ciel tinha medo de acordar e tudo voltar para aquela frieza em que ambos haviam mergulhado.

Ciel agarrou o pulso do maior com as poucas forças que tinha, segurando como se dependesse daquilo para se manter vivo.

– Eu senti… — O garoto sussurrou enquanto tentava normalizar a respiração sem muito sucesso.

– O que sentiu? — Sebastian deitou ao seu lado, retirando os cabelos grudados pelo suor em seu rosto para conseguir ver melhor os olhos azuis brilhantes.

– Você marcou seu nome na minha alma. Foi como ferro quente. — Seus olhos começaram a se fechar de cansaço, mesmo que ele ainda quisesse vislumbrar o estado de Sebastian apenas para inflamar um pouco o seu ego, o entorpecimento levava sua consciência embora e era muito difícil resistir. — Isso queima…

As palavras se tornaram sem nexo, até que o murmúrio parou, denunciando que ele havia pegado no sono.

Sebastian cobriu o corpo nu do garoto, o ajeitando-o em uma posição mais confortável. A mão de Ciel ainda prendia seu pulso, mesmo que de maneira frouxa, o que não o impediu de levar os dedos até o peito do menor para pousar a mão ali de forma possessiva, sobre o símbolo do contrato que ele marcara há tão pouco tempo. Estranhamente, o garoto havia pedido para ter a marca sobre seu coração.

Sebastian chegou perto o bastante para encostar os lábios em sua orelha e deslizou a mão pelo seu abdome até parar em sua cintura fina. Sorriu quando o menor se encolheu um pouco, como se sentisse cócegas.

– Você é meu, Ciel. Em todos os sentidos.

Notas finais
* Sebastién Michaelis foi um inquisitor francês de verdade. Ele publicou um livro de exorcimos que é considerado como o primeiro relato oficial de classificação da hierarquia dos demônios.

Então ai está! Praticamente 3mil palavras de puro lemon! O que acharam? Acho que foi o mais caprichado que eu já fiz, mas é por que eu estava extremamente feliz!

Fui em uma tour ao Chile para seguir o The GazettE (a banda que toca a segunda música de abertura de kuroshitsuji)e tive a sorte de embarcar com eles pra Argentina. E como eu sou simplesmente viciada nessa banda a 9 anos, já devem ter noção do meu surto psicótico. Mas isso também me fez perceber que... eu só escrevia fic dessa banda e estou com vontade de voltar.
Eu não pretendo abandonar "Timeless" nunca, que fique bem claro! Mas com outros projetos em mente, vou demorar um pouco mais pra postar. Claro que comentários me estimulam! (chantagem -Q)hauahuahauhau

Bom, explicações dadas. Agora me digam, o que acharam do lemon? Foi caliente? XD

See ya~